A segunda volta

10 Capítulo 10


~ Mansão de La Vega – Sala ~

Glória: Não quer responder Nando? Esse seu medo de responder mostra claramente que minha mãe mora aqui...

Nando: Glória, eu não quero intrometer...(interrompido)

Carlota: (chegando na sala)...quem chegou Nando?

Glória: Eu que cheguei...(olha bem nos olhos de Carlota)...mamãe!

Carlota: Que? É você Glória?

Glória: Sim, sou Glória, a sua filha que tanto ama...quer dizer, até os meus sete anos.

Carlota: Minha filha eu...(interrompida)

Maria: (entra na casa chorando)

Nando: Mãe? ( bota as mãos nos ombros de Maria)...o que foi mamãe?

Maria: A Vitória...minha tia Vitória morreu Nandinho ( o abraça e bota o rosto no ombro dele)

Fernando: (muito sério)...eu...vou para o meu quarto (sobe as escadas)

L.F : (com lágrimas no olhos) ... e quem é essa mulher Nando?

~Hospital~

A mulher entra na sala onde está o corpo de Vitória*

Soraya: ( sai de trás da porta e aperta o pescoço da enfermeira, deixando-a sem respirar) ...morra desgraçada! Eu não vou ser descoberta, ainda mais por uma monga como você!

A enfermeira não consegue fazer nada e fica inconsciente*

Soraya: (bota a cabeça para fora e ver o corredor vazio) ...ótimo, eu gosto assim...(olha para os dois corpos)... Eu sou tão fera que saio pra querer matar uma mas acabo com duas de vez (risos silenciosos)...agora vou-me embora antes que me vejam.

Naquele momento o hospital não teve nenhum movimento, o que facilitou a saída tranquila de Soraya daquele lugar*

~Mansão de La Vega ~

Glória: Oi seu Luis Fernando, eu me chamo Glória, já morei aqui há muitos anos, lembro-me de você, era um jovem muito problemático (ela ri um pouco mas cessa por lembrar que estavam de luto)... minhas lamentações.

L.F : Obrigado Glória, você cresceu muito...(se aproxima dela e lhe dá um beijo na bochecha)

Glória: (sorri para Luis Fernando e vira-se para Carlota)...mamãe, podemos conversar a sós?

Carlota: Claro que sim filha, vamos. (as duas saem calmamente da sala indo em direção a cozinha)

Nando: Eu e Alicia vamos para o nosso quarto, ela precisa descansar por que da sua gravidez...(abraça Maria e Luis)

Alicia: É quase impossível de acreditar, mas Deus quis assim. Minhas lamentações gente...(os dois sobem as escadas)

Maria: Meu amor...ainda não consigo acreditar que minha tia foi assassinada...será que isso é possível?

L.F : Acho que não Maria, minha tia não tinha inimigos, não que eu saiba. Mas de qualquer jeito vão investigar.

A porta da frente se abre, Maria e Luis Fernando olha para quem entra*

Soraya: Olá senhores, o que fazem aqui? Porque não estão no hospital?

Maria: Maribel? Onde estava?

Soraya: Fui na minha casa para pegar uns objetos, que estão aqui nessa sacola senhora. (mostra a sacola) você quer ver? (bota a mão dentro da sacola)

Maria: Não precisa Maribel. Voltamos do hospital porque a mãe de Luis Fernando faleceu...e de uma forma muito estranha.

Soraya: Ai senhora que horror. Meus pêsames.

Pensamento Soraya: Pêsames que nada, espero que vocês sofram o quanto possível.

L.F : Vamos subir amor, temos que confortar o papai. (os dois sobem as escadas)

Soraya: É isso que eu quero, sofrimento nessa casa! Eu amo ficar nessa casa com esse clima (risos)

Ela vai para o seu quarto e guarda sua sacola com o disfarce no guarda-roupa*

~Cozinha~

Glória: Bom, mamãe, quero que me explique você fez isso comigo. Quero o porquê de ter me deixado tantos anos longe de você, de me deixar à custa do meu pai, aquele nojento...

Carlota: Filha...me entenda, eu achava que sua vida aqui nessa casa não seria legal para você. Você não teria futuro aqui. Quando estava de férias, fui na casa do seu pai para deixa-la lá, para que pudesse estudar, ser alguém na vida...e não ser a filha de uma simples empregada.

Glória: E porque não mandou pelo menos uma carta nesses anos todos?

Carlota: Filha, eu não sabia como ia reagir por saber que eu te abandonei, mas foi o melhor para você. (vai em direção de Glória para abraça-la)

Glória: Me solte! (agarra os braços dela e a joga para trás) não pense que irei te perdoar, você não sabe o quanto foi sofrido para mim viver com aquele monstro chamado “pai”.

Pensamento Carlota: Ai filha...se soubesse o que seu pai fez...

Carlota: Mas diga que pelo menos você estudou, ou está estudando minha filha.

Glória: Sim, pelo menos a sua ideia ridícula deu certo, me transferi para a faculdade dessa cidade a poucos dias porque eu...vou morar nessa casa a partir de hoje!

~Hospital~

Um especialista criminal estava no quarto donde estava o corpo de Vitória, e o médico Beto estava do lado de fora esperando notícias.

X: Já terminei. (saindo do quarto e fechando a porta). A sua enfermeira que foi levada agora há pouco para se cuidar, foi estrangulada, e a Senhora Vitória, foi assassinada, provavelmente a arma do crime foi o travesseiro, pois ela morreu sem conseguir oxigênio mas não vi marcas de estrangulamento em seu pescoço.

Beto: Mas, doutor...mas quem será que fez isso?

X: Não sei, por isso vamos ter que entrevistar a família De La Veja, claro depois do funeral. Com licença. (sai pelo corredor)

Beto: Sim senhor...meu Deus, mas quem? Coitada da dona Maria.

Pensamento Beto: Maria...sua linda...

Beto andou pelo corredor e chegou ao quarto onde estava a enfermeira que foi atacada, ele abriu a porta e entrou:

X: Lucélia, então o que aconteceu depois que a família saiu do corredor?

Lucélia: (respira fundo) . O Beto me deu ordens para vigiar o quarto de dona Vitória, então quando entrei, alguém apertou o meu pescoço, mas finji estar sem ar e rapidamente soltou meu pescoço e fingi estar morta.

X: Senhora Lucélia, você tem alguma pista para que possa nos ajudar?

Lucélia: Não...eu só consegui ouvir a voz dela dizendo “morra desgraçada” “você é uma monga” e coisa do tipo?

X: E você consegue lembrar da voz dessa pessoa?

Lucélia: Claro que lembro, a voz vai ficar sempre guardada na minha cabeça...

X: Então se você ouvir a voz novamente você vai saber quem foi.

Lucélia: Claro que sim, essa voz é marcante, sei que foi uma mulher...

X: Ótimo, mais um passo dado, agora irei entrevistar o máximo de funcionários do hospital, para saber se alguém estranho entrou por aqui. Boa noite Lucélia, passe bem.

Lucélia: Obrigada senhor.

~Mansão de La Vega – Quarto de Soraya~

Soraya estava deitada na cama com os olhos abertos pensando sobre o ocorrido*

Pensamento Soraya: Ainda bem que tudo saiu perfeitamente do jeito que queria...mas peraí, será que tudo que levei pra lá eu trouxe de volta?

Ela se levanta e vai em direção ao guarda-roupa, abre a gaveta e pega a sacola*

Soraya: Vamos ver...(tira tudo da sacola) , ah, está tudo aqui, ainda bem...agora vou guardar antes que alguém veja essas coisas.

De repente Soraya ouviu a porta se abrir e depois uma voz*

Maria: Maribel!?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.