A sangue frio
6 Direção cega
Permanecemos ali por um bom tempo, era estranho mas, por um tempo eu senti que estava segura, não sei se era porque havia pessoas junto a mim, mas eu estava me sentindo confortável naquele momento, mas é claro que, como regra da vida, todos os meus momentos bons deviam ser interrompidos.
– Já chega! — Lucas grita e se levanta — não aguento mais ficar aqui! — ninguém faz nada — ah, qual é? Vocês vão ,mesmo ficar aqui sentados enquanto morrem lentamente?!
–Sério? — Cameron pergunta enquanto arqueia uma de suas sobrancelhas — devo te lembrar que você quase morreu alguns minutos atrás? Para de frescura e senta logo essa bunda ai.
Ignorando totalmente o que Cameron acabara de lhe dizer ele abre a porta do caminhão, naturalmente muitos zumbis tentaram entrar, eu impulsivamente começo a dar tiros, até que as balas acabam, para minha sorte, Pam começa a atirar para cima até formar um circulo no teto, Cameron faz pezinho para ela, e ela atinge o centro do circulo com um soco, um buraco se abre no teto.
Lucas faz pezinho para mim e eu consigo subir até o buraco, pam me ajuda a subir, logo estávamos todos em cima do caminhão, que a propósito estava balançando bastante por causa dos zumbis, tanto que eu me desequilibro e caio. Pâmela chega e pergunta.
–Você sabe dirigir?
–O que? — pergunto quase gritando pois os gemidos, grunhidos ou eu sei lá o que que os zumbis fazem estava alto demais.
–Você sabe dirigir? — ela fala gritando
–Mais ou menos! Por quê?
Ela não me responde, vira pro irmão e grita.
–Aí, Cam ela ela sabe dirigir!
Ele corre em minha direção e me puxa pelo braço
– Ei! — arranco sua mão de meu pulso
–Vem logo! — ele grita, resolvo segui-lo.
Corremos até ficar perto da porta, Cameron se pedura e quebra o vidro da janela, e entra.
–Pula! — ele grita
–você tá maluco?
–Confia em mim! — ele estende o braço
Fecho os olhos e pulo, alguma coisa me agarra, abro os olhos e é só a mão de Cameron, ele me puxa para dentro mas só metade do meu corpo entra, sinto uma dor infernal na barriga "é só o impacto, só o impacto" penso, com uma grande dificuldade entro na cabine e me sento no banco, ponho a mão na barriga e sinto a mão molhada, olho para minha barriga, não foi só o impacto, estou encharcada de sangue olho para a janela, as pontas do vidro estilhaçado também estão com sangue, meu sangue.
Cameron ao ver minha situação tira o casaco e coloca sobre os cortes. Então ele começa a vasculhar a cabine em busca das chaves.
–Droga! Não estão aqui! -ele fecha o porta luva com força
–V-você já tent-tou ligação d-direta — a cada palavra que falo a dor só aumenta
Ele deita a cabeça em meu colo e começa a mexer nos fios, o carro finalmente liga.
–Pronto, podemos ir
De repente minha visão fica embaçada
–Elisabeth, tá tudo bem?
–Me guia — piso no acelerador
E assim prosseguimos por mais ou menos uns quatro kilometros ele dizia "direita" ou "esquerda" e eu obedecia foi uma conduta meio desengonçada confesso,e eu não conseguia parar na situação da Pam e do Lucas lá em cima agarrados a alguma coisa tentando não cair, porém, chegou uma hora que não deu mais a dor estava insuportável, soltei o volante e joguei minha cabeça no colo de Cameron, o caminhão bateu, finalmente pude desmaiar.
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