A sala proibida
7 Não fuja de mim!
Notas iniciais
Acordei.
Estava em uma floresta escura. Havia árvores em todo lugar. Procurei Catherine e a vi de pé, me olhando. Ela estava com o cabelo meio bagunçado, mas fora isso parecia em perfeito estado. Diferente de mim, claro. Parecia que eu tinha saído de uma tumba. Minhas roupas estavam manchadas de uma coisa gosmenta, grudenta e brilhante. Meu cabelo. Tenho certeza que está em pé, como se eu tivesse usando na potencia 123K, ao contrário. Eu sentia o sangue já ir embora do meu rosto.
Catherine me olhava preocupada. Eu deveria estar realmente horrível. Agora eu pensava: Devia ter ouvido minha mãe, e não colocado um louco em casa. Dá nisso. Nota mental: Estou perdida no inferno com o próprio Diabo e não sei o que fazer. O mais lógico seria ser o mais gentil e cuidadosa possivel. Talvez quando ela baixar guarda usar minhas abilidades de Karâte. Mais eu não sou uma pessoa lógica. Eu corro:
–Hey!!! Ei!!! Não! Volta aqui! Você não sabe onde tá indo! Nã...
Não ouvi o resto pois estava longe.
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Eu andava pela floresta escura. Minhas pegadas ficavam marcadas no solo húmido. Estava com frio. O vento era cortante e balançava meu cabelo que chicoteava nas minhas bochecas e nuca. Lembrete mental: Nunca viaje para outro mundo, país, lugar, floresta assustadora, sei lá; de pijama.
De repente a floresta se iluminou. Pontinhos brilhantes apareceram na minha frente. A floresta não ficou mais assustadora. Mas bonita e tranquilizadora. Ela parecia em harmonia comigo, como se me acolhece com carinho. Eu me senti feliz e em paz. Bem-vinda. Como eu não me sentia na casa da minha tia. Como se eu pertence-se aquele lugar.
Mas um barulho de galhos quebrando fez tudo isso desaparecer. Senti frio de novo, mais intenso. Olhei em volta e vi um homem encapusado, só o que eu via era seus olhos amarelos de gato. Ele tirou o capuz e eu arfei. O que eu vi me fez recuar até bater em uma árvore. Ele sorriu. Um sorrisi frio e assustador. E falou:
– Finalmente te encontramos Samantha. Anos de procura pelos mundos valeram a pena.
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