A saga crepúsculo - Lua azul

6 Capítulo 6 - Bon appétit!


Notas iniciais
Oi meus amores! Aqui está mais um capítulo feito com amor *-*-*
Querem escutar as músicas que nossos Dois fofos escutaram quando estavam bagunçando a cozinha para deixar a fic um pouco mais "emocionante"? Deixarei o link das músicas para que voces se sintam melhor a estória.
Don't Dream I'ts Over: https://www.youtube.com/watch?v=XjBwAYIxUso
Quit And Go Home: http://www.youtube.com/watch?v=rBCTq0Bb4us

Beijos, e não equeçam de comentário.

Dando um passo de cada vez entre a grama molhada estou cada vez mais perto do meu destino de hoje. Vejo várias árvores ao meu redor, mas não são elas que me agradam, elas só me levam ao lado negativo e me fazem pensar que estou perdida, cada vez sem esperança de encontrar a casinha de boneca que eu tinha visto à dois dias atrás. Bem que eu podia ter desenhado um mapa ou ter marcado o caminho com pedrinhas, mas a única coisa que memorizei para lembrar do estreito caminho até a casa do meu amigo foi a grande árvore inclinada e coberta por musgo nos obrigando a desviar de suas partes tortas que ficam ao longo da trilha.

Minha garganta está ardendo enquanto a minha barriga decide dançar novamente. Para piorar a minha delicada situação, estou conseguindo ficar cada vez mais aterrorizada enquanto lembro do maldito sonho. Por isso está acontecendo justo comigo? Até quando terei que sonhar com tudo isso? Por culpa de todo esse maligno acontecimento não posso mais considerar o meu mundo dos sonhos fantástico porque as trevas o dominou.

Estou pisando cada vez mais rápido e forte com a grande ansiedade de estar acompanhada de alguém. Mas até lá, tentarei fugir dos meus malditos pensamentos que estão fazendo a ficção virar pura realidade.

Para tentar distrair, tanto dos pensamentos quanto do mundo, parei para escutar o barulho ao meu redor. Estou ouvindo... Há três servos à minha direita e sons de batidas à minha frente. Parece mais como uma bateria. Essa batida envolvente e selvagem de baquetas parece estar atravessando a trilha que sigo como uma forte onda. Finalmente algo perfeito e agradável para me desligar do mundo. Isso era a única coisa que faltava para que eu conseguisse seguir a trilha totalmente tranqüila e confiável. Sigo a batida que fica cada vez mais clara e alta com um grande sorriso no rosto e em uma super velocidade.

Não estou me dando conta por onde passo, minha atenção está indo direto para o eco da bateria que assusta os pássaros. Por causa do grande som envolvente acabei me desligando dos servos que estavam fáceis para mim e também não me dei conta de ter passado pela árvore inclinada. Uma pena não poder ter apreciado esse pequeno defeito da natureza que trouxe algo especial para o mundo. Mas dando valor ao lado bom, a onda de música que estava me guiando impediu que eu me perdesse do caminha que já me era difícil, e graças a batida misteriosa... Digo, não tão misteriosa agora, consegui chegar ao meu destino. Já Estou na frente da casa do meu amigo extrovertido ouvindo as baquetas criarem um som violento entre a bateria.

– Seth?! – Berrei, mais foi palavra gasta. O som da bateria ainda está focado no mesmo ritmo de antes sem nenhuma suspeita de pausa, em volume máximo, parecendo um verdadeiro show ao vivo.

Não vai adiantar gritar mais uma vez, só estarei provocando uma insuportável dor de garganta. Talvez a única opção seja bancar uma de penetra e atravessar a porta meio escancarada da garagem.

– Seth? – Perguntei empurrando a porta na qual fez um barulho irritante. A música foi interrompida por culpa da minha inesperada presença.

– Nessie... – Ele estremeceu soltando as baquetas – Oi...

– Olá – Sorri sem jeito enquanto entro na pequena garagem.

– Que surpresa! – Ele afirmou aproximando-se de mim. – Como conseguiu...?

– Ah! Isso... – Funguei – Eu apenas insisti, dei um longo discurso, até saber que eu estava liberada. Mas talvez eu ainda tivesse motivo para ficar trancada em casa... Ou não?

– O que houve? – Ele gelou.

– Um sono ligado ao primeiro. – debrucei – Eu não quis raciocinar sobre ele, então eu o ignorei... Mas o outro sonho, ainda é perturbante.

– Hmm... – Ele hesitou pensativo, depois ficou completamente calado com seus olhos cor de carvão fitados nos meus.

– Então você também gosta de música? – Perguntei, desta vez, desviando o assunto anterior, que só por um comentário, me arrepia da cabeça aos pés. Não sei porque falei sobre isso. Quando começo a pensar no sonho/visão tenho vontade de ter a mente apagada.

– Acho que foi a única coisa que esqueci de falar sobre mim na nossa conversa em La Push – Ele respondeu desviando o olhar e abrindo um sorrisinho tímido.

– Admito que também me esqueci de mencionar em música na nossa conversa. – Ri baixinho.

– Bom, então estamos lado a lado – ele assegurou, ainda com seu sorrisinho tímido.

– Faz muito tempo que você toca? – Perguntei me aproximando da bateria vermelha queimada, ele me seguiu.

– Não muito, Apenas alguns meses, um tempo suficiente para aprender algo. Pelo menos, na bateria, ainda estou nos primeiros passos.

– Pelo menos? – Repeti – Então... Você toca mais instrumentos?

– Toco sim! Piano, gosta?

– Piano! – Senti um arrepio na minha espinha – Gosto, Meu pai me ensino a tocar. É igual expressar os sentimentos; No começo é difícil mas devagar... Vai ficando... Ficando cada vez mais fácil, agradável.

– Concordo! – Ele sorriu olhando fixo para o chão por alguns minutos, depois voltou a olhar para mim. – Ness, sem querer se chato, mas ficaremos quites nessa pergunta... – Ele engoliu em seco enquanto passa a mão na nuca. – Mas... Ainda não sei o motivo pelo qual você veio até aqui.

– Ah. – Debrucei – Só estou retribuindo sua visita surpresa de ontem. Achei que iria gostar de uma companhia. – Sorri, demonstrando sinal positivo ao meu amigo que parece ter se incomodado com a pergunta que havia feito igual a quando perguntei perturbada, do mesmo jeito que ele pareceu estar em cada palavra.

– Ah, obrigado! – Ele respondeu, de volta com seu sorrisinho tímido. – Quer fazer o que? Tocar bateria, fica lá fora, ver televisão, ficar de bobeira...?

Estou tão espairecida que não consegui responder a pergunta do Seth. A dor de vazio que sinto na minha barriga é absurda. Minha barriga tem a sensação de estar queimando.

– Ness? – Ele insistiu, rouco – Você... Você ta legal?

– Não – grunhi passando a mão na testa – Acho que agora me bateu fome... Muita fome...

– Agora?! – Ele gelou parecendo estar surpreso. – Você está sem comer desde ontem?

– Sim, estou – Encolhi – Não achei que iria "matar"... – Respondi sarcástica. – Achei que eu agüentaria, mas pelo que estamos vendo, eu me enganei.

– E como! – Ele respondeu em um toque ríspido, mas mesmo assim suave – Vem, vamos ver se acho alguma coisa para distrair isso.

Seth me "puxou" porta à fora da garagem que para mim parece um pequeno estúdio de música com algumas ferramentas em estantes velhas.

Fomos direto para a casa de madeira. Seth abriu a porta e insistiu que eu entrasse primeiro. Quando entrei uma brisa com cheiro de madeira e hortelã passou pelo meu rosto. Fiquei parada em um canto com os braços cruzados, parecendo tímida, esperando Seth entrar e Acender a luz.

– Seja bem vinda! – Ele brincou acendendo a luz.

É tão rústico, tão natural... A casa de madeira onde meu amigo mora é absolutamente aconchegante. É um pequeno loft. A cozinha e sala são quase juntas com uma pequena lareira perto da média televisão cinza de tela plana grudada na parede de pedregulho da Sala. É uma visão moderna misturada com alguns toques clássicos.

– Os quartos ficam lá em cima – Seth falou apontando para a discreta escada de madeira escura.

– É realmente lindo Seth. – Estremeci como se parecesse estar frio, mas não é o caso. A Lareira está acesa e a casa está em um clima ideal.

– Bom, se você está dizendo. – Ele sorriu largando a chave em uma mesa de vidro que fica ao lado da porta. Depois ele virou indo na direção da geladeira. – Então? O que comer?

– Seth, deixa – Senti uma onda de calor no meu corpo enquanto sento em um banquinho cor de vinho na frente do balcão de granito. – Não precisa se incomodar com isso.

– Que tal uma omelete? –Ele ignorou meu comentário, como se não tivesse escutado uma palavra se quer.

– Ah, pode ser. – Respondi, pausadamente, sem discutir.

Ele pegou quatro ovos, queijos ralado e uma garrafa de suco de laranja pela metade. Uma tigela e dois copos do escorredor de pratos. Serviu os copos de suco e começou a tomar, em um único gole.

– Queijo ralado? – Perguntei contornando com o dedo indicador a borda do copo.

– Pode confiar Ness! – Ele disse locando o copo, vazio, em cima do balcão de granito. – Sei que parece estranho – Ele passou a mão em seus cabelos. – Mas é muito bom!

– Tudo bem – grunhi levando o copo até a boca – Quer que eu faça alguma coisa?

– Pode pegar a frigideira? – Ele apontou para o armário que fica de baixo do balcão onde estou sentada. Eu abaixei e peguei a frigideira. Ela estava de baixo de várias outras panelas então quando eu a puxei, não fez um som muito agradável, mais Seth não ligou, ele apenas riu. Tentou manter seu tom discreto, mas ele não resistiu.

Passou-se alguns minutos, Seth está zanzando de um lado para o outro enquanto eu tomo o suco de gole em gole.

– Cadê?! – Ele sussurrou por fim, ríspido com ele mesmo enquanto fuça mais um armário da cozinha.

– O que foi Seth?

– O sal – ele grunhiu – Sumiu! Não está em nenhum lugar. – Ele colocou a mão na cintura se demonstrando completamente impaciente.

– Tem certeza? – perguntei com um sorrisinho enquanto aponto para o saleiro sorridente que está em cima de uma pilha de revista da New York Time a alguns centímetros longe de mim.

– Leah deve ter posto ai – Ele fechou um dos armários e se aproximou. – Sempre quando ela sai, se distrai e esquece de guardar as coisas.

– E para onde ela foi?

– Não perguntei. – Ele suspirou – Acho que ela foi na casa do Sam.

– Ah. – Sussurrei mordendo a parte de dentro da minha boca.

– Então?! – Ele bateu palmas uma única vez, na qual fez eco, e esfregou as mãos – Pronta para por a mão na massa? Digo... Nos ovos.

– Claro! – Sorri, levantando o Animo que estava descansando dentro de mim. – Vai ser divertido!

Seth pegou os ovos e se aproximou da tigela bege. O primeiro que ele tentou quebrar estourou na mão dele, eu comecei a rir, mas depois fui ajudar meu amigo em crise. Segurei uma de suas mãos e demonstrando como realmente quebrava um ovo sem provocar uma bomba nuclear.

Ele lavou as mãos e me entregou a tigela para que eu batesse os ovos. Misteriosamente, sem dizer uma palavra se quer, Seth foi até o sofá da sala pegar um mini controle remoto prateado.

– Que tal deixar isso um pouquinho mais divertido? – Ele perguntou sorrindo torto.

– Como assim? – perguntei coçando com o braço meu olho, por estar com as mãos ocupadas.

– Música! – Ele apertou um dos botões. Agora, depois dessa ação pouco doida, tanto a sala quanto a cozinha estão dominadas pelo eco do Rock Clássico.

– Crowded House? – Perguntei ainda com a função de batedeira.

– Gosta? – Ele perguntou colocando o controle no balcão de granito.

– Adoro! – respondi cantarolando. – Principalmente essa música! Don't Dream It's Over é a minha preferida.

– A minha também! – Ele sorriu pegando a tigela e a colher da minha mão. Estar perto do Seth nos deixa mais vivo, e feliz... Não há como demonstrar nenhum pingo de tristeza quando se está ao lado dele. Tristeza não, mas saudades sim. Ai Jake, como eu quero você aqui agora se divertindo conosco.

– Acho que já pode acender o fogo e deixar a frigideira esquentar o óleo. – Ele colocou o queijo ralado e o sal na tigela cheia de clara e gema de quatro ovos juntos. – Pode fazer isso? – Eu balancei a cabeça afirmando que sim.

Fui na direção do fogão de seis bocas e acendi a primeira que eu vi na minha frente. Coloquei a frigideira no fogo baixo e a cobri de óleo.

Não consegui me conter e comecei a dançar, o menos discreto possível, a música que está ecoando pela cozinha. Olhei para o Seth tentando demonstrar a grande diversão que sinto. Quando ele também se conteve com a música, e com a minha dança, ele começou a seguir os meus mesmo passos. Com tigela na mão ele veio balançando a cabeça no mesmo ritmo até a minha direção, que também é a direção do óleo fervente. Dançar música clássica é a melhor coisa para afastar o nervoso acumulado do corpo. Principalmente o rock clássico.

Ele colocou toda a meleca de omelete na frigideira e deixou esquentar mais um pouco, Ainda no ritmo da música.

– Me dá a honra dessa dança? – Ele brincou, fazendo voz grossa para parecer um verdadeiro lord, enquanto faz uma reverencia dirigindo suas mãos às minhas.

– Sim vossa Alteza. – Também reverenciei fingindo estar com um vestido de gala.

Depois do teatro, quando íamos realmente começar a dançar e manter a atenção na omelete, a música acabou. Ela foi trocada por uma música mais agitada e recente.

– Secrets In Stereo? – Perguntei concentrada batendo o pé no ritmo da batida. – Quit And Go Home?

– Exato! – Ele sorriu, perdendo um pouco do ritmo por causa da omelete. Ele a virou de lado e voltou para o meu lado.

Começamos a bater nossos pés contra o chão no ritmo da música. Quando chegou no refrão, por pouca coincidência, começamos a cantar juntos fingindo estar segurando um microfone, Logo em seguida começamos a dançar. Imagino que se a Leah estivesse em casa aproveitaria o momento conosco até o seu botão de "séria" ser acionado novamente. Segurei as mãos do Seth enquanto dançamos iguais a dois doidos em bailes dos anos 80 até a música acabar e darmos conta que a Omelete não sobreviria. Mas por milagre, sobreviveu.

Quando o momento discoteca acabou e foi trocado pelo momento chefes atrapalhados corri na direção da pia e Peguei um prato raso para que Seth pudesse colocar a omelete nele. Ele despejou nossa obra prima no prato e deixou a frigideira no fogo apagado.

– Por pouco! – Sorri sentando no banco novamente e enchendo nossos copos de suco.

– Arã! – Ele concordou, cortando a omelete ao meio e logo em seguida sentando ao meu lado.

– Bon appétit! – Ele sorriu e erguei seu copo de suco de laranja para um brinde.

– Bon appétit! – Repeti, brindando com o meu.

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Querem escutar as músicas que nossos Dois fofos escutaram quando estavam bagunçando a cozinha para deixar a fic um pouco mais "emocionante"?
Don't Dream I'ts Over: https://www.youtube.com/watch?v=XjBwAYIxUso
Quit And Go Home: http://www.youtube.com/watch?v=rBCTq0Bb4us

Notas finais
Gostaramm? Comentem!
Querem escutar as músicas que nossos Dois fofos escutaram quando estavam bagunçando a cozinha para deixar a fic um pouco mais "emocionante"? Deixarei o link das músicas para que voces se sintam melhor a estória.
Don't Dream I'ts Over: https://www.youtube.com/watch?v=XjBwAYIxUso
Quit And Go Home: http://www.youtube.com/watch?v=rBCTq0Bb4us