A ressurreição do fantasma vigilante
6 O que planeja o tal fantasma?
Notas iniciais
– O que diabos foi aquilo? – perguntou Denise sobre a noite anterior. agora estavam confortáveis em seu quarto.
– Um improviso! – respondeu o fantasma assustado. – se você não tivesse estragado tudo, nada disso aconteceria.
– Como assim eu estraguei tudo? – Denise não entendia. Depois do incrível beijo da noite anterior, o que a deixou em puro êxtase, ele vinha com essa conversa de improviso. Se ela não soubesse a verdadeira intenção dele, imaginaria que estava sendo usada. – Eu te apoiei em tudo, fiz o que você pediu, tudo! Por que você está gritando comigo? Denise não é um objeto! A garota começou a chorar e sentou na beira de sua cama. O fantasma sentou ao lado dela e colocou sua cabeça de modo que fique a descansar em seu peito.
– Me desculpe, por favor. Eu não queria gritar. Estou assustado. Bianca quer o pagamento. Ela quer a minha alma.
– Eu te avisei para não fazer isso! Eu não quero que você morra. Aquela Diva-ghost não pode te levar!
O fantasma estranhou.
— Porque preocupa se tanto assim? – ele pergunta acariciando os cabelos da garota. Esse era um dos raros momentos em que ela deixava seu cabelo solto. Era lindo e cacheado, como grandes ondas em um mar tranquilo. Fora o que ele sempre admirou isso nela, fora a persistência e o conhecimento em coisas aparentemente fúteis.
– Por que se ela te levar, eu terei que ir junto. E A louca que estou a fim de queimar no inferno.
O vigilante sorriu por um momento, mas não durou muito.
– Será que ela ficou triste demais pela situação de ontem?
Denise disse dãããã, como se fosse a pergunta mais idiota do mundo.
É claro que ela ficou triste. Não sei como você vai conseguir conquistar uma garota deixando ela triste.
– Você poderia sair. Já me ajudou com o problema da separação. – o fantasma suspirou. Será que era uma boa hora para criar afeto pela garota? Ele não queria envolvê-la nisso.
– Você é meio lerdo não? – ela riu – não posso sair disso. Os fantasmas que você soltou estão loucos de raiva.
– Tinha me esquecido disso. Bianca ainda vai ser útil e eu não quero que ela fique por aí para sempre.
– Ela merece isso. Foi uma vadia odiosa desde que era viva.
– Sabe de onde vem o ódio? – era uma pergunta retórica e ela deixou o continuar, já que não queria se afastar daquele corpo quente. – Vem da solidão, da tristeza e inveja. Tudo isso vem do amor. Você começa a odiar uma pessoa depois que muito a ama e ela não corresponde.
– Que sinistro. Você sabe mesmo dessas coisas. – que droga! Ela queria mandar Monica ir pro inferno e ficar com ele.
– Tive que saber. O pior do ódio, é que ele não é real. Quando você causa dor á uma pessoa que você já amou, dói em você também. Por mais que feri-la ocupe o buraco em seu peito, nunca é permanente.
Denise ficou em silencio, ali deitada confortável. Ela não queria sair dali nunca. Ficou em silencio refletindo, quem sabe quanto tempo? Ela acabou dormindo.
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No casarão 969, Bianca estava sentada, olhando para o espaço, tentando achar um lugar para se encaixar em meio as estrelas. Sempre foi duro para ela ficar andando pelo mundo e ninguém conseguir vê-la. Só era possível na sua casa. Porque, nem ela sabe. Agora ela estava forte o suficiente, tinha almas de tantos homens, que poderia partir, ir para o lugar onde devia estar a tempos. Mas ainda acreditava que ele ia voltar. Alguns dias atrás, o seu velho “amigo” que ela imediatamente reconheceu, apareceu na sua casa e lhe pediu ajuda. Ele prometeu o mais valioso presente que tinha, a sua alma. Estava desesperado por uma paixão não correspondida, assim como ela. Quem sabe ela poderia partir com ele, depois de matar a garota que o fez sofrer tanto?
Ela se arrependeu de não ter escolhido o quando podia. Sempre esperando, sempre esperando... o amor era mesmo uma droga, o ódio também. Se seu antigo namorado aparecesse, ela o faria sofrer. Um fantasma a ensinou que o ódio e o amor andam sempre juntos, ele tinha razão.
Bianca suspirou aflita e saiu pela rua. Ninguém à via, ninguém a sentia... é triste para alguém que foi acostumada desde pequena a ser notada. Um dia ela encontraria o maldito charlatão e esfregaria na cara dele tudo o que sentia. Enquanto isso ela ia colecionar almas e explodi-las como uma supernova direto no se rosto. Quanto será que valia a alma nobre do fantasma? Ela iria descobrir, assim que tivesse uma oportunidade de roubá-lá.
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