Notas iniciais
Me desculpem aí rsrs. Era para ter saído ontem às nove horas, mas o wi fi parou de funcionar por causa da chuva, espero que não tenham morrido do coração. Bom, esse cap até ficou legal, mas não acreditem em tudo o que está escrito ok? Espero que gostem.

– Fantasma... – chamou Monica. – Estou aqui, como você pediu.

Monica se sentia solitária e com medo na casa de Bianca. Nunca pensou que tivesse que voltar lá, depois daquele lance de roubar corações...

De repente, a garota sente um par de mãos enluvadas quentes em seus ombros e ela se vira abruptamente.

– Como vai, Milayde? – ele mantinha aquele doce sorriso que era ao mesmo tempo safado

– Ah, é só você. — disse Monica olhando para o fantasma, com seu coração batendo forte e muito rápido. Ela esquecera que ele era assim, não lindo, ou talvez era né? Ele sempre usava a tal mascara e a fantasia, então ela não podia saber. Mas musculoso, com certeza. Ela se lembrava de quando dançou com ele aquela vez, lentamente encostada em seu peito, assim bem juntinho à ele...

– Por acaso esperava,um outro fantasma? – disse ele sorrindo.

Monica sentiu um arrepio.

– Eu esperava a dona da casa, a dama de branco.

O fantasma caminhou até ela, e ela ia chegando para trás. Ainda estava com medo dele.

– O que temes, Milayde? – disse o fantasma parando à sua frente, enquanto ela se encostava-se à parede, encurralada. – Ela não está aqui. Está com medo de mim?

Monica o olha diretamente nos olhos e vê pontadas de tristeza.

– Você matou meu namorado. Por que deveria confiar em você?

O fantasma sorriu.

– Eu não matei seu namorado, ainda que eu o matasse de nada importaria se você não me amasse.

Ele estava rimando de novo. Que droga era aquela? O fantasma vigilante ou o charada dos quadrinhos do Batman?

– O que você viu em mim? – perguntou Monica. – Eu nem sou bonita cara, sou problemática e altamente apaixonada por vários caras...

O fantasma colocou a mão no seu queixo e o levantou, de modo se olhos se encontrassem com os delas.

– O que eu vi em você? – ele pergunta serio. – Mesmo sendo uma mentira isso o que você disse, eu não me importo com os prazeres que sua carne pode oferecer. Eu me importo com o que você sente e vivo vigiando para que nunca se sinta só.

Monica queria ficar nervosa, rodar o seu coelho de pelúcia e acertá-lo bem na segunda cabeça, mas ela não conseguiu.

– Está fazendo um péssimo trabalho. – ela sussurrou e tentou sair, mas ele a bloqueou com o braço.

– Eu sei que você não se sente sozinha Milayde, eu sempre estive com você e sempre vou estar.

Ta legal, isso já era estranho de mais.

– Você me lembra muito o DC – ela disse. – mas você não pode sê-lo, já que ele está morto.

O fantasma sorriu.

– Eu também estou. Mais alguma teoria?

Monica olhou nos olhos.

– Quem é você, fantasma vigilante?

Em vez disso, ele sorriu.

– Já ouviu falar da lenda da dama de branco e do fantasma vigilante?

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– Eles estão demorando demais agora. – disse Magali preocupada.

– Não se preocupe, daqui a pouco ela sai dali com o tal fantasma. – disse Titi. A idéia de ter que ver o fantasma novamente lhe dava calafrios. Ainda conseguia sentir o toque da espada roçando seu pescoço.

– Eu também estou preocupada. – murmurou Carmem. – por que ela insistiu em entrar sozinha?

Magali colocou a mão na cabeça.

– Ela queria conversar com o fantasma. Afinal, o que esse cara quer com a nossa vida?

Titi colocou a mão no pescoço.

– Nos matar? Por que é isso que está parecendo.

– É melhor pensarmos com mais clareza sobre essa historia toda. Venham cá. – chamou Magali.

Sentaram se debaixo de uma arvore que ficava do lado da casa.

– Okay, okay... – disse Carmem. – agora a gente vai ficar contando historias de terror mesmo?

– Não... – disse Magali pacientemente. – vamos tentar entender. Sabemos que o fantasma escolheu a Denise para ajudá-lo, por que a Denise?

– Vai ver ele gosta de uma ajudante sexy. – disse Titi antes de levar um tapa na cabeça.

– Vai ver ele queria separar Monica e DC. – sugeriu Carmem. – a Denise que manja desses assuntos.

– A Denise não é confiável. Ela postou tudo no blog. Se o fantasma quisesse manter segredo, ele não permitiria.

– Vai ver ele queria que alguém soubesse. – disse Titi. – todos lêem o blog da Denise, até uma pessoa que ele não quisesse por perto.

– Tá legal Sherlock. – disse Carmem. – explique.

– É fácil, a Monica não queria levar o DC, não é? Ele também não queria ir.

As meninas escutavam em silencio e ansiosas.

– Então, a Denise posta o vídeo e ele vai. Coincidência? O fantasma estava lá naquele dia também, não estava?

– Onde você quer chegar com isso? – diz Magali.

– Se o Cebola está no inferno, quem mais teria algum motivo para matar o Do Contra?

As duas garotas cobriram a boca assustadas. Como não pensaram nisso? Toni ficara pouco nas duas festas, nunca aparece quando o fantasma estava junto, ele gosta da Monica e seria capaz de tudo. Fazia sentido, Magali não podia negar, mas algo ainda estava errado.

– Suponhamos que ele seja mesmo o Toni, com aquele olhar doce e amigável, de modo que conseguisse conquistar todas as meninas de uma festa?

O fantasma conseguira isso. Todas ficaram falando depois da festa no fantasma que só teve olhos para Monica.

– Ele já fez isso não é? — disse Carmem. – no dia em que chegou.

A lembrança chegou tão sutilmente quanto um terremoto seguido por um tsunami logo após um tornado em meio a uma chuva ácida.

– É mesmo, mas ainda não acredito que ele seja o Toni.

– Por que não?

– O Fantasma fala e age como um homem, o Toni é um simples pirralho. E por mais que tentasse, jamais conseguiria fingir aqueles olhos tristes.

– Tá legal. – disse Titi. – mas não vamos descartar essa possibilidade.

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Denise estava aflita. Eles finalmente levaram os garotos, exceto o Cebola para dentro de um simples quarto com apenas um colchão e um cobertor. Eles tinham que dormir juntinhos. Algo estava errado. Aquilo era o inferno, então por que só ela se sentia torturada ali? Aquilo não fazia sentido. Em alguns dias, o demônio voltava com comida e água. Bianca não os queria mortos, ela queria o fantasma. Se aquela lenda fosse verdade, ela presumiria que Bianca cansou de esperar.

Denise tremeu de frio. Cascão, mesmo sabendo que poderia morrer congelado, retirou sua jaqueta e cobriu a garota.

– O-obrigada – ela gaguejou.

– Você está quase congelando.

– N-Não se-e preocupe-pe comigo... – ela ainda gaguejava.

Cascão deitou junto com ela no colchão e a abraçou.

– O fantasma vai chegar. – ele disse. – se você acredita nele, eu também acredito.

Denise se encolheu no abraço apertado do amigo e descansou a testa na dele. Ela queria compartilhar de seu calor até que saísse dali, se saísse.

– Denise. – sussurrou Cascão lentamente – antes de morrermos, quero fazer uma coisa.

E ele a beijou. Cascão sempre quis experimentar o beijo da garota. Ele ficou surpreso com o gosto doce e com a pele macia da garota. Cascuda não é assim. Ela não tinha esse gosto, não tinha o charme de Denise.

Denise bateria nele, gritaria ou então simplesmente sairia dali, mas estava muito frio. O beijo de Cascão era muito diferente do Fantasma. O Fantasma, mesmo deixando claro que amava outra, a beijava com paixão, sempre deixando a querendo mais e nunca completando o beijo. Beijava como se fosse um amor proibido. Cascão era mesmo diferente. Seu beijo era ansioso e definitivo. Contendo uma paixão escondida, não voltada à ela. Beijava a com a necessidade de pelo menos uma vez tentar achar a mulher certa. Ele não estava contente com a Cascuda, mas também ele não desejava Denise assim como o Fantasma.

– Não deveria ter feito isso, Casca-boy. – disse Denise séria.

– Deveria sim. Você está bem mais quente. Até consegue falar.

Denise ficou sem entender.

– É, mas você tem uma namorada. Não deveria ter feito isso.

É mesmo difícil entender esses garotos. Cascão ela até entendia, mas o fantasma não. O que havia debaixo da mascara?

Denise estava nessa linha de pensamento quando ele apareceu.

– Estás bem nobre dama? – chamou o fantasma.

Naquela hora, surgiu energia de onde ela nem sabia que tinha. Ela se levantou e correu para grudar sua boca na sua.

Cascão virou se para o outro lado. Era isso o que ele ganhava? Abria seus sentimentos para levar um golpe baixo daqueles?

– Não devia ter feito isso.

– Você é que devia. – ela sussurra. – mesmo assim, obrigado por vir. Como entrou aqui mesmo?

– O vegetal te contou minha historia, não é? – disse o fantasma.

– Sim, ele contou. – respondeu Denise.

– Então você deve saber que tenho um elo com esse mundo. Eu não posso tirar vocês daqui ainda, tem que ser de fora.

– Fica comigo... – ela pediu.

– Eu não posso. Tenho que guiar Monica e os outros para cá. Eles vão conseguir te tirar daqui, lembre se sempre, eu também te amo.

E sumiu. Ao mesmo tempo, Bianca chega à porta da cela.

– O que fez com o Cebola? – rosna Cascão.

Bianca sorri.

– Cebola está seguro, por enquanto. Só estou esperando o outro pretendente.

– Que seria? – pergunta Cascão na esperança de que ela revelasse de uma vez por todas o nome do fantasma, para que ele pudesse acabar com a raça do ser.

– Você sabe quem.

– Lord Voldemort?

Denise sorri involuntariamente enquanto Bianca sai de cena.

Notas finais
Espero que tenham curtido esse cap. Sim, o Cascão deve estar louco, mas fazer o que ne? rsrs. Me contem o que acharam, me deixem um review, ou dois :3