Notas iniciais
Estou começando a duvidar de minha sanidade mental. Gente, esse cap ficou muito estranho, a Bianca, mais ainda. Bom, apresento a vocês, o capítulo!

Bianca soltou uma gargalhada gostosa enquanto olhava pelo espelho mágico a cara dos três amigos. Ela se lembrou de como Monica pensou que ela era boazinha quando deixou passar pelos testes depois de ir atrás dos amigos. Estava tudo planejado, ia ser um momento perfeito quando a morte de Monica viesse para o inferno.

— Senhora... – disse Dimitri entrando no quarto – os outros dois, eles vão morrer.

Bianca quase se esquecera do Fantasma e da Magali. Pelo que parece, ela foi a única garota que ele nunca sentiu atração na turma. Bianca continuava se perguntando por que ela escolheu o outro cara, Maurício... talvez esse fosse o nome dele, ela não se lembrava mais.ela deveria ter escolhido o misterioso fantasma, afinal, ele jamais a abandonaria assim. No corpo que ele estava agora, ele ainda era perfeito, mesmo não estando no controle totalmente. Bianca sorriu. Até que os dois davam certo, e a tal Monica, partira o coração dos dois. Isso era motivo o suficiente para que ela morresse. Assim sua alma descansaria para sempre, e teria que ficar esperando a dela, assim como ela esperou e continua a esperar.

— Bianca! – chamou Dimitri – devo fazer algo?

Bianca tossiu.

— Não. Vamos ver como eles estão se saindo no primeiro círculo. – Bianca praticamente pulava de alegria. – Está dando certo Dimitri! Está dando certo!

Ela pegou na mão dele e começou a pular.

— Senhora...

— Dimitri, você é o melhor demônio do inferno!

Dimtri quase se arrependeu de ser um traidor. Ele jamais deveria ter ajudado Cebola, mas ele não queria que ela ficasse com o Fantasma. A garota não deveria mais esperar.

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— Magali, Se abaixa!! – gritou o fantasma enquanto puxava a garota na direção contraria das chamas.

Era um espaço retangular, das paredes saiam chamas. Eles precisavam do sangue de seis demônios para abrir a porta e eles desmanchavam em sangue quando eram queimados. Tinha duas alavancas, a da direita acionava a chama da esquerda e a da esquerda acionava as chamas da direita. O problema é que os demonios atacavam também, se os matasse fora das chamas eles não sangravam. O Fantasma se perguntou onde Bianca tinha arranjado tanta imaginação.

— Fantasma, cuidado! – ela gritou enquanto o demônio pulava sobre ela. O fantasma pegou um dos demônios e girou o corpo, fazendo com que acertasse seu parceiro na outra parede. Sem perder tempo, Magali correu para a parede oposta e puxou a alavanca. O demônio gritou enquanto era queimado vivo.

Que tortura, Magali nunca queria ter visto aquilo, a carne queimando, os gritos de dor e o cheiro. O cheiro forte de pelos queimados que enchia o ar. Nenhuma criatura, mesmo sendo um demônio deveria sofrer assim.

— Magali, você está bem? – disse o fantasma pegando gentilmente na mão da garota. — Seja forte, a gente vai conseguir.

— Eu matei um ser vivo. Eu não estou bem.

— Ele não estava vivo Magali, e nós não vamos continuar vivos quando aquele ali levantar. – ele apontou para o demônio que se levantava.

— O que vamos fazer? – Magali estava assustada, morrendo de calor na tal câmara, suja, suada e com vontade de sumir de vez dali. O que Bianca queria deles?

— Tem um jeito mais fácil de abrir a porta Magali, sem perigo e sem dor. – o demônio se levantou. – Você topa me ajudar com isso?

Magali assentiu desconfiada.

O fantasma correu para a direção do demônio e começou a lutar com ele, garras contra mãos nuas. O corpo do vigilante já estava dolorido e totalmente cortado por causa da criatura. Ele conseguiu abatê-la e puxou a até onde estava Magali.

— O que vai fazer? – ela perguntou.

O fantasma olhou serio para ela.

— Quando esse aqui morrer, vai entrar ma legião de demônios. Eu preciso que prepare um feitiço antes e fique pronta. Consegue?

— Que feitiço? – ela perguntou. Diacho, ela estava morrendo de fome. Ela não conseguia pensar enquanto estava com fome. A única coisa comestível ali era churrasquinho de demônio. Sem chance.

O Fantasma Vigilante traçou um círculo de sal em volta dela, ela o ajudou com o pentagrama invertido e com as inscrições. O fantasma retirou um botão de ouro da cartola e depositou no meio do círculo.

— Está pronta? – ele perguntou sem sorrir.

— Não mesmo.

O fantasma jogou o corpo do demônio na parede da esquerda e puxou a alavanca da direita, fazendo com que ele se queimasse.

Nesse momento, trevas invadiram a sala, milhares de demônios entraram e o círculo estava fraquejando.

— Agora! – Gritou o fantasma.

Magali colocou as palmas da mão na moeda e gritou:

— Ra-mi-ouhn!

Ela sentiu a força ser sugada de seu corpo, enquanto a luz que saía do círculo invadia a sala. Era como se uma força invisível a puxasse para o seu próprio feitiço. Ela sentia sua pele formigar e um vento forte se formar. Ela quase desmaiou, mas uma mão forte segurou sua cintura e a outra foi parar em cima das dela.

O ouvido dos dois chegavam a doer, milhões de demônios gritavam junto com eles.

— Oh não. – murmurou o fantasma e jogou seu corpo por cima da garota enquanto tudo ao seu redor explodia, inclusive todos os demônios que agora sangravam acima deles.

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— Conseguimos. – o fantasma saiu de cima dela. Magali achou isso incrível, ele usara seu próprio corpo para protegê-la, lá duvidava que existisse um homem como ele no mundo.

— Pensei que você tinha dito que não era perigoso. – ela sorriu. Eles haviam conseguido, a porta explodiu.

O fantasma ajudou a garota a se levantar. Passou o polegar no rosto dela, de modo a tirar um pouco de sal que ali se encontrava. As roupas de ambos estavam rasgadas, mas o pior dano se concentrou no fantasma.

— Quais as chances de você fazer algo assim se soubesse a verdade?

—Nenhuma. – Ela respondeu sincera.

O fantasma sorriu.

— Vamos – ele estendeu o braço à ela. – ainda tem mais seis portas para explodirmos.

— Eu não vou fazer isso de novo.

Eles saíram andando, sem notar a obra de arte que a explosão causou. Tudo do pentagrama se espalhou, Exceto as duas pontas superiores da estrela, que formavam um “M”, que o sangue fez questão de se concentrar ali.

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— O que é isso? – Perguntou Magali, depois de se ver em uma sala de jantar incrivelmente bela.

— Ora, não gostou? – disse Bianca, dando passadas graciosas pelo salão até eles. – são meus convidados para um jantar.

O fantasma olhou em volta.

— Eu me lembro desse lugar...

— Claro que sim, — disse Bianca se aproximando. – foi aqui que nos conhecemos da primeira vez. Em um baile.

O fantasma sorriu.

— Foi onde o rei me apresentou a você. Me lembro de como Dante ficou boquiaberto. – ele sorriu ao se lembrar de seu companheiro. Apenas os dois melhores espadachins do reino sozinhos em território inimigo. Bateu saudades...

Magali olhou em direção à bela garota com o mais perfeito vestido já visto. Era vermelho, não muito decotado, mas colado na cintura, terminando em uma linda e cheia saia. Magali estava envergonhada. Suas roupas estavam queimadas, rasgadas e eram muito feias. Quanta inveja sentia da garota.

— Magali, não é? – Bianca pronunciou devagar o nome dela. A garota assentiu. – Perdoe me a falta de modos. Vem, eu vou mostrar o seu quarto, pode se trocar lá. Depois de um dia no baile, vocês vão voltar para completar os testes, mas devem se divertir por enquanto. – ela virou se na direção do fantasma — Milorde, já conhece a casa, fique a vontade.

Ela deu a mão para Magali e subiram relutantemente para o quarto que seria de Magali. Meu Deus, o que Bianca planejara com tudo aquilo?

Notas finais
Gostaram, gostaram? Reviews, reviews? Beijos, beijos? eu mereço ou não? hehe. Por favor, me digam o que acharam e o que preciso melhorar, desculpas de novo pelo ménage, eu simplesmente fiquei envergonhado de mais para escrever uma cena do tipo. Amo todos vocês, Obrigado por lerem.