A represa
1 Lembrança
La estava eu, um garoto de 16 anos indo para um lugar qualquer ir comemorar meu aniversário de 17 anos, ou melhor, o pior aniversário de 17 anos.
Era um dia nublado quase quente, com o sol se escondendo atrás das nuvens. Era para ser um ar de "Feliz Aniversário seu otário!" Não sei porque mas naquele dia eu sentia umas pontadas no coração. Isso me assustou pois isso para mim era sinal que algo iria acontecer. Como no natal de 2002, eu tinha seis anos e ganhei uma tartaruga. Uma semana depois ela morreu. Quando eu a ganhei eu senti as pontadas. Claro, isso não foi um motivo para eu me apavorar, mas era como se fosse um aviso "Hoje não é seu dia". Já que era para ser um dia feliz eu coloquei minha calça jeans favorita, uma camisa qualquer, um moletom, uma touca na cabeça, e claro que não podia esquecer, um cigarro na boca. Desci as escadas e teve todo aquela declaração de "Feliz aniversário meu filhinho, ta crescendo!" e tomamos café da manhã. Meu favorito, para variar, fatias de bacon frito e suco de laranja. Nada de mais.
Quando estávamos indo entrar no carro, outra pontada no coração. Mais forte, mais demorada. Ignorei como faço com qualquer na minha frente e entrei no carro. Quando reparei estávamos indo para o restaurante mais razoavelmente bom de Hallsburg. Como todo acidente fantástico de carro ocorre em uma ponte, esse foi na rua da minha própria casa. Outro motivo de eu querer me afastar, mas isso não vem ao caso agora, somente quando meu pai, Jason, estava dando ré percebeu que um caminhão de entrega de cerveja estava vindo com tudo, e para ser o mais irônico nessa história, o motorista estava bêbado, claro. No momento em que vi o caminhão, outra pontada. Bateu com tudo, eu estava no banco de trás e consegui abaixar a tempo de apenas quebrar o nariz e fazer algumas cicatrizes em meu corpo. Mas eu não estava preocupado com isso, quando olhei para frente, minha mãe, Kate, havia morrido na hora ao encontro do Airbag, e meu pai, sua cabeça voou diretamente para o vidro. Ele tem a mania de por o cinto depois que de dar a ré, pois parece que o atrapalha. Bom, agora não atrapalha mais.
Esses são as típicas memórias em meus pesadelos. Os sonhos são mais aquele motorista gordo e bêbado na cadeia, mas isso já foi feito. Mas a pior lembrança que tenho é a minha atitude. Eu já sabia que eles estavam mortos, poupei minha lágrimas. Apenas sai do carro, deixei ele no meio da rua para um vizinho qualquer ligar para a polícia e fui andando até o hospital. O que me doía não era o nariz quebrado ou o corte em minha testa. Era o fato de eu não acreditar que em menos de 10 minutos, isso tudo já havia acontecido.
Essa lembrança me assombrará para sempre em meu caminhos até Huntsville, meu novo lar. Fugi de qualquer responsabilidade de ter que viver com meu avós ou com meus tios. Apenas fugi para encontrar uma razão. Tirei de meu bolso um isqueiro e acendi meu cigarro. Aquele era o primeiro em que havia realmente um motivo de eu ter acendido-o.
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