A rainha e o rei
1 E se?
Notas iniciais
A rainha e o rei
Aquela noite estava ótima, Beth estava contente em conhecer os amigos de Benny e prestes a jogar com ele e os outros dois xadrez rápido, já tinha perdido uma boa grana na outra vez e agora seria sua revanche; claro que não ia ser simples: ela iria jogar com os três simultaneamente!
Sentaram-se no chão e posicionaram os tabuleiros, Benny estava confiante e achava que ia ser fácil vencer novamente, sua arrogância como sempre em evidência porém ele não sabia como ela havia mudado. A partida começou e em poucos movimentos um já havia perdido, pouco depois eram apenas ele e Beth; ela estava concentrada e ele franzia o cenho incrédulo, moviam as peças tão rápido que era impossível acompanha-los e um tempinho depois Beth ganhou dele, Benny de muita má vontade entregou-lhe 20 dólares.
— Tudo bem, foi interessante. Vamos de novo?
— Claro.
E outra partida iniciou-se, ambos estavam focados e decididos a ganhar e principalmente Benny fez de tudo para isso, porém Beth com um sorriso presunçoso disse xeque mate de novo. Ele ainda não acreditava no que estava acontecendo, o que havia mudado naquela garota que perdeu pra ele tempos atrás? Desde que a convidou para treinar, pelo menos essa era uma das razões, percebeu que Beth estava diferente e muito mais focada e dedicada a si mesma e isso o atraiu imediatamente mesmo ele tentando evitar tal sentimento.
Perdeu novamente e quando Beth pediu para jogarem de novo ele negou e disse que sabia quando parar. A garota ficou satisfeita em realizar sua revanche e foi muito prazeroso vê-lo daquele jeito irritado e emburrado, só que sentiu um frio na barriga e lembrou daquela noite no pub quando estavam conversando sobre seu futuro no xadrez e a viagem à França.
— Você precisa de alguém melhor pra treinar, alguém muito melhor que Harry Beltik e que te faça aprimorar suas habilidades.
— Alguém como você?
— Sim, eu sou...- parou de falar quando Beth tocou seu rosto
— Eu gosto do seu cabelo- disse fazendo charme
— Claro que gosta
A festa continuou e estavam comendo e bebendo com exceção de Beth, e Benny parecia ansioso, olhava para ela se segurando para não ir para cima e beijá-la, no entanto não era o único com desejo ali. Os amigos perceberam que já estavam sobrando e decidiram ir embora despedindo-se deles e desejando sorte para Beth no torneio de Paris.
— Eu te provei que não preciso estar bêbada para ser boa e ainda derrotei você
— É, mas eu estou. Vou dormir, boa noite.
A garota aceitou e quando já estava se distanciando da porta foi surpreendida por Benny que a segurou pelo braço e perguntou:
— Você ainda gosta do meu cabelo?
Ambos se olham com desejo e expectativa, e com um olhar Beth confirma e Benny a puxa para ele, com um beijo ambos se aproximam e retiram as roupas um do outro, ele a deitou na cama com cuidado, tocou seus seios e encaixou-se entre suas pernas e a fitou com um olhar em súplica para continuarem e ela concorda se agarrando mais ainda a ele. Benny a penetra e ela se movimenta junto dele com um ritmo intenso e que ambos mantém; Beth gemia de tanto prazer que ainda não tinha sentindo com ninguém, finalmente teve a chance de gozar e quem a fez passar por isso foi justamente o rival que ela detestava, mas a verdade era que ambos já sentiam essa atração desde aquela conversa perto da escada quando ele a conheceu.
Ambos chegam ao ápice e ficam abraçados por um momento, era incrivelmente diferente aquela sensação para ambos, a sintonia era muito além do xadrez, o que ambos amavam, mas era também a cumplicidade, o clima que rolava entre eles desde o início e o desafio que um era para o outro tornava aquele momento muito mais prazeroso. Benny e Beth deitaram de conchinha, ele a abraçou forte e disse:
— Você deve usar a defesa siciliana, é a que você domina melhor
— Mas essa é a melhor que ele usa
— Você vai conseguir
— Você só tem isso pra falar?
— Eu sei que você é capaz, não só por ser uma excelente enxadrista, mas por ser forte e não se deixar abalar por qualquer coisa e é sim capaz de vencer ele e quem mais vier por aí. E também por causa desse seu jeito, por ser você que eu estou apaixonado.
— Eu também estou.
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