A proposta
3 We arrived!
Notas iniciais
— Então, essas são as perguntas que ele irá fazer. A boa notícia é que eu sei tudo sobre você, mas a má notícia é que você tem quatro dias para aprender tudo sobre mim. – Emma falava enquanto lia. As duas já estavam no avião, que já havia decolado. Regina pega o questionário da mão de Emma.
— Você sabe todas as respostas dessas perguntas? – pergunta curiosa.
— Assustador, não é mesmo?
— Um pouco. Ao mesmo tempo é interessante. – volta a ler. — Eu sou alérgica a quê?
— Amendoim e a qualquer emoção humana.
— Haha, que engraçadinha. – dá uma risada claramente forçada. — Huuum... aqui tem uma boa. Eu tenho alguma cicatriz?
— Além dessa nos seus lábios? Tenho quase certeza que tem uma tatuagem. – Emma a encara.
— Você tem quase certeza?
— Na verdade eu tenho certeza. Dois anos atrás, seu dermatologista ligou e falou sobre uma remoção a laser, eu pesquisei e descobri que serve para retirar tatuagens, mas você cancelou sua consulta. –, Emma é realmente uma espiã, Regina pensa – E aí, o que é? Uma tribal? Alguém arrancando um coração? Isso é a sua cara, chefinha.
— Sabe que é excitante conhecer esse lado, Miss Swan? – carrega ironia em sua frase.
— Obrigado, mas terá que me dizer onde é. Eles vão perguntar.
— Não mesmo. Chega dessa pergunta. — muda de assunto. — Vejamos... – arqueia a sobrancelha. — Onde moramos? Na sua casa ou na minha? Essa é fácil, na minha, lógico.
— E por que não na minha?
— Eu moro no Central Park West, querida. Você deve morar em um apartamentozinho mofado e fedorento, com pilhas de livro com páginas amareladas. – fala com um convencimento gritante.
Eu quero matar essa vadia, Emma pensa.
— Senhoras e senhores, por favor afivelem o cinto de segurança. Iniciamos o procedimento de descida em Juneau – a aeromoça anuncia.
— Juneau? Pensei que estávamos indo para Sitka. – Regina pergunta enquanto colocava os cintos.
— E vamos.
— Como vamos chegar lá?
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Queria estar morta, esse era o pensamento de Regina ao quase vomitar por causa da turbulência do avião que as levaria para Sitka.
Emma olha pela minúscula janela e vê a paisagem de montanhas, respira fundo. Logo veria sua família.
Quando o avião pousa, a mesma observa sua mãe e sua vó dando pulos e acenos.
— Lá vamos nós...
Regina tinha uma expressão de poucos — nenhum- amigos.
— Oi! – Mary abraça Emma com uma força maior que a do Hulk.
— É tão bom vê-la, filha. – Mary fala emocionada.
— Você está sufocando ela, Mary. – Eva, a vó de Emma ri. – Vem aqui.
— Que saudade, vovó. – se abraçam. — Cadê o papai? – pergunta para sua mãe.
— Você conhece seu pai, sempre trabalhando. – Emma fica um pouco decepcionada.
— Não se preocupe! Onde está a menina? – Eva pergunta, como sempre, animada.
— Oh, ela está ali. – aponta para uma Regina totalmente mal humorada, vestindo um vestido preto e seus saltos, enquanto carregava as malas.
— A palavra garota não é bem apropriada... – vovó comenta, Regina ignora, caso contrário partiria para uma briga.
Regina se aproxima e Mary abre seus braços para claramente abraça-la.
— Regina, essa é minha mãe. — Emma apresenta. Regina não corresponde ao abraço e apenas estende a mão. Mary fica sem graça.
— E essa é a minha vó, Eva. – vovó estende a mão.
— Muito prazer. – Regina diz.
— O prazer é meu! – sorri. – Você prefere ser chamada de Regina ou de Rainha Má? Ouvimos dos dois jeitos, aliás, já ouvimos de mais jeitos.
Que? Regina pensa.
— Ela está brincando! – Mary apressa em dizer.
— Ah, certo... Obrigada por permitir que eu faça parte deste fim de semana.
— Sem problema, seja bem vinda, é muito legal tê-la aqui. – Eva continua com sua alegria. – Vamos levar você duas para casa!
Regina dá um olhar mortal para Emma.
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A família estava no carro, Emma e Regina no banco de trás.
Regina tira seus óculos escuros e vê inúmeros estabelecimentos com o sobrenome de Emma. Olha para a bolsa de Emma e estava escrito “E. Swan.”
— Emma. – a loira não ouve- Emma! – chuta sua perna com força.
— Por favor, não faça isso. – choraminga.
— Você não me contou sobre os negócios da família, amor.
— Ela provavelmente estava sendo modesta, querida. – Eva se intromete.
— Ah...
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— O que estamos fazendo? Não deveríamos estar indo para o hotel agora?- Regina fala ao se dar conta que estavam em um porto.
— Ah, cancelamos suas reservas, queremos que fiquem conosco. – Mary responde.
— Ótimo! – Regina finge animação.
— Ah, que peso, terá que usar suas lindas pernas para carregar essa. – Emma fala enquanto levava ao chão uma enorme mala, Regina presta pela primeira vez a atenção em seus lindos músculos.
— Emma, ajude-a com a mala! – Eva repreende.
— Eu adoraria, mas ela não me deixa fazer nada. Insiste em fazer tudo sozinha. É feminista. – Emma sorri em vitória.
Regina tentava de todos os modos pegar a mala.
Que saco, como eu faço isso? Ela pensava.
— Vamos logo, amor. – as três saem, deixando a morena para trás.
— Você viu o salto que essa mulher estava usando? Cruzes! – vovó comenta.
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— Eu não vou entrar no barco! – Regina reclamava.
— Não precisa. Te vejo em alguns dias. – Emma fala enquanto descia as escadas.
— Psiu, você sabe que não sei nadar!
— Por isso o barco. – explica como se fosse obvio. Ela desce as escadas. — Vem, desce. – chama Regina.
A morena começou a descer as escadas lentamente, pois os seus saltos não permitiam fazer muito esforço.
— Isso, tá indo bem, chefinha linda. – Emma, por sua vez, estava bem confortável assistindo sua bunda se movimentar. Quando ela estava quase no último degrau, Emma coloca a mão em sua bunda, “como suporte”.
— Tira a mão da minha bunda, Emma! – reclama.
— Parabéns. Já fiz 100 anos de idade. – debocha.
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— Chegamos! – Mary anuncia. Regina observa a grande casa, no caso, mansão.
Será um grande trabalho, ambas pensavam.
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