A proposta
4 Capitulo 4
Notas iniciais
Narração por Annabeth C.
Era tão bom ver que o Pietro se divertindo com o Percy, afinal de contas passaríamos duas semanas juntos. Percy não passava muito nós visitando, pelo fato de estar constantemente trabalhando no hospital, mas quando conseguia sair cedo ou algo do tipo, lá estava ele, sentado na escada da varanda ao lado de Pietro, conversando e brincando com ele. E sempre antes de ir embora, Percy verificava o meu ferimento e o limpava. Eu tinha medo e não queria que meu menino se apegasse tanto assim a Percy porque depois das festas ele sumiria e Pietro ficaria desapontado. Na noite anterior a viagem, quando Pietro finalmente havia dormido e eu estava na cozinha com Percy, preparando um café, decidi conversar com ele sobre meu medo.
— Percy... -Suspirei enquanto pegava uma xícara.
— Sim? -Ele me olhou.
— Eu não quero que o Pietro fique muito apegado em você... -Olhei fixamente para ele, encostando-me na pia.
— Porque não? — ele pareceu confuso.
— Porque depois você vai sumir, e o Pietro vai ficar desapontado. Não quero que meu filho sofra.
— Bom... — ele suspirou, –Se é o que você quer, então eu vou me afastar um pouco.
— Obrigada. -Não falamos mais nada enquanto tomávamos o café e ele foi embora logo em seguida. Thalia apareceu na cozinha e deu um sorriso cansado.
— Você realmente vai?
— Thalia... eu já te expliquei, só estou tentando ajudá-lo.
— Eu sei, amiga, é só que... tenho receio de não estar te protegendo como deveria!
— Para, Thalia! Graças aquela noite eu tenho um presente maravilhoso dormindo no quarto do fim do corredor. Na época doeu, mas não dói mais! Por favor, pare de se culpar! Eu cresci amiga e sei me cuidar. Prometo que não deixarei aquele moreno me machucar! Thalia sorriu e me abraçou forte. Depois de conversarmos mais um pouco, decidimos dormir. No dia seguinte, lá estávamos nós, dentro de um avião, viajando para Los Angeles. Pietro dormiu em meus braços boa parte da viagem, e quando chegamos, tive que carregá-lo no colo enquanto Percy carregava as malas até o táxi, e quando chegamos à casa dos pais dele, Percy tinha comentando que seus pais tinham uma boa vida e que viviam dos lucros que as ações de empresas que seus pais tinham. Mas assim que o táxi parou enfrente a casa eu fiquei espantada.
—Porque não me disse que seus pais eram ricos?! –Disse a ele ajeitando Pietro no colo.
—Meus pais não são ricos, na verdade esse duplex e um dos mais “simples” aqui do bairro. Venha... (na: a foto do duplex estará nas notas finais.) -O motorista ajudou Percy à tira as malas deles do carro, Percy pagou o táxi e deixou uma boa gorjeta para o motorista. –Quer ajuda com ele?
—Não tudo bem. –Percy leva as malas e Annabeth o segue até a casa, ele toca a campainha e não demorou nem dez segundo e a porta já abriu.
—Meu filho! –Quem eu presumo ser a senhora Jackson abriu a porta e deu o abraço mais longo e apertado que eu já tinha visto.
—Está bom mãe, não me envergonhe na frente da minha namorada, por favor... –Disse Percy em tom de brincadeira. –A senhora Jackson olhou por cima do ombro do filho e viu Annabeth com o filho no colo.
—Vamos crianças entrem... –A anfitriã da casa deu passagem pra eles e chamou o motorista deles pra ajuda Percy com as malas para o quarto onde eles ficariam.
—Vem Annabeth vamos colocar ele na cama. -Percy levou Annabeth até o quarto onde eles dormiriam e deitei Pietro na grande cama de casal que se encontrava num canto do quarto, Annabeth se sentou ao lado dele, tirando seus sapatos e cobrindo seu corpinho.
—Vamos descer? –Percy sussurrou no ouvido dela que assenti sem dizer uma palavra, beijando a testa de Pietro antes de levantar e sair do quarto com Percy.
Narração por Percy J.
Descemos juntos e Annabeth parecia extremamente nervosa ao meu lado enquanto eu, como namorado, passei um braço por seus ombros. Entramos juntos na cozinha e minha mãe estava sentada, provavelmente nos esperando, seu olhar duro passando de mim para Annabeth sem parar.
— Olá mamãe...
— Olá, querido. –Ela sorriu, mas o sorriso não chegou aos seus olhos. – Sou Sally. –Ela disse, estendendo a mão para Annabeth, que a segurou, um pouco hesitante.
— Sou Annabeth Chase. –Ela forçou um sorriso após soltar a mão de minha mãe, seu braço enroscou-se em minha cintura e eu apoiei o meu em seus ombros novamente.
— Certo... pergunte. – eu disse, revirando os olhos.
— Então... Quem é o garotinho que veio com vocês? É seu irmão, Annabeth?
— Não senhora... — ela ficou ruborizada e me olhou –É meu filho. -Minha mãe ficou sem responder, enquanto olhava Annabeth de cima a baixo. Ela estava pensando a mesma coisa que eu pensei quando descobri sobre Pietro. Ela parecia tão jovem para ter um filho! Ou talvez, achasse que Annabeth só estava comigo por dinheiro, ela não sabe de nada.
— Quantos anos você tem, querida? Desculpe pergunta... -Minha mãe perguntou, sua sobrancelha erguida depois de analisar minha “namorada”.
— Eu tenho 25 anos, senhora. Eu tive o Pietro com 19 anos.
— Ah, bem... Não tão jovem quanto pensei. Você não aparenta a idade que tem — ela sorriu e dessa vez, seu olhar a acompanhou, o que me fez pensar que minha mãe estava aos poucos aprovando Annabeth. — E o pai da criança?
— Bom... — Annabeth abaixou a cabeça e notei que a história parecia magoá-la profundamente. Eu não sabia da história e estava tão curioso quanto minha mãe. – Ele não sabe sobre o Pietro.
— Porque não? — minha mãe pareceu indignada.
— Porque quando eu descobri sobre a gravidez, ele havia sumido e eu não tinha informação nenhuma dele para procurá-lo.
— Ah querida, sinto muito... -Minha mãe suspirou, aproximando-se de nós e passando os dedos longos pelos cachos de Annabeth.
— Tudo bem, eu jamais precisei dele para nada e Pietro nem ao menos pergunta sobre o pai. Acho que assim é melhor... -Ela sorriu – Ele tem todo o amor que precisa em casa. -Minha mãe sorriu novamente, dando-me mais certeza de que aprovava Annabeth, o que me aliviou. Pensando bem, acho que minha mãe não teria aprovado Rachel tão rapidamente, pois a ruiva era fútil e minha mãe sempre odiou pessoas fúteis. Nesse momento eu entendi o ditado: “Deus escreve certo por linhas tortas”. Ele havia me tirado a Rachel, mas havia me dado Annabeth e ainda tinha me dado um bônus, Pietro, mesmo que por poucos dias. Aquela constatação fez meu coração doer e eu pedi licença, retirando-me da cozinha antes que elas percebessem o quão abalado fiquei de repente.
Annabeth estava linda com uma calça jeans e um suéter cinza que realçava suas curvas. Será que ela fazia alguma ideia do poder que tinha com aquele corpo, com aqueles lábios, com aqueles olhos? Não havíamos nos beijado ainda e eu já me sentia desse jeito. Querendo a todo instante a ter do meu lado. O que está acontecendo comigo? Fui para o escritório de meu pai. Como havia dito a Annabeth meus pais viviam do dinheiro das ações de empresa que eles tinham, mas também meu pai era dono de dois cavalos de corrida, seu grande vicio, mas nada que não fosse controlado. Ele não havia escutado nossa chegada então eu fui por trás dele.
—Não foi me receber seu filho em? –Fico ao entra no escritório, ele me vê e abre um sorriso e vem me abraça.
— Percy, é muito bom vê-lo finalmente, filho...
— Eu também acho. O que está fazendo? -Olhei para a mesa que testava com documentos.
—Nada de mais apenas vendo as despesas dos cavalos.
—Espero que eles estejam lhe dando mais dinheiro que você gasta com eles... –Falo em tom de brincadeira, e assim passamos boa parte da tarde botando a conversa em dia.
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