Notas iniciais
Está ai mais um cap pra vocês que estão acompanhando a fic e lhes desejo um feliz natal mesmo que atrasado kkkkk Espero que curtem o cap e nos vemos nas notas finais...

Narração por Annabeth C.

Que medico insistente..! Porque ele estava insistindo tanto em querer saber onde eu passaria o natal e coisas assim? Se eu tinha alguém... meu coração doeu quando ele me fez aquela pergunta. Provavelmente ele queria saber se eu queria chamar meus pais, talvez? Soltei uma risada abafada. Eu até gostaria de chamá-los, eu só não sei se eles viriam. Balancei a cabeça e limpei as lágrimas que brotaram em meus olhos. Eu já não chorava por eles há anos e não voltaria agora. Deitei naquela cama confortável e fechei os olhos para descansar um pouco, mas acabei pegando no sono. Quando acordei meu estômago roncava. Ergui a cabeça devagar e apertei um botão para chamar a enfermeira, que chegou um pouco depois.

– Bom dia senhorita Chase. – ela me cumprimentou com um sorriso. – Como se sente?

– Estou bem... –Mordisquei meu lábio. – Eu estou com fome...

– Trarei sua comida e só um instante. – antes que ela saísse eu a chamei e ela virou-se novamente para mim. – Sim?

– Esse telefone... eu posso usá-lo?

– Claro! Fique a vontade... -Ela saiu e eu peguei o telefone rapidamente, discando o número que eu já conhecia de cor.

– Alô? – ouvi a voz de Pietro do outro lado do telefone e foi inevitável não sorrir.

– Pietro, querido? É a mamãe!

– Mamãe? – ele começou a gritar – Tia tia! É a mamãe no telefone!– eu dei risada. Como esse garoto é escandaloso! – Mamãe, onde você está? A tia disse que você só ia ao mercado, mas você não voltou ontem – ouvi a voz dele ficar chorosa e suspirei.

– É complicado meu anjo, mas eu vou para casa logo, está bem?

– Promete?

­­- Claro que prometo, Pietro!

– Então tá bom... – ele fungou – Mamãe, a tia quer falar. To com saudade. Te amo.

– Eu também te amo, meu bem.

– Annabeth?! –Thalia falou, preocupada.

– Oi Tha...

– Onde você está, Annabeth Chase?! – antes que ela começasse a gritar, assobiei, chamando-lhe a atenção.

Quando ela ficou quieta, consegui lhe contar sobre o assalto e sobre estar no hospital. Depois de algumas perguntas, pedi que ela não dissesse a Pietro onde eu estava e que iria para casa no dia seguinte. Então ela passou o telefone para meu garoto de novo e eu dei risada ao ouvir sua voz gritando.

– Mamãaaaaaaaaaaaae!–Ficamos conversando pelo resto da tarde e graças a Deus, aquele doutor não voltou para me atormentar. Não me sentia a vontade com um homem me cercando daquele jeito...

Bom, Pietro, meu filho, tem 6 anos, fruto da minha primeira relação sexual, com Luke, mas é complicado explicar... Depois que a enfermeira trouxe meu café e eu comi, coloquei a bandeja no criado-mudo ao lado e deitei novamente, bufando. Queria tanto ir para casa e deitar no meu sofá agarrada ao meu filho! Meu filho... deixei-me mergulhar nas lembranças do dia em que Pietro foi concebido, por mais doloridas que aquelas lembranças fossem.

*Relembrando o acontecimento.*

Tinha acabado de entra na faculdade na conhecia muito dos alunos e minha melhor amiga e prima era Thalia.

– Thalia, eu não sei se quero ficar aqui – suspirei, Thalia tinha me arrastado pra uma festa da faculdade sendo que ela sabe que nos gosto de festa regada a drogas e álcool.

– Você tem que se divertir, Annie.. Que coisa! Fica o dia inteiro trancada naquele quarto, só estudando. — ela revirou os olhos. — Existem outras coisas além dos livros de arquitetura sabia?! — ela sorriu e apontou para um homem alto e forte, com cabelos loiros que vinha em nossa direção, sussurrando em meu ouvido: — Olha que gato!

– Olá... -Ele chegou ao meu lado e sorriu.

– Oi... — olhei para o lado, a procura de Thalia, mas ela já tinha sumido. Ótimo.

– Eu sou Luke Castellan, -Ele se aproximou mais, sussurrando em meu ouvido devido a musica alta, e Annabeth Chase... — segurei a mão dele e sorri, erguendo meu rosto.

– Quer beber alguma coisa, Annabeth? — ele sorriu de volta.

– Beber? — fiz careta e ia começar a recusar, mas me lembrei das palavras de Thalia... Eu realmente tenho que me soltar mais. — Claro. Você escolhe.

– Claro! — ele riu e me levou até onde estavam as bebidas. Sentamo-nos no sofá e começamos a conversar e assim a noite foi passando. Uma bebida atrás da outra, uma conversa puxando a outra e eu pensando que ele era o cara mais lindo que eu já tinha visto na minha vida inteira.

– Annabeth? — eu comecei a rir e deitei a cabeça em seu ombro enquanto ele falava. — Acho que já tá na hora de você ir pra casa.–Olhei pra ele, parando de rir por um momento, mas em seguida, explodi em gargalhadas e ele sorriu e me levantou.

– Vamos, eu te levo pra casa.–Não respondi, simplesmente o segui. Entramos em um carro muito bonito, mas eu jamais vou conseguir me lembrar que carro era. Ele começou a dirigir, e me perguntava o caminho. Eu estava bêbada, mas me lembro de dizer o nome da minha rua e em seguida, afundar no banco, dando gargalhadas de tudo o que via, completamente mole. Não... Não era engraçado, mas para o primeiro porre aos dezenove anos, estava sendo. Paramos em uma rua que eu não conhecia e eu estranhei, erguendo meu corpo à procura da minha casa.

– Onde estamos? — perguntei, olhando para ele em seguida.

– Nós já vamos — ele sorriu, seguro meu rosto entre as mãos e aproximou seus lábios dos meus. Como a Thalia sempre diz, eu sou uma CDF Calada, vivia dentro de casa, quieta no meu quarto lendo, então imaginem a minha reação de ter um cara lindo e forte daquele me beijando. Eu só tinha beijado uma vez em todos os meus 17 anos de vida, e foi um outro Nerd que não sabia nada sobre beijos. Fiquei estática sentindo a língua de Luke explorar minha boca, e mais estática ainda ao sentir suas mãos descerem pela minha cintura, até a minha coxa, alisando-as por baixo do vestido super curto que a Thalia me obrigou a usar.

– Luke... — murmurei tentando tirar suas mãos da minha coxa, enquanto ele beijava meu pescoço.

– Shii...–Ele sorriu e voltou a beijar meus lábios. Virei meu rosto e comecei a ficar agoniada.

– Não Luke... — ele segurou minha cintura e me puxou, fazendo com que eu me deitasse no banco que eu não notara que ele abaixara e se deitou por cima de mim — Luke, eu não quero. Me solta!

– Quieta Annabeth. Você vai gostar... — ele começou a puxar minha calcinha e eu comecei a me debater e gritar e chorar, mas ninguém me ouvia.

– Luke me solta! -eu batia nele e me contorcia, mas ele não se importava, simplesmente abria sua própria calça e abaixava sua própria cueca.Ele levou uma mão até minha boca e com a outra mão, posicionou seu membro duro entre minhas pernas e eu chorava e tentava gritar, morder sua mão, mas era impossível. Logo senti uma dor incrível e gritei, mas sua mão abafou meu grito, a última coisa que eu vi foi seu sorriso sarcástico e a última coisa que eu senti, foram seus movimentos dentro de mim, me rasgando e me machucando. Desmaiei e quando acordei estava jogada em um banco de praça que nem saia onde ficava, meu estado era horrível, uma parte da minha blusa estava rasgada, não estava com minha bolsa sem celular pra liga sem dinheiro pra pega nem se quer um ônibus... Quando localizei a onde me encontrava peguei o caminho pra casa, entrei em casa como se nada tivesse acontecido e chorei por horas deitada, até dormir. No dia seguinte, fui à casa de Thalia e contei tudo a minha melhor e única amiga, que me consolou e me abraçou, cuidando de mim e pedindo perdão, por ter me feito ficar na festa. A culpa não foi dela, foi? Foi minha por ter bebido? Isso eu jamais saberei. Já fazia dois meses desde o ocorrido e não tenho menstruado desde então.

– Thalia, me ajuda vai...

– Pode ser o nervoso, Annie... Não significa que você está grávida!

– Mas é possível. Eu preciso fazer esse teste, tenho que tira essa duvida de mim...

– Ok, eu vou comprar... Fique aqui está bem? — ela beijou minha testa e saiu, voltando quase uma hora depois, com dois testes de gravidez na mão. Thalia sempre morou com os pais, mas tinha ganhado um apartamento de aniversário de dezoito anos. Ela jamais morou lá, pois não queria perder a mordomia da casa dos pais.

– Está pronta pra isso?

– Ai, vamos logo!–Uma hora depois, lá estava eu, parada em frente ao espelho, com dois testes positivos na mão. Grávida... De um canalha qualquer! Cheguei em casa de cabeça baixa e meus pais estavam na sala, vendo um programa qualquer de televisão.

– Mãe, pai... Eu tenho que falar com vocês.

– O que foi, meu anjo? — minha mãe sorriu, desligando a televisão.

– Querida, eu estava assistindo! — meu pai resmungou, mas parou para ouvir o que eu precisava dizer.

– Eu... — suspirei e fechei os olhos com força. — Eu estou grávida — falei rápido e abri os olhos, vendo a reação de meus pais. Meu pai estava com os olhos arregalados e ficando cada vez mais vermelho enquanto minha mãe tampava a boca com uma mão.

– Grávida?! -meu pai gritou, levantando do sofá e virando um tapa no meu rosto. Cai no chão e coloquei uma mão no rosto, começando a chorar. Meu pai nunca havia me batido antes. — Sua vagabunda! — ele segurou meu cabelo e começou a puxar, enquanto eu gritava e implorava para ele me soltar.

– Solta ela! -minha mãe puxou meu pai, que me soltou e bufou, se afastando de mim.

– Vai embora daqui!!! — meu pai disse e eu levantei com certa dificuldade.

– Mas pai...

– Vai embora! Não vou fica sustentando vagabunda nenhuma e muito menos um pirralho.

– Se e assim que você quer... –Subir pro meu quarto e peguei o necessário, uma mala com minhas roupas e outra mala com sapatos meu notebook e outros objetos de valores e minha mochila com o maior numero de livros e outros coisas da faculdade o resto que me faltasse daqui por diante eu teria que dar um jeito. Depois de quinze minutos estava descendo a escada nem olhei pros meus pais, mas fiquei com um aperto no coração por não ter me despedido nem da minha mãe.

*Fim das lembranças*

E desde então Thalia me deu as chaves de seu apartamento novo, e eu comecei a morar lá, arranjei um estagio remunerado em escritório de arquitetura e seguir minha vida... Nunca mais tive noticias dos meus pais. Não foi uma história muito feliz, mas o Pietro é a felicidade e minha vida e eu nunca seria capaz de descontar nele, algo que o “pai” dele fez. Uns dez minutos depois que parei de chorar, o doutor entrou no quarto e eu bufei.

– Olá... — ele sorriu.

– Olá, doutor — suspirei.

– Vim lhe dizer que está liberada para ir embora. Você quer carona até sua casa?

–Serio?! Porque não diz logo o que quer comigo de uma vez... — me sentei e olhei fixamente para ele – De verdade. Eu fiz alguma coisa?

– Eu quero que você passe o Natal e o Ano Novo comigo e com a minha família. –Percy diz de uma vez.

– O QUE...?! -Eu exclamei e comecei a rir, mas ele ficou sério e eu logo fiquei séria também. — Você está falando sério?

– Sim, eu estou...

– Você acabou de me conhecer. Não acha que está sendo precipitado? Nem me pagou um jantar ainda – eu dei um sorriso de canto e ele esboçou um sorriso.

– Se for o caso eu pago o janta... mas e verdade Annabeth. Eu preciso muito de uma companhia feminina para ir comigo.

– Porque...? -E então Percy me contou uma história doida sobre ter uma namorada que ia com ele e que o deixou há alguns dias, me contou que não via os pais já tinha dois anos por conta do trabalho e que, levar uma namorada, era a única maneira que ele encontrava para que os pais se orgulhassem completamente dele. Confesso que fiquei com dó. Aquele homem podia ter a mulher que quisesse quando quisesse e mesmo assim, estava praticamente implorando para uma estranha ir com ele para a casa dos pais para que eles “se orgulhassem” dele.

– É só o feriado, por favor, Annabeth. Prometo que depois você nunca mais me verá!

– É complicado, doutor... — suspirei. Bom, eu queria ajudar, mas não podia passar o feriado sem o meu filho.

– Percy... — ele sorriu – Eu pago se você quiser.

– Você acha o que sou pra você paga pela minha companhia ?!

– Perdão... É que eu estou desesperado, de verdade.

– Percy... – dei ênfase ao nome dele, – eu tenho um filho de seis anos e eu não posso passar o feriado sem ele.

– Um... Um filho? — ele arregalou os olhos.

Notas finais
Coitada da Annabeth, esse Luke deveria ir preso, mas o que e dele está guardado. Será que o Percy vai aceita a companhia do filho dela, até porque ele está a procura apenas de uma mulher não filho. O que acharam do cap? Comentem... Favoritem... ( Quando mais favorito maior o cap) Recomendem... ( Uma recomendação pode adianta e muito um cap ) BEIJOS E NOS VEMOS EM BREVE....