A promessa de uma dança
1 Capítulo 1 (oneshot)
Notas iniciais
Parado em sua sala de estar, Roman checava o horário a cada segundo em seu relógio de pulso. O menor ponteiro se dirigia cada vez mais rápido ao número oito. Nervoso, ele colocou as mãos no bolso enquanto esperava inquieto. Ele não era o tipo de pessoa sociável, muito menos o tipo de pessoa que gosta de ficar num lugar desconhecido junto a um número incontável de pessoas que em sua maioria ele nem sabia da existência. Analisando os fatos, Roman não era um cara que gostava de festas em geral. Bem, exceto as confraternizações com as pessoas que se importam com ele da mesma forma que ele se importa com elas. Infelizmente, naquela noite, esse não era o caso.
— Tasha, nós já estamos praticamente atrasados. – disse Roman, impaciente, num tom alto para que Tasha pudesse escutar do quarto onde ela se encontrava. – Assim você vai atrasar a Patterson também!
Patterson esperava com seu carro estacionado na porta do prédio o qual o apartamento de Tasha e Roman pertencia, pois seria a carona dos dois naquela noite. Depois do acidente que deixara Tasha em coma por um mês, Roman se recusava dirigir qualquer coisa se Tasha fosse sua passageira ou se recusava a ser o passageiro de Tasha. Ele temia que algo como o que acontecera há pouco tempo atrás pudesse virar realidade. Por mais que Tasha insistia que estava tudo bem, dizendo que coisas assim acontecem e não cabe a nós assumirmos a culpa, Roman não podia correr o risco, não mais.
— Relaxa Roman! – respondeu ela do quarto dos dois, alto o suficiente para que ele pudesse escutar da sala de estar. – Aliás, por que você está tão preocupado em nos atrasarmos? Você nem queria ir!
— Eu estou nervoso, só isso. – Roman confessou. – Festas são... meio... complicadas pra mim.
— Você vai ficar bem, amor. – Tasha o confortou, finalmente saindo do quarto. – É só uma festa do FBI.
De repente, Roman deixou toda sua ansiedade para trás no momento que vira Tasha sair daquela porta. O cabelo castanho escuro estava todo penteado para o lado direito, esculpindo ondas leves e soltas no seu comprimento. A maquiagem era discreta nos olhos, pouca sombra juntamente a um delineado simples. A boca era de um vermelho forte, opaco, contracenando com o vestido também da cor vermelha, justo e de um ombro só, acentuando seu corpo, terminando um pouco acima do joelho. Para completar, um salto peep toe de cor dourada metálica nos pés e uma pulseira discreta dourada no pulso. Tasha Zapata estava impecável. E Roman, maravilhado com a imagem à frente, não escondia o olhar admirado para a amada.
— O quê? – Tasha perguntou um pouco corada.
Ele levou alguns segundos para responder, sorrindo para si mesmo.
— Uau... – Roman a encarava da cabeça aos pés. – Você está... tão... incrivelmente... linda.
‘ — Obrigada. – ela respondeu ao elogio, ainda corada e com um sorriso envergonhado. – Você não está tão mal também.
Roman riu, sem jeito. Tasha se aproximou de Roman, colando seu corpo no dele, prestes a ajeitar o seu colarinho e sua gravata. Roman envolveu os braços na cintura de Tasha como resposta.
— Eu queria tanto te beijar agora. – Roman confessou, ainda maravilhado com a amada.
— Não posso dizer o mesmo. – Tasha retrucou, brincando, enquanto arrumava o colarinho do terno de Roman.
Roman ficou olhando para a face dela, aqueles traços tão perfeitos dos quais ele adorava observar. Quando ela parou de ajeitar o colarinho de seu terno, ela olhou profundamente nos olhos de Roman e envolveu sua cintura com os braços, abaixo dos braços dele.
— Preciso que você faça isso por mim. – Tasha disse num tom sério. – Preciso mostrar para o resto do pessoal da FBI que estou bem para voltar para o trabalho. É importante para mim.
— Tudo por você, amor. – Roman respondeu, carinhosamente colocando a sua mão direita no rosto de Tasha. – Essa é uma promessa que sempre irei cumprir.
— Obrigada por ser tão... perfeito. – Tasha agradeceu, se sentindo a mulher mais sortuda do mundo.
Roman sorriu. Ele estava longe de ser perfeito, mas ser perfeito para a mulher que tanto amava era tudo o que precisava. Roman não entende como Tasha não se achava perfeita, pois tudo o que ele conseguia ver quando seus olhos a avistavam era a perfeição. Os dois eram assim. Cada um sempre via a si mesmo como todos os erros que já cometeu em sua vida, vendo a si mesmo como o seu passado sombrio, e nunca, nunca, conseguindo ver o lado bom de si próprio. Por isso eles se completavam: um conseguia ver a verdadeira beleza do outro e vice-versa quando os dois não conseguiam fazer isso por si. Por isso, acima de todas as outras coisas, eles se amavam.
Roman aproximou o seu rosto ao rosto de Tasha, com os lábios ficando a milímetros de distância. Roman ameaçou a colá-los, mas Tasha interviu.
— Assim vamos nos atrasar. – avisou Tasha descolando seu corpo do corpo do namorado, indo à procura de sua bolsa de festa.
Roman riu para si mesmo, se divertindo com a provocação de Tasha.
— Estou pronta. – Tasha confirmou.
— Finalmente. – Roman debochou. – Vamos?
— Vamos. – certificou Tasha, com um meio sorriso empolgado.
***
A imensidade do salão e a quantidade de pessoas presentes nele deixaram Roman novamente tenso enquanto ele, Tasha e Patterson adentravam a festa. Percebendo o nervosismo do amado, Tasha segurou a mão de Roman, entrelaçando seus dedos. Ele olhou para Tasha e sorriu, fazendo-a fazer o mesmo.
— Jane e Kurt já devem ter chegado. – disse Patterson, observando o local à procura dos dois.
No meio de uma pequena multidão, um braço tatuado acenou para os três.
-Aí está ela! – exclamou Patterson.
Os três caminharam na direção de Jane e Kurt entre uma considerável quantidade de pessoas, cuidando para que não pisassem no pé de alguém, esbarrassem ou baterem com o ombro em alguém sem querer. Jane usava um vestido preto básico, nada muito diferente do que ela sempre usava em ocasiões como aquela, com o cabelo curto preto penteado para trás e uma maquiagem que destacava seus olhos e Kurt usava um terno clássico azul marinho com uma gravata salmão com listras brancas. Kurt segurava Jane pela cintura enquanto os dois bebiam champanhe, sendo que os dois pareciam mais felizes do que nunca. Roman estava muito feliz pela irmã. Ele conseguia ver que os dois se completavam e, sempre que estavam juntos, os sorrisos mais genuínos que Roman já vira na vida não saíam do rosto dos dois. Depois de tanta dor, depois de tantos momentos sombrios e depois de tudo que passaram, os dois irmãos encontraram as pessoas que os salvaram de toda aquela escuridão. Jane era completa por Kurt e Roman era, finalmente, completo por Tasha.
— Roman, você veio! – Jane exclamou contente pela vinda do irmão.
Jane correu para abraçar o irmão, animada, podia-se dizer que ela já estava um pouco alterada por causa do champanhe. Roman retribuiu o abraço.
— Que bom que Tasha te arrastou até aqui! – Jane disse, saindo do abraço de Roman. – Eu também não gosto muito de eventos assim, mas é parte do trabalho. Daqui a pouco você se acostuma.
— Eu não podia vir numa festa sem trazer o meu melhor acessório. – Tasha debochou, fazendo Roman rir junto à Jane.
— Nem eu gosto. – Kurt confessou. – Só venho pela bebida mesmo.
Kurt, assim como Jane, parecia um pouco alterado também. Essa seria uma noite e tanto. Jane revirou os olhos e fez negativo com a cabeça, mas, depois, nós cinco rimos.
— Tasha e Patterson, vocês estão lindas! – disse Jane, depois cumprimentou as duas.
Os cinco se cumprimentaram e jogaram conversa fora enquanto bebiam e petiscavam os aperitivos que os garçons ofereciam durante a festa. Músicas que recentemente tocavam nas rádios também tocavam na festa e algumas pessoas já começavam a dançar na pista de dança.
— Tasha, você pode ir ao banheiro comigo? – perguntou Patterson, enquanto Tasha abraçava a cintura de Roman com o braço esquerdo e ele fazia o mesmo com o braço direito.
— Ah, sim, claro. – respondeu Tasha, colocando sua taça de champanhe vazia na bandeja de um garçom que passava por ali. – Eu já volto. – Tasha disse depositando um beijo na bochecha de Roman, logo acima de sua barba.
— Ela parece bem feliz. – disse Jane, com um meio sorriso quando Tasha e Patterson estavam longe. – Você parece feliz também.
— Eu estou. – Roman confirmou, colocando as mãos no bolso. – Ver Tasha se recuperando foi... incrível. Ela nunca esteve tão forte, tanto como física como mentalmente.
— Então ela está forte, hein? – brincou Kurt, com um sorriso malicioso.
— Kurt?! – repreendeu Jane, revirando os olhos. – Parece que o champanhe te deixa mais engraçadinho!
— Tudo bem, Jane. – disse Roman. – É bom ver que alguém anda substituindo a Tasha no quesito sarcasmo.
— Não é verdade. – Jane retrucou. – Tasha é insubstituível, até no sarcasmo. Não vemos a hora que ela vai voltar a trabalhar.
— Dessa vez não posso concordar. – Roman confessou. – Depois de tudo... não há como não ficar preocupado...
— Ela vai ficar bem. – disse Kurt, colocando a mão no ombro de Roman. – Ela é uma guerreira. E eu também fico louco de preocupação com a Jane, mas ela não deixa que eu faça nada a respeito!
— E nem devo mesmo. – respondeu Jane, rindo. – E Tasha vai te torturar da mesma maneira, Roman. A gente entende que vocês fiquem preocupados, mas nós não podemos deixar que vocês nos coloquem no banco da reserva! Esse também é o nosso trabalho!
— Você ficaria louca se eu fizesse isso! – confessou Kurt.
— Ficaria mesmo! – retrucou Jane, que depois deu um selinho nos lábios de Kurt.
Roman estava achando estranha a demora de Tasha, mas concluiu que não havia nenhuma razão para se preocupar. Afinal, mulheres demoram mesmo.
— Sabe, ela está animada até demais. – disse Roman, olhando em volta numa tentativa falha de avistar Tasha e Patterson. – Mas não só para voltar a trabalhar, mas para esse evento aqui mesmo. Eu sinto que ela está tramando alguma coisa.
Jane deu um sorriso malicioso e juntou as sobrancelhas.
— Será? – disse Jane, num tom de mistério.
Roman suspirou.
— Você sabe de alguma coisa.
— Eu não sei de nada, Roman. – Jane retrucou com o mesmo sorriso malicioso.
Roman juntou as sobrancelhas e tentou ligar alguns pontos. O que Tasha estava tramando? Era por isso que estava demorando tanto? Jane só observava rindo baixinho e Kurt tentava entender a situação ainda mais perdido que Roman. E, depois de alguns minutos pensando, a resposta que tanto procurava veio à tona nas caixas de som do local:
— Parece que temos um pedido junto a um recado! – começou a falar o DJ que cuidava do som do evento – “Caro gostosão da barba loira, a sua mamacita latina ordena que você vá pra pista de dança e cumpra a sua promessa!”
“Ah não”, pensou Roman.
Quando Tasha estava em coma, pouco antes de acordar, ele a prometera que dançariam juntos no lugar que ela quisesse com qualquer pessoa assistindo. Por isso ela estava tão animada para aquela festa. Se for para Roman cumprir sua promessa, seria no estilo “Tasha” de cumpri-la.
— Vai lá, garotão! – Jane disse tomando um gole de seu champanhe.
— Eu preciso ver isso de perto! – disse Kurt, pegando na mão de Jane e a levando mais para perto da pista de dança. O lado zombador de Kurt estava exposto naquela noite. Pobre Roman.
Grande parte do evento já encontrara o “gostosão da barba loira” e agora todos estavam olhando para ele, ou seja, para Roman. Ele corava vermelho de vergonha, começando a ficar inquieto novamente. Andava lentamente à pista de dança, não acreditando que esse seria o momento que cumpriria aquela promessa que, aos poucos, começava a se arrepender de ter feito. Mas, no fim de seus pensamentos nervosos, concluiu que, afinal, ela acordara. Ela estava ali, Tasha, a mulher que tanto amava, e, se era assim que deveria agradecer a qualquer que seja a força que trouxe a sua amada de volta, ele iria fazer o melhor que podia para retribuir tal feito.
Tasha estava no meio da pista de dança, com um sorriso animado. Uma considerável quantidade de pessoas revezavam seus olhares entre ela e Roman. Podia ver que Kurt, Jane e Patterson os observavam sorrindo ansiosos para a cena que estava prestes a acontecer. Roman andara na direção de Tasha, inqueito. Então, “Hero”, do Enrique Iglesias, começara a ser transmitida pelas caixas de som da festa, preenchendo o ambiente.
— Eu não acredito. – disse Roman tirando suas mãos do bolso e rindo envergonhado. – Você tinha que escolher a música mais brega pra esse momento.
— Era a música que tocava na rádio naquela vez que estávamos na sala de estar, não se lembra? – retrucou Tasha, sorrindo. – Você não quis dançar comigo naquela noite, e, bem... agora você vai ter que dançar aqui.
— Tasha Zapata, sempre a surpreender. – disse Roman, sorrindo.
— Gostosão da barba loira, você me deve uma dança! – disse Tasha.
— Mamacita latina, — disse Roman, estendendo uma mão para Tasha. – você está linda. Quer dançar comigo?
— Pode apostar que sim! – Tasha respondeu, sorrindo ao pegar a mão de Roman.
Um instante depois, os dois já estavam em posição de dança, os braços de Tasha envolvendo a nuca de Roman, enquanto ele envolvia a cintura de dela com os seus braços. Com movimentos lentos, eles seguiam o ritmo da música. Seus corpos estavam bem próximos, mas, mesmo assim, os dois sentiam que poderiam ficar mais próximos ainda um do outro.
— Eu nunca dancei com alguém antes. – Roman confessou, olhando profundamente nos olhos de Tasha, nervoso com a dança e com medo de pisar no pé da amada.
— Relaxa Roman! – disse Tasha. – Você está indo bem.
Roman desviou o olhar para tentar ver quem estava observando a cena. Kurt, Jane e Patterson estavam olhando sorrindo para cena, a qual fazia os três soltarem “awns” ou “owns”. Roman estava inquieto e Tasha percebeu o nervosismo dele.
— Roman, olha pra mim. – Tasha disse, fazendo que Roman olhasse diretamente em seus olhos castanhos. – E daí que você tem dois pés tortos? Se eu não consigo formular alguma frase que seja capaz de te zoar, eles não conseguem também.
Os dois riram.
— Você acha que eu tenho dois pés tortos? – perguntou Roman, com pouca seriedade.
— Não sou só eu! – retrucou Tasha, debochando. – Em compensação, você é melhor em tantas outras coisas.
— Tipo o quê? – perguntou Roman, curioso.
O rosto de Tasha revelou uma expressão pensativa.
-Hum... você faz um ótimo café da manhã pra ser servido na cama! – respondeu Tasha.
— Sério, só isso? – disse Roman.
Tasha deu de ombros, brincando.
— Sei lá, você tem outra sugestão? – ela perguntou, debochando.
— Palavras não expressariam. – ele respondeu, sedutoramente.
Tasha deu um sorriso de orelha a orelha.
— Ah, é? – ela retrucou. – E como você se expressaria?
— Assim. – Roman respondeu, e, numa fração de segundo, colou seus lábios nos lábios de Tasha.
Primeiramente, o beijo começou de uma forma apaixonada, mas logo se transformou num beijo intenso. Os dois se separaram quando o ar foi necessário. Suas testas estavam coladas. Tasha olhava apaixonadamente para aqueles olhos azuis que tanto amava. Roman fazia o mesmo, olhando com toda a súplica para mais um beijo para aqueles olhos castanhos que o transformava num homem hipnotizado.
— Conseguiu captar a mensagem? – perguntou Roman, sorrindo.
— Guarde toda essa paixão para mais tarde. – disse Tasha, também sorrindo. – Sabe outra coisa que você é o melhor?
— Não sei. – disse Roman. – Me diga.
— Em fazer uma mulher se sentir a pessoa mais sortuda do mundo. – confessou Tasha, apaixonadamente.
— Você não é a sortuda. – disse Roman. – Eu é que sou o sortudo!
— Você não vê tudo o que você é capaz. – Tasha disse, olhando fixamente nos seus olhos azuis. – Você não vê tudo o que fez e faz por mim. Cada dia no hospital. Cada palavra. Cada carinho. Cada beijo. Cada vez que você faz amor comigo. Cada vez que você é o namorado mais dedicado e o melhor homem de todos existentes nesse mundo. Você não consegue ver tudo o que você realmente é. Eu só estou aqui pra te lembrar disso. Eu preciso de você, Roman. E você não imagina como preciso. – Lágrimas se formaram nos olhos grandes e castanhos de Tasha. – Eu te amo Roman.
Roman só conseguia sorrir. Não tinha palavras que poderiam ser adequadas para serem respondidas depois de tudo que Tasha falara. Apenas olhava profundamente naquele olhar que tinha certeza que seria o primeiro e o último olhar que iria contemplar todos os dias até o último dia de sua vida.
— Eu não sei o que dizer. – Roman confessou. – Eu também te amo, Tasha.
— Você já disse tudo. – Tasha respondeu, logo depois colando seus lábios nos de Roman, apaixonadamente.
Depois que quebraram o beijo, Tasha apoiou o rosto no peito de Roman e fechou os olhos, sentindo o calor e o aconchego do corpo do amado. Os dois ficaram ali, dançando, e Roman foi surpreendido quando viu Jane, Kurt e Patterson soltando gritos e mostrando sinais positivos para Roman. Ele riu e, logo em seguida, viu Kurt pegando a mão de Jane para a pista de dança e logo os dois já começavam a dançar lentamente. Os dois estavam alterados até demais, nunca vira Kurt tão “feliz” como estava naquela noite. Tasha e Roman dançaram pelo o resto da música, numa pequena eternidade que logo se tornaria uma terna lembrança. Não havia palavras capazes de descrever o que os dois sentiam, apenas dançavam, apaixonados, achando refúgio nos braços um do outro. Os dois se amavam mais do que tudo, e não havia nada que poderia destruir isso.
A noite foi inesquecível. Jane e Kurt se divertiram como se não houvesse amanhã, dançando por uma boa quantidade da noite, de um jeito que com certeza seria lembrado por Tasha e muito zoado por ela também. Patterson achou um novo partido e com ele ficou pelo resto da noite. Roman e Tasha não se desgrudavam, mas também dançaram quando músicas animadas tocaram, por mais que Roman mais assistia Tasha mexer aquele corpo sensacional do que realmente dançava. O grupo de amigos foi surpreendido com a vinda inesperada de Reade e Sarah, que ficaram por um curto período de tempo no local, pois Sarah já estava com quase sete meses de gravidez e as coisas estavam um pouco complicadas para ela ficar numa festa.
Eram três da manhã quando os cinco resolveram ir embora, sendo que Patterson também deu carona para Jane e Kurt, pois os dois estavam um pouco impossibilitados para dirigirem. Patterson morria de vergonha quando Tasha perguntava sobre o partido que ela achara na festa, o que fazia os quatro rirem. Depois de Patterson deixar Jane e Kurt no apartamento dos dois, foi a vez de deixar Tasha e Roman nos deles. Os dois agradeceram pela carona, e, depois de uma longa e maravilhosa noite, eles se jogaram no sofá do apartamento que compartilhavam.
— Foi uma noite incrível. – confessou Roman, sorrindo.
Sentada no colo de Roman, Tasha sorriu, agradecida.
— Falei que não precisava ficar nervoso. – disse Tasha.
— Você sabe como eu sou com essas coisas. – retrucou Roman.
— É, eu sei sim. – confirmou Tasha. – Mas eu sei como você é com outras.
Tasha dirigiu um sorriso malicioso para Roman. Ele sorriu de volta, olhando profunda e sedutoramente nos olhos de Tasha.
— Sabe, Tasha? – perguntou Roman.
— O quê? – ela perguntou, continuando a sorrir maliciosamente.
— Esse vestido é lindo. — Roman disse. – Mas você fica melhor sem.
— Ah é? – provocou Tasha. – E por que você não o tira?
— Eu pretendo tirar. – retrucou Roman. – Mas primeiro tem outras coisas que preciso fazer.
— Tipo o quê? – perguntou Tasha, com o rosto a milímetros do rosto de Roman.
Roman se aproveitou da proximidade de seus rostos e colou seus lábios nos lábios de Tasha. Amaram-se ali mesmo, apaixonadamente, intensamente, loucamente, selvagemente, amaram-se de todos os jeitos que um homem pode amar uma mulher. E assim foi no resto da noite, até os seus corpos se entregarem ao cansaço. Nus, debaixo dos lençóis do quarto dos dois, pouco antes de caírem no sono, os dois trocaram palavras enquanto Tasha deitava sobre o peito de Roman, sendo que ele a envolvia com os braços.
— Eu te amo, Roman Kruger. – disse Tasha com todo o amor infinito que tinha por ele.
— Eu te amo, Tasha Zapata. –disse Roman, com toda a certeza do mundo que repetiria aquelas palavras até o seu último suspiro de vida.
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