Foi tudo muito rápido, mas Laurie foi — e sempre fora — mais rápido ainda.

Quando sugeriram aquele joguinho tolo, os neurônios do garoto começaram a trabalhar. Ora, ele podia ser um adolescente com alguns bons anos até a maioridade, mas não era bobo. Soube exatamente onde queriam chegar com aquele bando de perguntinhas inocentes.

Sallie formulou as palavras, como se não quisesse nada, e todos ouviram quando ela quis saber qual donzela o rapazote de olhos negros traquinas achava mais bonita.

— Margaret.

E não era mentira. A mais velha chamava atenção com seus traços delicados e o neto Laurence não era imune a esse efeito. Tanto que ninguém ficou surpreso com a resposta. Talvez apenas a própria Sallie, que, pela cara que fez, denunciou que queria ganhar um elogio naquela bela tarde ensolarada.

— E de qual você gosta mais? — veio Fred.

A pergunta que ele esperava. Um sorriso infantil teimou aparecer no rosto moreno de Laurie. Seus pensamentos atropelaram uns aos outros com a mesma velocidade que os olhos de Jo brilhavam quando ele corria sem fôlego até a casa das March e a convidava para uma de suas maluquices. Aproveitou o tempo entre uma piscadela e outra para encontrar o rosto levemente ruborizado dela antes de voltar a encarar o amigo forasteiro.

Divertindo-se, ele deixou que o sorriso travesso dessa vez ganhasse vida.

— Da Jo, claro.

Notas finais
Terminei o primeiro livro ontem e fiquei borbulhando de vontade querendo escrever sobre esses dois e essa cena em específico :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!