A perfect place

1 A perfect place


Notas iniciais
Espero que gostem. Perdoem qualquer coisa, boa leitura.

Mais um dia frio na pacata cidade de New Searm chega, e mais uma coisa estranha aconteceu.

A High School da cidade está pegando fogo. Comentários pra lá. Comentários pra cá. Uma menina morreu misteriosamente a uma semana atrás, e foi encontrada morta em seu quarto. Não há outro assunto na boca dos estudantes daquela pequena escola.

– O que você acha que aconteceu com ela, Vic? — perguntou Will, louco por respostas.

Victória, enquanto pensava em uma resposta, olhava pra os olhos azuis de Will, e observava cada piscadela que ele dava, fascinada pela combinacão de seu cabelo loiro com os seus olhos. Ela sempre foi apaixonada por ele, visto que o conhece desde o primário.

– Hum, eu não sei. — respondeu, depois de muito pensar.

– Dizem que o irmão dela ficou com trauma, por isso não vem mais há escola. — retrucou ele.

Victoria apenas assentiu e continuou seguindo junto com Will pra o refeitório se encontrar com o resto de seus amigos.

•••

– Ainda acho que aqueles dois irão terminar juntos. — falou Mary, enquanto observava Victoria e Will se dirigirem a mesa.

"Ela é tão baixa e fofa, e ele é tão alto e grandalhão. Acho que não combinam" pensou Mary, que sempre teve ciumes da amizade deles. Mary é uma garota de cabelo cacheado e olhos castanhos, que sempre se vestiu com roupas esfarrapadas, sem se importar com a opinião dos outros. Ela é a melhor amiga de Victória, as duas se conhecem desde pequenas.

– Se já não estão. — falou Mike rindo, mostrando seus grandes dentes e arrancando uma risada da Mary. Mike, cabelo crespo e moreno, sempre foi o mais divertido do grupo. Embora seja um garoto muito sorridente e brincaralhão, um passado horrivel o condena. Seu pai assassinou sua mãe, quando ele tinha apenas 8 anos.

– Nós ouvimos tudo, idiotas. — resmungou Will sentando na mesa.

– Eu sei que vocês gostam. — disse Mike piscando o olho sem direção certa.

Victória, tímida por causa do assunto, iria começar a falar, quando foi interrompida com altos murmúrios no refeitório. Entranho pela porta, lá estava Darius, um garoto magro, baixo e pálido, cujo o mesmo é irmão da garota que foi misteriosamente assassinada. Todos acham ele estranho, já que ninguém conhece nada sobre ele.

Os 4, prestando atenção no rapaz, ficaram surpresos quando viram que o menino estava vindo em direção á mesa deles.

– Oi, posso sentar com vocês? Todas as mesas estão ocupadas, então...

– Claro que não pode, seu esquisitão! Saia daqui! — bufou Mary, empurrando a mochila que o garoto já havia colocado na mesa.

– Ah, Mary, qual é? Dá um tempo. — Victoria revirou os olhos. — você pode sim sentar conosco.

Mary hesitou por um instante, mas pelo olhar dos outros 3, ela viu que taria fazendo a coisa errada.

– O-obr-rigado. — gagejou Darius.

Por uns minutos, houve um grande silêncio na mesa, até que Mike resolveu perguntar o que todos estavam querendo saber.

– Então, o que aconteceu com sua irm... AU! — gritou, sentindo um chute que vinha da direção de Will que o olhou em reprovação.

Darius riu. Mas logo perdeu o sorriso, e seu olhar virou sombrio.

– Não acho melhor contar isso aqui. Encontrem-me na minha casa depois da aula. — disse ele, enquanto retirava suas coisas e saía da mesa nas pressas.

Mais uma vez, um silêncio mortal ponderou sob os 4 amigos.

– Não acho uma má ideia. — disse Mike. — Mas... — tentou dizer Victoria, mas foi interrompida por Mary. -

Claro que sim! Vamos! — gritou Mary.

– Por mim tudo bem, e você, Vic? — perguntou Will, torcendo pra que ela aceitasse. — Tudo bem, eu topo. — disse ela desanimada.

•••

A casa de Darius é grande e com uma decoração rústica, o que deixou os 4 impressionados. Os quadros com pinturas antigas, e o piso de madeira rangente, faz com que a casa pareça um tanto quanto assustadora. O quarto dele também não é diferente do resto da casa. Uma decoração antiga, com móveis antigos e apenas uma janela, por onde entrava a iluminação sombria daquela tarde.

Depois de sentarem no chão e se acomodarem, Mary gritou:

– Vamos, começa logo a contar essa história.

– Você é sempre escandalosa assim? — perguntou Victória, entediada.

Um silêncio pairou quando o pequeno garoto pálido começou a contar a história.

– Estavamos assistindo um filme de terror, eu e ela. Ela sempre me falava que conseguia sentir os espiritos presentes no filme bem perto dela. Eu não acreditava, ou pelo menos não acredito mais. Até que do nada faltou luz e quando voltou eu não vi mais ela. Apenas seu corpo morto em seu quarto. Ahn, venham comigo, quero mostrar algo a vocês. — disse o garoto, levando os 4 pra o pequeno e velho porão da casa.

Sem hesitar, os quatro desceram, seguindo o garoto a procura de respostas. O cheiro de morfo lá embaixo era insuportável, mas atraídos pela história, eles não ligavam.

– Bom, eu quero mostrar a vocês uma coisa... — disse Darius trancando a porta. O barulho da porta trancando, foi interrompido pela risada de Mary. Uma risada estridente e maléfica.

– Como vocês caíram direitinho nisso tudo, seus tolos. — disse Mary, abraçando Darius.

Mary se dirigiu ao fundo da sala e arrancou o papel de parede velho do porão, deixando à mostra uma portinha, que sem hesitar, a mesma abriu. Choque foi a primeira reação que os três enganados tomaram... lá estava o corpo da menina desaparecida.

– Eu e o Darius armamos isso tudo. Nós matamos ela, pois ela amava você, Will. Eu prometi a mim mesma eliminar do meu caminho tudo que me impeça de te ter.

– Sua louca, o que você fe... — Will foi interrompido com o barulho de algo oco e duro cainho no chão. Era a cabeça de Mike, há qual foi arrancada por Darius. Victória abafou um grito e foi em direção a cabeça sem vida do amigo e começou a chorar.

– Mas-s eu não entendo, por que o Darius foi te ajudar? O que ele tinha haver com isso? — rosnou Will com muita raiva.

– Bem, digamos que quando você é louco de amor, você faça coisas inacreditaveis. — disse Mary, passando a mão na faca ensanguentada que Darius havia usado e rindo. — E foi isso que ele fez. Ele me ajudou.

Darius sempre foi louco por Mary, capaz de fazer qualquer coisa pelo amor da jovem. Uma vez, o mesmo prometeu a si mesmo passar por cima da própria família pra conquistar ela, e bem, ele o fez.

Victória, com muita raiva, correu pra avançar em cima da garota que ela não reconhecia mais. A garota que passou a vida toda vivendo com ela, que era sua melhor amiga. Mas havia uma corda ao redor da Mary, fazendo com que uma chuva de pregos caísse sobre a pobre Victória.

– Vic! — gritou Will correndo em direção ao corpo desenganado da pobre garota — não me deixe, acorde, por favor!

– Não dá mais, caro amigo. Ela está morta. — disse Darius, piscando pra Mary e rindo. — tudo ocorreu como planejamos!

– Will, nós poderemos se amar pra sempre. Um lugar onde nunca iremos se separar. Só apenas eu e você. É tudo que quero. — disse ela, deixando escapar uma lágrima. Mary se dirigiu pra perto de Darius. — E você, meu caro, sabe como nós podemos viver juntos. Bem naquela vida que eu te contei. Então, você sabe o que fazer...

– Não escute ela! — gritou Will. Mas já era tarde de mais... Darius havia explodido todo aquele lugar, tirando a vida dos 3 vivos ali presente. Com a esperança da nova vida tão prometida.

•••

"Eu sempre soube que haveria um lugar onde eu poderia viver com a pessoa amada sem que atrapalhassem. Eu sempre soube que haveria um lugar onde eu seria feliz com ele. O lugar perfeito. O portal pra esse lugar é apenas a morte." — Mary Ferdey

Notas finais
Obrigado, espero que mesmo apesar dos erros, vocês tenham gostado da ideia da história.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!