Assim que o freguês deixou a loja, Seu Vladimir correu para se encovilar no escritório, como de costume. Saia de lá apenas quando o sino da loja soava indicando novo cliente.

Na última hora do dia chegara uma senhora, suspirava e contava a perda de seu bebê prematuro, trazia pela mão a filha pequena, que não deveria ter mais do que cinco anos, Nina.

“É uma parte minha que nunca voltará.” Suspirou perdida.

João mal precisava ouvir as palavras de cada freguês, varria a poeira do chão desatento a transação, enquanto o patrão finaliza tudo em seu escritório em secreto.