A pedra da Aflição
2 A nova Missão
Notas iniciais
– VOCÊ FEZ O QUE? – ouvir Accalon, o líder do conselho dos Paladinos, bradar com sua voz grave e após apresentar meu relatório sobre a missão na Turquia – VOCÊ TEM CONSCIÊNCIA DO QUE FEZ SEU PIRRALHO? VOCÊ DESTRUIU UM EXEMPLAR DO EPHESIA GRAMMATA. SABE QUANTOS DESSES EXISTE ATUALMENTE? MUITOS POUCOS. – Isso provava que nem ele, apesar da imagem de portador de uma profunda sabedoria que aqueles cabelos grisalhos podiam-lhe conferir sabia quantos exemplares existiam ao todo. Porém, eu não me arrependo do que fiz. E faria tudo de novo se isso impedisse que inocentes fossem ferido no processo.
Fazia exatamente quase duas horas que tinha eu tinha voltado da minha ultima missão, que contava com a presença ilustre de sete golens indestrutíveis. Que dizer, pelo menos eu e Hypérion pensávamos que era assim. Depois de uma “rápida e interessante” viajem ao passado descobrir que na verdade os gigantes foram criados através da conjuração de um feitiço de sangue, algo considerado profano entre os alguns clãs de bruxos ao redor do mundo. Bruxos negros fazem direito esse tipo de conjuração, porém o conjurador dos golens não tinha sido corrompido pelas trevas, e nem tão pouco chamado pela luz, o que me fez entender na verdade ele era um Neutro.
O fato é que normalmente os relatórios das missões de um Emissário são apresentados aos superiores das suas respectivas casa. No entanto, por algum motivo eu estava ali de frete a todo o conselho dos Paladinos. Os paladinos são os representantes dos Vasys, são sete no total, um para cada casa. Chegar a ser um paladino é sonho de qualquer emissário iniciante. Eles são os mais fortes, e mais sábios Emissários da minha geração. Dizem as más línguas que depois que emissário se torna um paladino ele para de envelhecer, e podendo apenas morrer em batalha. E ali estava eu, e Hypérion, diante daqueles “monstros”, no bom sentido. Por falar em Hypérion, meu ashi tava muito tenso, apesar da aparência. Sua roupa, um conjunto de calça e uma camisa de cor escarlate, que sinceramente achava que combinava com a tonalidade cobreada de seus olhos e cabelos, ainda estavam sujos de poeira. E a julgar pela ardência que tava sentido no meu braço direito e na minha bochecha esquerda minha situação não tava uma das melhores não. Antes de entrar na sala de audiência eu me peguei olhando rapidamente meu reflexo em um das inúmeras e polidas armaduras que enfeitava os corredores da fortaleza, percebi que meu cabelo, que normalmente é curto e preto, estava cinza. Sujeira de Golen. Meu capuz não tava essas coisas também, acho até que tive a impressão de além de ta sujo, ele tava rasgado em algumas partes. Depois eu iria averiguar isso com calma.
O que importava era eu tava no salão do conselho. Desde que audiência tinha começando a umas 2hrs, corri meus olhos ao redor da sala varias vezes para chegar a conclusão que todos os representantes das casas estava naquela audiência. Quando eu digo todos, são todos mesmo. Estavam sentados em dois grupos de 3, direita e esquerda, e no centro o atual chefe do conselho, Accalon, da casa de Hermoder, alto, robusto, cabelo e barba grisalhas, e olhos negros profundos, característica dominante nos filhos de Hermód. Os outros membros eram: Kira da casa de Arash, a única mulher entre os paladinos, com sua pele branca e seu cabelo longo preto e com traços quase ocidentais que delineavam o seu rosto ela possuía uma beleza incomum entre os Vasys, mais assim mesmo ela continuava a ser minha Paladina favorita. Haryel dos Doners, Ruivo, com olhos verdes e quase 2 metros de pura força e músculo, Asman da casa de Lennus, Como todo filho de Eir, era alto, com ombros largos, cabelo preto até a altura dos ombros, olhos castanhos, quase um dourados. O egocêntrico do Kaveh da casa de Balder, também estava lá que por alguma razão ainda quero saber por que todos os membros desse clã nascem loiros dos olhos azuis como céu. Outro quem estava lá era Hatar da casa dos Teiwers, pouco cabelo com sempre, olhos acinzentados e tão alto quanto Haryel. E eu não podia esquecer dele, Ivain da casa de Wotter, superior do meu clã, alguém eu chamo cariosamente de Pai.
Estavam todos ali. Sem tirar o fato de que fui chamado para relatar a minha missão diretamente ao Conselho, me deu quase uma sensação de importância, de que eu tava fazendo meu trabalho direito. Eu já podia me imagina falando para meus amigos dizendo “Eu tive uma audiência com todos os 7 Paladinos e vocês não tiveram”. Não era grande coisa. Mas eu precisava me pegar em algo para não sair correndo e chorando desesperado que nem uma menina dali. Todos aqueles olhares atentos a mim me davam medo. Depois do surto que presenciei de Accolon me senti tão pequenino como uma formiga.
– Mas excelência foi o único jeito que achei de libertar as almas que tava presa nos Golens. – Tendei justificar meus recentes feitos – Além do mais se tivesse trazido o papiro para a fortaleza teríamos problemas maiores. Como por exemplos cidades destruídas. As criaturas ficariam fora de controle. Se o senhor tivesse em meu lugar aposto que teria feito mesma coisa. – essa foi a minha cartada final. Como os humanos dizem? Xeque-mate? Que seja. Foi à única coisa consegui pensar.
Que por final acho que deu certo. Accalon se calou e ficou me fuzilando com os olhos. Se ele tivesse usando a técnica especial de sua casa, o Letum, creio que já tinha entrado em combustão espontânea a muito tempo.
– Que fique avisado – começou Accalon a falar depois do seu prevê momento de silencio anterior – na próxima vez que você ousar fazer novamente algo tão estúpido assim, juro por pelo deus Hermód, guardião da minha casa e pela a sagrada lamina, que deixarei você de suspensão por 7 dias. Ouviu? 7 dias! – enfatizou o líder do conselho.
– Não se preocupe Excelentíssimo. – Pronunciou-se Ivain a primeira vez desde que a audiência tinha começado. – A partir de hoje qualquer decisão que ele tomar terá que ser passada a mim com antecedência. E se ele desacatar as minhas ordens eu mesmo, como representante do Clã Wotter, darei a punição que achar justa. – finalizou meu pai. O tom de sua voz denuncia um conflito de sentimos. O que? Decepção?
– Assim espero Ivain. Então dou por fim encerrada a sessão. Ask Wotter e Hypérion podem sai. – finalizou Accalon
Não pensei 2 vezes sair da sala principal, e furioso por sinal. Quem gosta de receber sermão, além do mais na frete do Conselho. As palavras de Accalon e logo em seguida as de meu pai martelavam na minha cabeça, “E se ele desacatar as minhas ordens eu mesmo, como representante do Clã Wotter, darei a punição que achar justa”. O que ele vai fazer? Proibir-me de ver televisão ou de praticar magia?
Eu Ask Wotter, em todos meus 17 anos, sendo tratado que nem um iniciante de 13? Qual é? E ainda por cima o que foi aquele tom de voz qual ele me dirigiu? Sinceramente é duro ser filho de um paladino. As cobranças são maiores. Todo mudo exige que você seja forte, perfeito e, acima de tudo, talentoso, que nem meu admirado Pai.
– Ask não fica assim. Eu sei o que você foi melhor opção e eu admiro-o por isso. Você sabe muito bem disso. – Hypérion disse após sairmos da sala de audiência. Em parte eu sabia que era verdade. Podia sentir isso pelo nosso elo empático. Ele tava orgulhoso de mim. Ele sabia que eu tinha comprido a minha função como Emissário. Eu salvei vidas. Porém, sinceramente, no fundo, queria mais que isso. Queria meu pai aceita a minha decisão. E acima de tudo, queria que ele tivesse me defendido de Accalon.
– Ask eu preciso voltar para mundo astral. Se você precisar de mim é só me convocar está certo? – Mencionou Hypérion. Nem me surpreendi. Manter a forma física de um ashi nesse mundo consumia muita magia dele. E então, regulamente eles voltavam para o mundo astral, para o que eu chamo de “recarregar as baterias”. Sabia que até que Hypérion se tornar um Deva essas idas e vindas entre mundos seria preciso para ele. Só a minha magia não era suficiente para fazer que ele permanecesse em sua forma física aqui. Então o jeito era me acostumar com tais momentos.
Confirmei com a cabeça e meu ashi entendeu que eu tinha dado consentimento para ir. E ele foi. Primeiro ele brilhou em luz uma avermelhada, que imitia a mesma sensação de calor que as chamas de uma fogueira, logo depois a luz se tornou chamas que o envolveram e logo depois foram desaparecendo até sumir por completo. Continuei caminho entre os corredores da fortaleza sozinho até chegar à entrada da mesma. Quando cruzei o enorme arco de saída a luz do sol chegou a meus olhos eu tive que fecha-los um pouco. Quando finalmente fui me acostumado com a luz deparei-me coma imagem de duas figuras que me acordavam na entrada da fortaleza. Meus melhores amigos Susan e Helio.
– Você está um lixo. — Ouvi da boca de Susan. Nem me importei, esse era o jeito dela de dizer que me ama. Ela tinha a mesma idade que eu, um pouco baixa, pele branca como a neve, cabelo totalmente liso e longo, e olhos pretos e profundo como a noite. — Pela a sua fisionomia aposto que meu avô deve ter dito algo que lhe chateou muito e... — Sim ela é uma Hermoder e neta de Accalon, neta preferida, diga-se de passagem.
– Qual é Susan? Dar uma folga para Ask. — Cortou Helio, o jovem alto loiro de olhos azuis, característica dominante dos Balders, ao seu lado. — Ele acabou de voltar de uma missão na Turquia. Ele derrotou 7 golens. Você sabe o que é isso? – Essa repressão não deve ter deixando Susan contente, pois ela imediatamente fechou a cara. O que me arrancou um leve sorriso do rosto.
Eu, Susan e Helio crescemos juntos. Passamos pelo ritual de iniciação no mesmo dia. Temos um elo de amizade muito forte. Chegamos até fazer algumas missões juntos. Nós formamos uma equipe espetacular, eu sempre digo que eu sou a razão, Helio é a lógica e Susan o Impulso. A menina dar medo às vezes, também neta de quem. Uma vez ela e Maní, sua ashi, sozinha reduziu uma dúzia de zumbis sozinhas, fazendo jus ao apelido que os membros seu do clã receberam, “ceifeiros”. Eles não têm pena dos Ghuls. Podem reduzir centenas deles em minutos, sem dor e piedade.
– Deixe para lá Helio. – Respondi — Já estou acostumado com língua afiada dela. Acho que isso também é uma característica forte da família. – após a minha fala Susan franziu os olhos que nem o Avô na sala do conselho. E aquela sensação que se ela tivesse usando Letum eu já tinha sido reduzido a cinzas.
Ficamos ainda conversando um pouco. Eles me colocaram por dentro das principais fofocas que estavam correndo Valhallas. Através deles fiquei sabendo que uma equipe do clã Arash, liderado Micah Arashe, tinha saido para “caçar” e exterminar um grupo de vampiros que estavam aterrorizando os arredores de Kiruna, Suíça. Assim também como Carl Teiwers, tinha derrotado dois Trolls na Dinamarca sozinho, que não me admirou já que ele era muito orgulho e isso deveria ter sido fácil para ele. Também fiquei sabendo que Susan e Helio tinham sido escalados para uma missão na Hungria, alguma coisa haver com a suspeita de sucubos no local.
Após me atualiza-me sobre as novidades e os feitos dos meus companheiros relatei para os dois como tinha sido a minha missão, de como eu tinha descoberto sobre o Papiro e o que tinha feito para libertar as almas humanas presas dentro da estatuas. Bom como foi de suspeitar eles me apoiaram na minha decisão de destruir o exemplar do Ephesia Grammata. Falei também da ameaça de punição e a declaração do meu pai.
– Você fez o certo. – para minha surpresa disse Susan — eu teria feito à mesma coisa que você – E o pior que era verdade. Do jeito que era ela impulsiva ela poderia ter destruído o papiro sem pestanejar ao descobrir o mesmo.
Conversamos mais um pouco e depois nos despedimos. Eu estava muito cansado, precisava de um banho, trocar de roupa, comer e dormi. Então me dirigiu ao complexo do Wotters. Não sei se cheguei a mencionar mais cada clã possui verdadeiras cidades. Imaginem 7 grandes cidades, agrupadas ao redor do Vale de Geister. Na verdade primeiro vem a fortaleza de Valhalla em seguida vem o Templo de Vanilhasky e logo em seguida cidades as grandes cidades, quais chamamos de complexos. Eu moro no Complexo de Wotter. E ela era a primeira cidade, fazia divisa com Vanilhasky a esquerda e o complexo do Arashers a direita. As cidades estavam aliadas conformes a ordem dos nascimentos dos seus fundadores, os filhos de Vanir, sendo primeira o complexo dos Wotter e o ultimo os dos Lennus.
Cheguei em casa meu pai não estava. Imaginei que ainda tava em Valhallas em alguma reunião do conselho. Fui para meu quarto, tomei um belo de um banho, troquei de roupa. Quando me preparava para sair do quarto para arrumar algo para comer na cozinha e parei de frente a um espanhol que ficava na parte de trás da porta de aceso ao quarto.
– Mais que droga! – exclamei furioso. A situação dos meus machucados estava pior do que eu imaginava. Não era nada serio, porém mesmo assim quem gosta de ter hematomas pelo corpo? Eu tinha uma mancha rocha perto do meu ombro esquerdo, e um arranhão no meu cotovelo direito, tirando um corte na altura da minha bochecha direita. Imaginem, eu tenho por volta de 1 metro e 75, pele relativamente branca, olhos verdes e cabelos. Ao contrario dos meus companheiros de clã, que tem cabelo relativamente grande, o meu é curto, na verdade utilizo um corte um pouco moderno, que para era eficaz se quando eu precisava me disfarçar como humano. Porém, isso não combinava com esses três machucados. Eu poderia tentar fazer algum encanto de cura, mesmo sabendo que ia dar certo, por algum motivo podemos conjurar feitiço de cura para outras pessoas, mais quando se tratava de nos curar não funcionava muito bem, ou simplesmente não funcionava. Então do que adiantaria termos poderes se não podermos curar a nos mesmo? O jeito era pedi para um amigo meu do clã dos Lenus me curar, eles são exímios curandeiros. Após observar mais um poucos meus machucados desci a cozinha, comi um misto quente com suco laranja e fui dormir.
Poderia dizer que dormir que nem pedra, que em parte foi verdade, mas acho que meu sono “reparador” deveria ter sido um pouco mais sossegado. Sim, tive um sonho estranho, estranho até mesmo para meus padrões. Eu estava diante de campo, ao seu derredor tinha muitas arvores de todos os tipos e espécie. Mais o que me chamou a atenção que no local onde me encontrava não tinha nada a não ser uma arvore morta e cerca. Comecei a ouvi um som, parecia um murmuro, não dava para entender muita coisa. Outra coisa me chamou atenção foram às densas nuvens negras que se formava no céu. Os ventos tinham aumentado repentinamente. Até que começou a relampear. Virei a minha atenção para um monte que ficava atrás de mim e percebi a existência de alguém lá me observando, pelo menos foi o que eu tinha pensado. Não podia destingir se era homem ou mulher, Estava longe demais e essa pessoa usava um capuz enorme, que cobria de alto abaixo. A única coisa que se percebia eram seus olhos vermelhos e brilhantes. Até que ele ou ela percebeu a minha presença ali no campo e disparou uma rajada de energia negra em minha direção. Então acordei.
Quando acordei já era de manha, e a se o relógio em cima da escrivaninha ao lado da minha cama tivesse certo era exatamente 9 horas da manha. Levantei-me, andei pela casa só para constatar que meu pai já não tava mais em casa. Tomei um banho, troquei de roupa e comi alguma coisa e sai. Fui em direção ao Templo de Vanilhasky, precisa ver uma pessoa, poderia ter me teleportado, teria chegado lá em questão de segundo. Mas o templo não ficava muito longe do complexo, creio que uns 4 km a pé, e assim eu fiz. Quando cheguei próximo a planice de Rozé, que faz divisa com o templo, pude observar toda a extensão dos Vale de Geister e observar ao longe os outros complexos dos clãs. A julgar pelo achei hilário que foram de Valhalla estivesse nevando. Vale de Geister fica dentro de Cordilheira montanhosa muito conhecida e requisitada pelos os humanos, os Alpes Suíços, ao contrario da realidade predominante o em Geister não neva, na verdade nunca neva. Há sempre sol, como se fosse primavera eternamente é uma temperatura boa, aconchegante. As arvores sempre estão verdes e carregadas de frutas e há também inúmeras flores. Isso é possível é porque o Vale de Geister é cercado por inúmeras barreiras e feitiços de proteção, humanos normais que desconhece a existência desse local nunca são capazes de chegar aqui. Só pode atravessar a barreia Vallar ou indivíduos convidados pelo conselho, tirando isso não há exceção.
Cortei um pouco meu pensamento e continuei o meu campo até o templo. Ele é incrível, grande, cheio de colunas adornadas com runas. O átrio central é amplo, de cima da Colina podia-se ter uma visão panorâmica superficial da extensão do templo. Para minha supressa na entrada do templo encontrava uma mulher, muito bela por sinal. Um pouco menor do que eu, loira e com olhos dourados que nem o sol. Ele Estava vestido com as roupas tradicionais de linho fino de uma sacerdotisa, e possuía também um par de braceletes uma fina coroa de ouro sobre sua cabeça. Ela era o motivo de ter vindo ao templo, era a Grande sacerdotisa de Vanilhasky, Cindra Vadenberg, minha mãe.
– Sabia que você não ia demorar muito para vim me visitar – respondeu ela com u largo sorriso – Sentir que você tinha chegado e tive uma visão que vinha me ver. — Minha mãe tinha o dom da clarividência, sabia e via coisas muito antes de acontecer. Queria perguntar-lhe sobre sonho tive na noite passada que não conseguia tirar da minha cabeça. Será que herdei alguma habilidade dela? Não ousei perguntar.
Cheguei perto dela e abracei forte, eu sempre amei minha, apesar dela não morar com meu pai, algo que nunca entendi a razão a final o sentimento entre eles ainda são fortes, ela sempre estava presente quando precisava. Lembrando-me de quando era menor passar metade do ano com meu pai no complexo dos Wotters aprendendo sobre o oficio e algumas magias, a outra metade passava com minha mãe, ela me ensinava sobre tudo que ela conhecia, modesta parte sempre achei minha mãe uma mulher sabia, ele entendi de todo tipo de criatura sobrenatural, além de ter um grande conhecimento em magia. Alguns dos principais feitiços que uso nas minhas missões foi ela que me ensinou. Agora ali nos braços quentes de minha eu poderia esquecer tudo.
– Você está machucado? – respondeu minha mãe após romper o abraço.
– Não é nada. Depois eu peço para Ciro da casa de Lennus me curar. — respondi. Ela não falou nada, ficou apenas me observando. Antes que percebesse ela pegou minha direita e apertou forte.
– Vulnere sanitas. – senti uma corrente elétrica percorrer meu corpo após ela ter pronunciado essas palavras. E sabia muito bem o que elas significavam. Era um encanto de cura. Com ele poderia se curar simples arranhões como mordidas de animal e até mesmo feridas feitas por armas ou magia. Após constatar que realmente tinha sido curado pela minha mãe fiquei ainda conversando com ela sobre algumas coisas. Fazia tempo que não conversávamos assim. Mas percebia que ela estava meio distante, sempre olhando para horizonte como tivesse preocupada.
– Está acontecendo alguma coisa mãe? – perguntei-lha
– Não. Nada de importante. Recebi uma mensagem do vento de uns parentes meus hoje e só fiquei preocupada. — Respondeu ela.
Por algum motivo minha mãe nunca me falava de sua família. Quando eu era pequeno e tentava puxar assuntos sobre os meus avos ela simplesmente mudava de assunto, me abraçava forte ou me fazia cócegas. Depois de algum tempo comecei a respeitar o espaço dela. Nem mesmo meu pai não conhecia nenhum parente dela. O que achei estranho. Segundo meu pai, minha tinha sido uma pessoa que nasceu com algum tipo de afinidade para magia e resolveu ser uma sacerdotisa. Isso sempre acontece. Existem alguns seres humanos que nasce com afinidades para magia, que é algo raro, e parece que minha mãe tinha sido uma delas. Porém o fato dela receber mensagens do vento era intrigante. Eu conhecia o procedimento e sabia que tanto aquele que envia e aquele que recebe teriam que ter no mínimo uma afinidade com a magia.
Eu iria perguntar mais alguma coisa a minha mãe. Porém como sempre o que é bom dura pouco. Uma luz vermelha e quente como fogo apareceu a nossa frente. Em seguidas, línguas de fogo começaram a dançar no ar até criar uma forma até materializar um ser na nossa frente. Roupa branca, cabelos vermelhos curto, cortado a algo parecido como estilo militar, olhos igualmente vermelhos, orelhas relativamente pontudas, e espada sobre a sua cintura, era um ashi, mas não qual quer ashi. Era Zlato, o ashi de meu pai.
O Servo se aproximou de onde nos encontramos e se curvou como um gesto de reverencia a minha mãe e então falou:
– O grande Ivain da casa de Wotter, Paladino da já mencionada casa e vice-líder do conselho dos Paladinos pediu para eu vi através de você Ask Wotter – então o servo se levantou e continuou – O conselho aguarda sua presença no salão principal da fortaleza de Valhalla imediatamente. – Finalizou Zlato.
Despedi de minha mãe. Zlato, o servo de meu pai, me teleportou para Valhalla. Era maneira como ela apareceu no templo pude imaginar que seria de extrema urgência. E era, quando entrei no salão de audiência lá se encontrava Accalon e meu pai apenas. Quando adentrei a sala, que nem imaginava que entraria de novo em curto espaço de tempo. Eles pararam a conversa que tava tendo e olhando para mim.
– Aconteceu algo? — perguntei diretamente ao meu. Nem me preocupei em fazer reverencia a Accolon, ele não merecia depois do que tinha me dito no dia anterior.
– Sim. Temos uma missão, do Tipo B. – respondeu meu pai categoricamente. A menção me surpreendeu a única missão tipo B que eu tinha recebido foi... Nunca. O nível de missão mais alto foi o tipo C, a missão da Turquia, Mais acho que eles me enganarão. A missão merecia um nível a mais do que somente “C”.
– Do que se trata a missão? — perguntei
_ Recentemente Gamayun ocorreu o desaparecimento de 2 membros de clã de seres sobrenaturais que residem naquele lugar. — Respondeu Accalon – E recentemente ouve relatos de aparecimento de Sluagh perto da região. — Completou Accalon. Após ouvi aquilo ri, era impossível, não pelo desaparecimento dos membros de 2 membros de clãs distintos mais pela menção aos Sluagh.
– Isso é impossível. Não existe relatos de aparecimentos de Sluagh bem a quase 400 anos. — respondi
– Nos sabemos. — Meu pai se pronunciou – porém só a possibilidade está causando um verdadeiro alvoroço na região. Em Gamayun existem inúmeros clãs de seres sobrenaturais vivendo em harmonia e dois deles tiveram membros raptados. Esses membros eram da nobreza, e o conselho de Gamayun está nos pressionando por ajuda, pois estão com medo que mais sobrenaturais suma.
– E por que eu? Existe outros vallars melhores para essa missão. Micah, Carl... – comecei a falar quando meu pai me cortou.
– Ask, pelos os deuses, deixe o ressentimento de lado por um minuto. Escolhemos você porque sabemos que depois da sua ultima missão não há ninguém mais capacitado que você para ela. Se alguém pode descobrir e impedir os planos de quem que estava fazendo é você.
Não vou mentir. Ouvi isso vindo do seu próprio pai enche o ego de qualquer. Depois de ponderar todas essas informação resolvei seguir o conselho dele e deixar meu orgulho de lado e aceitar essa missão. Por um lado seria péssimo. Uma missão desse tipo é perigosa, melhor muito perigosa, eu teria que me empenhar por completo. Por outro, ia calar a boca do Carl e Micah e quem sabe me dar um pouco de respeito.
– Certo eu aceito. – respondi — Quando tenho que partir — perguntei. Já que era o protocolo padrão, assim eu teria tempo de levantar mais informação sobre o ocorrido, às tribos que lá vivem essas coisas.
– Imediatamente – respondeu meu pai e Accolon em uníssono.
Fale com o autor