A p r i l

13 T r e z e


Harry ainda segurava minha mão, ele parecia calmo enquanto nos levava pelo meio da multidão e caminhávamos até a saída. Eu cambaleava algumas vezes, provavelmente o drink que Rachel me deu havia álcool.

—Harry, onde estamos indo? — perguntei enquanto tentava acompanhar seu passos, porém sem obter resposta.

Assim que saímos o ar frio logo veio contra nós. Harry estava com um casaco verde enorme por cima da roupa, o mesmo que ele vestia no dia em que o vi na loja de discos. Enquanto eu usava apenas meu vestido pequeno e apertado.

—Harry...- Resmunguei prolongando o 'y' — Estou com frio. Para onde estamos indo?

—Para casa, April — Ele respondeu sem me olhar.

—Mas já? — Perguntei esforçando-me para que minha voz saísse audível.

Minha visão estava turva, minha boca estava seca e minhas pernas quase não aguentavam meu próprio peso. Harry puxava minha mão tentando fazer com que eu andasse mais rápido, porém isso só resultou com que eu acabasse tropeçando. Caí de joelhos enquanto tentava me apoiar com meus braços, meu joelhos ardiam assim como minhas mãos, porém eu apenas gargalhei.

Harry se virou e me olhou confuso.

—Mas que droga...?! — Harry levou seu olhar para baixo até onde eu estava e franziu mais ainda suas sobrancelhas quando percebeu que eu estava rindo.

Me levantei ficando apenas de joelhos e me inclinei para frente, gargalhando ainda mais.

—Imagine o que os outros devem estar pensando me vendo nessa posição — Harry me olhava irritado e ao mesmo tempo surpreso, provavelmente por causa do que eu falei. Porém eu não estava dando tanta importância para isso, era como se eu pudesse falar qualquer coisa e eu não me sentiria envergonhada ou me arrependeria no segundo após.

Em um impulso coloquei ambas as mãos em cada lado da calça do Harry e tentei a puxar para baixo, porém Harry empurrou minhas mãos e puxou a calça novamente para cima.

—Céus, April — Harry falou enquanto passava a mão no rosto — O que você está tentando fazer?

—Nada de mais... — Respondi sorrindo de lado. Harry se abaixou um pouco e colocou ambas as mãos em minha cintura, me puxando para cima — Ei!

Sem me responder, Harry apenas deu mais impulso em suas mãos e me colocou em seus ombros, enquanto voltava a caminhar para o carro. Minha barriga doía um pouco, fora que eu realmente não queria ir embora.

—Harry... — Falei enquanto dava fortes socos em suas costas, o que não parecia fazer efeito algum nele — Olha só! Espera, espera um pouco!

—O que foi, April? — Harry parou e perguntou obviamente irritado.

—Estão tocando a minha música — Respondi cantarolando

Harry grunhiu e apenas ignorou, voltando a caminhar até o carro. Quando chegamos até ele, Harry abriu a porta de trás e me colocou no banco de trás, prendendo firmemente no cinto de segurança em mim, em seguida ele fechou a porta e foi para o banco do motorista. Ele retirou a chave do carro do bolso e em seguida deu a partida, saindo rápido do estacionamento.

—Eu não acredito que você bebeu... — Harry falou após alguns segundos de silêncio, enquanto dirigia — Droga, April! Quando foi que você bebeu, e "o que" você bebeu?

—Eu adoraria te contar, Harry — Respondi enquanto enrolava uma mecha do meu cabelo em meu dedo. Me inclinei para frente o suficiente para que meus lábios ficassem ao lado do ouvido de Harry e sussurrei — Mas eu teria que te matar se fizesse isso.

Pude notar Harry apertar sua mão com mais força contra o volante e suspirar logo em seguida, usando a outra mãos para puxar seus cachos de cabelo selvagem que insistiam em ficar na frente do seu rosto. O encarei mais um pouco e logo decidi algo, hora da minha vingança.

—Talvez eu não devesse só te matar, talvez eu pudesse te torturar um pouco antes. Poderíamos passar em uma loja Sex Shop antes de irmos para sua casa, compraríamos alguns brinquedos, um chicote, algemas e um bom r- Falei colocando meu dedo indicador na ponta do meu lábio inferior, brincando com ele. O olhar de Harry se alternava da estrada para mim, e de mim para os meus lábios enquanto ele se mexia em seu banco — O que acha, Harry?

—Você realmente está fora de si, April — Ele respondeu soltando um longo suspiro — Não tente me provocar enquanto estou dirigindo.

Bufei e voltei a me encostar no banco de trás. Por incrível que pareça, meu corpo estava completamente elétrico e agitado, não havia nenhum pingo de sono em mim, afinal eram apenas três horas da tarde. Me inclinei novamente para frente e apertei o botão do carro que ligava o carro, escutando logo uma música tocar. Eu não me recordava o nome ou a cantora, porém a letra da música vinha a minha cabeça fazendo-me cantar junto.

You can be the boss, daddy (Você pode ser o chefe, papai)

You can be the boss ( Você pode ser o chefe )

Taste like a keg party, back on the sauce ( Gosto como uma festa da cerveja, de volta ao molho )

I like you a lot, I like you a lot ( Eu gosto muito de você, eu gosto muito de você )

Don't let it stop ( Não deixe que ele pare )

You can be the boss, daddy (Você pode ser o chefe, papai )

You can be the boss ( Você pode ser o chefe)

Don't let it stop (Não deixe que ele pare)

Parei de cantar quando senti o carro ser virado bruscamente, endo desligado logo em seguida. Olhei pela janela e percebi que já estávamos à frente da minha casa, mas especificadamente na garagem. Harry saiu do carro e fechou sua porta, em seguida veio até o lado do carro onde eu estava e abriu a porta me puxando para fora do carro.

Harry segurava meu braço e me puxava até a porta da entrada com uma certa urgência. Ele puxou a bolsa que estava apoiada no meu ombro e retirou de lá a chave da minha casa, abrindo a porta e me puxando junto a ele,trancando a porta logo em seguida. Ainda com sua mão segurando meu braço esquerdo, ele me levou pela sala e jogou seu celular em cima do sofá, sem se preocupar em olhar se ele não havia caída no chão. Novamente subimos escadas, as quais deduzi que eram para o segundo andar da minha casa.

—Por Deus, Harry! — Exclamei irritada enquanto tentava me equilibrar nos saltos e subir as escadas. Usar salto alto e estar bêbada não é a coisa mais aconselhável a se fazer se você vai subir escadas — Vá devagar, não quero cair novamente.

Harry apenas me ignorou e continuou me puxando até o fim da escada, onde quando chegamos ao segundo andar fomos direto para o final do corredor. Harry me puxou para dentro do meu quarto e em seguida fechou aporta atrás de si.

—Harry, pode por favor me dizer o que viemos fazer aqui? — perguntei embolando as palavras — E por que voltamos tão cedo?!

—Você fala de mais, April — Ele respondeu.

Harry se aproximou de mim e rapidamente colocou suas mãos em meu rosto enquanto trazia seus lábios de encontro com os meus. Ele fazia movimentos rápidos com a língua enquanto me beijava, enquanto levava uma de suas mãos ao meu pescoço a outra ia para o fim das minhas costas.

Mesmo sem entender, apenas correspondi o beijo. Diferente do Harry, eu estava calma e tentava acompanhar tudo que ele fazia, porém era algo realmente complicado. Harry dava poucos passos enquanto tentava continuar com todos os seus movimentos, uma de suas mãos foram para minha cintura e a outra para a minha nuca. Alguns segundos depois Harry inclinou-me para trás e me deitou sobre a cama que havia no quarto, ficando por cima de mim.

Harry separou nossos lábios e encostou sua testa na minha, enquanto espalhava beijos pelo meu rosto. Minha respiração estava forte, mesmo com atos simples Harry conseguia me levar a loucura. Seus braços estava dobrados e ele estava apoiado com os cotovelos em cada lado do meu corpo, uma de suas pernas estava ao lado da minha coxa e a outra entre as minhas pernas.

Ele se levantou e ficou apoiado sobre os joelhos na cama enquanto levava suas mãos até as finas alças do meu vestido, abaixando-as.

—Sabe por que eu escolhi esse vestido? — Ele perguntou em voz de sussurro e eu neguei enquanto mantinha os olhos abertos concentrada em cada ato seu. O quarto não estava muito iluminado, Harry não havia acendido a luz e havia apenas a janela para iluminar o local — Por que não é difícil tirar ele.

Assim que ele abaixou as alças, Harry colocou ambas as mãos em cada lado do decote do vestido e os puxou para baixo, descendo-o até o meu joelho. Meu seios estavam totalmente expostos, Harry havia me proibido de usar o sutiã não só por causa do vestido como também por que ele já planejava tudo isso. Ele começou a distribuir beijos molhados e lentos sobre o meu pescoço, enquanto ia até meus seios. Uma das mãos de Harry estava na minha cintura e descia pelas minhas pernas dando leves apertões em minha coxa.

Puxei a camisa do Harry tentando tira-la e logo ele me ajudou, jogando-a ao lado da cama, tentando fazer atos rápidos para que voltássemos a nos beijar. Harry agora dava forte chupões em um dos meus seios, enquanto eu soltava gemidos descontrolados e altos que ecoavam pelo quarto. Harry novamente voltou sua atenção aos meus lábios, e levou suas mãos por todo meu corpo, explorando cada canto dele. Eu sentia algo duro bater contra minha coxa, se mexendo a cada movimento que Harry fazia, me fazendo logo descobrir o que era. Sua mão subiu até a borda da minha calcinha e ele tentou a abaixar um pouco, até que eu o parei, fazendo-o parar o beijo e me olhar confuso.

—Desculpe, mas hoje não — Falei em um tom baixo enquanto dava um sorriso de lado.

Coloquei ambas as mãos no peito do Harry e o afastei, descendo da cama e pegando a blusa dele que estava no chão, em seguida vestindo-a. Não olhei para trás, apenas caminhei até a porta, mas já conseguia imaginar a expressão confusa que Harry deveria ter em seu rosto. O único motivo de eu ter tido coragem para fazer tudo isso era por que eu havia bebido, por que eu nunca teria coragem de fazer algo assim novamente, mesmo que tenha sido apenas para dar o troco no Harry. Não iria mentir, eu estava tão excitada quanto o Harry, porém só de imaginar a confusão que deveria estar na sua mente agora, fazia tudo valer a penas.

—Onde você pensa que vai, April? — Consegui ouvir alguns movimentos dele se mexendo na cama, provavelmente iria vir atrás de mim.

—Eu vou dormir um pouco, Harry — Respondi enquanto vestia a camisa dele — Deveria fazer o mesmo.

Apressei meus passos e logo entrei no quarto ao lado, o quarto de hospedes. Sabia que Harry iria vir até aqui, então rapidamente tranquei a porta e fui até a cama, me deitando nele em seguida. Em poucos segundo vi a maçaneta da porta girar, porém a porta continuou fechado já que estava trancada.

—April, abre a porta — Harry falou do outro lado da porta. Eu queria rir só de imaginar o quanto ele deveria estar irritado.

—Vá dormir, Harry — Respondi, tentando conter o riso.

—April, se você não abrir essa porta agora mesmo eu juro que eu vou...

—Eu já disse, vá dormir, Harry — Falei tentando parecer cansada — Eu também vou, então conversamos mais tarde.

Escutei um longo suspiro vindo de fora e alguns passos até o meu quarto, e apenas isso. Provavelmente Harry havia notado que eu realmente não iria abir a porta, então sorri vitoriosa. Mas a verdade era que eu sabia que quando saísse daqui, estaria muito ferrada.