A outra face- Surgindo das cinzas
29 Capítulo 29- Quando menos esperamos acontece
Notas iniciais
Santana praticamente fugiu de todos depois do incidente na empresa. Queria mais que tudo na vida sair daquele lugar com sua esposa. Sentia-se mal por mais uma vez quando achava que ia tudo certo alguém emergia, sabe-se lá de onde, e transformava tudo em jogo doentio em que sua cabeça estava em jogo. Ficou em silêncio durante todo percurso até seu apartamento, remoia-se em pensamentos tortuosos pelo o que acreditava, pois agora mais um ponto de interrogação se formava em relação a seu avô e sua inocência perante tantas acusações, umas mais tórridas que as outras. Quinn apenas fitava sua esposa em seu silêncio martelante, já adivinhando o que passava em sua cabeça. Quando se ama muito alguém e convive há muito tempo com essa pessoa, se adquire essa capacidade de ler seus problemas e preocupações apenas com suas expressões enquanto pensa.
Agora jaziam deitadas em sua cama depois de um longo banho, Quinn estava deitada sobre o peito de Santana, enquanto a mesma lhe acariciava os cabelos:
–O que ele disse a você?- Quinn perguntou depois de um longo momento em silêncio- Não adianta querer me esconder, sou sua esposa e deve compartilhar o que sente comigo.
–Eu sei, meu amor... Só não quero preocupar você, pode fazer mal para sua gravidez- ela explicou depois de um suspiro demorado.
–Só de você estar em silêncio já me preocupa. Vamos, San, não vamos fazer como da última vez. Lembra no que deu tentar me poupar?- Quinn alertou encarando a latina.
–Foi sobre meu avô- explicou calmamente, enquanto encarava o teto- Leon me disse que meu avô destruiu a família dele também.
–Pensei que seu avô fosse amigo da família dele.
–Também, no entanto mais uma vez vejo que me enganei no que eu pensava.
–Hey... Não está duvidando de seu avô agora, não é mesmo?- Quinn perguntou puxando o queixo de Santana para que ela a encarasse.
–As circunstâncias me levam a crer que ele não era tão bom quanto eu achava que era- respondeu e Quinn pode sentir a dor em suas palavras e em seu olhar perdido- Pelo visto ele não era o herói que eu tanto admirava.
–Oh, meu amor, não fica assim. Vamos acreditar que seja mais uma armação de alguém que não quer nos ver feliz.
–Disso eu tenho certeza, mas quanto ao meu avô, se tem alguma história por trás disso tudo ele levou consigo para o túmulo- explicou virando-se para ficar de frente para sua esposa- Querida, vamos ter que adotar medidas para nossa segurança, principalmente a sua e de nossos filhos.
–Amor, eu sei, mas acho que não seja para tanto.
–É sim, Quinn, não quero cometer a mesma burrice de te deixar desprotegida enquanto um maluco está à solta querendo nos matar. Já falei com Salvador, confio minha vida a ele depois do que fez por mim naquele prédio. Faz isso por mim, por favor. Não aguentaria ter você tirada de mim daquela forma novamente, prefiro morrer- pediu de um jeito penoso, fazendo Quinn lhe abraçar protetoramente, depositando um selinho em seus lábios em seguida.
–Tudo bem, San, você tem razão- ela concordou e Santana riu fracamente- Seremos mães em breve e nossos filhos serão nossas vidas agora.
–Não queria que eles viessem ao mundo nessa confusão- Santana disse deixando transparecer um semblante em um misto de preocupação e tristeza.
–Não se preocupe, meu amor... Vai dar tudo certo. Nós sempre ficamos bem no final de tudo.
–Quero acreditar nisso, Quinn... Agora mais que tudo.
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No dia seguinte, os Fabray-Lopez se reuniram em sua casa para um almoço em família. Todos ainda estavam atordoados com o recente atentado na empresa, principalmente Russel, que tinha aquele dia como o começo de um futuro próspero ao lado de sua família, porém mais uma vez a vida jogava pedras em seu caminho. Estavam todos reunidos a mesa, Russel se pronunciou depois de alguns instantes conversando com sua esposa:
–Meus filhos, eu sinto muito pelo o que tenha acontecido ontem.
–Soube que foi apavorante- Lanna comentou em seguida. Ela e Puck só chegaram depois da confusão. Ambos haviam sido convidados para um festa dada pelo namorado de Lanna, que era muito amigo de Puck.
–Nem queira saber- Finn disse enquanto se servia- Tinha gente querendo sair até pela janela.
–Realmente foi algo de que nunca esperaria para aquela noite- Russel emendou.
–E os danos, pai?- Puck perguntou, fazendo Russel dar um longo suspiro, encostando-se ainda mais a sua cadeira.
–Significativos, meu filho, porém isso eu reponho. O importante foi que ninguém se machucou... Pelo menos não alguém de bem.
–Apesar do que ele fez não merecia morrer daquela forma, amor. Na verdade ninguém deve morrer daquela forma- Maribel disse pondo sua mão sobre a de Russel- Eu vi aquele menino crescer, ele brincava com minhas filhas quando criança. Nunca imaginaria que Leon seria capaz de fazer uma coisa dessas.
–As pessoas mudam pelas circunstâncias, mãe- Santana comentou saindo de seu mundo de silêncio, todos a encararam curiosos:
–O que quer dizer com isso, Santana?- Russel perguntou.
–Leon foi requisitado para fazer isso- passou as mãos nos cabelos, tirando um pouco que caia em seu rosto- Alguém que não gosta muito de mim o enviou para passar um recado.
–Não, isso de novo não- Maribel retrucou preocupada- Russel, me diz que aquilo não vai acontecer de novo.
–Calma, Maribel. Eu já tomei medidas de segurança, tanto para empresa quanto aqui pra casa- Russel pediu passando sua mão pelas costas de sua esposa, que tinha sua mão sobre o peito de uma forma agoniada.
–Eu fiz da mesma forma e sugiro que os demais tomem bastante cuidado. Todos lembram como foi da última vez- Santana alertou e os demais se olharam:
–Você não acha que, quem quer que seja esse cara, não virá atrás de mim, não é mesmo?- sua gêmea perguntou preocupada. Depois de anos ainda se recuperava dos dias de tormento que passou ao lado de Quinn no cativeiro de Constatina.
–Quanto a isso eu não sei, Lanna, mas não vou ficar parada aqui para descobrir- a latina disse séria levantando-se:
–Você vai aonde, San?- Quinn perguntou a parando.
–Vou bater um papo com Mason na prisão. Se existe alguém que não gosta de mim é ele. É o único que vem a minha cabeça nesse momento.
–Não é melhor deixar que a polícia resolva isso, amor? Esse Mason me pareceu desequilibrado- a loura argumentou preocupada.
–Desculpe Quinn, mas não vou descansar enquanto não resolver isso logo. Chega de esperar o primeiro golpe... Cansei de ser a vítima- respondeu firme- Puck, Finn... Vocês me acompanham?
–Vamos nessa- Puck disse e Finn assentiu.
–Tomem cuidado, meus filhos- Russel alertou.
–Nós teremos, pai. Tchau amor... Fica aqui até eu voltar- pediu dando um beijo na testa de Quinn, saindo com Puck e Finn porta a fora.
–Hey, calma... Eles vão dar um jeito nisso- Rachel disse quando notou o olhar de Quinn na direção de onde sua esposa saiu.
–Tomara, Rach... Só quero um lugar tranquilo para meus filhos viverem.
–Não se preocupe, eles terão- a baixinha confortou- Agora me conta... Já comprou o enxoval?
–Está quase tudo pronto. A San e eu...
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Santana ligou para Loren pedindo que ele conseguisse uma autorização para uma visita a Mason na penitenciária e o mesmo consentiu com uma condição: Que pudesse participar. Eles se encontraram com o investigador na porta do local e juntos entraram. Um dos agentes penitenciários os avisou que Mason já os aguardava em uma sala.
–Escutem... Nada de agressão, xingamentos ou perguntas fora do assunto- Loren impôs- Se eu ver que um de vocês está saindo da linha, cancelo a visita. Entenderam?- os demais assentiram- Ok, então vamos.
Os quatro entraram na sala, encontrando Mason sentado a uma mesa com as mãos algemadas por segurança, ele havia se tornado muito perigoso por conta de seu comportamento explosivo.
–Ora, ora, ora... Se não é Santana Lopez e seus cachorrinhos- Mason ironizou, arrancando um olhar nada tranquilo de Santana e seus companheiros- O que não posso fazer por você?
–Vejo que a cadeia te deixou com um ótimo humor Mason e também uma boa forma- Santana rebateu- Tem recebido visitas de sua querida esposa?
–Ela não passa de uma vadia mal caráter. Pode ficar, em qualquer lugar se encontra lixo melhor- ele retrucou com um sorrisinho de canto de boca.
–Senhor Mason... Estamos aqui para lhe fazer algumas perguntas- Loren deu início, cortando o clima de alfinetadas entre Santana e Mason.
–Alguém brincou com você, Santana? Está com cara de que pisaram no seu calo. Dói, não é?- o prisioneiro disse com um olhar indecifrável. Santana apenas o observava atenta.
–Um cara explodiu minha sala e não sei por que eu estou achando que você tem a ver com isso- a latina disse e Mason soltou uma gargalhada potente.
–Ah, então quiseram dar uma nova decoração para aquela empresa falida? Espero que alguém tenha morrido. O desgraçado do Russel, por exemplo.
–Meça suas palavras para falar do meu pai, seu idiota- Santana o repreendeu nervosa, Loren a olhou pedindo que se acalmasse- Me diga por que mandou Leon fazer isso?
–Desculpe, mas não sei de quem você está falando.
–Olha, seu miserável, alguém está ameaçando a segurança da minha família e se esse alguém for você, juro que acabo contigo aqui mesmo nem que eu volte para prisão- a latina ameaçou inquieta, batendo sua mão com força contra a mesa.
–Hey, San, vai com calma- Finn pediu colocando sua mão sobre a dela- Ele só quer tirar você do sério.
–Me desculpem- ela pediu contendo-se. Mason mantinha seu sorriso irônico, neutro a tudo.
–Vamos, cara, abre logo o jogo- Puck meteu-se- Isso não aumenta nem diminui sua pena mesmo. Vai apodrecer aqui dentro, então que tal pelo menos uma vez na vida você fazer alguma coisa boa para a humanidade?
–Querem saber de uma coisa?- Mason perguntou se inclinando para frente como se fosse contar um segredo- Estou pouco me lixando para vocês. Como o fortão ali mesmo disse... Isso não aumenta nem diminui minha pena, então mesmo se eu soubesse alguma coisa, nunca contaria a vocês. E sabe, Santana Lopez... Torço para que dê tudo errado em sua vida e de sua família desprezível. Tomara que morra junto com a vadia da sua mulher e filhos- quando Mason disse isso, Santana perdeu o controle indo para cima dele. Mason começou a gargalhar descontroladamente enquanto Finn e Puck retiravam Santana de cima dele.
–Já chega! A visita acabou para vocês, saiam daqui agora- Loren ordenou zangado e os demais se retiraram.
–Desgraçado!- Santana urrou quando já estavam fora da penitenciária.
–Hey, calma latina- Puck pediu- Nós vamos dar um fim nisso.
–Concordo com Puck- Finn disse- E agora o que fazemos?
–Tomamos cuidado até o miserável metido nisso der as caras- a latina respondeu ainda um tanto agitada.
–Vem, vamos para casa. O pessoal aguarda por respostas- seu irmão chamou e Santana os parou:
–Vocês poderiam me fazer um favor?- pediu e os dois assentiram- Não contem a Quinn sobre minha perda de controle. Ela não gosta quando brigo e não quero chateá-la.
–Claro San... Chega de preocupações- Finn comentou, fazendo Santana tocar em seu ombro em uma forma de agradecimento.
–Obrigada.
–Não por isso- Puck disse e os três seguiram até o carro de Finn para voltarem à casa de seus pais.
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Enquanto isso no escritório secreto de Noland:
–Posso entrar, senhor Trukowisk?- o advogado de Noland pediu.
–Claro que pode, Neil... Entre e comemore comigo- consentiu sorridente, enquanto estralava um champanhe.
–O senhor mandou me chamar?
–Exatamente. Queria uma pessoa para compartilhar essa felicidade comigo- explicou entregando uma taça de champanhe para o advogado.
–Posso perguntar o porquê dessa felicidade toda?
–Tudo tem dado certo para mim nos últimos meses. Bens conquistados, dinheiro ganho, os Fabray- Lopez assustados... Não poderia estar mais feliz- respondeu sentando-se a uma poltrona pegando um jornal perto da mesinha e jogando para seu advogado- Já leu as notícias?- Neil pegou o objeto, arregalando os olhos quando viu a manchete: ‘’ Empresa de grande nome no mercado financeiro sofre atentado terrorista. Invasor morto. ’’
–Minha nossa! O senhor mandou que explodissem a empresa da sua sobrinha?- Neil interrogou assustado com a coragem de seu chefe de chegar a tal ponto.
–Só quis mandar um recado para a minha sobrinha tão querida, mas acho que Leon se empolgou- ironizou tomando mais um gole de sua bebida.
–Senhor, acho que precisa pensar com cautela no que está pretendendo- o advogado alertou- O rapaz que o senhor enviou morreu. Isso foi extremo.
–Que extremo nada, foi emocionante. Queria ter visto a cara da latina quando viu que seu ‘’amiguinho de infância’’ era quem estava tentando destruir tudo ali- sorriu abertamente deixando transparecer seu alto grau de felicidade- Leon que foi idiota de levar as coisas para esse lado.
–Mas...
–Mas nada. Se eu soubesse que você ficaria com esse baixo astral todo não teria chamado você, seu estraga prazeres- disse levantando-se- Volte para seus afazeres.
–Tudo bem, senhor. Com sua licença- Neil despediu-se saindo.
–Santana... Santana... Saiba que isso é só o começo. Não ache que por que terá filhos com a Quinn, ela será sua para sempre- disse pegando uma foto de Quinn em um porta retratos sobre sua mesa- Ela é minha e a terei de qualquer forma, nem que eu tenha que criar os fedelhos que ela espera- passou os dedos pela foto como se pudesse tocar Quinn de verdade- Pode esperar... Eu terei o meu final feliz.
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Três meses passaram voando, as reformas no andar danificado da FLC já estavam quase finalizadas. O trabalho da latina só aumentou com o incidente, sem falar do inquérito que tiveram de enfrentar por conta da morte de Leon e das investigações que duraram quase um mês, porém que não deram em nada. Não encontraram ninguém ligado a Leon, o caso foi dado como ataque terrorista suicida, mas isso não acalmou ninguém daquela família perseguida pelas circunstâncias.
Santana e Quinn estavam a toda com a compra das coisas dos bebês. Seriam dois, então trabalho duplo. A latina mandou que reformassem a casa onde foi criada com suas irmãs para que pudessem mudar para ela, apesar de amar seu apartamento, tão suado para conseguirem, precisariam de espaço para as crianças serem criadas livremente, pois em apartamentos era tudo restritivo e queriam o mais perfeito conforto para seus pequenos. Nancy (ex-companheira de cela de Santana) recebeu uma boa proposta de emprego fora do país e para lá se mudou com seus irmãos pequenos, devolvendo a casa para Maribel. Quinn, depois de muito insistir com Santana, continuava com seu trabalho com Ro, no entanto sempre acompanhada por Salvador, que agora havia se tornado seu segurança particular. Tentavam seguir com sua vida, mas sempre com cautela, principalmente Santana. As últimas palavras de Leon ainda rondava sua cabeça e ela sempre espera o pior a qualquer momento, temendo que tudo recomeçasse. Começava a pensar que com a morte de seu avô, uma maldição sobre a família foi jogada e sua felicidade era agora um objeto de alguma forma inalcançável. O jeito era esperar para ver no que daria.
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Na sexta de manhã, Quinn pediu que Santana a levasse ao shopping para que pudessem comprar mais algumas coisas para a decoração do quarto dos pequenos e para lá foram:
–Tem certeza que os bebês vão precisar de tanta coisa assim?- Santana comentou enquanto caminhavam de mãos dadas, observando algumas lojas de artigos infantis pelo shopping- Daqui a pouco vamos ter que mandar construir uma casa só para as coisas dos pequenos.
–Não seja exagerada Santana, não comprei tanta coisa assim. Nossos filhos merecem o melhor.
–Mas não acha que eles vão crescer e abusar isso tudo rapidamente?
–Então eu compro outras coisas. Simples- Quinn disse naturalmente e Santana sorriu:
–Simples assim, não é senhora? Já quer ensinar nossos filhos a serem consumistas?- brincou, ganhando um tapinha no ombro de Quinn.
–Ah, cala a boca Lopez!
–Só se você me der um beijo- Santana impôs, fazendo Quinn sorrir.
–Você não está merecendo, mas dou sim- parou um instante para dar um selinho em sua esposa, que não se contentou com apenas o selinho e a puxou para um beijo apaixonado, driblando a barriga grandinha de Quinn.
–Eles chutaram- Santana constatou bobamente colocando a mão na barriga de Quinn.
–Sempre que você está perto, eles ficam agitados- disse fazendo Santana rir abertamente.
–São danadinhos- a morena brincou ainda com suas mãos na barriga de sua esposa, a acariciando- Acho que sentem o quanto eu os quero. Eles são uma das duas coisas que mais desejei que acontecesse em minha vida nos últimos tempos.
–E qual é a outra?- Quinn perguntou curiosa, enquanto voltavam a caminhar com seus dedos entrelaçados.
–Ficar com você- Quinn olhou para sua esposa com ternura depois que ela disse aquilo. Passou seus dedos delicadamente pelo o rosto da latina, acariciando suas bochechas.
–Amo você.
–Também amo você, meu amor. Os três- Quinn sorriu abertamente beijando a mão de Santana.
–Olha, San... Que vestidinhos lindos!- a loura disse encantada com o que via em uma loja mais a frente- Vamos dar uma olhada...
As duas passaram a manhã visitando lojas infantis e depois de comprar uma montanha de coisas, foram para o estacionamento pegar seu carro. Santana colocou as sacolas no porta- malas, em seguida saíram do local. Na saída do estacionamento um carro bateu na traseira do delas:
–Você está bem?- Santana perguntou preocupada com sua esposa, analisando-a por completo.
–Estou, San. E você, meu amor?
–Estou... Mas que idiota!- a latina urrou, saindo do carro para verificar o estrago.
–Hey, você por acaso é maluca?- o motorista do carro que as atingiu perguntou aparentemente bravo.
–Eu sou maluca? Você por acaso é cego ou idiota demais para não ver o meu carro saindo da droga desse estacionamento?- Santana devolveu no mesmo tom. Quinn, temendo por uma confusão, saiu do veículo.
–Hey, amor, deixa isso pra lá. O importante é que ninguém se machucou- a loura disse tentando amenizar a situação.
–Ninguém se machucou, mas a frente do meu carro está destruída- o homem enfatizou.
–Olha, mas que coitadinho- Santana ironizou- Já deu uma olhada na traseira do meu carro?
–Hey, San, isso nós damos um jeito. Vem- Quinn chamou, porém o homem pareceu não gostar:
–Vocês não vão a lugar algum sem arcar com o prejuízo do meu carro- ele impôs puxando Santana pelo braço.
–Não encoste em mim- Santana ralhou puxando seu braço abruptamente- Segue seu caminhou ou...
–Ou o que? Vai me bater, sua maluca. Vai me matar como fez como seu colega de escola ou aquela russa e sua filha?- ele provocou fazendo Santana esbravecer-se- Vamos lá, sou homem para te corrigir.
–Cala essa boca, seu idiota boçal. Eu não fiz nada disso e se me chatear vai ver do que sou capaz- ela alertou lhe lançando um olhar nada amigável.
–Não se deixe levar por essa provocação, Santana. Vamos embora, meu amor- a loura praticamente implorou colocando-se de frente para a latina, segurando seus ombros para que ela não avançasse sobre o homem.
–Tudo bem, vamos- Santana concordou seguindo com Quinn para o carro.
–Que foi, vai correr latina?- ele cutucou e Santana se segurava- Vai lá, cachorrinha, segue o que a vadia da sua esposinha manda- essa foi à gota d’água para a latina. Ele podia xingá-la, dizer aquilo tudo, mas com sua esposa era diferente.
Santana se desvencilhou de Quinn, partindo com tudo para cima do abusado que bateu em seu carro. Ela o acertou com um soco e o mesmo retribuiu. A latina o receptou pelo abdômen, jogando-o contra o capô de seu carro e por lá começou a trocar agressões com ele. Quinn se desesperou naquele momento, procurando uma forma de ajudar sua esposa, porém como iria fazer isso com sua atual condição? A loura estava muito assustada e nervosa sem poder fazer nada e de repente sentiu um dor muito forte no pé da barriga, gritando em seguida de uma forma que Santana acabou escutando, parando rapidamente o que estava fazendo para correr para onde sua esposa estava:
–O que foi, Quinn? Está sentindo alguma coisa?- a latina perguntou preocupada com a expressão de dor de sua esposa.
–Santana, eu preciso ir para o hospital... Acho que minha bolsa estourou.
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