A outra face- Surgindo das cinzas
27 Capítulo 27- Presente indigesto
Notas iniciais
Russel acordou animado. A festa em comemoração dos cincos anos da junção das empresas Fabray e Lopez seria hoje e ele estava a toda com os preparativos. Nunca havia pensado que teria tanto orgulho de uma escolha feita por ele. Aquela empresa tinha seu sangue e suor e foi construída a base de esforços e sacrifícios, pois seus pais nunca puderam dar a ele o que possuía agora e ficou feliz em poder oferecer a sua filha um futuro melhor.
Andava atônito pelo quarto à procura de sua pasta que continha alguns arquivos de transações importantes a serem encaminhados e bagunçava tudo por onde passava. Maribel entrou no quarto encontrado seu marido naquela situação de agonia:
–Russel? Mas que bagunça é essa?- ela perguntou juntando algumas coisas pelo chão.
–Eu não acho minha pasta preta. Tenho que encontrá-la antes de ir para empresa. Só posso as enviar hoje para o Lonagan dar entrada- explicou verificando algumas gavetas de seu guarda- roupas.
–Mas...
–Agora não, Maribel... Preciso mesmo achar essa pasta- ele interrompeu o argumento de Maribel, começando a revirar a cômoda.
–Russel... Meu amor... Espera um instante- Maribel pediu parando a ação de Russel, passando seus braços por sua nuca. Ele a olhou confuso- Primeiramente, respire- ele sorriu calmo- Segundo... Amor, não se lembra de que já enviou essa pasta para o Lonagan semana passada?
–Minha nossa!- lembrou-se e riu de si mesmo por ter esquecido isso- Pelo visto a idade avançada já me alcançou.
–Não é isso, meu bem, sua cabeça está cheia de coisas- Maribel disse sorrindo- Só precisa relaxar- beijou Russel calmamente.
–Sabia que eu sou o homem mais sortudo do mundo?- comentou acariciando o rosto de Maribel enquanto a olhava profundamente nos olhos.
–É mesmo? Por quê?- perguntou curiosa.
–Por que tenho uma mulher maravilhosa que me completa e me faz cada dia mais feliz com os simples detalhes da vida- Maribel sorriu e lhe deu um selinho demorado- Sem falar dos meus filhos que amo mais que tudo na vida e não poderia ter pedido uns mais maravilhosos que eles. E estou mais feliz ainda pelos meus netos que são frutos do amor puro de meus filhos. Por Lipe, que apesar de ser apenas meu neto de coração, o amo mais que tudo no mundo e por meus netinhos que estão a caminho e que já amo tão intensamente quanto os outros- finalizou com um sorriso orgulhoso no rosto- Me sinto um vencedor por possuir tudo isso e ainda ter o emprego que amo e ter orgulho de dizer que construí de meu suor e lágrimas.
–E você merece tudo isso, meu amor. Tem o coração mais puro que já vi- Maribel disse pousando sua mão sobre o peito de Russel- Não é só por que te amo que digo isso, mas por que qualquer um pode ver o quanto você é especial. Eu não me arrependo pelo meu passado, mas queria ter te conhecido antes, porém a vida escolheu que eu conhecesse Richard e tivesse minhas filhas e é por elas que eu não me arrependo de nada. Mas meu coração é todo seu desde quando você sorriu para mim naquela reunião há seis anos.
–E sabe que tem o meu- ele completou com sua testa colada a de Maribel- Obrigada por tudo.
–De nada, meu amor. Agora vá se arrumar que tem muitas coisas para resolvermos naquela empresa hoje antes da festa- rebateu empurrando Russel rumo à porta- Se lembra de que liberou Santana até a festa?
–Ela precisava, meu amor. A coitada da minha filha anda trabalhando por todos naquela empresa e com sua esposa grávida, aumenta ainda mais as obrigações da nossa pequena- explicou ajeitando sua gravata- Ele deve estar exausta.
–Você é um ótimo pai, sabia? Por isso minhas filhas te amam tanto- comentou o olhando com carinho.
–E eu as amo com amo minha Quinn... Agora me dá um beijo para eu ter forças para hoje- Russel pediu sorridente e Maribel lhe beijou- Amo você.
–Também te amo... Tchau.
–Tchau- enviou um beijo para ela da porta e se retirou.
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Enquanto isso na casa das meninas, Santana parecia estar em estado de coma de tanto cansaço. O trabalho da latina aumentou significantemente nos últimos meses com as franquias em outros países. Ela tinha mais e mais reuniões de horas, viagens, tendo que fazer montanhas de relatórios e contratações de novos empregados. E ainda tinha seu segundo emprego... O de esposa. Muitas vezes passou noites sem dormir por que Quinn se sentia enjoada ou indisposta. Sem falar dos desejos repentinos e estranhos de sua esposa, que a fazia rodar a cidade muitas vezes de madrugada para comprar algo que ela desejava comer. Santana não reclamava disso, até sentia prazer em satisfazer as vontades de grávidas de Quinn (e eram muitas, inclusive a sexual), mas tinha dias que ela torcia para que a semana passasse mais rápido só para ter um longo domingo de descanso.
Já se passavam das onze da manhã e Santana ainda mantinha-se deitada como uma falecida em sua cama grande e confortável, degustando de um sono profundo e tranquilo. Quinn já havia levantado e organizado as coisas em casa. Conversou horas com Rachel pelo telefone, depois foi preparar uma de suas especialidades para o almoço... Comida congelada, decidindo ir em seguida despertar Santana de sua hibernação.
Entrou de fininho no quarto, sentando-se ao lado de sua esposa. Santana estava dormindo de bruços, com as mãos debaixo do travesseiro e lençol cobrindo apenas a cintura. Quinn ficou alguns segundos admirando o jeito tranquilo de sua amada dormir, da forma que franzia o nariz quando sonhava ou quando se agarrava ao travesseiro buscando mais conforto. Passou seus dedos delicadamente pelo o rosto de Santana, tirando alguns fios de seu cabelo da testa:
–Amor! Está na hora de acordar- ela chamou calmamente, passando suas mãos pelos braços de Santana.
–Só mais cinco minutos- resmungou puxando o travesseiro para cobrir seu rosto.
–Hey, sua molenga, já é quase meio dia- Quinn disse puxando o travesseiro do rosto de Santana, que soltou um gemido descontenta.
–Me deixa dormir, Quinn... Ainda estou com muito sono. Você não me deu folga a noite inteira- Santana disse puxando dessa vez o lençol para seu rosto e Quinn sorriu.
–Vai me dizer que você não gostou?- perguntou maliciosa passando suas unhas por cima do abdômen de Santana pelo lençol e a mesma arrepiou-se, escondendo seu sorriso debaixo do pano.
–Para, Quinn. Nossos filhos vão achar que nós só sabemos fazer isso.
–Eles vão entender quando virem o quanto a mãe latina deles é gostosa- rebateu puxando o lençol do rosto de Santana lhe roubando um beijo.
–Você que é demais, agora me deixa dormir- disse encerrando o beijo e virando-se para o lado oposto de Quinn para voltar a dormir.
–Santana!- Quinn brigou dando uma palmada no bumbum da latina, que gargalhava de sua esposa- Sua besta! Vamos, bebês, a mamãe San não quer passar o dia com vocês- a loura disse acariciando sua barriga emburrada. Quando Quinn ia levantar-se da cama, Santana a puxa de volta lhe dando um beijo demorado. Depois abaixou sua cabeça para ficar na altura da barriga de sua esposa:
–Hey, pequenos, a mamãe ama vocês mais que tudo nesse mundo... Só está cansada- disse fazendo carinho na barriga de Quinn e a mesma olhava tudo encantada- Prometo passar a tarde toda pertinho de vocês e da mamãe... Minha vida pertence a vocês agora, meus filhos- encerrou com um beijo demorado na barriga de sua esposa.
–Eles sabem disso, San- Quinn comentou e Santana sorriu lhe dando um selinho. De repente Quinn sente um movimento em sua barriga- Ai meu Deus!
–O que foi, Quinn? Está se sentindo mal?- Santana perguntou sentando-se na cama- Quinn?
–Eles chutaram- revelou e a latina a encarou deixando crescer um enorme sorriso em seu rosto- Chutaram pela primeira vez, San.
–Ainda estão chutando?- a latina perguntou ansiosa com os primeiros sinais de seus filhos.
–Não, mas talvez se você tocar na minha barriga novamente eles voltem a fazer- Quinn explicou pegando a mão de Santana e a colocando no local onde sentiu o pequeno chute. Foi dito e feito, assim que a latina pousou sua mão sobre a barriga de Quinn, sentiu um leve chute no local.
–Isso é incrível- Santana disse encantada com a sensação de sentir seus filhos- Oi, bebês- ela disse emocionada e Quinn estava da mesma forma.
–Eles sentem o seu amor, San- a loura comentou acariciando a bochecha de Santana, limpando uma pequena lágrima que escorria por ali. A latina não tinha palavras para definir como estava se sentindo nesse momento, então optou por deitar sua cabeça no colo de Quinn, bem próximo a sua barriga. Ela nunca sentiu uma sensação tão boa quanto aquela e seu coração não cabia dentro de seu peito por conta daquela maravilha divina que acabara de sentir. Quinn observava a expressão pensativa de Santana. Ela sabia que aquilo mexia com muito com sua esposa, principalmente por conta do que havia passado com seu pai. A latina poderia ter criado uma muralha em seus sentimentos por conta de seus traumas do passado, mas de repente aquela mulher de olhos magnéticos entra em sua vida e destrói essa muralha e toma tudo dela para si. Apenas Quinn podia ver esse lado desprotegido de Santana, o que se importa e sente tão intensamente que nem todas as forças do mundo a desprenderia disso.
Santana se fechou para o mundo quando perdeu seu avô e de alguma forma seu pai, ela achava que não teria mais motivos de permanecer em um lugar onde ninguém lhe entendia como os dois. Sua mãe sempre esteve ao seu lado, mas mesmo assim ela não se sentia completa. Faltava algo, isso ela sabia, mas o quê? Talvez agora a resposta aparecesse em sua frente.
Quinn acariciava os cabelos de Santana, enquanto a mesma continuava em silêncio apenas sentindo seus filhos de alguma forma se comunicaram com ela. A loura sabia que a forma de Santana lidar com algo era a quietude, era como se ela se trancasse em um mundo só seu e por lá conversava consigo mesma, buscando alento para o que sentia. Depois de alguns minutos em silêncio Quinn resolve quebrá-lo:
–Hey, amor! Está tudo bem?- perguntou calmamente, deslizando a ponta de seus dedos pelo rosto de sua esposa. Santana demorou alguns segundos para responder:
–Estou sim, meu amor- saiu quase como um sussurro.
–Posso perguntar no que tanto você pensa?- perguntou com seu olhar voltado às ações de Santana.
–Na minha vida, em tudo que eu vivi e... Em nós- explicou calmamente, sem parar o que fazia- Nunca imaginei que estaria assim hoje. Na verdade, nunca pedi isso para mim.
–Eu sei como é, San, mas a vida nunca é como pensamos ser- Quinn comentou deitando-se de frente para a latina.
–Em parte... Eu não pedi alguém para amar, nem uma família ou um bom emprego... Nada. Só liberdade dos meus problemas. Vou contar uma coisa a você que nunca contei antes- ela relatou e Quinn a encarou atenta- Antes de ficarmos juntas eu estava planejando em ir embora... Eu consertaria a moto do meu avô e quando todos estivessem despreocupados... Eu sumiria.
–E quando seria isso?- Quinn perguntou séria.
–Na noite da festa de noivado dos nossos pais- respondeu e Quinn suspirou sentida por saber isso nesse momento.
–Por isso saiu da festa no discurso do papai?- Santana assentiu- E por que não foi se tinha tanta vontade de ir?- questionou desviando seu olhar da latina.
–Por que você me beijou- respondeu e Quinn levantou seu olhar para ela- Aquele beijo mexeu comigo de uma forma que eu não sei explicar. Eu me perguntava todo dia por que apenas um beijo me passou tanta segurança que nunca tinha sentido na minha vida... E agora vejo o porquê de ter ficado... Você me prende e de alguma forma seu coração está ligado ao meu- comentou pegando a mão de Quinn e colocando em seu peito esquerdo para que a loura sentisse seu coração.
–San...
–Me desculpa por não te contar isso, mas nunca iria sem você, Quinn- interrompeu a loura se aproximando de seu rosto- Sem você eu nunca seria eu- as duas se olharam por um instante, depois se entregaram a um beijo intenso e apaixonado. Quinn sentiu cada palavra dita por Santana, elas estavam sim ligadas. Um laço intenso as rodeava e o que sentiam parecia crescer a cada dia que passavam juntas. Seus filhos indicavam isso... Eram os frutos da intensidade do que sentiam. Quinn parou o beijo quando sentiu os bebês de novo:
–Agora que eles aprenderam a fazer isso, ninguém segura mais- a loura brincou e as duas sorriram.
–Acho que estão querendo que eu pare de te apertar- Santana comentou pousando sua mão no local onde eles chutavam.
–Ah, mas é claro que não. Não é, bebês? Vocês adoram quando a mamãe San aperta a mamãe Quinn, não é mesmo?- ela se direcionou a sua barriga recebendo uma risada divertida de Santana- Viu?
–Vi sim... Você é doida- a latina brincou e Quinn bateu de leve no seu ombro.
–Sou sim e se eu não tivesse com esse barrigão, você veria o quanto- devolveu com um olhar sapeca.
–Pronto, agora eu fiquei assustada- Santana brincou levantando as mãos em sinal de rendição.
–Pois é bom que fique, senhora Lopez- as duas se beijaram.
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Chegou à noite e as duas partiram em direção a festa na empresa de Russel e Maribel. Seria no grande salão no último andar, estava tudo bem organizado e muitos convidados já transitavam pelo local. As duas andavam pelo lugar a procura de seus pais e os encontraram um pouco mais a frente conversando com um dos sócios:
–Chegaram quem faltava- Russel disse animado recebendo as duas com um abraço- Oi, minhas filhas.
–Oi, papai- Quinn o cumprimentou com um beijo no rosto e em seguida em Maribel- Oi, Bel.
–Oi, meu amor- Maribel disse a abraçando.
–Foreman, acho que já conhece Santana, minha filha.
–Mas é claro, Russel, quem não conhece esse prodígio dos negócios- o senhor comentou sorridente apertando a mão de Santana.
–Obrigada, senhor Foreman- ela agradeceu timidamente, entrelaçando seus dedos aos de Quinn.
–Essa é a Santana de que você me falou, Tedd?- a esposa de Foreman perguntou cumprimentando Santana- Você é mais nova do que eu imaginei.
–Comecei cedo- brincou.
–E quem é essa moça linda?- a senhora continuou apontando para Quinn.
–Essa é Quinn, minha esposa- respondeu orgulhosa e Quinn deu um sorriso simpática.
–Muito prazer, senhor e senhora Foreman- disse os cumprimentando.
–Já é casada também? Essas crianças de hoje estão muito apressadas- a senhora Foreman comentou e os demais sorriram- E já vão ser mamães também?
–Exatamente, ela já está com quase cinco meses- Santana respondeu sem esconder sua felicidade.
–E já sabem o sexo do bebê?- foi à vez de Foreman perguntar.
–Já, é um casal de gêmeos.
–Então essa noite merece uma comemoração dupla- Foreman disse batendo palmas- Se você não fosse tão jovem te daria um charuto, Santana... É assim que comemoramos quando vamos ser pais na minha terra.
–Que pena, não é mesmo?- Santana comentou e Foreman sorriu- Se vocês me dão licença, vou levar minha esposa para sentar um pouco. Até mais- ela disse educadamente se dirigindo com Quinn para uma das mesas e os demais continuaram conversando.
–Que casal mais simpático- Quinn comentou sentando-se.
–É por que só conheceu o senhor Foreman agora... Ele é bem mais que simpático- a latina disse puxando uma cadeira para perto de Quinn- Sente-se bem? Está enjoada ou algo parecido? Se quiser nos vamos para cas...
–Santana!- Quinn repreendeu- Amor, eu estou grávida não doente.
–Eu sei, Quinn, mas...
–Mas nada, agora relaxa, meu bem... Vê se curti a festa- pediu com jeitinho meigo que só ela tinha, pegando a mão de Santana e depositando um beijo nela.
–Prometo tentar, mas se sentir alguma coisa...
–Santana!
–Pronto, parei- disse com as mãos levantadas em sinal de rendição e Quinn sorriu.
A festa continuava animada, todos os sócios estavam presentes prestigiando o crescimento significativo da empresa e Russel não podia estar mais feliz. Quinn e Santana conversavam tranquilamente com Finn e Rachel, que se juntaram a elas depois de alguns minutos. Michael se aproxima:
–Boa noite, casais.
–Hey, Michael, como vai cara?- Finn o cumprimentou com um aperto de mão e Santana fez o mesmo.
–Eu pensei que você viajaria hoje para Ohio. Não tinha um trabalho por lá?- Santana perguntou com o cenho franzido.
–Ia, mas cancelei. Eu não podia faltar a essa festa tão especial para nosso querido Russel- ele explicou sentando-se a mesa.
–Cadê a namorada?- Santana perguntou em seguida.
–Está em uma viagem de estudo no Japão... Ela pesquisadora- Michael explicou timidamente- Só vocês estão com sorte de hoje está ao lado de suas lindas esposas- os demais a mesa sorriram.
–Calma aí, cara, jájá ela está de volta- Finn o animou e ele sorriu agradecido.
–Eu sei, mas sabe qual é a sina de alguém apaixonado?- todos balançaram a cabeça em negação- Sentir-se vazio pela distância da mulher que ama.
–Isso eu tenho que concordar- Finn disse beijando a bochecha de Rachel, que sorriu em resposta. O grandão viu que Russel subiu ao palco e alertou Santana:- Hey, San, chegou a hora dos agradecimentos do tio Russ... É melhor irmos dar uma força lá.
–Tudo bem... Volto daqui a pouco, amor- Quinn consentiu- Hey, Hastings, olha lá o que vai fazer com as nossas esposas.
–Fica fria, latina, eu já aprendi da última vez- Michael brincou e os quatro sorriram- Tenho amor a minha vida.
–Vamos ficar de olho- Finn disse e Santana deu um selinho em Quinn e saiu acompanhada de seu primo.
–Ela é sempre marrenta desse jeito?- Michael perguntou a Quinn quando os outros dois se afastaram.
–Já foi mais, porém se relaciona melhor com as pessoas agora- a loura explicou, observando Santana se afastar.
–Dá para perceber que ela é uma boa pessoa.
–Não sabe o quanto, Michael- Rachel confirmou sorridente.
Os três a mesa conversaram por um tempo até Russel se pronunciar:
–Boa noite a todos presentes... Eu queria dizer algumas palavras a vocês- ele explicou com um sorriso de orelha a orelha- Nunca pensei que poderia ser tão feliz em um ano só... Muitas coisas têm dado certo e eu agradeço aos céus por isso. E espero que daqui em diante continue assim, pois felicidade e sucesso são o que nós queremos alcançar. Levantem suas taças e brindem comigo- todos os presentes acataram- A nossa empresa e um futuro próspero e tranquilo e que possamos passar por nossos obstáculos com êxito. Que exploda o sucesso- mal ele disse isso e um barulho estrondoso soou do andar de cima, fazendo todos se assustarem. Santana rapidamente correu para onde Quinn estava.
–Você está bem, amor?- ela perguntou preocupada, pois sabia que um susto daqueles podia ser prejudicial à gravidez de Quinn.
–Estou, San... É sério, amor- a loura respondeu tentando acalmar sua esposa.
–Que barulho foi esse, Santana?- Michael perguntou meio atordoado.
–Não sei, Michael, mas é isso que irei checar agora. Será que você poderia cuidar da Quinn para mim?
–Mas é claro, Santana, não precisava nem pedir- ele comentou tocando no ombro de Santana.
–Obrigada por isso.
–San, pode ser perigoso, deixa que os seguranças cuidem disso- Quinn argumentou preocupada.
–O papai precisa de mim, Quinn... Se cuida, meu amor- deu um selinho demorado em sua loura e saiu acompanhada de Finn, deixando Quinn com o coração apertado.
Santana, Russel e Finn seguiram com alguns seguranças para o andar de cima. Quando chegaram, notaram que uma fumaça saia de um dos escritórios.
–É sua sala, Santana... Está destruída- Finn disse com os olhos arregalados pela o estado que se encontrava o local. A latina ficou estática observando tudo. Russel e os seguranças correram para pegar os extintores enquanto Finn ligava para o corpo de bombeiros. Santana notou um embrulho em cima de uma das mesas que não foram atingidas e se aproximou da mesma:
–Tenha cuidado filha, pode ser perigoso- Russel alertou e ela consentiu com um gesto de cabeça.
A latina cuidadosamente abriu um envelope que estava em cima do embrulho e arregalou os olhos quando o leu e em seguida abriu o embrulho:
–O que é Santana?- Finn perguntou curioso.
–Acho que não estamos mais seguros- a latina disse com uma expressão indecifrável tirando uma máscara como a que Constantina usava e um bilhete escrito:
Esse é meu presente para você, Santana.
Saudades
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