A outra face- Surgindo das cinzas

25 Capítulo 25- Surpresa em dose dupla


Notas iniciais
E aí, tudo bem com vocês? Confesso que fiquei meio tristinha por muitos não comentarem. Estou achando que não devo estar agradando muito. Porém ainda os agradeço por acompanhar, sem pressão kkk Obrigada a Larilopez, Mili, e LK Lopez por deixarem sua opiniões e esbanjarem suas simpatias encantadoras. Vamos ao capítulo.

Kate chegou no comecinho da noite em seu apartamento na Inglaterra. Caminhou preguiçosamente pela sala, jogando sua bolsa em um canto qualquer do lugar e dirigindo-se até seu quarto. Foi tirando à roupa conforme caminhava em direção ao banheiro, estava exausta depois da rotina pesada na faculdade e no hospital em que estagiava. Entrou no box e ligou o chuveiro, testando se a água estava morna. Deixou seu corpo cansado adentrar-se naquela água perfeitamente relaxante, sentindo parte de sua tensão escorrer com a água, que passeava por suas curvas em uma dança intensa e prazerosa. A loura fechava os olhos apreciando a sensação de relaxamento lhe tomando, passeando com seus dedos por sua pele branca como algodão e macia como o mesmo, espalhando a espuma cheirando a baunilha em toda extensão de seu corpo trabalhado.

–Caramba, como eu precisava disso- ela comentou para si mesma enquanto passava as mãos por seus cabelos cor de ouro, os tirando de seu rosto.

De banho tomado, enrolou-se em uma toalha branca e foi vestir-se com roupas leves e confortáveis para passar a noite. Sentou-se no sofá, ligando a televisão à procura de algo bom para passar o tempo. Sua amiga chegou em seguida com um amontoado de sacolas em mãos:

–Nossa... Quando me disse que ia às compras, não pensei que iria comprar o shopping inteiro- Kate brincou, ganhando um olhar emburrado de sua amiga.

–Você é hilária, Kate- ironizou entrando com dificuldades devido à quantidade de sacolas em suas mãos- Que tal deixar suas piadas para outra ocasião e vir me ajudar com essas sacolas?

–Eu não- a loura disse espreguiçando-se no sofá- Aqui está tão bom.

–KATE!

–Está bem, já vou — disse pegando algumas sacolas das mãos de Kim- Pronto, não precisa apelar para violência.

–Você chegou cedo hoje.

–Me liberaram antes. Tem uns novos estagiários sendo testados e os mais antigos, incluindo essa que vos fala, terá três dias livres- explicou deitando-se preguiçosamente no sofá novamente- Eu estava praticamente implorando por uma folga. Minhas costas estão dormentes de tanto que eu me abaixo naquele lugar. Se bem que meu bumbum ficou bem durinho- sua amiga riu.

–Pelo o que te conheço, aposto que nem comeu nada até agora- comentou esvaziando algumas sacolas.

–Minha preguiça está a nível profissional- brincou zapeando alguns canais, parando em um programa de comédia.

–Pra sua sorte, eu penso em você, ser preguiçoso. Comprei algumas coisas para nós jantarmos- disse tirando alguns recipientes com a comida das duas.

–Não me surpreende se você tirar um fastfodd de dentro dessas sacolas- comentou brincalhona.

–Vai se ferrar, Katerine Loren. Quer comer ou não?

–Eita, me chamou pelo nome completo. Agora a coisa ficou séria. Parei, coisinha- desculpou-se aproximando-se de Kim, pegando um dos recipientes com comida chinesa. As duas conversavam sobre assuntos aleatórios até Kim tocar em um assunto dormente para Kate.

–Então, Kate... Como vai aquele assunto com a latina em Nova York? Santana, não é mesmo?- perguntou e Kate sentiu seu corpo tencionar com aquele nome que ela tentava esquecer.

–Sei lá- deu de ombros, sem tirar os olhos de sua comida- Faz mais de um ano que não falo com ela.

–Por que você não abre logo o jogo para a Santana? Talvez ela sinta a mesma coisa e vocês poderão viver um conto de fadas perfeito- comentou com expectativa e Kate suspirou:

– Um conto de fadas perfeito, seria dormir 4 anos e acordar com um beijo do meu diploma da faculdade- Kate respondeu pegando sua comida e levando para comer no sofá.

–O que é Kate? Não negue que está doida para fazer isso. Por que se eu tivesse apaixonada por uma gata daquelas, já estaria nos Estados Unidos agarrada a ela.

–Pois vá você... Eu estou bem como estou e ponto- encerrou o assunto levando à comida a boca.

–Você é cabeça dura.

–E você é chata... Me deixa comer em paz, por favor. Não quero ter uma indigestão- Kate disse ficando emburrada. Era assim que ela ficava que todas as vezes que tocavam no nome da latina. Desde o casamento de Santana, as duas não se falavam. A latina telefonou inúmeras vezes tentando contato com a loura, mas ela a evitada o máximo que podia. Seus sentimentos ainda estavam muito confusos em relação a sua amiga de tantos anos.

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Santana estava na sala de Russel debatendo algumas questões da empresa. Na verdade, Russel falava e ela apenas acompanhava em silêncio, sem prestar muita atenção:

–Santana, filha... Algum problema?- seu pai perguntou quando percebeu sua distração.

–O que? Desculpa pai, disse alguma coisa?

–Perguntei se você tem algum problema... Está aí meio avoada desde que entrou aqui.

–Perdão por isso- desculpou-se passando as mãos nos cabelos nervosamente- É que às vezes me desligo.

–Algo te preocupa?

–Não... Isso é só ansiedade- sorriu timidamente- Hoje vou saber o sexo do bebê.

–Minha nossa! Eu tinha esquecido que hoje é a ultrassom da Quinn- Russel bateu na sua testa desacreditado por ter esquecido algo tão importante- Finalmente descobriremos o que nos aguarda- os dois sorriram- Não deixa a Maribel saber, mas estou doido para que seja um garotão- comentou brincalhão, com seus olhos exatamente iguais aos de Quinn, brilhando pela possibilidade de ter um neto.

–Eu só quero que venha logo. Estou quase explodindo de tanta ansiedade- suspirou esfregando as mãos em sua calça.

–Eu sei como é, minha filha- comentou colocando sua mão sobre a de Santana- Quando Judy me disse que estava grávida quase que tenho um enfarto. Ter um filho é algo maravilhoso que mexe muito com a gente. Você só quer ser o melhor para aquela pessoinha e já a ama tanto mesmo estando dentro do ventre da sua esposa. Eu queria um menino, mas veio a Quinn, porém foi o maior presente que eu poderia ganhar- disse orgulhoso e Santana sorria tenramente, admirada da forma apaixonada que Russel falava de sua filha- Quando Quinn nasceu e eu a peguei no colo senti que aquilo foi a melhor sensação que uma pessoa poderia sentir. Ela me olhou com aqueles olhinhos magnéticos, que só ela possui, e sorriu para mim. Te juro, Santana, que eu me senti o mais forte dos homens com aquilo. Você verá o tanto que é gratificante ter seus filhos nos braços.

–Eu mal posso esperar por isso, pai. Meu filho está sendo o que é mais de importante na minha vida, juntamente com Quinn. E apesar de ainda está a caminho, já o amo mais que tudo que já amei na minha vida.

–Todos nós já o amamos, minha filha- disse emocionado- A que horas será a consulta?

–Às quatro. Buscarei Quinn em seu trabalho e de lá seguiremos para a clínica.

–Nós daremos um jantar para família hoje e quero vocês lá com o resultado- Russel intimou e Santana sorriu.

–Mas é claro... Iremos direto para lá quando descobrirmos.

–Se eu fosse você adiantava logo as coisas aqui para ficar livre mais cedo.

–E é isso que eu estou indo fazer- disse levantando-se, indo na direção de Russel deixando um beijo em sua testa- Tchau, pai.

–Tchau, minha filha e boa sorte.

–Obrigada- despediu-se de Russel e seguiu para sua sala.

Martha a parou no meio do caminho:

–Senhora, sua esposa a aguarda na linha dois.

–Obrigada, Martha. Eu atenderei na minha sala- agradeceu com o cenho franzido. Quinn não era de ligar para ela pelo fixo da empresa- Quinn?

–E você tem outra esposa, senhora Lopez?- Quinn brincou do outro lado.

–Por que você não me ligou no celular? Algum problema com você e o bebê?

–Hey, calma... Nós estamos bem- acalmou Quinn- Eu não liguei no seu celular por que você o esqueceu em casa.

–Que cabeça a minha- Santana fez uma careta desacreditada- Então, o que você manda?

–Só queria dizer que quando sair daí estarei esperando você em casa e não na empresa. Ro me liberou mais cedo.

–Agradeça a ela por mim. Se fosse por minha vontade você nem iria trabalhar hoje, teimosa- Santana a repreendeu. Quinn revirou os olhos:

–Eu quero me focar no desfile, Santana. Sem falar que me sinto muito bem, tirando os enjoos insuportáveis, mas é normal no início da gravidez.

–Eu sei e torço pelo seu sucesso, meu amor. Só me preocupo com a sua saúde e a do nosso filho- a latina explicou sentando-se em sua cadeira, puxando algumas pastas de sua gaveta, as colocando em cima da mesa.

–Eu entendo, San. Só não se preocupe tanto. Vamos ficar bem, ok?

–Ok, mas não deixarei de me preocupar- Quinn sorriu com a insistência da esposa.

–Não sei por que eu ainda argumento- a latina riu- Não quer almoçar comigo em casa?

–Queria muito, Quinn, mas tenho trilhões de reuniões e relatórios para executar antes de ir com você a clínica.

–Então nos vemos mais tarde. Até mais, amor- despediu-se enviando um beijo a Santana pelo o telefone.

–Até mais- a loura desligou. Santana encarou o retrato das duas em cima da mesa com um sorriso aberto. Suspirou deitando sua cabeça na mesa- É hoje!

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Santana tentou terminar tudo que tinha a fazer na empresa, mas o trabalho só aumentava a cada minuto que se passava. Ela saiu um pouco a mais do tempo que deveria sair, adiando muitas coisas e deixando outras nas mãos de Finn e Michael, que se ofereceram para ajudá-la com algumas partes. Ela agradeceu a eles e seguiu para casa para buscar Quinn. A loura já a aguardava impaciente, já haviam se passado quase quarenta minutos e nada da latina aparecer. Santana se desculpou com Quinn pela demora e explicou os motivos do atraso a ela, que a acalmou dizendo que entendia que ela tinha muitos compromissos e o importante era ela acompanhá-la.

As duas chegaram à clínica às cinco da tarde e a médica já as aguardava:

–Boa tarde, futuras mamães- a médica as cumprimentou sorridente.

–Boa tarde, doutora. Me desculpe pelo atraso. Hoje na empresa estava mais corrido do que de costume- Santana desculpou-se, se sentando juntamente com Quinn de frente para a médica.

–Não se preocupe, querida. Eu sei como é. Tem vezes que não consigo nem ir ao banheiro de tanta coisa que faço por aqui- comentou solidária- Podemos começar?

–Por favor- Santana pediu ansiosa.

–Pois então, senhora Fabray Lopez, vista isso e daremos início...

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–E aí família?- Puck cumprimentava a todos na sala se aproximando.

–Oi, meu filho. Chegou cedo da academia hoje- Maribel comentou dando um beijo na bochecha do rapaz.

–Hoje é o grande dia, mãe. Quero estar aqui quando as duas chegarem dizendo que terão um latino lourinho, que vai herdar os dotes de conquista do titio Puck aqui- disse se gabando.

–Pois vai se decepcionar, maninho. Vai ser uma menina... Eu tenho absoluta certeza- Lanna discordou e Puck sorriu com ironia.

–Vai ser um pequeno Lopez, latina. Você que vai se decepcionar.

–Na nossa família as mulheres predominam- Lanna disse firme, batendo um hi-five com Rachel.

–É o que veremos, maninha... Chegou a era dos caras legais da família- disse seguro, fechando o punho e batendo contra o de Finn e Felipe.

–Deixem disso, crianças... Não importa o sexo do bebê e sim ele vir com saúde- Maribel pediu acalmando a situação.

–A mamãe tem razão- Puck concordou- O importante é ter saúde... Vai ser um menino forte e saudável.

–Menina, Puck. Vai ser uma menina- Lanna reclamou e outro bate boca começou a rolar.

–Ai meu Deus- Maribel disse balançando a cabeça negativamente e Felipe se divertia com aquilo tudo.

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Na clínica:

Quinn já estava deitada na cama esperando a médica começar os procedimentos para o ultrassom. Santana estava sentada ao seu lado segurando a sua mão, ambas nervosamente ansiosas pelo resultado.

–Então, mamãe, vamos saber qual o sexo da estrelinha na sua barriga?- perguntou e Quinn confirmou animada. A médica espalhou uma espécie de gel pela barriga de Quinn, que arqueou o corpo com o contado gelado do líquido. Santana observava tudo atenta e quieta, na expectativa de notícias sobre seu filho ou filha. Depois de alguns segundos escutaram batidas pequenas vindas do aparelho mais a frente- Estão ouvindo?- a médica perguntou e as duas assentiram- É a batida do coraçãozinho do bebê de vocês.

–É mágico- Quinn disse com os olhos já úmidos de emoção por escutar o coração de seu pequeno. Santana não estava diferente, mas como sempre, mantinha-se controlada guardando o que sentia para si.

–Já dá para saber o sexo do bebê?- Santana perguntou aflita e a médica sorriu de sua expressão agoniada.

–Só um instante, Santana- ela ligou outro aparelho e imagens um tanto turvas foram formando algo pequeno- Estão vendo?

–Nosso filho, San- Quinn disse sem conter a alegria e Santana beijou suas mãos sem tirar os olhos do aparelho.

–Nossa família está quase em guerra para ver quem adivinha o sexo do bebê- Santana comentou lembrando-se das discussões nos jantares- Meu pai afirmou que é um menino.

–E ele tem razão- a médica confirmou e as duas se olharam. Quinn já chorava sem intervalo, os hormônios e a emoção se misturam de uma vez só.

–É um menino, meu amor. Nosso menino- Quinn disse contente e Santana a beijou.

–Minha irmã vai pirar, por que ela também afirmou que seria menina- a latina comentou também emocionada, acariciando as mãos de sua esposa.

–E ela também tem razão- Santana ficou estática quando a médica disse isso.

–Como? Me responda doutora... É menino ou menina?- a latina perguntou confusa, levantando-se em seguida.

–São os dois, minha querida- ela respondeu sorridente e Santana desabou e por sorte tinha uma cadeira atrás dela.

–S-São... S-São...

–Gêmeos. Um lindo casalzinho- a médica completou a fala de Santana, que estava totalmente bestificada. Quinn parecia ter alcançado um tom acima da média da emoção.

–Gêmeos, meu amor... Nós teremos gêmeos- Quinn comemorou e Santana pareceu grudada na cadeira sem expressar qualquer reação- San?

–Dois... São dois... Caramba!- a latina disse com a mão no peito- Menino e menina.

–Isso, meu amor, nossos filhinho e filhinha- Quinn reforçou e Santana a abraçou o mais forte que pode ainda em choque. Um misto de sentimentos tomou seu peito nesse momento. Encarou o aparelho com carinho.

–Nossos filhos... Eu te amo, Quinn, muito- disse beijando Quinn, dando vários selinhos intercalados.

–Também, meu amor. Nós te amamos- declarou pondo as mãos de Santana em sua barriga. A médica observava tudo compartilhando a emoção das duas- Agora são três corações que batem por você dentro de mim.

–Você me fez hoje a mulher mais feliz do mundo.

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Na casa dos Fabray Lopez já imperava a tensão e a ansiedade. Estavam dispersos pela sala, uns conversavam, outros se mantinham quietos, mas todos estavam unidos no pensamento do resultado da ultra de Quinn. De repente as duas entram na casa com olhares enigmáticos. Seus familiares as encaravam apreensivos, como se a vida no planeta necessitasse daquela resposta.

–E aí, qual o resultado?- Lanna perguntou ansiosa.

–Diz logo para ela, Santana, que é um menino. Eu nunca me engano- Puck cutucou e Lanna emburrou.

–Você que acha, Puckerman tolinho- Lanna rebateu de braços cruzados- Fala para esse maluco que é menina e acaba logo com esse sorrisinho sarcástico dele- Santana e Quinn trocaram olhares cúmplices:

–Puck tem razão- Quinn revelou e Puck levantou os braços comemorando juntamente com Finn e Russel.

–Mas... – Santana interrompeu a comemoração dos homens da casa- Lanna também tem.

–Como?- Puck e Lanna perguntaram ao mesmo tempo confusos.

–São...

–Gêmeos- Quinn e Santana completaram a frase de Russel com um sorriso largo e os demais ficaram atônitos.

–Mas como?- Lupi perguntou se recuperando do choque.

–A médica nos disse que muitas vezes em fertilizações há uma grande probabilidade de nascerem gêmeos e o que reforçou isso foi o fato de eu ter uma gêmea- Santana explicou entrelaçando seus dedos aos de Quinn.

–Parabéns, minhas filhas. Isso é demais- Russel disse emocionado, envolvendo as duas em um abraço apertado- Viu, vocês dois?- se referiu a Lanna e Puck- Agradou as duas partes.

–Uhm... Fico feliz por isso- Puck disse sem graça- Me desculpa por aquilo Lanna.

–Também me desculpa por isso, Puck- Lanna pediu envolvendo Puck em um abraço.

–Estão vendo? Ainda nem nasceram e já estão operando milagres aqui dentro- Russel comentou e todos sorriram.

–Tem razão, pai- Santana concordou, virando-se para Quinn com um olhar apaixonado- É o nosso milagre.

Notas finais
Espero que tenham gostado... Estou me esforçando para agradar. Deixem suas opiniões, gosto de seus comentários. Obs: Esqueci de colocar o nome da música descrita no capítulo passado. É Crazy, do Aerosmith. Dão uma olhadinha, vão gostar. Beijo.