A outra face- Surgindo das cinzas

21 Capítulo 21- A fertilização- parte 2.


Notas iniciais
Oi. Eu disse no capítulo anterior que não iria postar nesse final de semana, maaaaaaaaaaass esse capítulo surgiu de uma brincadeira minha e da maluca da Jhey aqui no hospital. Uma faria o início e a outra teria que continuar... Então ela começou e eu finalizei. Espero que goste... Foi algo feito por duas pessoas entediadas kkk Ah... Obrigada pelos comentários.

–Então, doutor. O que minha esposa tem?- Santana perguntou ansiosa. Ela estava sentada na cama onde Quinn estava deitada, suas mãos nas de sua esposa lhe enviando tranquilidade. O médico olhou para as duas em um tom neutro de olhar, aumentando ainda mais a inquietude da latina.

–Eu estou grávida, doutor?- foi à vez de Quinn perguntar, apertando ainda mais as mãos de Santana.

–Sinto muito, mas não- ele respondeu finalmente. Santana pareceu ter sido petrificada com a notícia. Soltou as mãos de Quinn e caminhou até a janela em silêncio, ficando encarando a rua. Quinn já tinha os olhos lacrimejados pensado que não havia conseguido ter seu sonho realizado.

–M-Mas doutor, eu senti tontura, enjoos, vomitei...

–Esses são alguns dos sintomas de gravidez, mas o que a senhora teve foi uma intoxicação alimentar- o médico explicou calmamente assinando algo em sua prancheta- Tome esses remédios e ficará boa logo logo- entregou uma receita a loura e saiu em seguida.

Quinn ficou encarando a sua barriga e a acariciando, lágrimas desciam livremente por suas bochechas. Aquilo tinha sido muito duro para ela. Santana não se moveu, nem disse nada, digeria aquilo tudo com um pesar na mente. Um misto de decepção e frustração lhe tomaram, mas sua expressão séria e quieta, não demonstrava o que ela sentia.

–Me desculpa- Quinn pediu quebrando o silêncio naquele quarto. Ela já chorava muito, não conseguia conter o que estava sentindo- Se eu tivesse sido mais cuidadosa...

–Hey, não se culpe- Santana disse saindo do seu transe e indo sentar na cama ao lado de sua esposa, a confortando- Só não era para acontecer- falou tentando acreditar nas próprias palavras.

–Mas eu sentia, Santana... Eu sinto que eu estou- Santana encostou Quinn ao seu peito, acariciando seus cabelos.

–Você queria muito isso, meu amor... Foi só seu psicológico enganando você- tentou argumentar, mas a loura estava inconsolável- Hey, calma... Nós vamos ficar bem. Eu prometo.

Será que ela poderia prometer isso?

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Quinn precisou tomar alguns medicamentos antes de ser liberada. Logo as duas estavam em casa, deitadas em sua cama. Santana encarava o teto em silêncio enquanto Quinn dormia ao seu lado. A loura ainda estava sob efeitos dos remédios e não demorou a pegar no sono. Ao contrário de Santana, que vinha tudo a sua cabeça, menos dormir. Ela já esperava que isso pudesse acontecer, a doutora já tinha lhe alertado que era possível não dar certo de primeira, mas mesmo assim aquilo doía amargamente, ela tinha criado muitas expectativas nisso. De repente sente Quinn aconchegando-se a ela, agarrando sua cintura e afundando seu rosto em seu pescoço.

–Sem sono?- a loura perguntou bocejando ainda de olhos fechados.

–Estou procurando ele, mas acho que resolveu não me visitar hoje- brincou fazendo Quinn sorrir- Está se sentindo melhor?

–Mais ou menos... Ainda estou enjoada.

–Vai passar logo. Os remédios que o médico receitou são fortes- disse começando a acariciar os cabelos de Quinn.

–Ainda não caiu a ficha... Eu senti que tinha dado certo, meu corpo está diferente- Quinn comentou passando suas mãos por sua barriga.

–Deve ser coincidência, Quinn. Nossa mente nos prega peças, principalmente quando você anseia por algo tão importante quanto isso.

–Você está bem?- perguntou levantando sua cabeça para encarar Santana, que demorou alguns minutos calada:

–Vou ficar, meu amor- disse fechando os olhos com força como quer dissipar o que de ruim circula em seu ser.

–Não é tarde, San. Podemos tentar de novo. É só...

–Não, Quinn... Nunca mais quero passar por isso novamente- interrompeu e Quinn franziu o cenho analisando sua expressão- Nunca me doeu tanto quanto isso... Acho que não aguentaria outra decepção dessas agora... Talvez daqui a alguns anos voltemos a tentar, mas agora preciso de um tempo, por favor- Santana pediu com a voz entrecortada como alguém que segura o choro.

–Tudo bem, amor... Você quem sabe- Quinn disse voltando a sua posição inicial- Boa noite- Santana beijou o topo de sua cabeça, fechando os olhos em seguida:

–Boa noite.

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Duas semanas passaram correndo. Santana se entupia de trabalho para ocupar a cabeça, chegando até viajar por uns dias a trabalho, mas nem com todos os trabalhos do mundo unidos a fazia esquecer-se do que tinha acontecido. Ela se prendeu a essa vontade de uma forma que não sabia explicar o porquê de querer tanto alguém que nem sequer existia ainda. Passou essas últimas duas semanas retraída de todos, estava focada apenas no trabalho. Passava mais o tempo trabalhando do que em casa. Havia criado um muro em seus sentimentos sem querer demonstrá-los, não queria parecer fraca, principalmente nesse momento.

Tinha acabado de sair de uma reunião demorada, seu pescoço doía juntamente de suas pernas e sua cabeça.

–Senhora?- Martha a chamou quando passava pelo corredor.

–Algum problema, Martha?

–Não... Só queria avisá-la de que seu irmão e o senhor Hudson lhes aguardam na sua sala.

–Você sabe o que eles querem?- perguntou enquanto tomava um pouco de água no bebedouro ao lado.

–Não... Só me pediram para lhe avisar que era para a senhora largar o que tivesse fazendo e fosse lá.

–Tudo bem... Obrigada- agradeceu se retirando, mas sua secretária a parou:

–Só mais alguma coisa... Mandaram esses papéis da clínica de fertilização, acho que são propostas de uma nova seção com eles- explicou entregando os papéis a Santana, mas ela não os pegou.

–Jogue-os fora, por favor- pediu, depois se retirou. Martha a encarou com pena, depois seguiu para seu posto.

Abriu a porta de sua sala e deu de cara com Puck e Finn conversando aleatoriamente:

–Oi- os dois disseram em uníssono.

–Oi- disse séria sentando-se a sua cadeira, ligando em seguida seu computador. Os dois ficaram em silêncio a encarando, como se ensaiassem o que iam dizer:

–Vão ficar me encarando aí ou vão dizer logo o que querem comigo?

–É que... Viemos saber como você está?- Finn perguntou receoso, mas preocupado com sua prima.

–Bem, não podem ver?- respondeu seca e Puck suspirou:

–Não, Santana... Você não está- seu irmão disse e ela parou o que fazia.

–Como pode dizer isso com tanta certeza?

–Por que sou seu irmão e te conheço como ninguém. Guardar coisas assim com você pode te fazer mal.

–Não vai... Só me deixem quieta- ela pediu levantando-se para sair, mas Finn a parou:

–Vem cá- seu primo a puxou para um abraço e ela não se segurou desabando no choro, ela ainda não havia chorado depois que recebeu a notícia- Isso, coloca para fora, San. É disso que você precisa- disse acariciando suas costas enquanto ela chorava agarrada a ele.

–Não prenda mais o que você sente, San... Pelo menos não para nós- Puck pediu passando as mãos nos cabelos de Santana- Eu sei que isso dói, minha irmã, mas como tudo que você já passou na vida, vai conseguir superar.

–Era a primeira coisa que quis tanto na minha vida depois que me casei com Quinn- extravasou o que sentia. Finn sentou-se no sofá com ela ao seu lado- Me senti incapaz e imprestável para dar um filho a minha esposa.

–Eu sei, San, mas isso é normal nesses casos. Você sabe disso- Puck argumentou pegando um copo de água para dar à latina.

–Mas não diminui a dor, Puck. Você não viu como a Quinn ficou depois disso.

–E é por ela que você tem que ser forte, mana.

–Nos prometa que vai tentar superar isso sem se afastar de todos, San. Nos dói te ver assim- Finn pediu tirando um pouco de cabelo da testa de Santana.

–Obrigada por vocês se preocuparem comigo. São dois idiotas, mas amo vocês.

–Valeu, eu acho- Finn brincou e eles sorriram.

–Lute por isso... Nós sabemos o quanto é forte- Puck comentou pegando na mão de sua irmã.

–Vou tentar, mas agora preciso de um tempo para me organizar- pediu e os dois assentiram.

–E terá- Finn disse e ela o abraçou. Apenas eles dois sabiam o que ela precisava agora, até mais que Quinn. Era como se um completasse o outro... Eram unidos por um laço que ia além de amizade... Uma aliança de sangue.

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Depois do ensaio de sua peça, Rachel decidiu fazer uma visita a Quinn no trabalho. Lanna tinha sido contratada para ser a modelo oficial da empresa. A empresa tinha várias divisões, duas delas era da edição da revista e a outra era a parte da criação de modelos de roupas, com diversos estilistas de vários países e designers muito conhecidos pelo país. Quinn trabalhava nas duas partes, Rô amava seu desempenho e a capacidade que tinha de se ambientar no que era colocada para fazer, tornando-se braço direito da dona da empresa.

–Hey Quinn!- Rachel chamou entrando na sala onde Quinn trabalhava com algumas modelos, incluindo Lanna.

–Rachel? O que faz aqui?- Quinn perguntou curiosa, cumprimentando sua amiga com um beijo na bochecha- Não estava ensaiando sua peça?

–Fui liberada cedo e resolvi dar uma passada para visitar você e a latina número dois- brincou acenando para Lanna.

–Dois não, bebê... Eu sou a número um- disse mexendo os quadris de forma sensual arrancando risadas das outras duas.

–Vocês já almoçaram?

–Não- Lanna respondeu para trás de uma cortina, indo trocar de roupa- Chamei a Quinn, mas ela disse que estava enjoada de mais para ir comer e eu não queria ir sozinha.

–Está se sentindo mal, Quinn?- Rachel perguntou preocupada.

–Não... Só ando meio enjoada ultimamente- respondeu procurando sua bolsa pelas milhares de roupas espalhadas pelo local.

–A Santana sabe que anda se sentindo assim?

–Não quero preocupá-la. E não acho que seja nada grave, deve ser os remédios que ando tomando.

–Se você diz, mas qualquer coisa me avisa- Rachel pediu.

–E a mim- Lanna disse saindo do provador já de roupa trocada- Agora vamos almoçar. Só por que eu sou modelo não quer dizer que tenho que passar fome e se não quiserem me ver comendo essas roupas, vamos logo- empurrou as duas para fora da sala dando risadas.

Elas optaram por almoçar em um restaurante próximo a revista. Teria que ser rapidamente, pois Quinn iria ajudar Rô na seleção dos modelos das roupas que iriam para a nova edição da revista.

–E o Mike, Lanna, nunca mais teve notícias dele?

–Sei lá, Rachel. Ele anda o mundo todo... Deve estar em Milão ou Argentina- Lanna respondeu dando de ombros.

–Fico feliz em saber que você se preocupa com o seu namorado- Rachel ironizou e Lanna revirou os olhos.

–Não nasci grudada nele- respondeu fazendo careta, recebendo um guardanapo na cabeça. As duas continuaram conversando e Quinn continuava comendo calada ou pelo menos tentando comer.

–Tudo bem, Quinn? Você está calada demais- Lanna perguntou.

–Estou, é só esse maldito enjoo que não me deixa em paz- responde tomando um pouco de água, tentando diminuir a ânsia.

–Não acha que deveria ir ao médico fazer alguns exames? Vai que isso é grave?- a baixinha perguntou.

–Já disse que deve ser os remédios que ando tomando e... – Quinn tentou argumentar, mas o enjoo aumentou e ela saiu em disparada em direção ao banheiro. Rachel e Lanna a acompanharam preocupadas.

–É sério, Quinn. Vamos agora para hospital- Rachel impôs séria- Você não está legal.

–Vou ter que concordar com a anã- Lanna disse recebendo um olhar mortal de Rachel- Você tem que ir a um médico.

–Gente eu... – a loura tentou dizer, mas cambaleou para o lado tonta, sendo amparada por suas amigas.

–Eu não disse? Você está pálida, Quinn. Vamos- Rachel pegou Quinn delicadamente pelo braço, a levando até o carro, enquanto Lanna pagava a conta.

Quinn foi levada a mesma clínica de quando passou mal. Chegando lá, foi atendida pela mesma médica que a inseminou, pois aquele hospital pertencia a seu pai e ela estava de plantão por lá. A loura teve que passar por uma bateria de exames e agora aguardava o retorno da médica com os resultados.

–Não acha que deve avisar a Santana, Quinn?- Lanna perguntou sentada a uma poltrona lendo uma revista de moda.

–Lanna tem razão. Ela tem que estar aqui ao seu lado, independente do resultado- Rachel concordou ao lado de Quinn, com as mãos em seu ombro.

–Gente, não precisa exagerar. Eu estou bem- a loura disse tranquila sentando-se na cama. A médica entra com um grande sorriso no rosto.

–Oi casal e amiga do casal!- disse cantarolando enquanto olhava algo em sua prancheta.

–Oi doutora. Essa não é a Santana, é Lanna sua irmã gêmea- Quinn explicou sorrindo e Lanna fez um sinal de oi com as mãos.

–Gêmeas? Que interessante- disse anotando algo na prancheta.

–Então doutora, nos diga o que a Quinn tem. É algo grave?- Rachel perguntou mais preocupada que a própria Quinn.

–Uhm... Não- sorriu abertamente e as demais ficaram confusas.

–E então... O que eu tenho?- a loura perguntou encarando a doutora que ainda mantinha seu enorme sorriso.

–Você, minha querida, está grávida- quando a médica disse isso, foi à vez de Quinn petrificar com a notícia. Rachel e Lanna se olharam sorrindo já com lágrimas nos olhos, mas a loura não parecia acreditar no que tinha ouvido.

–M-Mas eu fui ao médico há duas semanas e ele me disse que meus enjoos e tontura eram de uma intoxicação alimentar- ela argumentou bestificada.

–E eu quero pedir desculpas por isso. O médico que atendeu você é novato e com certeza confundiu os seus com um de uma outra paciente. Com certeza o susto dela foi maior- a médica sorriu junto com Rachel e Lanna.

–Então é verdade? Eu vou ter um bebê da Santana? Ai meu Deus- Quinn chorava de alegria, aquilo era mais que incrível- Eu sabia... Senti que estava.

–Temos que ligar para a Santana e avisar- Lanna disse se recuperando da choradeira, pegando o celular.

–Não, Lanna. Quero fazer uma surpresa para ela. Amanhã é seu aniversário- Quinn pediu enxugando seu rosto.

–E que presente ela vai ganhar- a médica brincou com a mão na barriga de Quinn.

–Mal posso esperar para contar a ela- a loura disse pensativa.

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A médica liberou Quinn no mesmo dia, lhe receitando algumas substâncias essenciais para o começo de gravidez como a suplementação com ácido fólico. Essa substância é recomendada para todas as mulheres desde o período pré-concepcional. Quando chegou em casa, a latina estava tomando banho. Sentou na cama ainda absorvendo toda aquela informação, com um sorriso mais que bobo nos lábios:

–A Rô liberou você tarde hoje- Santana comentou saindo do banheiro enrolada em uma toalha- Algum problema no trabalho?

–Não, amor. Só saí com as meninas quando acabei- explicou tirando seus sapatos sem tirar os olhos de Santana- E o seu?

–Normal- deu de ombros vestindo seu boy shorts branco e uma camisa de mangas compridas com o símbolo do Nirvana que Quinn lhe deu de presente no natal.

–Que bom então- a loura disse levantando-se, se aproximando de Santana, envolvendo seus braços em sua nuca e depois lhe dando um beijo calmo.

–Está tudo bem?- Santana perguntou franzindo o cenho. Quinn passou seus dedos pela testa da latina, depois bochecha e lábios.

–Maravilhosamente- sorriu capturando os lábios de sua esposa- Vem, quero passar a noite abraçada a você- pediu e Santana acatou mesmo sem entender. Deitaram de conchinha, ouvindo o barulho da chuva que acabara de despencar do céu.

–Amo você- Santana sussurrou no ouvido de Quinn.

–Também amo você, meu amor- a loura disse acariciando a mão de Santana em sua barriga- Agora mais ainda.

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A contra gosto de Santana, sua família lhe preparou uma festa de aniversário na casa de seus pais. Era uma reunião apenas com os mais próximos e alguns amigos de Lanna e seu namorado. Apesar de gêmeas, o gosto das duas era totalmente diferente, Lanna amava festas e comemorações, ao contrário de Santana, que foi praticamente arrastada por Quinn.

Santana passou a festa quase toda calada sentada em um canto, observando todos. Sua esposa cumprimentava alguns conhecidos ajudando Maribel e Russel a fazer sala para os convidados. Ela observava os passos da loura e só sentia as badaladas de seu coração se descompassar a cada movimento de sua amada. Foi aquele jeito leve e angelical que a conquistou... A segurança que Quinn lhe passava e como um simples olhar seu transparecia tanta calma e tranquilidade que Santana precisava. Quinn estava conversando com sua prima e notou que Santana lhe olhava. Virou-se para a latina e lhe enviou um aceno e um beijo, recebendo de sua esposa um sorriso tímido.

–Não vai aproveitar nossa festa?- Lanna perguntou sentando-se ao seu lado.

–Não... Deixo a diversão toda para você, maninha- brincou sem tirar seu olhar de Quinn.

–Hey, larga de ser ranzinza e se diverte. Não é todo dia que se faz vinte e um anos- sua gêmea argumentou puxando suas mãos.

–E as outras idades também... Eu passo- puxou suas mãos de volta e Lanna bufou derrotada.

–Chata- a latina mais nova disse saindo.

–Também amo você- Santana gritou ganhando um gesto obsceno de Lanna.

Ouviu-se uma batida de leve no microfone:

–Boa noite família e amigos de meus filhos- Maribel disse em cima do palco onde o DJ mixava algumas músicas- Eu não sou muito boa com discursos, mas tentarei expressar o meu orgulho de ser mãe dessas duas.

–Vem San... Vamos ouvir o discurso da sua mãe de perto- Quinn chamou puxando Santana para mais perto do palco.

–Quando eu descobri que ia ser mãe pela segunda vez, quase que meu coração ia saltar do meu peito e fugir de mim... E definitivamente senti mais ainda isso quando descobri que seriam gêmeas- Richard, que tinha sido convidado por Lanna, sorriu com a lembrança- Aquelas duas pequenas coisas que em mim estavam, mudariam minha vida... Para melhor- Lanna encarava sua mãe com lágrimas nos olhos, abraçada a Mike que beijou sua bochecha. Santana apenas observava com um sorriso tenro com suas mãos entrelaçadas as de Quinn- Eu me lembro como se fosse ontem quando vocês deram seus primeiros passinhos... Lanna sempre foi mais peralta e andou primeiro. Já a Santana, minha quietinha, só queria ficar no meu colo recebendo um cafuné, que só eu sei dar. Desculpa Quinn- brincou e os demais sorriram, principalmente Santana.

–Eu tento- a loura comentou sorrindo e mais risadas foram ouvidas.

–Bom, eu só queria dizer a vocês que me sinto a mãe mais sortudo de todo mundo por tê-las como filhas. Não só vocês, mas Nora e meu filho de coração mais que querido, Noah.

–Também amo você, mãe- Puck gritou mais atrás e Judy baixou o olhar com uma ponta de ciúme.

–Eu fico muito orgulhosa pelas pessoas que vocês se tornaram e o rumo que deram as suas vidas... Amo vocês e me deem um abraço antes que desmorone daqui de cima- Maribel pediu emocionada descendo rapidamente os degraus do palco abraçando as duas.

–Bom... Se ninguém não tem mais nada para dizer, vamos continuar a fest...

–Espera! Eu tenho algo a contar- Quinn disse interrompendo o DJ, recebendo um olhar confuso de Santana.

–O que é Quinn?- a latina perguntou com o cenho franzido.

–Algo que eu quero compartilhar com você e a nossa família- a loura explicou subindo ao palco, pegando o microfone com o DJ- Boa noite a todos. Eu queria contar algo mais que importante que aconteceu comigo- começou a explicar e Santana a olhava curiosa, sem fazer ideia do que seria- Como vocês sabem, Santana e eu somos casadas há um ano e há quase dois meses decidimos ter um bebê. Quando passei mal há algumas semanas atrás, fui ao hospital com a San e o médico nos disse que não deu certo- Santana abaixou o olhar, ainda sentida com isso, escondendo sua vontade de chorar- Mas ontem tive que voltar ao hospital quando passei mal novamente- a latina a olhou preocupada.

–Está tudo bem com você, minha filha?- Russel perguntou compartilhando da mesma preocupação de Santana.

–Está aí onde eu quero chegar. Nessa ida ao hospital descobri uma coisa- a loura continuou em seguida- Bel, pai, família... Meu amor- disse olhando profundamente nos olhos de sua esposa- Eu... Estou grávida- Santana ficou boquiaberta com a notícia, não tinha reação alguma, apenas encarava Quinn bestificada. Muitos ‘’owns’’ foram escutados, Maribel e Russel se abraçaram comemorando, Richard e Judy fizeram o mesmo. Puck e Finn bateram um high Five alegres com a notícia. Quinn foi descendo lentamente do palco na direção de Santana, que não saiu da sua posição com o olhar perdido.

–San?- Quinn chamou passando seus dedos nas bochechas de Santana.

–É verdade mesmo?- a latina perguntou emocionada e algumas lágrimas corriam em suas bochechas. Quinn confirmou sorrindo, abraçando-a em seguida o mais forte que pode- Ai meu Deus... É nosso filho, Quinn.

–É meu amor... Nosso bebê- Santana se soltou de Quinn, agachando-se até ficar com seu rosto a altura da barriga da loura, beijando-a carinhosamente, enquanto sua esposa chorava emociona- Agora dois corações batem por você dentro de mim- comentou e Santana a encarou, acariciando seu rosto.

–Eu amo você, Quinn... Agora mais ainda.

–Também amo você, meu amor- beijou Santana intensamente. A latina não se sentia tocando o chão, seu corpo havia perdido a gravidade e agora flutuava como se tivesse asas invisíveis. Como seria agora a vida das futuras mamães? Será que isso mudaria algo no que o destino lhes reservava?

Quem sabe?

Notas finais
Então? Me contem o que acharam... Amo receber comentários... Beijão.