Notas iniciais
Oiiiiiiii. Cheguei com um capítulo imeennnnso de grande (frase de uma amiga) que me deu um certo ''trabalho para escrever''. Vocês só merecem o melhor. Estou até com dó de sair quando a Jhey melhorar, confesso que estou me apegando a vocês kkkk Amei os comentários me elogiando, outro confissão... Nunca me elogiaram dessa forma, só a Jhey, mas ela não conta, é da família kkk Vocês são fofos e maravilhosos, amo suas mensagens e fico muito feliz que estejam gostando, isso me dá mais vontade de escrever para deixar vocês felizes. Chega de mel com açúcar e vamos ao capítulo ''eita que a p**** ficou séria''. Esse esse é o segundo título, já que outro ficou melhor kkk Brincadeira. Enjoy my friends.

Noland estava sentado a sua enorme cadeira concentrado em um livro. Esse era o único momento que ele tinha de descanso e concentração e os utilizava apenas nesse local onde ele mesmo mandou construir. Era uma sala grande, com uma lareira imensa e muitos móveis talhados na antiguidade. Aquele lugar tinha o visual de seu antigo lar na Rússia, onde foi obrigado a se mudar por problemas de sua mãe. Ele sempre amou seu país natal, mas as circunstâncias em que ele vivia com sua mãe, o fizeram sair de lá ainda garoto. Rowina era mais nova que ele cinco anos e apesar dele não aprovar o que ela e Constantina faziam, amava sua irmã incondicionalmente. Por um instante ele parou sua leitura concentrada e encarou a lareira a sua frente. As chamas que nela chamuscavam, ao seu olhar pareciam dançar. A foto de sua mãe e irmã que jaziam sobre o local, brilhava com os raios produzidos pelo fogo e em sua cabeça imagens e momentos com as duas lhe tomaram:

Cinco anos atrás:

Noland caminhava a passos largos e pesados pelo luxuoso hotel onde Constantina passaria a noite. Ela tinha esse hábito de não ficar em um lugar por mais de um dia por precaução. Um dos capangas, que estava parado a porta do quarto, o parou assim que ele se aproximou:

–Vai aonde rapaz?

–Ver minha mãe, não posso?- respondeu impaciente, tentando desviar do imenso homem a sua frente.

–Marcou horário com ela?- o capanga questionou segurando seu braço esquerdo com uma força mais que desnecessária.

–Eu não preciso marcar horário para falar com minha mãe- ele vociferou alto- Me solte, está me machucando.

–Não vou deixar você passar... Não fui informado de sua visita e a senhora Trukowisk não gosta de ser incomodada nesse horário.

–Ah é? Pois diga a sua querida chefinha que se não me atender, eu mesmo chamarei a polícia e contarei toda a sujeirada que ela anda aprontando e quero ver se ela vai gostar de trocar esse luxo por uma cela suja vivendo a pão e água como ela fez com Santana Lopez- Noland ameaçou, falando alto para que sua mãe escutasse do outro lado.

–Já mandei você sair, seu garotinho mimado- o homem já irritado disse com as mãos nos ombros de Noland o empurrando para fora.

–Bruttus! Deixe-o passar- Constantina pediu ao abrir a porta. Noland consertou sua gravata e seguiu sua mãe quarto adentro, enviando um olhar nada simpático para o capanga- Pode me explicar que algazarra era aquela na minha porta?- sua mãe lhe perguntou com os braços cruzados- Não cansa de me perturbar?

–Oi pra você também mamãe- disse irônico.

–O que você quer, Noland?

–Primeiramente, não me chame mais por esse nome, já pedi isso. Deixei esse nome junto com meu passado de vergonha que a senhora me causou- disse sério.

–Já que não gosta do que eu fiz ou faço... O que faz aqui me procurando?- Constantina perguntou indiferente ao olhar de seu filho.

–Vim pedir para que pare com isso agora... Deixe Santana em paz e a sua família. E principalmente entregue Quinn a eles- sua mãe deu uma gargalhada alta.

–Não quer também que eu lhe mande flores e um cartão de desculpas?- ironizou.

–Mãe, com o dinheiro que a senhora roubou a sua vida toda, dá para começar uma vida melhor... Esqueça essa vida de mentiras, mortes e trapaças. Dê um sentido a ela, mãe- disse encarando profundamente Constantina que não mudava seu semblante despreocupado.

–Sinto muito, mas não... Tenho planos irremediáveis com a latina.

–Mãe, pelo amor de Deus, essa garota tem família. Tem uma mãe que se preocupa com ela e sofre pelo o que você está causando... Você também é mãe- Noland pediu se aproximando- Se você um dia amou seus filhos, sabe a dor de vê-los sofrer por algo que eles não fizeram.

–Eu amo você e sua irmã, Noland, mas tenho assuntos pendentes com essa família... Você sabe muito bem que eles me fizeram um mal ainda maior- ela argumentou sentando-se a uma poltrona.

–Não mãe... Você ama o dinheiro e o poder. Rowina e eu fomos só uma distração que surgiu na sua vida de glamour e trapaças. Nós dois sabemos que a senhora nunca nos quis- ele disse magoado- Principalmente eu- Constantina o encarou- Como você pode dizer que me ama se odeia tanto Felipe Lopez e o restante de sua família, já que sou sangue dele?

–Por que, Noland. Você também é meu filho e eu posso te curar desse sangue maldito de Felipe- respondeu levantando-se- Eu posso dar a você tudo que quiser, é só me ajudar no que eu quero- Noland ficou pensativo encarando o chão.

–Sabe quando eu vou me juntar a você para fazer mal a um inocente?-perguntou próximo a sua mãe- Nunca... Prefiro morrer- gritou nervoso. Rowina entrou nesse momento:

–Hey, que barulho todo é esse aqui?- perguntou colocando sua bolsa em uma cadeira próxima- Noland? Resolveu se juntar a força inovadora?- brincou e seu irmão balançou a cabeça negativamente.

–Rowina, escuta- ele pediu com as mãos no rosto de sua irmã- Você ainda pode sair dessa vida antes que isso tudo aqui afunde. Eu sei que o que tenho não chega aos pés do que ela tem, mas posso te oferecer uma vida melhor. Pago uma faculdade boa para você, te ofereço um lugar que pode chamar de lar. Deixe-me mostrar a você que se consegue viver sem precisar fazer mal a ninguém. Minha irmã, eu amo muito você para vê-la se destruir por nada- Noland propôs e Rowina o encarou séria, como se pensasse no que ele disse.

–É isso que você quer Rowina?- Constantina perguntou sorrindo- Quer virar uma fracassada como seu irmãozinho borra botas?

–E-Eu- Rowina tentou dizer, mas Noland a interrompeu:

–Prefiro ser um fracassado humilde a ter uma cadeira reservada no trem com uma viajem só de ia para o inferno- ele comentou virando-se para sua mãe- Vai acabar morrendo e levando a minha irmã com você.

–Pode até ser, mas morreremos milionárias- ela retrucou cruzando os braços.

–Eu tenho pena de você... Não terá ninguém para chorar sua morte já que deixa um rastro de destruição por onde passa- disse sério- Nesse momento saiba que não me considero filho do monstro que você se tornou e você Rowina... – ela o encarou- Se escolher ficar com ela, esqueça que um dia teve um irmão que amou você- foi em direção à porta- Se quiser uma vida de verdade... Sabe onde me encontrar. Lembre-se que não tem glória nenhuma morrer pelos erros dos outros- e saiu. Rowina sentou-se lentamente no sofá com a mão no rosto.

–Você não vai se deixar levar por ele, vai?- perguntou a sua filha, que não se moveu. Constantina pegou um jarro e arremessou na parede com raiva.

Noland, antes de ir embora, conseguiu enganar alguns capangas de sua mãe e entrar no quarto onde Quinn era mantida. Caminhou devagar e cautelosamente para não a acordar, sentou-se ao seu lado na cama e a cobriu. Ficou encarando a loura em seu sono que parecia sofrido pelas suas expressões enquanto dormia.

–Se eu pudesse tirava você daqui, mas está cheio de homens por aqui e não quero que se machuque- passou os dedos pelo rosto de Quinn- Por mais que eu goste de você, vou arrumar uma forma de te levar de volta para Santana- a fitou carinhosamente- Não vou deixar que te façam sofrer- deu um beijo na testa da loura e saiu.

Na porta do hotel reparou que um rapaz louro espiava o local. Aproximou-se e o mesmo fugiu assustado. Correu e conseguiu o alcançar:

–O que você estava xeretando?- perguntou e o rapaz tentava se soltar- Você foi enviado por Santana?

–O que você quer com isso?- ele questionou forçando Noland a soltar- É um dos capangas de Constantina?

–Não... Pode me considerar um amigo- disse soltando ele devagar para que soubesse que poderia confiar- Como se chama?

–Leon- respondeu já calmo.

–Então Leon... Eu darei dados de onde ela estará esses dias e você ajuda a Santana a resgatar a Quinn.

–E o que você ganha com isso?- Leon perguntou intrigado.

–Paz...

Fim do flashback.

–Paz... –ele repetiu sorrindo balançando a cabeça negativamente encarando a foto- Essa é a última coisa que tenho tido. Minha fraqueza levou sua morte, mamãe... Mas ela vai lamentar o que fez com você e a Quinn será minha... Minha e de mais ninguém- colocou o retrato no lugar e começou a andar pela sala- O que será que eu faço com você, pequena Santana?... Minha querida sobrinha- sorriu com sarcasmo- Dor... Choro... Morte... O que será que te aguarda em minhas mãos?

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O despertador soou e Santana se assustou com o toque, despertando rapidamente. Tateou ao seu lado da cama e o encontrou vazio, Quinn já havia levantado. Levantou e foi ao banheiro. Fez sua higiene matinal e tomou um longo banho. Depois de vestida, foi à cozinha e encontrou Quinn tomando café sentada a mesa.

–Uhm, bom dia- a latina disse.

–Bom dia- Quinn disse lhe olhando por alguns segundos, voltando em seguida para seu prato. Seu rosto estava um pouco inchado indicando que havia chorado.

Santana foi até a prateleira e pegou uma caixa de cereais, despejando em uma tigela em seguida. Sentou-se a mesa, pegando um pouco de leite e colocando em sua tigela de cereais. Começou a comer silenciosamente, de vez em quando encarava Quinn, mas ela se mantinha quieta e calada comendo.

–Vai trabalhar hoje?- Santana perguntou quebrando o silêncio mortal que predominava naquela cozinha.

–Vou- ela respondeu brevemente ainda sem olhar para a latina.

–Eu vou chegar mais tarde em casa hoje... Tenho muitas reuniões com novos sócios da empresa e ficarei com o papai finalizando alguns relatórios.

–Tudo bem- Quinn deu de ombros, recolheu seu prato e copo e os levou para a cozinha. Santana suspirou levando a colher a sua boca terminando seu café. Seu celular toca:

–Alô? Oi Martha, algum problema?- perguntou limpando sua boca com um guardanapo- Já chegaram? Tudo bem... Já estou a caminho- desligou. Pegou a tigela que usou e as levou para pia, onde Quinn lavava as louças ainda em silêncio. Colocou o objeto sobre a pia e se retirou, mas parou no meio do caminho olhando para sua esposa e sentiu seu coração pesar vendo-a triste daquela forma. Aproximou-se devagar de Quinn acariciando seus braços de cima a baixo. Colou seu corpo ao dela de forma carinhosa, encaixando seu rosto em seu pescoço alvo, o cheirando e distribuindo pequenos beijos por ele. Quinn pesou a respiração com a latina lhe acariciando dessa forma, mas não saiu de sua posição.

–San... Eu preciso terminar isso antes de ir trabalhar- ela disse e Santana fungou.

–Quinn!- a latina chamou virando sua esposa para lhe encarar- Me perdoa.

–Não precisa me pedir perdão, Santana. Eu que tenho que pedir desculpas pelo o que pedi. Você não quer, então não quero te obrigar- Quinn disse triste encarando Santana, e a mesma passou seus braços pela cintura dela.

–Quinn eu...

–Você vai se atrasar para o trabalho, já te ligaram precisando de sua ajuda- a loura a cortou.

–Tudo bem- deu um sorriso fraco, percebendo que Quinn não queria conversar sobre isso- Amo você.

–Também amo você- Santana beijou sua esposa calmamente querendo passar segurança para ela e o que sentia. A loura desconectou seus lábios- Até mais tarde- disse se soltando da latina, indo para seu quarto.

Santana passou sua mão por seus cabelos negros encarando sua esposa se distanciar e saiu.

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A latina tentava se concentrar em seu trabalho, mas em sua cabeça não parava de circular os acontecimentos da noite anterior. Ela passou o dia inteiro se ocupando com muitas coisas só para esquecer isso, porém era impossível de se acontecer naquele momento. De repente a porta de sua sala se abre e uma sorridente Crystal entra no local. Santana apenas levanta seu olhar, depois voltou ao que fazia sem dar atenção:

–Boa tarde, senhora ‘’Fabray Lopez’’- deu ênfase nas últimas palavras ironicamente- Quanto tempo não nos vemos.

–Será que é por que eu tenho coisas mais importantes para fazer do que dar atenção a você e suas mentiras?- Santana rebateu ainda sem dar atenção a Crystal, que deu um sorrisinho de canto analisando a latina a sua frente concentrada a alguns papéis.

–Sabia que eu adoro esse seu jeito rabugento e marrento?- comentou aproximando-se- Me excita loucamente- disse ao ouvido de Santana que se afastou.

–Eu vou apelar pela educação e pedir que você se retire da minha sala, senhora Mason. Aproveite seu tempo livre para ir visitar seu marido na cadeia, não dando em cima de mim que também sou casada- Santana a repreendeu digitando algo em seu computador.

–Pra sua informação, já dei um jeito de me separar daquele imprestável do Rory... Estou soltinha e desimpedida. E eu tenho uma sugestão melhor que a sua — falou sentando-se em cima da mesa de Santana, colocando as pernas, uma em cada braço da cadeira onde a latina estava sentada, de forma sugestiva. Santana a encarou com um misto de incredulidade e vontade de jogá-la a força porta a fora- Podemos esquecer meu ex-marido e aproveitar essa mesa enorme de todas as maneiras que você desejar, basta usar sua imaginação- sugestionou olhando Santana de uma maneira provocante, mas ela continuava com o mesmo semblante de quem não estava dando importância alguma para isso- Sei que você me deseja o quanto eu te desejo, basta olhar na sua cara que se percebe isso. Vem, vamos balançar algumas gavetas- pediu puxando Santana pela blusa, mas a mesma soltou uma gargalhada alta, levantando-se em seguida de sua cadeira indo em direção à porta- O que foi?- perguntou confusa com a reação da latina.

–Isso chega a ser patético, Crystal- comentou parando no meio da sala- Já disse que amo a minha mulher.

–Mas você não precisa me amar para transar comigo... É só sexo, amor vem depois- argumentou descendo da mesa consertando seu vestido.

–Eu prefiro enfiar minha língua em um triturador de carne do que transar com você- Santana disparou- Você é baixa, mesquinha, controladora, ambiciosa e não mede esforços para derrubar alguém... Quem sabe não queira fazer comigo o mesmo que fez com o Mason?

–Santana com você é diferente... Eu te desejo desde a primeira vez que pus os olhos em você naquela sala de reunião. Me deixa mostrar que posso ser melhor que essa tal de Quinn- pediu aproximando-se de Santana, mas a mesma se afastou.

–Eu posso dar uma lista a você de pessoas que eu poderia pensar friamente em trair a Quinn e pode ter certeza que você não esteve, nem nunca estará nela, Crystal- disse abrindo a porta e Crystal a olhava boquiaberta- Vou falar pela última vez... Eu amo minha esposa e nunca a trairia, principalmente com você e se tiver um pingo de amor próprio nessa sua cabeça maldosa, vai sair da minha sala e nunca mais vai olhar na minha cara- pediu encarando a ruiva a sua frente que mantinha um olhar desacreditado no que acabara de ouvir. Crystal foi mudando seu semblante de surpreso a irado:

–Eu nunca fui tão humilhada em toda minha vida- gritou assustando Santana- Antes eu queria você de forma calma e achei que poderíamos ter algo legal e sem compromisso, mas agora Santana Lopez, vai lamentar o dia que me descartou dessa forma e vai implorar pela minha atenção- disparou zangada indo em direção- Vai lamentar por isso- e saiu batendo os pés e esbarrando em Finn e o xingando de todos os palavrões já inventados pelo ser humano.

–Gente que mulher doida... Essa mulher foi possuída pelo demônio ou a TPM dela está a nível profissional?- Finn comentou entrando na sala de Santana, que não pode deixar de rir da situação.

–Acho que os dois, Finn- disse sentando-se a sua mesa voltando a seu trabalho.

–O que você fez para ela ficar daquela forma?

–Nada, apenas disse que não trairia minha esposa com ela- respondeu dando de ombros.

–Você e sua sorte com mulheres- Finn comentou admirado- Me conta como consegue?

–Eu não atraio mulheres e sim problemas- Finn sorriu- A única que eu queria ter sorte era com a minha esposa.

–E como anda as coisas com vocês?

–Pesadas, pelo menos para mim- respondeu lembrando-se do clima tenso entre as duas de manhã.

–Você pelo menos pensou no assunto?- Finn perguntou e Santana o encarou.

–Um pouco- respondeu firmando-se com os cotovelos na mesa.

–Está assustado com isso, não é? Não adianta negar que eu te conheço muito bem, Santana.

–Eu não posso negar que estou sim assustada com isso, mas é mais uma preocupação que quero evitar.

–Como assim?- Finn perguntou confuso.

–Por que Finn, uma mãe é como um alicerce para o filho. Eu acho que não posso dar segurança a ninguém sendo tão complicada quanto sou. O que me aconteceu só deixa claro que devo ter cuidado com as escolhas que eu faço e temo pelo o que essa criança possa passar se alguém, sei lá, quiser vingar Constantina, por exemplo. Aquela mulher era influente. Vou dormir e acordo pensando em uma retaliação- explicou lembrando-se do que aconteceu e se lastimando por pensar nisso.

–Olha, Santana. Aquela mulher está pagando, onde esteja agora, pelo o que fez a você e a outras pessoas inocentes. Se não me falha a memória, a polícia fez uma varredura da vida dela e a única pessoa que acharam ligada a ela era um filho que foi comprovado que faleceu há muitos anos atrás na Rússia.

–Eu sei disso Finn, mas e se... – tentou argumentar, mas Finn a interrompeu.

–Santana você tem que deixar de lado esses ‘’e se’’ e começar a dar oportunidade a um ‘’sim, eu posso’’ e uns ‘’sim, eu devo’’- seu primo comentou a encarando profundamente- Você me disse há alguns anos atrás, quando eu descobri que Rachel estava grávida, que se eu a amasse de verdade aquele filho que ela esperava seria a coisa mais maravilhosa que aconteceria em minha vida e que se você e Quinn tivessem um filho, lutaria de todas as formas para criá-lo- Santana fitou a aliança em suas mãos pensativa- Cadê aquela Santana que luta pelos seus ideais? Aquela que faz tudo para ser feliz. Vou te fazer a mesma pergunta que me fez no dia que descobri que ia ser pai... Você não quer ter esse filho com Quinn?- Finn questionou e aquilo foi como um balde de água fria jogado na cabeça de Santana a fazendo acordar de um transe que vivia.

–Eu ainda não sei o que pensar, Finn, só que eu amo a Quinn mais que tudo que já amei na minha vida e quero que esse amor dure enquanto eu respirar- explicou encostando-se mais a sua cadeira.

–Não precisa se remoer por isso, Santana. Apenas se dê a oportunidade de ser feliz com um ser tão importante quanto um vindo de sua alma- argumentou colocando sua mão sobre a dela- Sinceramente... Eu nunca me vi sendo pai, mas agora que sou, não me vejo sem aquele moleque maluquinho- Finn disse orgulhoso e Santana sorriu- O Felipe é parte boa de viver nesse mundo, San. É a minha parte boa... A que quer sempre ser o melhor para ele.

–Obrigada por isso, Finn. Quem diria que você é bom com conselhos?- brincou e os dois sorriram.

–Vocês subestimam minha capacidade intelectual- ele rebateu e Santana arqueou a sobrancelha- Foi isso que atraiu a Rachel.

–Não, foi à cabeçada que você deu nela no primeiro encontro de você... Deixou a coitada com os miolos soltos.

–Ah, vai se ferrar Santana- Finn disse levantando-se e Santana ria com a reação dele- Pensa no que eu disse- ele saiu e a latina mudou sua expressão para enigmática.

–Por que tudo em relação a minha vida é tão difícil?- ela bufou encostando sua cabeça a mesa, depois levantou seu rosto indo de encontro à foto de Quinn- Eu só quero viver em paz.

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Ás onze da noite, a latina chegou a seu apartamento. Estava tudo escuro e Quinn já havia ido dormir. Santana entrou cautelosamente no quarto e sentou-se na ponta da cama ao lado de sua esposa a olhando com carinho. Afastou delicadamente alguns fios de cabelo na testa da loura, depois passou os dedos sobre a pele macia de suas bochechas fazendo a mesma despertar aos poucos quando sentiu o contado:

–San?- chamou uma sonolenta Quinn, passando as mãos pelos olhos curiosa, em seguida acendendo a luz do abajur.

–Hey, amor. Me desculpa, não foi minha intenção acordar você- Santana disse beijando as mãos de Quinn.

–Você chegou tarde- comentou sentando-se na cama encarando Santana- Liguei para você e só dava na caixa postal. Depois liguei para o papai e ele disse que você já tinha saído a horas da empresa e não disse para onde ia.

–Fui dar uma volta por aí. Precisa clarear meus pensamentos- explicou com um ar sério, sem olhar nos olhos de Quinn.

–Você...

–Me desculpa Quinn... Não queria ter aquela reação quando me pediu para termos um filho- disse interrompendo Quinn.

–Já disse que não precisa se desculpar. Isso leva tempo para...

–Estou com medo e não quis admitir isso- disparou e Quinn calou-se por um instante- Essa é meu grande defeito... Colocar meus medos acima do que me possa fazer feliz.

–Não, San. Você só passou por coisas ruins que afetaram sua vida de alguma forma. Negar que não está assustada é só seu mecanismo de defesa para afastar o medo- Quinn discordou pegando as mãos de sua esposa, as acariciando.

–Só que esse meu mecanismo de defesa sempre faz você sofrer e dói isso. Te amo demais para fazer você sofrer- a latina disse e Quinn a beijou tenramente, apenas um encostar de boca sem pretensão, era uma maneira de transmitir calma a ela.

–Também amo muito você. Sempre estarei ao seu lado e ajudarei a superar seus medos- disse acariciando o rosto de Santana- Se você não quer ter um filho agora...

–Eu quero- Santana a interrompeu. Quinn ficou com os lábios entreabertos engolindo o que ia dizer a segundos atrás, sem reação- Quando eu saí da empresa mais cedo, fiquei andando sem rumo e cheguei a uma praça onde crianças brincavam. Eu fiquei as vendo brincarem por horas e senti meu coração mais leve quando as via sorri. Aquele simples gesto me fez tão bem que me veio à cabeça que se crianças desconhecidas me faziam ver o melhor do mundo, um filho meu com a mulher que eu escolhi para ser para sempre minha, me daria um pedaço do céu por tê-lo comigo. Eu só quero ser feliz ao seu lado Quinn- finalizou olhando fundo nos olhos de Quinn, que já derramava litros de água com a revelação- Você está chorando?- perguntou preocupada.

–Estou, mas é de felicidade- a loura disse abraçando sua esposa o mais forte que pode- Isso foi lindo, San e me fez amar você mais ainda. Eu sei que estamos preparadas para isso... Essa criança só nos dará mais felicidade- beijou Santana calmamente.

–Eu sei que irá- disse olhando para barriga de Quinn- Quero construir uma família com você.

–Eu também, San... Amo você, meu amor- falou com sua testa na de Santana.

–Amo você também... Para sempre e além.

Notas finais
Gostaram? Ficou meloso demais? Ficou confuso? As palavras foram bem colocadas? E o vilão? Eu mereço um beijo? (desconsiderem essa última pergunta, pois estou carente kkk) Me digam o que vocês acham e se quiserem ganhar uma dedicatória legal, é só recomendar kkk Brincadeira, mas se quiserem fiquem a vontade. Beijão.