A outra face- Surgindo das cinzas

15 Capítulo 15- We are the champions, my friend


Notas iniciais
Oiiiiii. Meu segundo capítulo por aqui... Que tenso! kkk Muito obrigada a todos pelos comentários, me senti bem acolhida. Espero que gostem desse, fiz com muito carinho kkk Se não culpem a Jhey. Tentem criar algo com alguém enchendo o seu saco dizendo que está entediada em ficar em uma cama de hospital e te aperriando para ver o capítulo pronto. Menina chata. Vou dar uma de vilã da novela das oito e sufocar ela enquanto dorme kkk Que bizarro. Não se assustem eu sou da paz. A Jhey mandou um beijo e disse que está com saudades e agradeceu pelas mensagens de melhoras. Aproveitem.

–Ai minha cabeça!- Santana reclamou sentando-se passando a mão no local dolorido. Ela estava confusa sem saber como foi parar ali. Analisou todo o local e viu que se encontrava na casa de sua mãe, na área onde ficava a piscina- Como eu vim parar aqui?- perguntou a si mesma levantando-se.

–Santana!

–Mãe?

–E quem mais seria, meu amor?- Maribel brincou aproximando-se com duas canecas em mãos- Sente-se comigo- Santana sentou-se ao lado de sua mãe ainda sem entender nada- Toma... É chocolate quente. Fiz para você já que não gosta de café.

–Obrigada- agradeceu e ficou um tempo encarando a caneca em suas mãos- Mãe... O que eu estou fazendo aqui?

–Você e essa sua memória- Maribel sorriu- Você quer conversar? Percebi que você anda meio preocupada?

–Não, mãe. Eu estou bem- disse ainda encarando o objeto em suas mãos. As duas ficaram um tempo em silêncio.

–Sabe, Santana... Eu me lembro quando você era criança adorava conversar com seu avô- Maribel comentou quebrando o silêncio.

–Ele me dava ótimos conselhos- disse brevemente.

–Ele me disse que o sonho dele era ver você formada e comandando a empresa da nossa família e...

–Mãe, se isso for uma tentativa de me fazer aceitar a proposta do papai, não vai adiantar- disse interrompendo sua mãe.

–Hey... O que está incomodando você?- Maribel perguntou pegando na mãe de Santana, a acariciando.

–Não é nada mãe, só acho que não é pra mim.

–Você e essa mania de falar sem me encarar, Santana- Maribel brigou puxando delicadamente o rosto de Santana para ela olhá-la nos olhos- Eu sou sua mãe, não precisa ter vergonha em dizer que está com medo.

–Eu não estou com medo. Talvez confusa, mas não com medo- disse e Maribel sorriu.

–Você é muito corajosa, mas tem a cabeça muito bagunçada- comentou afagando os cabelos de Santana, que estava adorando o carinho de sua mãe.

–Eu concordo, Maribel- a voz que ela tanto odiava soou a sua frente.

–Você de novo, mas que droga!- Santana reclamou levantando-se rapidamente.

–Exatamente, minha latina preferida. Sentiu minha falta?

–Vai se ferrar, seu desgraçado.

–Já disse que adoro sua simpatia?- disse ironicamente se aproximando mais.

–Seu miserável...

–Santana! Não seja mal educada com as pessoas, minha filha- Maribel a repreendeu e a latina franziu o cenho.

–Mãe, isso não é uma pessoa. Na verdade nem sei o que é mesmo.

–Deixa, Maribel. Já me acostumei... Você já pode ir- disse e Maribel se retirou- Adoro ela.

–Fique longe da minha mãe ou...

–Ou o quê?- perguntou a interrompendo- Não prometa o que não pode cumprir, minha cara- Santana calou-se encarando o chão- Hey, não fique triste... Na verdade, fique sim. Adoro quando você está dessa forma: Confusa, descontrolada, instável... Totalmente a meu mercê- sorriu de forma bizarra.

–Eu tenho controle sobre mim e você não existe... Não deveria estar sonhando outra vez com você... Te prenderam- ela disse andando de uma lado para o outro. Ele soltou uma gargalhada.

–Quem? O Mason? Eu não tenho nada haver com aquele corno panaca e já disse que não posso deixar você, minha queridinha.

–Por quê? Anda me explica logo. Cansei dessa brincadeira de mau gosto- Santana disse impaciente.

–Santana... Santana... Santana- ele disse diminuindo o tom de sua voz cada vez que se aproximava mais- O lugar onde estou você conhece muito bem. É uma caixinha de surpresa, cuja chave se distancia cada vez mais quando você tenta tocá-la. Sua confusão e temor cegam você e esse lugarzinho tão especial onde vivo só amplia cada dia, me deixando em completo conforto. Suas emoções me alimentam Santana. Não queira fugir de mim, pois em qualquer lugar eu encontro você- ela sentiu o sangue em seu corpo esvair-se com as palavras daquele ser estranho encapuzado e de voz modificada.

–Você não sabe de nada.

–Ah, mas é claro que eu sei... Consigo ler cada linha de seu pensamento, minha cara. Está tênue- comentou colocando seu dedo indicador na testa de Santana- Medo... Desespero... Choque emocional... Desilusão, esses são o resumo do que aguarda você.

–Me deixa em paz- ela desvencilhou-se dele, indo para o outro lado da piscina.

–Me pedir isso não adianta- disse cruzando os braços- Lembra-se desse lugar? Foi aqui que aprendeu a nadar, não foi?- perguntou e Santana ficou em silêncio encarando a piscina, que de repente congelou-se- Foi aqui que você ficava admirando a pequena Quinn brincar, não é mesmo?- disse caminhando sobre a água congelada- É aqui que seus filhos vão brincar, não acha? Falando neles... Como será que ficarão como uma mãe tão instável como você?- Santana o encarou séria- Acha que poderá cuidar de seres tão delicados se não controla suas emoções, Santana?- perguntou cada vez mais perto- Eu vou adorar brincar com eles.

–Cala essa maldita boca e me deixe em paz- ela gritou- Suas palavras não me assustam.

–Ah, mas deveria. Sou do tipo que nunca esquece o que diz e sabe de uma coisa?- disse a apenas um palmo de distância de Santana- Vou adorar abalar ainda mais suas estruturas- pegou Santana pelos os ombros e arremessou na piscina congelada e ela afundou no gelo.

–San acorda!- Quinn chamava pulando de joelhos em cima da cama, sacudindo Santana.

–Caramba Quinn... O que foi?- a latina perguntou sentando-se na cama sonolenta com a respiração descompassada, digerindo o que acabou de sonhar.

–Eu não consegui dormir pensando na entrevista com a Ro e estou escolhendo uma roupa legal para me encontrar com ela- disse levantando-se da cama e indo em direção ao seu closet- Me ajuda a escolher- pediu fazendo bico. Santana sorriu e balançou a cabeça negativamente.

–Vem aqui- chamou e Quinn sentou-se ao seu lado- Não precisa se preocupar com isso. Já disse que você é talentosa e capaz... Apenas confie.

–Eu sei San, mas estou muito tensa e preocupada. Isso pode determinar meu futuro e está me assustando- explicou encarando suas mãos. Santana puxou seu queixo delicadamente, lhe aplicando um selinho casto na testa.

–Vem comigo... Sei um jeito de fazer você relaxar.

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–Então Russel, como vão às coisas na empresa?- Maribel perguntou enquanto cobria sua cama.

–Se encaminhando- Russel respondeu enquanto colocava sua gravata- Sabe Maribel... Eu fico cada dia mais impressionado com a capacidade da Santana com os negócios da empresa. Ela é incrível- comentou orgulhoso.

–Ela desde pequena mostrava-se inteligente. Enquanto as suas irmãs pediam bonecas, ela queria um kit de matemática, de química e livros- sorriu com a lembrança- Conversou com ela sobre a sua aposentadoria?

–Não por completo, mas deixei algumas pistas.

–E ela?

–Disse que não dá conta da empresa sozinha.

–Ela tem esse problema de insegurança apesar de sua enorme capacidade.

–Eu não a culpo, Maribel. Pelo o que ela passou é nada mais que uma defesa que ela criou para decisões desse tipo. O que temos que fazer é só respeitar seu espaço e ver o que dá depois.

–Sabia que eu adoro esse seu jeito?- comentou passando seus braços pela nuca de Russel.

–É? Mas que jeito?

–Compreensível, amável, carinhoso, acolhedor, paciente... Quer que eu continue?- ela brincou ganhando um selinho de Russel- Obrigada por amar minhas filhas.

–Não precisa agradecer, meu amor. O dever de um pai é amar seus filhos incondicionalmente e eu as amo dessa forma. Principalmente a minha latina marrenta imã de problemas- Maribel sorriu.

–Eu não mereço você sabia?

–Mas é claro que sim. Nós nos merecemos. Duas almas que vagaram a procura da sua outra metade- Russel explicou.

–Eu amo você.

–Também amo você.

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–E então?

–Bem melhor agora- Quinn disse de olhos fechados apreciando os carinhos de Santana. A latina estava com sua esposa na banheira massageando suas costas, fazendo-a perder a tensão de seu corpo em um completo relaxamento- Você sabe perfeitamente o que eu preciso.

–Cada detalhe- Santana disse próximo ao ouvido de Quinn a arrepiando por completo- Conheço você, mais do que você se conhece.

–Essa é a parte boa de amar alguém- a loura comentou em um sussurro, enquanto recebia beijos pelo pescoço, ombro e orelha.

–Não... Na verdade essa é a parte boa de poder ler você. A parte boa de amar é receber o amor de volta multiplicado por mil- disse baixinho fazendo Quinn sorrir. Suas mãos passeavam pela cintura da loura desenhando suas curvas perfeitas que ela conhecia cada cantinho nos mínimos detalhes.

–Vão me faz tão bem- Quinn disse calmamente de olhos fechados concentrada nas carícias de Santana pelo seu corpo.

–Pelo contrário... Você que me faz... Estar aqui com você só me faz sentir cada vez mais viva. Seu corpo me acende- disse mais uma vez ao ouvido de Quinn, que mordeu o canto dos lábios quando ela foi descendo seus beijos da nunca até o meio de suas costas.

–Me desculpa pela surtada de hoje. Acordei você sem motivos- Quinn pediu brincando com os dedos de Santana entrelaçado aos seus.

–Eu sou sua esposa... Deve compartilhar não só as coisas boas, mas as que te incomodam também- disse encostando-se a borda da banheira com Quinn.

–Eu sei e te amo por pensar assim.

–Só por isso?- brincou e Quinn sorriu.

–Também pelo seu jeito sexy que me tira o fôlego- disse virando-se encostando sua testa a de Santana- Me deixa ligada com apenas poucas palavras ou com esse seu olhar penetrante que me hipnotiza- beijou Santana em seguida- Vejo que está preocupada. Essa ruguinha na sua testa nunca mente- disse passando os dedos pela testa de Santana.

–O papai quer que eu cuide da empresa sozinha. Quer se aposentar- ela explicou séria.

–Ele precisa mesmo... Papai já está cansado.

–Pior que está, mas acho que outra pessoa pode substituí-lo, não eu.

–San, quem melhor que você pode fazer isso? Conhece aquela empresa melhor que ninguém. Sem falar que você ajudou no crescimento dela nesses últimos anos- as duas se olharam- Eu sei que é algo muito grande a se fazer, mas pensa melhor. Vai ver que você pode e deve fazer isso. Sabe que pode contar comigo, não é mesmo?

–Mas é claro... Prometo a você que pensarei no assunto. Agora deita aqui e vamos relaxar.

–Com prazer, meu amor- Quinn lhe deu um selinho e se aconchegou no peito de Santana- Tudo vai se resolver, você vai ver.

–Torço para que sim- Santana disse pensativa, lembrando-se do sonho de poucos minutos atrás- Não sabe o quanto.

As duas adormeceram na banheira, Quinn só teria a entrevista à tarde e Santana estava de folga, então poderiam aproveitar um pouco. Elas mereciam isso.

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Quinn aguardava na sala de espera. Seus pés pareciam ter ganhado vida própria e não paravam quietos. Ela tamborilava seus dedos em seu joelho encarando a secretária de cara ruim a sua frente.

–Senhora Fabray Lopez?- a secretária chamou.

–Sou eu.

–A senhora Ro está lhe esperando em sua sala.

–Obrigada- Quinn disse e seguiu para o local. Parou de frente a uma porta dupla de madeira e bateu duas vezes.

–Pode entrar- Ro autorizou. Quinn suspirou profundamente e girou a maçaneta.

–Uhm, boa tarde, senhora.

–Me chame de Ro, querida. Me sinto velha quando me chamam de senhora- pediu sorrindo, oferecendo a mão para Quinn.

–Tudo bem, Ro. Queria lhe agradecer pela oportunidade- disse sentando-se na cadeira em frente a ela.

–Não precisa agradecer. Sua esposa me disse que era talentosa e eu sou do tipo que não dispensa um talento- colocou suas mãos sobre a mesa encarando Quinn- Vamos ver se o que ela disse é verdade. Ao menos sei que linda você é.

–Obrigada- Quinn disse corada.

–A Santana me disse que você terminou a faculdade há pouco tempo. Nunca conseguiu um estágio depois disso?

–Não... Eles me diziam que precisavam de pessoas com pelo menos um pouco de experiência na área.

–Eu não entendo esse pessoal. Como querem alguém com experiências se não dão oportunidades para jovens que podem ter um futuro promissor na área? Eu sinceramente odeio esses métodos desses panacas da concorrência. É por isso que estou sempre à cima deles. Bate aqui- levantou para que Quinn batesse e a mesma o fez sorrindo- Sabe Quinn... Eu gostei de você. Eu também já tive sua idade e sofri procurando um trabalho no que eu gostasse. Eu já fiz quase tudo na minha vida para chegar onde estou. Até vendedora de cachorro quente apesar de eu ser vegetariana. Se me mostrar que é capaz, fica com a vaga. Acha que pode?- perguntou e Quinn a olhou com toda segurança que tinha.

–Com certeza tentarei ser- Ro a encarou.

–Então...

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Santana estava em casa preparando o jantar para as duas. Ela estava muito ansiosa por sua esposa, Quinn queria isso mais que tudo e queria que ela conseguisse. A loura chegou no apartamento e Santana ao ouvir o barulho da porta se abrindo correu para a sala:

–Oi, meu amor... Como foi?- perguntou ansiosa. Quinn aproximou-se com um semblante triste- Ah, eu sei que você pode arrumar algo melh...

–Eu consegui- Quinn disse baixo.

–Como?- Santana perguntou confusa.

–Eu consegui- Quinn disse pausadamente abraçando a cintura de Santana.

–Conseguiu? Você me enganou, sua fingida- brigou dando uma palmada no bumbum de Quinn.

–Tinha que criar um drama para esquentar as coisas.

–Uhm, esquentar- Santana disse beijando o pescoço de Quinn- Adoro coisas pegando fogo... Ai meu Deus a comida- ela saiu correndo e Quinn caiu na gargalhada.

–Maluca!- disse encarando sua aliança- Mas é minha maluca.

Notas finais
E aí? Como ficou? Podem me jogar uma cadeira se não gostarem kkkk Beijão e obrigada.