A outra face- Surgindo das cinzas

9 Capítulo 9- Apaixonado... Quem diria?


Notas iniciais
Oi... Demorei, não é mesmo? kkk Mais um capítulo para vocês, espero que gostem. Capítulo dedicado a Miloca, pessoa maravilhosa e é tão somente gentil e bela quanto a natureza do ser. Seu coração é mais puro do que a própria canção do alvorecer, singelo e simples, mas perfeito.Enjoy.

Meu peito sufoca... Minha mente desdobra e meu coração... Acho que não o sinto mais.

O que pode provocar tal coisa a ponto de fazer sentir-me dessa forma?

Ergues minha alma com apenas um olhar... Retorce meu ser com seu ar de anjo casto.

Talvez aja luz para um ser das trevas... Você é a minha.

Mescla meu peito com sensações inexistentes... Embriaga-me com sua doçura e gentileza angelical.

Como reprimir essa vontade de te roubar e fazer minha? Desejo a ti de forma ardente, mas pura.

Sou capaz de passar a eternidade de meus dias apenas te olhando... Respirando o ar que você respira... Apenas próxima a você.

Um olhar... Apenas um olhar... É capaz de me enlouquecer e parar de respirar. E quando ri... Sinto-me que realmente estou viva.

Nego esse meu ser que deseja dessa forma, por que talvez esse prazer me será negado por não te merecer. És o anjo de um ser perdido, que anseia e sofre por querer ser sua e ser impedido disso.

Por que amamos se sofremos por isso?

Por que amar é atirar no escuro... Ser cego, mas poder enxergar... Desejar sem poder ter e voar sem ter asas.

Pois você é o ar que sopra minhas asas, me fazendo voar para longe nessa imensidão de céu sem fim ou destino.

Amar é um vício... Um vício intenso e aterrador... E totalmente sem cura.

És a doença e a cura de uma eterna amante solitária.

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Santana ainda ficou um tempo na casa da piscina digerindo o que Puck havia falado. Ela sentiu-se chateada por aquilo, a forma que ele disse a magoou. Antes de sair, foi ver sua avó, conversou um pouco, depois foi embora. Chegando a seu apartamento, Quinn estava na cozinha conversando com alguém ao telefone. Quando viu Santana foi a sua direção, mas a morena fez um sinal com as mãos para que ela parasse:

–Preciso ficar sozinha- pediu e depois saiu indo para o seu quarto. Quinn franziu o cenho achando aquilo estranho, mas resolveu respeitar sua vontade.

A latina no quarto relembrava o que Puck dizia, mesclas de sua conversa com o sonho lhe atormentava. Ela não estava assim, estava? Tomou um banho demorado e resolveu deitar-se cedo. Vasculhou sua gaveta a procura de seus comprimidos para dormir que a tanto tempo não os tomava. Tomou dois de uma vez e deitou-se encarando o teto. Em pouco tempo dormiu, sua cabeça latejava e seus pensamentos estavam desorganizados. Quinn depois de um tempo juntou-se a sua noiva na cama, a latina dormia profundamente com uma expressão que ela nunca mais havia visto em seu rosto: Confusão.

Amanheceu o dia. O despertador insistente soou na mesma hora de sempre. Santana abriu os olhos que pesavam toneladas, parecia que o remédio ainda surtia efeito. Levantou-se indo para o banheiro tomar um banho frio para despertar completamente. Quinn não teria aula na faculdade nesse dia, então continuou deitada por mais um tempo.

Santana saiu do banheiro indo se trocar, Quinn já tinha despertado e estava sentada na cama apenas observando sua amada se movimentar pelo o quarto:

–Vai me contar o que aconteceu ontem?- Quinn perguntou ainda encarando Santana se trocar.

–Não aconteceu nada de importante- disse sem encarar a loura que entortou a boca desconfiada.

–Tem certeza?- questionou já sabendo que algo incomodava Santana, mas procurando uma forma de fazer à latina se abrir.

–Tenho- Santana completou abotoando sua calça.

–Ok- Quinn disse levantando-se, mas não se deu por vencida, descobriria de uma forma ou outra- Vou preparar seu café- a latina lhe enviou um sorriso fraco e lhe deu um selinho.

Quando Santana saiu do quarto, Quinn já havia terminado de pôr a mesa. A latina sentou-se e começou a se servir. Sua noiva sentou-se ao seu lado a encarando. Santana comia calada e presa em pensamentos, parou o que fazia quando percebeu que Quinn a encarava sem piscar:

–Dá pra parar com isso Quinn? Você sabe que não gosto quando me encarem- Santana disse sem olhar para ela.

–Eu estou tentando adivinhar o que você pensa já que não quer me contar o que se passa com você- a loura retrucou mordendo um pedaço de bolo- Vamos lá San, você já tinha mudado isso de se fechar para os outros.

–Você também com essa história de que eu mudei?- Santana perguntou ríspida encarando Quinn.

–Hey... Calma... Quinn pediu levantando as mãos- Do que você está falando?

–Eu... Santana não completou a frase, respirou fundo com as mãos no rosto. Quinn encostou o queixo em seu acariciando seu braço.

–Pode falar comigo... Eu estou aqui sempre para você amor- a loura pediu. Santana suspirou e lhe encarou:

–Puck e eu brigamos.

–Brigaram? Mas por quê? Vocês são tão inseparáveis- comentou acariciando a mão de Santana.

–Éramos... Nós discutimos exatamente por isso. Ele praticamente jogou na minha cara- Santana explicou lembrando-se das palavras de Puck- Mas eu não o culpo, estou tão ocupada com essas besteiras da empresa que me esqueci da minha família.

–Não é besteira, meu amor. É o seu futuro... Você lutou por isso e merece estar onde está- Quinn comentou entrelaçando seus dedos aos de Santana- Conversa com o Puck novamente. Eu tenho certeza que vocês se entenderão.

–Não, ele é uma cabeça dura- a latina retrucou emburrada.

–Vocês dois são- Quinn disse sorrindo- Foram feitos um para o outro.

–Não é pra tanto- Santana brincou.

–É sim- a loura insistiu sentando-se no colo de Santana- Talvez ele só tenha descontado em você alguma frustração dele.

–Você tem razão... Depois do trabalho falo com ele- disse calmamente acariciando o rosto de Quinn- Você é perfeita, sabia disso?

–Sabia- brincou arrancando um sorriso de Santana- Gosto de você assim- Quinn comentou passando os dedos pelas covinhas da latina.

–Assim como?- Santana perguntou com as sobrancelhas arqueadas.

–Feliz- Quinn respondeu a olhando tenramente ganhando um selinho demorado.

–Você me faz assim- a latina disse afastando alguns fios de cabelo de Quinn de seu rosto- Nossa... Como eu queria ficar assim com você o dia inteiro- comentou fazendo Quinn sorrir.

–É uma pena mesmo- a loura disse levantando-se do colo de Santana- Eu queria tanto mostrar a você a nova lingerie que eu comprei- disse maliciosamente indo em direção ao quarto andando de costas. Santana a encarou com a sobrancelha arqueada:

–Não me torture Fabray- a latina pediu segurando a vontade de seguir Quinn.

–Acredite Santana... Você iria adorar que eu te torturasse- a loura disse dando uma piscada sapeca para Santana que soltou uma gargalhada.

–Você está muito sapeca, não está não mocinha?- Santana perguntou levantando-se seguindo Quinn.

–Santana... Santana... Você nem imagina o quanto- Quinn disse sussurrando encostada na porta de seu quarto. Santana aproximou-se da loura a prensando contra a porta:

–Está? Então me mostra- Santana pediu próximo ao ouvido de Quinn, que soltou um sorriso malicioso, beijando Santana em seguida. A latina já estava ficando ligada com aquela situação, quando Quinn de repente abre a porta e entra no quarto a trancando- Quinn... O que é isso?- Santana perguntou incrédula.

–Isso é só uma amostra grátis do que eu posso fazer, senhorita Lopez- Quinn disse sorrindo do outro lado- O resto você só descobrirá na nossa lua de mel.

–Sacanagem isso- Santana resmungou- Amor... ela chamou batendo da porta.

–Aguarde Santana... Só na lua de mel- ela disse segunrando uma risada.

–Quinn!- gritou da porta.

–Tchau Santana, vai se atrasar para o trabalho.

–Mulheres- Santana bufou saindo, enquanto Quinn se acabava de rir do quarto.

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Santana chegou ao trabalho mais tarde. Entrou na sua sala já a fim de trabalhar para ocupar sua cabeça a afastando de tudo que a chateava e preocupava. Se pararmos para pensar, nossa cabeça é uma caixa escura e sem fim. Nela guardamos o que não devíamos e esquecemos o que nos faz bem. Às vezes parece que ao invés de nós a controlarmos, ela nos controla. O que você teme e o que te assusta, tomam proporções inimagináveis, levando a duvidar de si mesmo e do seu próprio potencial. A mente é uma faca de dois gumes: Ora te ajuda... Ora te aniquila. E o que te faz tão forte, pode no fim ser o que te destrói. Palavra chave: Controle. Tanto de si como do seu universo interno.

A latina mantinha-se concentrada no que fazia, porém sua cabeça ainda doía muito tendo que adotar uma rotina de remédios e mais remédios para aliviá-la. Saiu alguns minutos para tomar um pouco dágua e descansar um pouco sua mente. A poucos metros viu Mason passar com sua mulher ao lado. Quando avistou Santana, Mason lhe enviou um olhar nada amigável, ao contrário de sua esposa que quando seu marido estava distraído, enviou um olhar safado para Santana, que revirou os olhos:

–Mulher difícil, não?- Michael comentou ao lado de Santana.

–E como- ela disse tomando mais um pouco de água- Tenho que te agradecer novamente pelo o que você fez por mim aquele dia.

–O que é isso? Só exerci minha cidadania- disse sem graça e Santana deu um meio sorriso- Não precisa agradecer.

–Valeu, então- Santana disse retirando-se, mas parou voltando-se para Michael- Hastings... Olha, eu não te conheço a muito tempo e confesso que não era muito com sua cara, mas você não gostaria de ir ao meu casamento?

–Mas é claro que sim. Obrigada por me convidar- Michael agradeceu sorridente.

–Peço a Quinn para lhe enviar o convite depois- Santana disse e saiu.

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Santana saiu do trabalho e fez um percurso diferente do que fazia todo dia, indo direto para casa de sua mãe. Chegando lá, Lupi a atendeu e ela se dirigiu direto para o quarto de Puck. Bateu na porta:

–Eu não quero comer Lupi- ele gritou lá de dentro.

–Não é a Lupi, Noah- Santana disse séria entrando no quarto.

–Não me chama pelo primeiro nome. Só me lembra minha avó me dando bronca- ele brincou e Santana deu um sorriso fraco- O que você quer?

–Pedir desculpas- Santana disse sentando-se ao lado de seu irmão na cama.

–Não precisa San, eu não devia ter dito aquelas coisas a você- ele disse encarando Santana com um olhar arrependido.

–Não Puck, eu sei que tenho deixado a desejar como irmã. Não tenho sido uma boa amiga ultimamente- Santana desabafou e Puck pegou em suas mãos.

–Hey, está tudo bem. É por seu futuro que você está lutando... Eu vou sempre estar aqui para você, mas oportunidades como essas não aparecem toda dia- Puck disse calmo.

–Eu sei Puck, mas me perdoa meu irmão. Você sempre me ajudou e eu faço isso com você- ela disse e ele lhe abraçou. Santana sentiu-se protegida daquela forma, ela amava Puck de uma forma que ia além da amizade e dos laços familiares. Eles eram irmãos de alma, aqueles que escolhem para serem eternamente ligados por laços da amizade tenra e cúmplice.

–Só de você me perdoar também- ele disse e ela sorriu- Nossa... Vamos parar com isso, é muito meloso para nós dois.

–Você tem razão- Santana disse enxugando uma lágrima. Puck era um das poucas pessoas que Santana demonstrava seus sentimentos- O que você faz enfurnado nesse quarto em plena sexta-feira à noite?

–Não estou a fim de sair- Puck respondeu dando de ombros.

–O quê? Noah Puckerman não está a fim de sair e agarrar alguma coitada indefesa por aí? Tem algo de errado com você- Santana brincou.

–Para com isso... Não é nada- Puck defendeu-se.

–Agora é você que está me escondendo alguma coisa- Santana afirmou encarando Puck- Me conta vai.

–Não... É embaraçoso- Puck disse passando a mão em seu moicano envergonhado.

–Adoro coisas embaraçosas- disse abraçando seus joelhos encarando Puck curiosa.

–Eu conto se prometer não zombar de mim- Puck advertiu.

–Eu prometo que não faço... Agora conta- insistiu.

–Lá vai... É... Uhm... Eu estou apaixonado- Puck disse em um só fôlego.

–O quê? Não entendi- Santana brincou, pois tinha escutado, mas estava a fim de brincar um pouco- Poderia falar mais alto.

–Eu estou apaixonado- ele gritou. Santana ficou um instante o encarando. Sua testa começou a se contrair, ela estava segurando o riso, mas foi impossível- Você disse que não zombaria Santana- ele disse zangado, levantando-se da cama.

–Me desculpa, mas não tem como não rir imaginando você apaixonado- Santana defendeu-se quase sem fôlego de rir.

–Chata- Puck disse emburrado cruzando os braços- Eu aqui me abrindo para você e fica aí rindo da minha cara... Quando você disse que estava apaixonada eu não zombei de você.

–Zombou sim- Santana disse se recuperando- Riu até não aguentar da minha cara e ainda fez piadas sobre minha namorada ser muito gostosa pra mim, que eu não daria conta... Santana comentou imitando como Puck falava, gesticulando como ele fazia:

–Ok... Ok. Primeiramente eu não falo desse jeito- ele corrigiu sentando- se novamente- Depois... É verdade, zombei mesmo.

–Então me conta- Santana disse aproximando-se com um sorriso malicioso Quem é?

–Vamos dizer que alguém fora do comum- ele disse fazendo careta.

–Ai meu Deus Puck... Você está apaixonado por um cara? É o Finn?- Santana perguntou com os olhos arregalados.

–Credo Santana, que imaginação- Puck disse fazendo careta de nojo- Pelo Finn logo? Caramba.

–Ufa- Santana suspirou aliviada.

–Se bem que ele é bonitinho- brincou e Santana lhe deu um tapa no ombro- Mas é sério... É por uma garota.

–E quem é? Eu conheço?- perguntou curiosa se ajoelhando na cama. Puck suspirou buscando coragem:

–É a Brittany.

–A Brittany da relações públicas?- perguntou confusa.

–Não... Até que essa é gostosa, mas a Brittany de que falo é a amiga da Quinn... Brittany Spears- ele disse pensativo.

–É Brittany S. Pearce seu idiota- Santana corrigiu.

–Isso... S. Pierce. É que são parecidos os sobrenomes- ele explicou sorrindo.

–Quando você disse que era alguém incomum, não me disse o quanto- ela brincou.

–Não fala assim Santana... Ela é simplesmente... Especial, linda, pura...

–Ok... ok... Você está mesmo apaixonado- Santana disse com as mãos levantadas em sinal de rendição- Já falou isso para ela?

–Não e nem vou falar- disse nervoso.

–Por quê?

–Eu não teria coragem... Não daria certo... Ela não gosta de mim... Quer que eu diga mais? disse contando nos dedos.

–Pra tudo tem uma solução, Puckerman- a latina comentou levantando-se- É só tentar conquistá-la.

–Falar é fácil... Você já está noiva, vai casar, ter filhos, um cachorro, um aparador de gramas...

–Mas você sabe o que eu passei para chegar a esse nível com a Quinn, não sabe?- ela o interrompeu, segurou seus ombros e o olhou fundo nos olhos- Se você a ama de verdade nada é impossível. Nem mesmo enfrentar o pior de seus pesadelos é obstáculo. Apenas se importe em tê-la e que o resto se exploda junto com a sua insegurança.

–Isso foi intenso- Puck disse encarando sua irmã.

–É um dos resultados desse sentimento que tanto te ferra, mas você vai adorar se ferrar por ele quando tiver sua lourinha em seus braços- ela comentou descendo da cama.

–E o que eu faço?

–Eu não sei, mas sei quem pode ajudar- Santana disse com um sorrisinho de canto de boca.

–E quem seria?- perguntou curioso.

–Minha loura... Quinn Fabray.

Notas finais
Gostaram? Vocês já sabem, podem comentar a vontade, não mordo... Forte,kkkk Beijão.