Notas iniciais
Eita, que eu demorei quase um mês, né? Podem me bater, eu deixo kkkk Massss, gente eu to sofrendo com tanta coisa que ando fazendo, to me virando em 3 mil. Como estudante, profissional, filha, filha de novo (mãe e pai que não se gostam kkk), irmã mais velha, caçula, do meio, adotiva, roubada, traficada, como professora de música, namorada (isso, desencalhei, veja que milagres são possíveis kkk to de brinks, aprendi essa palavra há pouco tempo). Enfim, peço minhas sinceras desculpas e agradeço pelos comentários, pedindo pra quem fugiu voltar a comentar que dá um trabalho da bubônica pra escrever, mas sem pressão. Só de vocês gostarem já é especial para mim. Bom, aproveitem o capítulo. Essa ta grande também.

–Gente, eu estou exausta!- Kate exclamou, jogando-se no sofá recém comprado de Santana- Latina, da próxima vez que eu me oferecer pra te ajudar me dê um tapa, por favor- Santana balançou a cabeça sorrindo da moleza da loura.

–Caramba, como você é dramática, Loren- revirou os olhos, enquanto colocava uma caixa sobre o balcão da cozinha- Foram só algumas caixinhas de nada.

–Só umas caixinhas de nada? Você anda transportando o que nesses troços, Santana? Pedras ou pedaços de corpos humanos?

–Exagerada!- Santana disse, começando a tirar os pertences de dentro da caixa. As duas estavam há horas na arrumação da casa e já tinham boa parte dela em ordem. A latina queria tudo pronto e organizado para a chegada de sua esposa e filhos no dia seguinte quando Quinn tivesse alta do hospital. Ela olhava aquela casa, que a mesma fora criada, e já imaginava seus pequenos correndo por ela toda, dando risadas, se divertindo e pondo tudo a baixo, com Quinn atrás brigando. Sorriu pensando nisso. Ela de alguma forma fora feliz naquele lugar. Ali foi onde seus pais construíram seus futuros e criaram suas filhas. Santana, Nora e Lanna construíram suas vidas naquela casa. Nasceram, cresceram, sorriram, choraram, perderam o pai e o avô, Santana descobriu finalmente seu amor por Quinn, brigaram, voltaram, tiveram seu primeiro beijo, declararam seu amor às famílias de ambas, tornando-as uma só. Ela foi seu ponto de partida para sua nova vida agora. Não podia ter arrumado lugar melhor para ser feliz com sua amada e os frutos de seu amor.

Encostou-se a uma coluna, sentindo toda aquela retrospectiva atingir sua mente e nada no mundo poderia descrever melhor satisfação de estar de volta ao seu lar. Teve seus altos e baixos, mas sempre teve Quinn lhe mantendo firme e de pé no chão. Agora só colheria o que haviam plantado.

–Hum... Ainda aí, Santana?- Kate chamou a atenção da latina, encarando-a do sofá com a sobrancelha arqueada. A morena deu um sorriso bobo, afirmando com a cabeça.

–Claro que estou, Kate- retomou o seu serviço com as caixas, sem retirar o sorriso do rosto sendo ainda encarada pela loira- Algum problema, Loren?- perguntou ao perceber que Kate a encarava.

–Nada. Só observando- a loura consertou sua posição no sofá, voltando a deitar-se- Esse seu sorriso besta nunca mente. Estava relembrando sua vida aqui, não era?- Santana parou o que fazia para olhar Kate, meio espantada pela loira conseguir adivinhar seus pensamentos tão rapidamente. Nem mesmo Quinn fazia isso daquela forma- Mas também visualizando a sua nova vida com sua família agora com Quinn.

–Bem... Sim. Uau!- passou a mão por sua franja, colocando-a detrás da orelha.

–Por que ‘’Uau’’? Por eu ter adivinhado o que pensava?- Santana confirmou com um meio sorriso- Minha querida latina... Você é alguém instigante demais para se ler, porém se alguém pega um livro com um dialeto diferente e passa a lê-lo constantemente, se tem a possibilidade de acabar entendendo sua tradução sem a ajuda de um dicionário.

–Desde quando virou pensadora, senhorita Katerine Loren?- perguntou com as mãos na cintura, com um sorriso divertido no rosto.

–Duas coisas: 1°- Pra sua informação, sempre fui pensadora, inteligente e extremamente sexy. Você que nunca reparou- enumerou levantando o dedo indicador, depois o deslizando da cabeça até a cintura, fazendo Santana sorrir- E 2°... Se me chamar de Katerine de novo, vai ter que aprender a viver apenas com uma sobrancelha.

–Ui. Que ameaçadora!- Santana disse sarcástica, levantando as mãos. Largou o que fazia e foi juntar-se a Kate no sofá. Sinalizou para que ela afastasse para poder sentar ao seu lado. Passou seu braço pelo ombro da loura, a puxando para mais perto- Quem foi que te deu permissão de me conhecer tão bem, Loren?

–Você, quando me deixou ser sua amiga- as duas riram. Kate aconchegou-se mais ao corpo da amiga, abraçando sua cintura e escondendo seu rosto no pescoço dela- Arrependimentos?

–Nenhum. Não podia ter escolhido ninguém melhor para ter como melhor amiga- a loura suspirou contente pela afirmação- Apesar de ter sido uma bela de uma descarada que quis me agarrar no dia que nos conhecemos.

–Não tenho culpa se você estava gostosa demais. E olha que nem gay eu sou- a latina riu.

–Imagine se fosse- ironizou, recebendo um tapa na perna por Kate. As duas ficaram em silêncio. Apenas compartilhando aquele momento de reflexão. Santana começou a sorrir do nada.

–Que foi? Endoidou de vez, foi?- a loura perguntou, levantando seu rosto para encarar Santana.

–Nada, só recordações- a latina respondeu olhando para o teto.

–Boas?

–Talvez- Kate franziu o cenho- Estava pensando como a vida pode, às vezes, agir de maneiras diferentes, mas que sempre nos levam para o mesmo lugar.

–Fala de você e Quinn?

–Também, mas em um todo, não sabe?- Kate assentiu, voltando para sua posição anterior- Penso na forma como eu era, como eu nunca quis ser e como acho que sou. Parece relativo, mas significativo. Isso é como a cola que me prende a meus pensamentos, ora martelantes, ora tranquilos. Não sei, parece confuso.

–Mas não é, San- a loura comentou quase sussurrando- É apenas a forma de defesa da sua mente. Todos nós temos uma forma de lidar com o que acontece em nossas vidas. A sua é assim- Santana ouvia tudo atenta- Em minha opinião é até melhor. Pensar equilibra. Tanto você, quanto quem convive com você- acariciou a mão da amiga para transmitir calma- Você mudou, Santana- a latina abriu a boca para argumentar, mas a loura interrompeu- E não venha me dizer que não, por que a mim você não engana.

–Não, é que... Sei lá, Kate. Tenho medo de algumas mudanças.

–Mas as suas foram para melhor, San- levantou seu rosto novamente para encarar Santana diretamente nos olhos- Não vê que está diferente? Não percebe o quão se sente melhor agora até com as pequenas coisas?- a latina mantinha-se quieta, apenas atenta aos argumentos de Kate- Eu reparei no quão feliz está hoje. Sabe por quê?- Santana negou- Você não parou de sorrir desde que entrou nessa casa. É ruim se sentir assim?

–Sinceramente? Não- Santana respondeu- Nunca estive tão em mim como estou agora. Andei perdida por um tempo, mas acho que finalmente me encontrei.

–Então?- a latina deu de ombros com um olhar de confusão- Escute, eu sei que foi e ainda é ruim lidar com certas coisas, mas o tempo cura isso. Pode ter certeza que cura. E todas as turbulências de hoje, serão seu trunfo de amanhã- Santana assentiu, sentindo um nó se formar em sua garganta- Quanto ao que você me disse sobre o atentado a você e seus amigos, tenha calma que isso pode se resolver. Não disseram que era pra você deixar isso de lado que ficaria tudo bem? Pois então, siga isso. Seja lá qual for o motivo, uma hora eles esquecem. Aposto que é algum concorrente da empresa querendo te amedrontar e sei com toda certeza que você é mais que forte para superar qualquer coisa que imponham a você- a latina deu um sorriso leve- Sabe que pode sempre contar comigo, não sabe?

–Claro que sei. Muito obrigada- a latina disse com a voz embargada, fazendo Kate a olhar confusa.

–Não por isso... Santana você está chorando?- a loura perguntou tombando a cabeça para o lado de uma forma infantil fofa, tentando acreditar no que via.

–N-Não... Eu ando com uma alergia em meus olhos de uns dias pra cá- desconversou passando as mãos nos olhos. Desviou seu rosto para o outro lado.

–Meu Deus, nunca tinha te visto chorar... Que lindinho. Chora não, San- Kate tentava puxar a latina para que pudesse encará-la- Céus, Santana, larga a mão de ser boba. Olha pra mim. Chorar é uma coisa normal, natural... Humana, oras.

–Já disse que não estou chorando, Kate- Santana disse firme, levantando-se do sofá- Mhm, tenho que continuar com a organização da casa. Quinn e os bebês chegam amanhã e ainda tem muita coisa pra terminar.

–Hey, não desconverse, sua latina chata. Volta aqui agora- Kate ordenou seguindo a latina agora- Santana! Mas que coisa. Chorar não vai te matar, sua doida.

–Me erra, Katerine- se desvencilhou de Kate e a mesma quando ouviu seu nome semicerrou os olhos:

–SANTANA! Eu te avisei- saiu correndo atrás da latina e saltou em suas costas.

–Ai, Kate, sua maluca. Sai de cima de mim- Santana rodava tentando desgrudar Kate de si, que parecia um macaquinho atracado a ela. Por mais que ela se virava, mais a loura se apertava a ela.

–Falei que ia me pagar se me chamasse por aquele nome horrível.

–Mas é o seu nome, sua doida. Aceite isso!

–Eu vou é arrancar sua cabeça- começou a bagunçar os cabelos de Santana, que já estava quase sem ar de rir da infantilidade de sua amiga.

–Não vai me largar?

–Nem morta!- Kate afirmou convicta.

–Ok, foi você quem pediu- dito isso, Santana girou o braço, fazendo cócegas na costela esquerda da loura, que acabou não aguentando e caiu de bumbum no chão.

–Ai, Santana. Idiota de uma figa- vociferou fazendo careta de dor, enquanto a latina apenas gargalhava da amiga.

–Eu avisei, Loren- apontou para Kate, indo pra cozinha.

–Latina idiota!- xingou massageando as nádegas, sorrindo em seguida.

Uma hora depois, Santana terminava com as coisas no quarto dos bebês. Após colocar a última cortina, se posicionou na porta do lugar para observar tudo e se agradou do que fizera. Ficou um tempo perdida em pensamentos, imaginando seus pequenos naquele quarto que há alguns anos fora o seu próprio e torcia mentalmente para que os mesmos amasse o lugar tão quanto ela amou.

–Terra chamando Santana. Está na escuta, latina?- Kate apareceu na porta, cortando seus pensamentos- Dormiu em pé, foi?

–Nada, estava só dando uma última checada no lugar. O que você achou?

–Que se você não der certo como empresária, tem futuro no ramo de decorações em quartos de bebês- a latina esboçou um sorriso- Parabéns, San. Ficou tudo magnífico.

–Obrigada, Kate. Espero que eles gostem.

–E vão- tocou o ombro da latina- San, já pensou em dar uma festa de boas vindas para sua família na nova casa? Sei que Quinn vai adorar.

–Pode ser, nem passou isso por minha cabeça- Santana deu de ombros- Você vem?- Kate a olhou receosa.

–Hum, San... Não sei. Quinn não gosta de mim. Vai acabar dando coisa errada. Não quero causar desconforto em ninguém.

–Kate... Você é minha melhor amiga. Quinn é minha esposa. Vocês têm que tentar se dar bem. Amo demais as duas- virou-se para Kate- Deixa que da Quinn cuido eu. Estou te convidando por que quero você na minha vida. Sabe que você é importante pra mim, minha amiga. Quinn vai entender.

–Não sei- Kate disse de forma longa. Santana fez bico, juntando as mãos suplicando- Tudo bem. Por você.

–Eba!- a latina comemorou dando um abraço em sua amiga- Obrigada, Kate.

–De nada- enviou um sorriso divertido pra latina. As duas saíram do quarto, indo para a sala- Santana?!

–Que foi, Kate?

–Você acha que é possível alguém quebrar algum osso da bunda?

–Que?- a latina disse incrédula, rindo intrigada- Que conversa é essa, Kate?

–Sei lá, acho que quebrei. Me leva pro hospital- disse massageando uma das nádegas que estava dolorida.

–Exagerada!- a latina caiu na gargalhada da careta de dor dramática de Kate- Eita, Kate. Só você pra me fazer ri nessa hora.

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Depois de terminarem com a organização, Santana deixou Kate em casa e foi para seu apartamento para descansar um pouco antes de ir para o hospital ficar com sua família. Resolveu dormir um pouco, seu corpo implorava por descanso. Há dias não dormia direto, sem falar que aquela cama de hospital não era nada confortável. Nem cogitou em ir para seu quarto, jogando-se no sofá mesmo, adormecendo rapidamente. Como sempre, em seus sonhos era o momento que ela mais pensava. Tudo e todos rondavam em sua cabeça nesse instante. Seus medos, conceitos, receios, alegrias, tristeza, certezas e incertezas a atingiam de forma profunda nessa calmaria que o sono a envolvia, fazendo-a preferir nunca querer dormir. Flashes dos últimos dias lhe tomaram. Uns a torturavam, outros a enchiam de alegria e nisso tudo acabava se resultando uma Santana confusa com o que pensar e como separar tudo em seu consciente. Mais uma vez a mente ganha essa batalha.

‘’ Queridinha, você não está em posição de exigir nada. Se ele disser: ‘’Pule’’, você terá simplesmente que perguntar o quanto’’ ‘’ Hey... Mas não se preocupe, docinho... Faça o que ele disser e dará tudo certo... Até quando, eu não sei’’.

As palavras do homem sinistro que os interceptou no carro ecoaram em sua cabeça como uma trilha sonora de um filme de terror, fazendo-a se contorcer no sofá durante o sono. Aquilo lhe remexeu por dentro. Ela não queria imaginar com seria estar a mercê de um sádico outra vez, tendo sua família abalada por algo que sequer tiveram culpa. Não desejava isso para seu pior inimigo... Viver sem saber até quando.

‘’ Escute, eu sei que foi e ainda é ruim lidar com certas coisas, mas o tempo cura isso. Pode ter certeza que cura. E todas as turbulências de hoje, serão seu trunfo de amanhã’’ ‘’ Quanto ao que você me disse sobre o atentado a você e seus amigos, tenha calma que isso pode se resolver. Não disseram que era pra você deixar isso de lado que ficaria tudo bem? Pois então, siga isso. Seja lá qual for o motivo, uma hora eles esquecem. Aposto que é algum concorrente da empresa querendo te amedrontar e sei com toda certeza que você é mais que forte para superar qualquer coisa que imponham a você’’.

Agora foi a vez das palavras de Kate ecoar em sua mente, causando o retrocesso do que pensou há instantes. E se for realmente algo banal? Mas é claro que não, quase viraram o carro de Puck para dar um simples recado de ‘’fique longe’’ de quem seja a pessoa por trás disso, Santana pensou. No entanto, e se seguisse o que ele lhe propôs? Estaria segura se cedesse às ameaças e engolisse seu orgulho, deixando tudo e todos envolvidos para trás? Droga de dúvidas que faziam de seu cérebro um liquidificador de tormentos. Porém havia uma coisa, a mais preocupante com toda certeza:

‘’ Eis o recado: Pare de procurar. Se ele souber que você anda xeretando as coisas à sua procura, não vai ser tão bonzinho como costumar ser ultimamente. Creio que ame sua mulher e filhos, não é?’’

Isso foi o bastante para assustar-se e saltar do sofá em total confusão. Essas eram as palavras que mais emitiam cuidado ‘’mulher e filhos’’. Sem ao menos pensar no assunto, eles eram as pessoas mais importantes de Santana. Sem pestanejar. Sua vida se reduzia naquelas três pessoas. Especiais por igual e tão intensos quanto. Quinn, sua amada desde sempre e seus filhos, partes importantes de si mesma. O que fazer quando a razão e a emoção brigam para querer controlar você ao mesmo tempo? Qual das duas seguir? E quanto às consequências? Por que simplesmente, meus caros... Viver é andar de olhos vendados em uma rodovia movimentada.

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Com 50% de suas energias recarregadas, Santana seguiu para o hospital como havia prometido a sua esposa. Deu duas batidas na porta, recebendo o consentimento para entrar e isso fez. Logo de cara foi recebida por um maravilhoso sorriso daquela, cujos pensamentos eram de maioria seus. Não só pensamentos, mas suspiros, sorrisos abertos, felicidade, paz e diversas outras coisas essenciais para ser uma mulher completa, como Santana se sentia em relação a sua amada. Parou na ponta da cama, cruzando os braços e encostando seu quadril a cabeceira da cama fitando Quinn com um sorriso de canto:

–O que eu não faço por esse sorriso?!

–Podia começar me dando um beijo, não acha?- piscou maliciosamente para Santana que fez cara de pensativa.

–Não sei. Acha que tenho?

–Tenho certeza que deve, senhora Lopez- disse autoritária, a chamando com o dedo indicador de forma sensual para que a morena se aproximasse. Santana apenas deu um sorriso sapeca, fazendo o caminho até sua esposa, que acompanhava tudo ansiosamente. Sentou-se ao lado da loura, passando sua mão esquerda por seu quadril, enquanto a outra repousava no maxilar da mesma. Quinn não esperou nenhum outro movimento, tomando os lábios de sua morena para si de forma sedenta e forte, como se nunca pudesse mais fazer isso novamente. Santana apertou a cintura de sua esposa, aproximando mais seu corpo ao dela durante seus entrelaces de lábios desesperados um pelo o outro, deixando que Quinn abraçasse sua nuca de forma possessiva aprofundando o beijo. Quando precisaram de ar, quebraram o beijo e ficaram de testas coladas compartilhando a respiração ofegante:

–Acho que morro se ficar sem esses lábios por um dia, hora ou segundo. Sou totalmente viciada em você- voltou a beijar Quinn profundo, porém breve dessa vez.

–Não imagina o quanto anseio por isso todo dia. Sempre quando você sai e me beija, me torturo pela a hora que vou poder ter esses lábios pra mim novamente. Os meus lábios, pois apenas eu posso tê-los assim.

–Sim, todos seus. Não só eles, mas meu corpo inteiro- Santana mordeu o lóbulo da orelha de Quinn, sussurrando em seguida, tendo a loura soltando um gemido intenso por tal ato- Toda e qualquer parte dele- Quinn mais uma vez deixou seu desejo gritar e puxou sua esposa para mais um beijo voraz, sem deixar nenhuma parte daqueles lábios carnudos sem serem explorados. Aquilo já havia se tornado mais intenso do que as duas achavam estar e por um ato de memória, Santana separou-se do beijo. Lembrou-se de onde estavam e do estado de Quinn, resolveu parar antes que fugisse do controle. A loura choramingou pela falta de contato, escondendo seu rosto na curva do pescoço da latina- Desculpa, amor. Não podemos, lembra?

–Infelizmente- deu um suspiro profundo no pescoço de Santana, que contraiu o corpo. Quinn fazendo isso não ajudava nada em seu autocontrole agora- Estou desesperada por seu toque agora.

–Eu sei, meu bem. Ambas estamos assim, mas calma que em breve estaremos em nossa nova casa como nossos filhos. E sabe... Faremos amor até abusar- Quinn riu.

– Eu nunca... Nunca... Mas nunca mesmo vou abusar de fazer amor com você, latina- levou seu olhar até o de Santana, fitando-a de forma profunda- Não sabe como é boa no que faz. Me satisfaz por completo.

–Bom saber- deu um sorriso malicioso, balançando a cabeça pra afastar tais pensamentos nesse momento- Como estão os bebês?- mudou de assunto rapidamente, antes que explodisse pelo o que queria ali e agora com sua esposa.

–Ótimos e prontos pra sair desse hospital entedioso- revirou os olhos, encostando suas costas a cabeceira da cama- Sério, não aguento mais ficar confinada aqui dentro.

–Mas é só por hoje. Amanhã terá uma cama confortável e grande pra dormir tranquilamente ao lado da sua esposa que te ama tanto- deu um selinho na loura.

–Uhm, que tentador- piscou o olho direito de forma divertida- Por falar em cama e casa... Já está tudo pronto?

–Não tudo, mas o suficiente para já podermos mudar- explicou, indo deixar sua jaqueta na poltrona mais próxima- Teve um problema com os rapazes, pois já havia dado folga a eles semanas antes e não podia voltar atrás, então eu mesma cuidei de algumas coisas que estavam faltando.

–Nossa, amor. Cuidou daquilo tudo sozinha?

–Não, Kate me ajudou.

–O que? Kate está na cidade?- Quinn questionou incrédula, arqueando a sobrancelha com os braços cruzados. Santana fechou os olhos com força, lembrando-se de que não havia contado a Quinn sobre esse detalhe um tanto importante e que sabia que ia dar trabalho resolver- Desde quando ela está aqui, Santana?

–Desde ontem- a latina fez careta sabendo o que viria depois quando Quinn ligasse os pontos.

–Uhm, então foi com ela que você passou a noite quase toda fora, não é mesmo? Me deixou aqui sozinha pra ficar com aquela vaca pela noite, Santana Lopez?- a loura perguntou irritada e de forma autoritária, transparecendo uma alta dose de ciúmes em sua voz.

–Não a chame assim, Quinn- pediu calmamente. Quinn deu uma gargalhada alta de deboche.

–Passa a noite com a vadia e ainda a protege bem na minha cara? Bom saber desse seu respeito com sua esposa, senhora ‘’você é a única na minha vida, Quinn’’- desviou seu olhar de Santana, com um semblante magoado.

–Que é isso, amor?- tentou pegar as mãos da loura, que as afastou refazendo a cruzada de braços- Quinn! Amor, claro que você é a única mulher na minha vida. Que amo, respeito, admiro, que me completa, faz feliz e agora me deu filhos perfeitos. Por que acha que eu trocaria tudo isso por uma simples aventura?

–E eu sei, Santana? Kate sempre deu em cima de você, que me parece gostar muito bem dessas investidas.

–Kate não é assim. Pode ter sido no começo, mas nem namorando estávamos. Depois que você e eu ficamos juntas, Kate não tentou nada além de brincar comigo. Sempre deixei claro o que sentia por você e ela me respeitou. A única coisa que ela sente por mim é amizade e amor de irmã, assim como sinto por ela. Apenas isso e nada mais além- disse firme, Quinn a encarou de cenho franzido.

–Como sabe que ela realmente sente isso por você? Eu vejo a forma que ela olha pra você e me incomoda saber que tem uma mulher que quer a minha e a mesma a deixa ir se aproximando- argumentou com a voz embargada- Não aguentaria perder você, San. Prefiro morrer a te perder pra uma vadia qualquer.

–Amor, Kate não é assim, já disse a você- pegou as mãos da loura, que dessa vez deixou- Ela é uma ótima amiga. Me entende, me escuta e me apoia sempre com carinho. Nunca pediu algo em troca nem algo parecido. Um exemplo disso, ela me ajudou hoje o dia inteiro. Tanto no caus que está à empresa quanto em nossa casa. Até o quarto dos bebês ela me ajudou a pintar- colocou a mãos de Quinn próxima ao peito- Amor, eu te peço que dê uma chance a ela. Kate é uma pessoa maravilhosa e você não se arrependerá de conhecê-la melhor. Mudou bastante, amadureceu. Ela gosta de brincar, mas sabe se comportar quando é ameaçada- tentou brincar, porém Quinn continuou séria- Então? Vamos dar chance à paz?

–Ela mudou mesmo?- Santana assentiu. A loura mordeu o lábio inferior pensativa. Ficou assim por um tempo até revirar os olhos e dar de ombros- Tudo bem, mas na primeira gracinha pro seu lado mostro que não brinco em serviço. O que é meu, é meu.

–Obrigada, amor. Não vai se arrepender por isso- beijou as mãos de sua esposa- E sabe de uma coisa?- Quinn negou- Você fica muito sexy com ciúmes. Me faz querer... – disse algumas coisas ao ouvido da loura, que deu um sorriso malicioso mordendo o lábio inferior.

–Santana... Não comece o que não podemos terminar- alertou empurrando a morena pelos ombros.

–Hoje não, amanhã quem sabe e sempre com certeza?- as duas riram. Santana capturou os lábios da loura rapidamente, sentando-se ao seu lado na cama- Sabe que te amo, não é?- Quinn assentiu- Nunca duvide disso, amor. Meus votos perante aquele juiz e todo o universo são eternos. Vou te amar pra sempre e além.

–Eu sei, amor. Desculpa por minhas surtadas de ciúmes, mas te amo tanto que às vezes me dá medo de alguém me tomar você. Não sabe o quanto é maravilhosa e encantadora. Qualquer mulher seria mais que sortuda por tê-la do lado e eu sempre quero ser essa mulher de sorte. Nada de uma engraçadinha aparecer só pra te tirar de mim- acariciou o rosto de sua esposa com as pontas de seus dedos- Tudo tem um propósito. Nós temos os nossos e sei que você não apareceu naquele parquinho por acaso pra salvar aquela menininha loura chorona, mas sim por que todos temos anjos da guarda e você é o meu. Meu lindo e gostoso anjo latino, que desejo o corpo mais que tudo agora- Santana riu.

–Não precisa se preocupar, sabe por quê?- Quinn negou- Por que se aquela latina apareceu do nada naquele parquinho foi por estar sendo guiada por aquele choro e que, tal menina chorona, tomou seu coração desde o primeiro momento que teve seus olhos presos ao dela- Quinn esboçou um lindo sorriso aberto- E desde então são os únicos olhos, boca e os restante do corpo que ela deseja e morre pra manter essa menininha chorona feliz. E que também agora lhe deu o que faltava pra alcançar o paraíso com um simples levantar de mãos... Nossos filhos. Quinn, se eu fosse medir meu amor por você seria como tentar contar as estrelas no céu. Impossível, porém infinito.

–Amo você, San- a loura disse encostando sua testa a de Santana, deixando algumas lágrimas emocionadas escorrerem livremente por seu rosto.

–Também amo você. Mais que imagina e mais que eu possa descrever.

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Santana acordou cedo, escreveu um bilhete pra sua esposa que voltava logo para buscá-los e foi para seu apartamento terminar de levar algumas coisas para sua nova casa. Puck e Finn chegaram uma hora depois para dar uma força no que ela precisasse. Ambos tiraram esse dia única e exclusivamente para ficar a disposição de Santana, já que no dia anterior estavam muito ocupados com seus respectivos trabalhos.

–Mais alguma caixa, San?- Finn perguntava enquanto colocava uma caixa dentro do porta-malas de seu carro.

–Só a que o Puck vem trazendo. Se um dia ele chegar aqui. Oh, homem molenga esse meu irmão- Finn riu, segundos depois avistou Puck descendo com dificuldade as escadas com uma caixa em mãos- Vamos, Puckerman. Não temos o dia todo, Quinn sai daqui a algumas horas do hospital. Larga a mão de ser mole.

–Fala isso por que não é você que está carregando esse troço pesado. O que tem aqui, pedras?- perguntou sofrido, já suado entregando a caixa para seu primo colocá-la também no carro.

–Isso são livros- respondeu revirando os olhos pelo exagero de seu irmão.

–Livros? Pra que raios quer tantos livros, Santana?

–Pra comer, Puck. Não te contei que estou em uma dieta à base de livros?- ironizou indo na direção de seu carro. Finn ria entrando no seu, dando partida.

–Sem graça!- Puck vociferou acompanhando seu primo.

–Nos vemos na nova casa. Preciso passar no supermercado antes.

–Ok- Finn gritou pela janela, fazendo joínha para ela.

A latina passou algumas horas comprando o essencial para seus primeiros dias em seu novo antigo lar, enquanto Puck e Finn descarregavam as caixas e iam organizando o que podiam até Santana chegar com as compras. Quando a mesma estacionou em frente, os dois prontamente a ajudaram com as coisas e os três continuaram a arrumação. Depois de algum tempo alguns de seus familiares juntaram-se a eles oferecendo sua ajuda em alguma coisa, assim acabando tudo rapidamente. Lupi tratou de preparar algo para o almoço e seria muita coisa já que teria uma comemoração em família pelo regresso da loura com agora seus filhos e a mudança do casal para sua nova morada. Até Russel apareceu se oferecendo para fazer um churrasco, prontamente aceito por Santana. O Fabray mais velho era muito bom nesse quesito.

–Filha!- Russel chamava, procurando Santana pela casa.

–Na cozinha- ela gritou. Seu pai foi ao seu encontro- Oi, pai. Algum problema?

–Não, San. Só que a que horas mesmo disse que Quinn receberia alta?

–Onze e meia- respondeu colocando alguma parte das compras na geladeira.

–Filha, já são onze e vinte.

–Ai, caramba. Estou muito atrasada! Quinn vai me matar- ela disse agoniada olhando seu relógio de pulso.

–Calma que vai dar tudo certo. Corre lá que eu termino isso pra você, querida- tocou o ombro da latina, recebendo um abraço apertado.

–Obrigada, pai- ele sorriu de volta.

Santana correu até Brittany para pedir sua ajuda para trazer os bebês e as duas mais que rápido entraram no carro da morena para seguirem até o hospital. Encontraram uma Quinn impaciente, já arrumada e com os pequenos de prontidão só no ponto de irem embora.

–Finalmente, San. Achei que tinha se esquecido de nós.

–Nunca, amor. Estava enforcada com algumas coisas em casa- deu um selinho rápido em sua esposa, indo pegar em seguida as bolsas dos três- Trouxe a Britt pra nos ajudar.

–Obrigada, Britt. Muita gentileza sua nos ajudar.

–De nada, amiga. Sempre que precisar estarei à disposição. Até como babá desses lindinhos- a loura fez biquinho apertando levemente o pezinho de Beth- Será que eu posso levar a menininha?

–Claro- Quinn consentiu. Britt sorriu abertamente, pegando a pequena Beth e dando beijinhos por sua cabeça- Vem, amorzinho- Quinn disse carinhosamente, pegando de forma delicada Tyler que deu uma intensa espreguiçada em seu colo.

–Preparada?- Santana perguntou aproximando-se de sua esposa. Quinn a olhou tenramente acariciando seu rosto.

–Por você e por eles sempre.

–Então vamos. Tem um pessoal doido pra ver vocês- as três riram e rumaram para o carro da latina.

Alguns minutos depois as três chegavam com os pequenos, sendo recebidas por uma saudosa salva de palmas de seus familiares. Mal chegaram e seus pequenos já foram tomados de si pelos demais que ficaram os paparicando em um canto. Quinn ficou parada no meio da sala observando cada canto do local:

–Gostou?- Santana perguntou, abraçando-a por trás, tendo suas mãos sendo acariciadas pela esposa.

–Simplesmente amei tudo, San. Está perfeito e... – deu uma pausa pra conter a emoção- Nos vejo em cada canto dessa casa. Aqui será um ótimo lugar para criar nossos filhos. Espero que sejamos eternamente felizes aqui.

–E seremos, amor. Farei o possível e o impossível por isso, prometo- Quinn virou-se, envolvendo a nuca de Santana.

–Eu sei que vai, meu amor. Obrigada.

–De nada, minha loura- beijaram-se por incontáveis segundos- Nosso primeiro beijo em nossa nova casa- a latina disse quebrando o ato.

–É, muito especial, mas... – pausou, prendendo o lábio inferior da latina entre seus dentes- Será mais especial ainda a nossa primeira noite de amor por aqui- Santana abafou um gemido sobre os lábios da loura- E já que você organizou tudo perfeitamente por aqui, te deixo comandar tudo.

–Santa madre de mi diós- a latina murmurou puxando a loura para um novo beijo mais intenso e demorado. Porém tiveram que separar-se quando ouviram um pigarreio- Ah, oi Kate.

–Oi- Loren cumprimentou timidamente pelo olhar nada amigável de Quinn- Bom, eu queria dar parabéns as duas pelos pequenos. São muito lindos mesmo.

–Obrigada, Kate- Quinn disse tentando ser o mais simpática possível, pois prometera a Santana que tentaria se dar bem com sua amiga, no entanto o instinto a fez entrelaçar seus dedos aos de sua esposa de forma possessiva.

–De nada. Trouxe um presente pros bebês- entregou duas caixinhas de veludo a Quinn. Uma de cor rosa e outra azul- São pulseirinhas com pingentes de asas em prata, contendo as iniciais dos nomes de cada um. Filhos são anjos enviados por Deus e acredito que esses anjinhos vieram para trazer o que é de melhor pra vocês. Sem falar que servirá com proteção contra os pensamentos ruins e os manterá mais ligados. Pois mesmo estando distantes, apenas olhando os pingentes sentirão a presença um do outro. E quando estiverem maiores, poderão passar o pingente para um cordão que acompanha as pulseiras. Dura por muito tempo.

–Nossa, Kate. Muito obrigada por isso. Muito lindo de sua parte- Santana agradeceu envolvendo sua amiga com um abraço apertado. Quinn encarava o presente de Kate bestificada. Ela não queria dar o braço a torcer, mas aquele gesto da amiga de sua esposa fora realmente muito especial. Resolveu engolir uma parte do orgulho:

–Agradeço pelo gesto de carinho pelos meus filhos, Kate- ofereceu à mão a outra loura que a aceitou no mesmo instante- Peço desculpas pelas palavras que já desferi contra você. Se você é realmente especial pra minha esposa, tem meu respeito.

–E-Eu... Não precisa se desculpar, Quinn. Eu merecia às vezes- Loren disse desconcertada- Já fomos amigas. Não vamos deixar um deslize do passado interferir em nossos futuros. Santana é minha melhor amiga. Nunca vou fazer nada que possa magoá-la ou a você. As tenho como parte de minha família.

–Então bem vinda a nossa- Quinn abraçou Kate rapidamente, que olhou pra Santana de olhos arregalados pelo gesto. A latina apenas riu balançando a cabeça positivamente- Bom, vou ali olhar meus bebês.

–Meu Deus, que droga eu usei hoje? Ela me... Quinn me... Nós nos... Puta que pariu, que foi isso?- Santana gargalhou da expressão confusa da amiga.

–Me agradece depois, agora vem tomar uma cerveja comigo- saiu arrastando a amiga pela casa.

O resto do dia passou regado a sorrisos e comemorações. O casal podia agora descansar mais tranquilamente, pois tinham seus filhos consigo e tudo que aconteceu não passou de um susto. Poderiam enfim ter sua felicidade alcançada? Tudo passou mesmo? Não se sabe. Como disse Peter Drucker: ‘’Não podemos prever o futuro, mas podemos criá-lo’’.

Notas finais
Entãoooooo... Ressuscitem e me digam se gostaram, se não, se mereço uma porrada ou sei lá, se manisfestem kkk Quero deixar aqui que estamos chegando a reta final da fic, o desfecho completo. Mas não se preocupem não terá só mais dois ou quatro capítulos, to decidindo uma coisas aqui, porém acho que mais de 10 capítulos ainda podem aparecer. Então, quem quiser se expressar, ainda dá tempo e aguardem fortes emoções e reviravoltas tremendas nessa história tão legal de escrever. Amo isso tudo e amo vocês. Beijão. PS: Aproveitem que ainda não deu uma olhada na minha outra fic Ligadas pelo Destino. Não se arrependerão, garanto. Desde já agradeço. E caramba. A primeira temporada dessa fic já chegou a mais de 10.000 vizualizações. Vish, continuem acompanhando e espalhem para os amigos kkkk