A outra face
44 Capítulo 44- O inimigo mora ao lado
Notas iniciais
O barulho da explosão no galpão atraiu a polícia, em poucos minutos muitos deles estacionavam no local. Santana tentava acalmar Lanna, que não parava de tremer em seus braços. Puck e Finn correram o mais rápido que puderam para chegarem até o galpão, à explosão foi horrível, havia estilhaços espalhados por quase todo cais. Ao chegar lá, encontraram Santana abraçada a Lanna:
–O que aconteceu aqui Santana?- Puck perguntou desesperado.
–Aquela desgraçada me enganou- Santana explicou- Quando eu entreguei os papéis a ela, apenas me entregou Lanna e levou Quinn consigo de helicóptero.
–Ela levou Quinn? Mas que bruxa!- Puck esbravejou.
–Eu estou com medo dela me levar de volta- Lanna disse em prantos.
–Hey calma- Puck disse abraçando a irmã- Ela não vai te levar de novo, eu não vou deixar.
–Obrigada, a vocês todos, por não desistirem da gente- Lanna disse.
–Não precisa agradecer- Puck disse- Agora temos que nos preocupar em salvar Quinn.
–Eu não acredito que cheguei tão perto- Santana disse chutando um pedaço de telhado- Eu fui fraca e deixei que ela levasse Quinn.
–Santana!- Puck a repreendeu- Nós temos que ter calma, você não podia adivinhar que ela explodiria o telhado e fugisse de helicóptero.
–Mas eu tinha que ter feito alguma coisa Puck, sei lá... Eu poderia ter ido até ela e...
–Hey San- Lanna chamou aproximando-se, pegando no rosto de sua irmã- Você quis me proteger, sabia que se fizesse alguma coisa ela me mataria. Não se lamente de ter feito o que foi certo.
–Eu sei Lanna, você viu a cara da Quinn? Eu... – Lanna a abraçou.
–Eu amo você San e agora te devo a minha vida ... Aliás, a vocês três- Lanna disse, Puck e Finn deram um meio sorriso- Eu acredito que vocês trarão Quinn de volta.
–Lanna tem razão- Finn concordou- Santana, trouxemos você de volta e agora Lanna. Com certeza encontraremos uma forma de trazer Quinn- ele disse e Santana consentiu.
–Mas que droga aconteceu aqui?- Loren disse entrando no local- Lanna?
–Oi detetive.
–Mas como...
–Constantina entrou em contato e marcou um encontro comigo aqui- Santana explicou e Loren arregalou os olhos.
–Por que vocês não me disseram nada? Eu pedi que entrassem em contato comigo se ela desse algum sinal- Loren brigou.
–Pra quê? Pra você colocar tudo a perder de novo, como foi com Shane?- Santana atacou- O Nick morreu não foi?- perguntou com os braços cruzados e olhos cerrados.
–Foi só um erro de cálculo- Loren se defendeu constrangido.
–Erro de cálculo? Essa é a desculpa que você dá?- Santana disse com desdém- Nossa!
–Escuta aqui senhorita, eu tenho mais anos de carreira na polícia que você tem de vida. Não venha me dizer o que fazer- Loren disse impaciente. Santana sorriu irônica.
–Esses anos de carreira, que você diz ter, não te ajudam em nada. O que te falta eu tenho de sobra- Santana disse encarando Loren profundamente.
–E o que seria?- Loren perguntou.
–Atitude- Santana respondeu e Loren ficou sem reação.
–E-Está enganada senhorita- tentou livrar-se- Agora pare de bancar a heroína e deixe que a polícia faça seu trabalho- Loren disse tentando manter sua postura e Santana aproximou-se:
–Se alguém está enganado aqui, esse alguém é você- Santana disse com seu dedo indicador no peito de Loren- Sabe quando vou deixar a vida da minha namorada na sua mão?- aproximou-se do ouvido de Loren- Nunca- o encarou uma última vez e saiu. Puck aproximou-se de Loren, que parecia está petrificado com a atitude de Santana:
–Hey cara! Vê se honra suas calças e toma uma atitude- pegou Lanna- Você não merece a filha que tem. Kate é uma pessoa forte e determinada- Puck saiu com sua irmã e Finn. Loren ficou pensativo.
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Levaram Lanna pra casa. Santana foi todo caminho calada. Puck tentava decifrar os pensamentos da irmã, a expressão de Santana era de quem sabia de alguma coisa, mas tentava encaixar suas ideias, uma na outra.
Ao entrar pela porta de casa, Maribel ao ver Lanna, correu abraçar a filha. A apertou o máximo que pôde. Santana olhava aquela cena e não pode deixar de sentir uma ponta de felicidade, ao menos sua irmã estava salva. Sua mãe poderia acalmar mais seu coração, sem falar que Lanna poderia saber de alguma coisa que pudesse ajudar.
–Está tudo bem com você filha?- Maribel perguntava, examinando Lanna de uma ponta a outra.
–Estou mãe, graças a Santana e os meninos- Lanna disse com o rosto afundado no pescoço de sua mãe.
–Eu não sei como agradecer vocês meus filhos.
–Que nada tia, é o que a família faz, protegemos uns aos outros- Finn disse sentando-se. Ele estava exausto, trabalhou até tarde na noite passada, dormiu pouco.
–E a Quinn?- Maribel perguntou procurando Quinn com o olhar. Quando viu a expressão no rosto dos demais, seu coração apertou- Aconteceu alguma coisa?
–Ela me enganou mãe- Santana explicou com uma expressão doída- Eu fui idiota e deixei ser enganada.
–Minha filha... – Maribel disse indo abraçar Santana, mas a mesma a parou.
–Não mãe, eu só quero ficar sozinha agora- Santana disse e foi para o seu quarto.
–Eu não sei o que vou dizer a Russel, ele vai ficar arrasado- Maribel disse preocupada.
–Não se preocupa mãe, eu vou dar um jeito nisso, mas agora todos nós precisamos de descanso, Santana principalmente- Puck disse, deu um beijo na testa de sua mãe e abraçou Lanna- Bem vinda de volta maninha- e saiu.
Santana foi para seu banheiro. Entrou na banheira deixando seu corpo afundar na água. Passou a mão pelo seu corpo tirando os vestígios do aconteceu há pouco tempo. Queria que além da sujeira, a água limpasse seus problemas. Pegou uma esponja e começou a passar em seus braços, passando pelo pescoço, as lembranças do que aconteceu no galpão rondavam sua cabeça:
–Eu te amo San, não desista de mim- foram às últimas palavras de Quinn ao ser levada por Constantina de helicóptero. Essa cena passava milhares e milhares de vezes na cabeça de Santana:
–Como eu pude ser tão burra?- brigava consigo mesma. Arremessou a esponja pra longe- Estava tão perto... Eu fui fraca, mas ela é tudo pra mim- Santana disse agarrada a suas pernas chorando- Isso não vai ficar assim.
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Duas horas se passaram depois disso. Quando Russel chegou de sua empresa, ele havia sido chamado pra uma emergência por lá, Maribel contou o que havia acontecido. Russel se desesperou a chorar, Maribel o abraçou:
–Minha filha Maribel, minha filhinha ainda está na mão daqueles bandidos.
–Calma, meu amor. Vai dar tudo certo, jajá Quinn está de volta como Lanna voltou. Eu acredito nos meus filhos e na polícia- Maribel disse tentando consolá-lo.
–Eu também, mas ainda não posso deixar de me preocupar com ela- encostou sua cabeça no ombro de Maribel- Eu quero minha filha de volta.
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No cativeiro:
–Você não poderia ter feito isso- Quinn dizia com raiva- Ela fez o que você exigiu.
–Eu sei, mas... Assim foi mais emocionante- Constantina disse com um largo sorriso.
–Você já conseguiu o que queria. Teve sua vingança. Por que ainda faz isso?
–Eu estou começando a gostar, gosto de emoção- disse abrindo a pasta com os documentos- É divertido brincar com a Santana.
–Ela não fez nada a você, ninguém merece pagar pelo o que não fez- Quinn disse querendo encarar aquela mulher nos olhos, mas a mesma não deixava, continuava de máscara.
–Ela leva o sangue dele, então como ele não está aqui, vou descontar tudo nela.
–Isso não é certo- Quinn disse tentando se manter calma- A San é uma ótima pessoa.
–Eu sei... Felipe também era, mas tornou-se terrível.
–A San não é assim e eu tenho certeza que o avô dela também não era assim. Ele sempre tratou bem as pessoas.
–Claro... O santo Felipe Lopez, incapaz de machucar uma mosca- Constantina disse com desdém- Ao contrário do que todos pensam, ele machucou sim. Me machucou profundamente.
–Isso é passado, você está doente, precisa se curar desse ódio ou vai acabar ele sendo o seu fim- Quinn disse.
–Que seja então- deu de ombros- Eu não me importo.
–Você pode não se preocupar, mas eu sim- disse inquieta- E quanto a mim? O que eu tenho a ver com isso?
–Tudo- explicou- Você é a pessoa mais importante pra latina. Eu tenho certeza que ela me daria à alma dela por você- Quinn calou-se- Eu sei que você também sabe disso lourinha- disse sentando-se de frente para Quinn- Muitas vezes o amor te liberta, mas ele também pode ser sua destruição, sabia? Eu aprendi isso da pior forma.
–Então não repita isso comigo e com a Santana, temos uma vida juntas pra viver- Quinn disse tentando encontrar humanidade na mulher a sua frente.
–Desculpa lourinha, não vai dar. Eu estou fazendo um favor a você te afastando daquela garota, ela não é boa pra você.
–Você não é quem decidirá isso por mim, eu amo a San. Nem você e nem ninguém poderá nos afastar, isso nós decidimos- Quinn disse séria.
–Eu também pensava assim com o avô da Santana- Constantina explicou- Nós nos conhecíamos desde criança, ele prometeu que ficaria comigo para sempre e o que foi que fez? Ficou com a primeira vadia que se encantou na rua. O que te faz pensar que Santana não faria o mesmo? Eu bem que a vi arrastando uma asa para aquela tal de Kate, filha do investigador.
–Ela não faria isso comigo, ela me ama. Ela deu tudo do seu avô só pra resgatar Lanna e eu. Não existe prova de amor maior que essa- Quinn disse firme.
–Uhum, sei... – Constantina disse com desdém- E se por acaso, sei lá, ela só queria salvar sua irmã?
–Claro que não- Quinn disse sem hesitar.
–Você sabe que tem uma possibilidade- encarou Quinn- Quem sabe ela não abusou de você? Uma menina grudenta, ciumenta e muito mimada. São muitos adjetivos negativos.
–Não adianta, eu acredito no nosso amor- Quinn disse firme.
–Isso eu sei, mas quanto a ela, não sei- Constantina disse com um sorriso nos lábios que não dava pra ver por conta da máscara- A Santana é uma garota bonita, sei que tem muitas louquinhas por ela.
–Isso eu não posso negar. A San é muito linda mesmo- Quinn disse com um sorriso orgulhoso nos lábios- Pode existir muitas a querendo, mas ela é minha e de mais ninguém.
–Nossa! Isso foi intenso- disse com ironia- Mas o que te faz pensar que ela não pode estar agora mesmo transando com a tal Kate?- disse em quase um sussurro- Imagine comigo: Kate agora passando suas mãos pelo abdômen de Santana, beijando seu pescoço e em seguida, seus lábios carnudos e...
–Cala a boca!- Quinn gritou com raiva- Ela nunca me trairia.
–Como pode ter certeza Quinn? A Santana pode ter deflorado Kate, várias e várias vezes, por vários e vários minutos. Devagar, intensamente, de forma selvagem...
–Já falei pra você calar essa boca- Quinn já chorava- Eu sei o que você quer.
–E o que seria?- arqueou a sobrancelhas.
–Você quer me colocar contra a Santana pra te ajudar nesse seu plano doentio contra ela.
–Eu? – pergunto com as mãos no peito fingindo-se de ofendida- Nunca faria isso com você. Eu sou uma boa senhora, só ajudo as pessoas.
–Fingida, você não tem alma- Quinn gritou tentando se soltar- Você é desumana.
–Não tenho mesmo, sabe por quê?- segurou o queixo de Quinn com força para que ela a encarassem. Dessa vez Quinn pode ver seus olhos, eram azuis e tinham ódio em torno dele- Aquele desgraçado levou minha humanidade e minha alma para o túmulo quando ele morreu. E sabe de uma coisa? Eu prefiro assim.
–Me deixa ir, por favor. Prometo nem me lembrar de você- Quinn pediu desesperada. Constantina soltou uma gargalhada horrenda:
–Ah, mas é claro que não- disse passando a mão no rosto de Quinn- É isso que eu quero. Que vocês se lembrem de mim, cada minuto das suas malditas vidas.
–Por quê?- Quinn ainda tentava entender.
–Diversão.
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Uma semana havia se passado depois da troca. A polícia estava na cola de Constantina, eles procuravam a todo custo por provas que os levasse até ela. Santana pensava da mesma forma, sua cabeça não parava um instante sequer, começou a ficar obcecada por isso. Não fazia nada sem ser por esse propósito. Seus familiares começaram a preocupar-se com ela dessa forma, pois muitas vezes deixava de dormir ou comer por conta disso.
Ela estava sentada em uma cadeira com seu notebook em mãos quando recebeu uma ligação:
–O que foi?- disse séria- Você tem certeza? Excelente, já estou indo pra lá. Muito obrigada- disse e desligou o telefone.
Santana saiu correndo na direção da casa da piscina atrás de Puck que malhava:
–Puck- disse eufórica, entrando e Puck a encarou sem entender.
–O que foi Santana? Algum problema?
–Não Puck, talvez uma resposta- explicou indo até a geladeira pegar uma cerveja- Vai tomar banho, temos um lugar a ir.
–Aonde Santana?- perguntou curioso.
–A fazenda do vovô.
–O que? Aquela fazenda agora pertence à Constantina sei lá do que.
–Eu sei, por isso vamos lá- disse firme- Eu tenho um informante pelas redondezas. Ele me disse que tem vários capangas dela por lá. Inclusive, viu um caminhão deixar umas coisas na fazenda.
–Santana, isso pode ser perigoso- Puck disse preocupado.
–O que foi Puck? Você não é de ter medo de nada- Santana disse arqueando a sobrancelha.
–Claro que tenho Santana, principalmente quando envolve a segurança de uma das minhas irmãs- disse sério.
–A Quinn foi sequestrada, não lembra? Temos que ir atrás de alguma coisa que possa salvá-la.
–Eu sei San, mas acho que agora vou concordar com a mamãe quando ele diz que é melhor deixar isso com a polícia.
–Como é que é? Você só pode estar brincando Puck- Santana disse incrédula.
–Não Santana, não estou brincando. Nunca falei mais sério na minha vida- disse com uma expressão preocupada.
–E a Quinn? Como ela vai ficar? Se nós deixarmos isso com a polícia é capaz dela morrer pela incompetência deles.
–Não San, eles são treinados pra esse tipo de coisa- Puck disse sentando-se.
–Mas nós fizemos mais do que eles Puck. Sério, ainda não acredito que você está falando isso- Santana disse balançando a cabeça negativamente- O que você quer com isso?- Santana gritou.
–Você protegida- Puck gritou de volta- Eu não aguentaria de perder San- ele disse com os olhos minguados- Eu sei que Quinn vai ficar bem, mas se aquela mulher conseguir te pegar, eu não sei o que ela faria com você- Puck disse indo abraçar Santana:
–Salvar a Quinn é mais importante Puck- Santana disse o afastando- Eu não me importo com minha vida, por que sem a Quinn eu não tenho vida. Eu me sinto como se não existisse sem ela.
–San...
–Não Puck, eu tirarei Quinn de lá, com ou sem você- Santana disse e saiu. Puck sentou-se, passou a mão na cabeça e começou a chorar:
–O que eu faço?
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Santana pegou sua moto e saiu. Estava com raiva de Puck, mas sabia que seu irmão tinha razão. Ela corria perigo, mas Quinn era mais importante. Chegou à fazenda e estacionou sua moto alguns metros antes para que não percebessem sua chegada. Pra sua sorte conhecia a fazenda melhor que todo mundo. Quando criança desbravou toda fazenda, conhecia cada canto, entradas, saídas, cada árvore que havia naquele lugar, ou seja, tudo. Deu a volta pela fazenda, passando pelo estábulo, sempre tomando cuidado para não ser vista. Perto da casa havia uma árvore que dava acesso ao quarto onde seu avô dormia. Subiu pela árvore e com um canivete, forçou a fechadura da janela.
Entrou no quarto quando se certificou que não havia ninguém por lá. Abriu a porta do quarto com cuidado para ver se tinha alguém por perto. Pra sua sorte todos estavam na cozinha, que ficava distante, comendo em meio a bastante barulho.
–Se eu fosse uma psicótica filha da mãe, onde eu esconderia minhas coisas?- Santana disse pra si mesma pensando- No sótão! Lá tem espaço bastante pra uma montanha de coisas. O vovô colocava tudo lá.
Santana saiu do quarto, descendo pela árvore novamente. Passou agachada pela janela da cozinha onde os homens de Constantina comiam. Chegou à porta do sótão, teve um trabalhão pra abrir o cadeado sem quebrá-lo. Entrou no local, estava tudo escuro. Pegou uma lanterna que encontrou por lá e começou a checar o lugar. Várias caixas empilhadas estavam espalhadas pelo local. Santana olhou todas, quando estava na última, algo chamou sua atenção:
–Um álbum de fotos- disse pegando o objeto- Pra alguém tão perfeccionista, ela um tanto burra- Santana desdenhou.
Começou a ver fotos do álbum. Eram fotos antigas, muitas nem dava pra ver o rosto. Depois de folheá-lo parou em uma foto.
–Vovô?- disse reconhecendo seu avô na foto. Junto com ele na foto havia uma mulher. Era ruiva, olhos azuis, muito familiar para Santana- Onde será que eu já vi essa mulher?- pensou por vários minutos- Espera!- disse pegando seu celular, entrou no site da escola. Procurou por fotos de todos, desde aluno a zeladores. Na página dos professores, arregalou os olhos quando constatou algo- É ela, só pode- disse incrédula- Só pode ser. Quem me odiaria a ponto de fazer isso tudo?- balançou a cabeça negativamente- É ela. Está mais nova, mas não mudou muita coisa- disse atônita- Constantina é na verdade... Larousse.
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