A outra face

42 Capítulo 42- Depende de você Santana


Notas iniciais
Buenas Noches. Como foi o fim de semana de vocês? O meu foi meio doido, como tudo na minha vida. JC, juro que te mato. kk. Muito obrigada pelos comentários, gosto muito de vocês, de verdade. Enjoy.

Passou-se uma semana depois do sequestro de Quinn e Lanna. A polícia trabalhava acirrada no caso. Todos estavam apreensivos, a mulher ainda não tinha entrado em contato e não tinham nenhuma notícia das duas. Santana passava o tempo todo trancada no quarto procurando uma forma de ajudar as duas. Seu desespero aumentava cada vez mais, sabia que não seria nada fácil encontrá-las, pois não tinha um rosto para procurar, apenas o nome de uma pessoa que parecia não existir.

Como iria fazer agora? O que essa mulher queria? E por que ela fazia isso? Santana se perguntava a todo o momento. Aquilo rondava sua cabeça. Não dormiu, nem comeu, só queria respostas. Mas aonde encontrá-las?

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No cativeiro, Quinn e Lanna foram levadas para um quarto. Ele era confortável, possuía duas camas, ventilado e espaçoso. Mas mesmo com todo esse conforto as duas queriam sair dalí, o medo as possuía, não sabiam o que seria delas até então. Quinn procurou por todos os lados do quarto por uma forma de escapar, mas não encontrou nada. Aquele quarto era selado de todas as formas. Nem pela janela poderiam escapar, Quinn deduziu que pela altura que estavam, deveriam estar no sexto andar de um prédio luxuoso.

As duas estavam no quarto comendo, quando receberam uma visita:

–Olá- disse uma risonha Rowina entrando pela porta. Quinn e Lanna a encararam- Como vão as princesas?- disse irônica.

–Quem é você?- Quinn perguntou seca.

–Dependendo de vocês... Uma amiga- sentou-se em cadeira de frente pras duas.

–Como assim?- Quinn perguntou tentando ler Rowina. Ela era alta, ruiva, corpo esbelto, olhos azuis e dentes incrivelmente brancos. Seus olhos lembravam muito de alguém que as duas conheciam, mas por conta da máscara que usava ficava impossível uma análise mais profunda.

–Mamãe quer brincar com a latina, então... Vocês só têm que cooperar.

–Eu não vou fazer nada que possa prejudicar Santana- Quinn disse segura- Pode me matar se quiser, caso contrário, não farei nada.

–Eu entendo sua parte- Rowina disse e Quinn não entendeu- Se eu tivesse uma namorada como aquela... – disse suspirando. Quinn não gostou.

–O que vocês querem com a gente?- Quinn perguntou cruzando os braços parecendo indiferente.

–Algo bem legal que eu não tenho permissão de contar.

–O que sua mãe quer com a San?- Quinn perguntou ficando nervosa.

–Uhm, San- ela sussurrou- O nome soa tão sexy quanto ela e aquele corpo...

–Dá pra responder minha pergunta?- Quinn disse impaciente não gostando da forma que Rowina falava de Santana.

–Nossa! Nervosinha você- apontou para Quinn- Como eu já disse, eu não posso falar nada, mamãe me mataria- disse com a mão no pescoço, simulando estar sendo enforcada- Mas posso te dizer uma coisa... A latina está bem encrencada, minha mãe não vai parar enquanto não a destruir- Quinn e Lanna se olharam e ambas tinham um olhar de preocupação.

–Eu só queria saber o porquê disso tudo- Lanna disse escorando-se em suas mãos na mesa.

–Ih... Nem tente- Rowina disse rolando os olhos- Até eu tento entender essa obseção da mamãe, mas como não quero enlouquecer pensando nisso, deixo pra lá- sorriu- Às vezes... – disse pensativa.

–Às vezes... – Quinn a incentivou falar, talvez assim Rowina dissesse algo que poderia ajudar.

–Ah, sei lá- disse inquieta- Às vezes eu queria que ela fosse uma mãe normal. É emocionante viver nisso tudo, mas... Eu queria viver sem precisar, quase todo dia, mudar de nome, endereço e tudo mais- desabafou.

–Então acabe com isso e denuncie sua mãe. Ela já causou muito mal a muitas pessoas. Você pode frear isso- Quinn disse e Rowina soltou uma gargalhada:

–Mas é claro que não- Rowina disse enxugando uma lágrima- Apesar dessa correria toda, eu adoro isso tudo. Tenho tudo que quero e não preciso me importar com ninguém. Quer dizer... Só comigo mesma- sorriu.

–Você pensa errado- Quinn disse alterada- Esses caprichos seus e da sua mãe estão destruindo minha família e o meu namoro. Sabe quantos planos eu tinha com a Santana?- disse levantando-se- Muitos. Sem falar das muitas coisas que nós ainda temos que viver juntas e tudo o que eu deixei de dizer para ela...

–Eu não me importo, o problema é seu e da sua família. Minha mãe só quer o que é dela por direito, que o idiota do avô da latina gostosa, não deu pra ela- Rowina alterou-se também.

–Não é problema nosso nada- Quinn defendeu-se- Sua mãe que é baixa ao ponto de destruir pessoas que não fazem nada a ninguém. Ao contrário dela, não é?- fez sua tão famosa pose.

–Não fala assim da minha mãe- disse aproximando-se de Quinn e Lanna meteu-se na frente.

–Hey, vamos ter calma, ninguém aqui quer se machucar- Lanna disse com as mãos nos ombros de Rowina.

–Você tem razão- Rowina disse mais calma- Tem sorte que eu sou legal- sorriu- Nossa... Você é a cara da Santana. Ela é mais sexy, tem aquele olhar maravilhoso que dá vontade de pular em cima, mas você também é bem quente- disse passando a mão no rosto de Lanna que se afastou.

–Eu não sou dessa- Lanna disse voltando a sentar-se.

–Que pena- ela disse fazendo bico- Então tchauzinho- Rowina foi na direção porta pondo a mão na maçaneta- Não se esqueçam... Cooperem- e saiu.

–Vaca- Quinn e Lanna disseram juntas. Quinn foi até a janela olhando o céu.

–Meu amor... Eu acredito que você vai nos ajudar- disse encarando as estrelas- Não demora, por favor.

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Em casa, Santana estava em sua varanda olhando o céu:

–Eu juro que vou te tirar daí, meu amor. Eu vou achar um jeito. Você e Lanna sairão dessa.

–Santana!- Maribel chamou entrando no quarto.

–Oi mãe- Santana disse sentando-se em sua cama.

–Eu trouxe algo pra você comer filha- disse colocando uma bandeja em cima da cama de Santana.

–Obrigada mãe, mas não estou com fome- disse com um semblante desanimado.

–Você tem que comer filha, há dias que não come nada, vai acabar adoecendo desse jeito- Maribel disse colocando a mão no ombro de Santana.

–Não consigo mãe, nada passa pela minha garganta.

–Mas filha, você precisa. Como você quer ajudar Quinn e Lanna estando fraca? Todo super- herói precisa de força- comentou enviando um sorriso para Santana que abraçou a mãe.

–Eu vou tirá-las de lá mãe, prometo- disse e Maribel não conseguiu conter o choro:

–Claro que vai, filha. Mas come, por favor- pediu e Santana, com um esforço imenso, comeu.

Maribel ficou até Santana comer tudo, pois tinha certeza que se saísse dalí, ela não comeria. Sua cabeça estava explodindo de preocupação por suas filhas, mas como não poderia fazer nada por elas, tentaria ajudar Santana que estava ali a sua frente, muito abatida.

–Mãe, eu posso te pedir um favor?- Santana pediu saindo do banheiro após tomar um banho.

–Claro minha filha.

–Será que a senhora poderia ficar comigo até eu dormir? Talvez assim eu consiga- perguntou tímida e Maribel sorriu.

–Deita- pediu e Santana deitou-se. Maribel sentou ao lado da filha na cama e começou a acariciar-lhe os cabelos. Santana sentia-se mais relaxada, há muito tempo não ficava assim com sua mãe- Quando você era criança... – disse e Santana a olhou- Sempre que ia dormir, me pedia para ficar com você e passar a mão em seus cabelos enquanto eu cantava algo pra lhe fazer dormir.

–Espantava maus pensamentos e pesadelos- Santana disse encarando a mãe.

–Isso- Maribel concordou- Você sempre teve problemas pra dormir e isso te acalmava.

–Eu me sentia segura com você assim- Santana disse e Maribel a olhou:

–Depois que seu pai foi embora você não deixou que eu fizesse mais isso- Santana ficou pensativa.

–Era medo que você me abandonasse como ele fez e eu sofresse sentindo sua falta.

–Eu nunca faria isso minha filha- Maribel disse e Santana sentou-se na cama- Não a coisa que eu mais ame no mundo do que minhas filhas, eu prefiro morrer a fazer isso.

–Eu sei mãe, me desculpa- Santana disse triste.

–Vai dar tudo certo minha filha, elas voltarão bem pra casa- disse e Santana não segurou o choro:

–Eu quero acreditar nisso mãe, mas eu não sei o que fazer- desabafou e Maribel a abraçou, a encostando em seu peito, beijando o topo de sua cabeça.

–Shii, calma meu amor- Santana chorava muito encostada ao peito de sua mãe. Maribel sentia seu peito sufocar vendo a filha daquela forma, lembrou-se do que fazia quando Santana era criança e não conseguia dormir:

Why do birds suddenly appear

Por que os pássaros de repente aparecem?

Every time you are near?

Toda vez que você está por perto

Just like me, they long to be

Assim como eu Elas querem estar

Close to you

Perto de você

Maribel começou a cantar e Santana a encarou. Ela apertou a filha aos seus braços e cantava baixinho só pra Santana escutar.

Why do stars fall down from the sky

Por que as estrelas caem do céu?

Every time you walk by?

Toda vez que você passa

Just like me, they long to be

Assim como eu, elas querem estar

Close to you

Perto de você

Santana no decorrer da música já se acalmava, ela sentia falta de sua mãe cantando para ela dormir. Sua voz era doce, como se anjos cantassem. Maribel queria transmitir paz para sua filha, ao menos por essa noite. Santana precisava.

On the day that you were born

No dia em que você nasceu

The angels got together

Os anjos se reuniram

And decided to create a dream come true

e decidiram Realizar um sonho

So they sprinkled moon-dust

Então eles espalharam poeira lunar

In your hair of gold

em seu cabelo de ouro

And starlight in your eyes of blue

E luz das estrelas em seus olhos azuis

Santana já sentia mais relaxada e agora dormia tranquilamente. Maribel colocou a cabeça de Santana cuidadosamente no travesseiro para que ela não acordasse. Olhou a filha dormir por alguns minutos, beijou sua testa e sussurrou em seu ouvido:

–Eu sempre vou estar perto de você, sempre que precisar- disse e saiu.

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Quando Santana acordou já se passava de meio dia. Olhou para o relógio e assustou-se com o horário, levantou-se rapidamente e foi para o banheiro fazer sua higiene matinal e tomar um banho. Desceu em seguida, indo para a sala de jantar juntar-se aos outros que já almoçavam. Foi até onde sua mãe estava e beijou-lhe a testa:

–Obrigada- disse e sentou-se. Maribel lhe enviou um sorriso, beijando sua mão.

No decorrer do almoço todos estavam calados, Santana apenas encarava seu prato procurando vontade para comer algo que havia nele. De repente seu celular toca, ela olha e franze o cenho, era um número confidencial. Pediu licença a todos e foi para a área da piscina atender:

–Alô- disse ela- Quem fala?

–Seu pior pesadelo- Santana sentiu o sangue em seu corpo congelar ao ouvir aquela voz modificada. Era ela, o motivo por Santana não conseguir dormir ou raciocinar.

–Cadê a Quinn e a minha irmã?- disparou saindo de seu transe.

–Estou olhando para elas.

–Como elas estão? Se você tiver as machucado...

–Calma aí senhorita- disse com desdém- Primeiramente quem faz as perguntas aqui sou e segundo, elas estão bem... Por enquanto. Vai depender de você.

–O que você quer de mim?- perguntou tentando ficar calma.

–Uma troca. Coisa fácil.

–Se eu aceitar você as liberta?

–Mas é claro- Santana pensou por um instante.

–Tudo bem. O que você quer?

–A fazendo do seu avô e tudo que pertenceu a ele- Santana arregalou os olhos e soltou uma gargalhada nervosa.

–Você está brincando, não está? Só pode ser maluca pra me pedir uma coisa dessa. Eu não vou te dar a fazenda do meu avô, nem nada dele.

–Resposta errada.

–Santana!- ouviu o grito de Quinn pelo telefone.

Notas finais
Gostaram? Como eu disse, muito suspense. O que será que acontecerá com a lourinha de Santana? Total liberdade para me matar. Comentem a vontade, eu respondo tudo. Obs: A música que Maribel canta pra Santana é Close to you- The Carpenters. Escutem, é linda. Minha mãe gosta muito. Beijãoooooooooooooooo.