A outra face
34 Capítulo 34- Como um diamante
Notas iniciais
–Agora não tem como aquele investigador barato incriminar minha irmã e se ele inventar algo, estamos com a gravação- Puck disse- Vamos parceiro... Temos outra entrega pra polícia- ele e Finn deram um high Five e seguiram para o departamento de polícia. Chegando lá, jogou Shane em cima da mesa, pegou uma cópia da gravação que fez da confissão de Shane e jogou no peito do investigador que se assustou com tudo aquilo:
–Está aí. Agora solta minha irmã seu panaca.
–O que significa isso?- Loren perguntou levantando-se rapidamente.
–É a prova de que a minha irmã é inocente das acusações- Puck explicou- Esse é o Shane alguma coisa, comparsa da Constantina não sei do quê, que é a mandante dos crimes que Santana foi acusada. Não é Shane?- perguntou e Shane fez um som ininteligível e acenou com a cabeça, pois estava amarrado e amordaçado. Loren tirou o pano que tinha em sua boca:
–Você confirma o que ele está dizendo?- Loren perguntou a Shane.
–É verdade. Tudo que ele diz é verdade. Agora me leva pra longe dele, por favor- Shane implorou e Loren pediu para um policial o levasse.
–Então? – Puck perguntou de braços cruzados, esperando alguma reação de Loren que se calou de repente.
–As coisas não são fáceis assim. Tem muita burocracia e... — Loren tentou explicar e Finn o cortou:
–Não tem burocracia nada. Vocês não possuem nada que ainda mantenha Santana naquele lugar.
–Exatamente- Russel disse entrando na sala. Antes de chegar ao departamento de polícia, Finn ligou para Russel contando tudo- Por falta de provas incriminatórias e uma confissão de um envolvido, todas as acusações devem ser retiradas de Santana e ela entra em liberdade.
–É verdade senhor- uma agente concordou e Loren bufou.
–Tudo bem. Vou encaminhar o caso ao juiz e pedir a liberdade da acusada- Loren deu por vencidos.
–Ex- acusada- Puck corrigiu- A minha irmã terá sua liberdade. Toma Loren- Puck fez um sinal de banana com os braços e correu abraçar Russel e Finn. Ele conseguiu provar a liberdade de Santana.
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Eles foram pra casa contar a novidade para as demais. Entraram pela porta e Maribel correu ao seu encontro:
–Puck meu filho. Você está bem? Fizeram alguma coisa com você? Por que sumiu o dia inteiro? Quase me mata de preocupação menino- Maribel brigou abraçando Puck o mais forte que pôde.
–Eu consegui mãe. Eles vão soltar a San- Puck disse com os olhos lacrimejando de tamanha a emoção que sentia.
–Como?- Maribel perguntou incrédula. Quinn, Lupi, Nora e Lanna, as olharam da mesma forma.
–Esse garoto é um herói- Russel declarou com as mãos no ombro de Puck- Nem eu que tenho muitos anos de formação consegui. Aliás, esses dois são heróis, Finn também ajudou.
–Que nada tio, eu só dei uma força- Finn disse sem graça.
–Então quer dizer... – Maribel tentou falar mais travou.
–É mãe! A San está livre- Puck disse e todos se abraçaram. Foi uma festa naquela noite na casa dos Fabray Lopez. Eles não podiam estar mais felizes. Quinn teria sua amada de volta.
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Loren deu entrada com o pedido de liberdade de Santana. Como era algo muito burocrático, Santana ainda teria que ficar mais uma semana na cadeia. Eles resolveram não contar para Santana até que tudo estivesse confirmado. Faltavam apenas dois dias para a liberdade de Santana. A morena estava nesse momento lendo o seu livro e algo chamou sua atenção: Algumas das detentas tramavam algo. Santana pode ver claramente que uma delas dava a outra um canivete. A detenta munida com o canivete foi na direção de Rose e quando já ia apunhala-la pelas costas, Santana aparece e a imobiliza. Rose fica assustada com tudo isso, quase foi morta.
–Solta isso- Santana mandou e a detenta conseguiu se soltar. A mesma foi pra cima de Santana, tentando furá-la, mas ela desviou rapidamente e o canivete passou raspando em sua roupa. Santana deu um chute no joelho da detenta, ela caiu derrubando o canivete. A latina chutou o canivete para longe. Uma carcereira viu tudo e levou a detenta para a solitária.
–Por que você fez isso?- Rose perguntou com os olhos arregalados devido à ação da latina.
–Porque apesar de você não prestar e me perseguir, eu não quero que te matem- Santana respondeu limpando a sujeira de seu corpo, depois saiu. Rose ficou vendo Santana se afastar pensativa.
Chegou à noite, Santana conversava com Nancy em sua cela. Alguém lhe chamou do outro lado:
–Santana.
–O que você quer Rose?- Santana disse indo para a grade de sua cela. Rose ficava na cela de frente da de Santana.
–Eu preciso te dizer uma coisa- Rose disse aflita.
–Pode ser depois? E que eu estou com sono- Santana fingiu um bocejo e foi na direção de sua cama.
–Não Santana, é importante. Eu preciso te dizer antes que ela descubra- Rose disse desesperada.
–Calma Rose. Você está passando bem?- Santana perguntou vendo o estado de Rose. Ela estava suando muito, pálida e com os olhos vermelhos.
–Eu... – Rose tentou dizer, mas caiu tendo convulsões. Santana ficou estática e começou a gritar pedindo socorro. Rose foi levada pra enfermaria. Santana ficou preocupada com Rose e ao mesmo tempo curiosa com o que ela queria lhe dizer. Aquilo martelou a noite toda em sua cabeça. Será que tinha algo haver com a sua prisão?
Amanheceu o dia e a cabeça de Santana doía bastante. Enquanto tomava seu café no refeitório, uma carcereira apareceu lhe chamando:
–Lopez, você precisa vir comigo- ela disse e Santana levantou-se.
–Alguém veio me visitar?
–Não. É Rose, ela está morrendo e quer falar com você- Santana a seguiu rapidamente até a enfermaria. Chegando lá, Rose estava deitada em um leito, respirava com dificuldade e notou quando Santana chegou:
–Santana!- ela chamou e Santana se aproximou.
–Hey, não se canse- Santana pediu sentando-se ao lado de Rose na cama segurando suas mãos- Você queria falar comigo?
–Foi. Você precisa me escutar, por favor- Rose pediu quase em um sussurro, estava muito fraca.
–Pode falar.
–Você me salvou Santana e eu não podia fazer mais isso com você- Rose começou- Você é uma pessoa maravilhosa, não merece que te façam mal.
–Como assim Rose?- Santana não entendeu onde Rose queria chegar.
–Ela me obrigou. Me fez tomar esse lugar, machucar pessoas. Mandou que eu atormentasse você aqui dentro e depois te matasse, caso contrário machucaria minha família- Rose dizia com dificuldade chorando.
–Por que Rose? Quem é essa mulher?- Santana perguntou desesperada.
–Ela usa um nome falso. Você tem que se cuidar- Rose disse, agarrou nas roupas de Santana e aproximou-se do seu ouvido- Ela está mais perto do que se imagina- dito isso Rose não conseguia respirar mais.
–Quem é ela Rose? Me diga logo- Santana pedia, mas Rose se contorcia na cama.
–Se afaste- uma enfermeira pediu e Santana afastou-se, observando tudo de longe- Ela está tendo uma parada respiratória- Rose apagou. Um médico apareceu, pegou um desfibrilador, colocou uma espécie de gel e disse:
–Afastem-se- dito isso ele colocou no peito de Rose e a mesma deu um pulo com o contato. Nada, ela continuava desacordada- Me dá adrenalina- ele pediu e aplicou uma injeção no peito de Rose e voltou a lhe desfibrilar. Rose não respondeu- Ela morreu- ele constatou e Santana ficou estática. Rose morreu sem lhe contar quem era a tal mulher que estava armando para ela. Chegou tão perto de descobrir quem era. Olhou novamente para Rose, que agora a encarava com um olhar sem vida. Santana buscava respostas nesse olhar, Rose era mais uma vítima disso tudo.
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Santana estava deitada na sua cama na cela. Encarava o teto pensativa. Tentava digerir o que havia acontecido:
–A Rose morreu mesmo?- Nancy perguntou sentando-se ao lado de Santana na cama. A latina concordou- Nossa... Teremos paz agora.
–Não Nancy, não fale isso- Santana brigou.
–Credo Santana. O que foi?- perguntou achando estranha à reação de Santana.
–Ela foi mais uma vítima. Você lembra que eu falei de uma suposta mulher que armou isso pra mim?- disse mudando de posição para olhar Nancy.
–Lembro.
–Pois é. Ela chantageou Rose para me matar aqui na cadeia- Santana explicou e Nancy arregalou os olhos.
–Isso explica tudo- Nancy disse atordoada.
–E ainda tem mais: eu tenho certeza que foi ela que, de alguma forma, matou Rose.
–Caramba... Que pesadelo- Nancy disse e Santana suspirou- Mas tenha calma Santana! Você tem pessoas que estão ao seu lado e que te amam. Com certeza tirarão você daqui, quanto a mim... – falou triste e Santana interrompeu.
–Se eu sair daqui Nancy, vou tentar te ajudar. Começando pelos seus irmãos- Nancy se emocionou.
–Sério?
–Eu prometo- Santana disse e Nancy a abraçou.
–Detesto interromper o casalzinho, mas Lopez... Você tem visita- a mesma carcereira que sempre ia chamar Santana a avisou. Santana rolou os olhos.
–Obrigada Francis. Você como sempre é muito gentil- Santana disse com sarcasmo e a acompanhou. Quando chegou na sala de visitas encontrou-se com seu parceiro de guerra- Puck!- praticamente gritou jogando-se sobre Puck, que a abraçou quase a partindo no meio.
–Minha latina caliente. Quanta saudade eu estava de você- beijou a bochecha da irmã.
–Eu pensei que você não lembrava mais de mim, nunca veio me visitar- ela disse emburrada.
–Estava ocupado- Puck disse sorrindo.
–Deixa pra lá. O importante é que você veio me visitar hoje- sorriu.
–Mas eu não vim te visitar- Puck disse e Santana murchou seu sorriso.
–Não? Então veio fazer o quê?- Santana perguntou confusa.
–Vim te levar comigo- Santana paralisou.
–C. Como?- perguntou gaguejando. Ainda não estava acreditando no que o irmão lhe dizia.
–É isso mesmo que você escutou. Está livre- ele disse e Santana correu para abraçá-lo. Ela em fim estava em liberdade.
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Santana voltou para sua cela e foi pegar seus poucos pertences que estavam lá. Contou para Nancy sobre a sua liberdade concedida. Despediu-se dela confirmando sua promessa de que a ajudaria. Trocou de roupa e seguiu para fora do presídio com Puck. Ao passar pela saída daquele lugar terrível, ela pôde respirar novamente. Parecia que uma bigorna esmagava seu peito, mas finalmente ela havia se desmanchado e agora dava o lugar ao alívio.
Chegou em casa. Parou um instante olhando para ela. Que saudade sentia daquele lugar. Demorou um tempo pra criar coragem e entrar. Puck colocou sua mão no ombro de Santana a incentivando abrir a porta e entrar. Ela fez e ao abrir a porta, se deparou com uma grande surpresa: Todos estavam na sala, havia uma grande faixa escrito um imenso ‘’Bem vinda Santana, parte 2’’, ela sorriu e viu que a maioria chorava. Sua mãe foi a primeira a abraçá-la. Maribel a abraçou o mais forte que pode, parecia querer fundir Santana a seu corpo. Os demais a abraçaram. Santana chorava de forma controlada, mas sua vontade era de gritar. Olhou para um canto da Santana e lá estava ela: a dona dos seus pensamentos, o ar que sopra seus pulmões, a luz que iluminava seu dia:
–Quinn- disse e a loura correu em sua direção a abraçando. Ficaram vários minutos daquela forma até Quinn falar:
–Deixa eu ver se não é mentira tudo isso- disse passando as mão nos rosto de Santana- Meu amor você está aqui. Finalmente voltou pra mim.
–Sempre estarei aqui pra você. Agora me dá um beijo que eu não estou aguentando de saudade da sua boca- Santana puxou Quinn para um beijo calmo, mas com saudade. Todos a olhavam felizes. Parecia que agora tudo ia melhorar, pelo o menos eles torciam pra que isso acontecesse.
Comemoraram o dia inteiro. Santana nunca comeu tanto na vida, sentiu muita falta da comida de Lupi. Decidiu ir para o quarto tomar um banho e descansar. Despediu-se de todos e subiu para o seu quarto com Quinn. Tomou banho enquanto Quinn guardava seus pertences. Saiu do banho, Quinn estava sentada na cama com o livro que mandou para Santana.
–Você gostou do livro que te mandei?- Quinn perguntou.
–Gostei muito- Santana disse indo até o seu guarda roupas pegar algo confortável para vestir. Pegou um shortinho fino azul e uma camiseta larga dos Dallas Cowboys, time que ela e o avô torciam.
–Que bom, achei que você não ia gostar- Santana sorriu e aproximou de Quinn sentada na cama.
–Ele é especial por que foi você que me deu- segurou o queixo de Quinn e lhe deu um beijo rápido nos lábios. Foi até o som, escolheu um Cd, colocou no aparelho. Uma música suave ecoou no quarto. Dirigiu-se até sua cama deitando-se:
–Quinn deita aqui comigo- pediu e Quinn deitou-se ao seu lado. Santana virou-se para ficarem com os rostos próximos- Eu senti falta de ficar assim com você- disse de olhos fechados- Do seu cheiro- aproximou seu nariz no pescoço de Quinn enquanto sua mão acariciava o abdômen da namorada- Senti falta de tudo em você.
–Eu também meu amor- Quinn disse quase em um sussurro apreciando os toques de Santana, dando um beijo em seguida na ponta do seu nariz.
–Toda vez que eu fechava os olhos, via os seus- disse olhando para Quinn acariciando seu rosto- Eles foram minha válvula de escape daquele inferno- olhou-se por um instante e Quinn beijou Santana intensamente, passando sua perna pela cintura de Santana que durante o beijo a acariciava. Ia ficando cada vez mais intenso, mas Santana afastou-se segurando o rosto de Quinn para que ela a olhasse- Será que nós poderíamos ficar só agarradinhas deitada nessa cama? Queria matar a saudade desse momento- Quinn sorriu tenramente e deitou sua cabeça no peito de Santana. Acabaram adormecendo naquela posição. Quinn acordou primeiro que Santana, ficou a olhando dormir por um tempo, lhe deu um beijo e saiu. Santana estava muito cansada e como havia comido demais quando chegou, não desceu pra jantar. Quando Quinn voltou ao quarto Santana ainda dormia na mesma posição, juntou-se a ela novamente e adormeceu agarrada a Santana, talvez fosse uma forma de nunca mais deixá-la ir novamente.
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Santana dormiu a tarde e a noite inteira. Quando despertou, já se passava das onze da manhã. Levantou-se e foi ao banheiro, seu corpo parecia nunca ter descansado na vida. Tomou um longo banho, descansou um tempo na banheira. Vestiu uma roupa confortável e desceu, os demais já deviam estar almoçando.
–E ela está viva- Finn comentou quando Santana entrou na sala de jantar. Santana revirou os olhos, foi até Quinn e lhe deu um selinho.
–Dormiu bem amor?- Quinn perguntou e Santana sentou ao seu lado.
–Maravilhosamente bem. Parece que eu nunca tinha dormido na minha vida. A cama da cadeia parecia ser feita de cimento- comentou passando a mão nas costas.
–Você não volta naquele lugar nunca mais- Maribel disse olhando a filha com ternura.
–Se depender de mim mãe, não vou mesmo- Santana fez uma careta e começou a se servir. Eles comeram tranquilamente como em um dia normal de suas vidas. Todos conversavam animadamente e Santana comia calada apenas observando, exatamente com antes.
–Até esse seu silêncio fez falta nessa casa- Nora comentou e todos a olharam- Nunca mais eu reclamo por você ser tão calada- os demais sorriram, inclusive Santana.
–Também senti sua falta Nora- Santana disse e a sua irmã ameaçou chorar.
–Não quero ver ninguém chorando aqui- Puck brigou sorrindo- Nós temos que comemorar a volta da nossa latina.
–Verdade- apoiou Finn- Vamos até a casa da piscina nos embebedar e pular na piscina.
–Desculpa pessoal, mas eu estou destruída demais pra festas- Santana disse- Pai, eu tenho uma amiga na prisão que precisa de ajuda. Será que você poderia dar uma força?
–Claro- Russel concordou- Depois você me passa o nome e eu vejo o que faço.
–Obrigada- ela agradeceu e virou-se para Quinn- Quinn, você iria a um lugar comigo?
–Até o fim do mundo- Quinn disse e Santana lhe deu um selinho.
–Pra onde vocês vão?- Maribel perguntou preocupada.
–Pra um motel matar a saudade- Puck disse e Nora lhe deu um tapa na cabeça.
–Puck!- Nora brigou e os demais sorriram.
–Vamos dar um passeio mãe- Santana respondeu.
–Mas filha, não é melhor você ficar em casa?- Maribel disse com um semblante preocupado.
–Não se preocupe mãe. Eu sei me cuidar- foi até sua mãe, lhe deu um beijo na testa- Eu vou ficar bem dona Maribel- sorriu e saiu levando Quinn pelo braço.
–Pra onde nós vamos?- Quinn perguntou curiosa quando chegaram na garagem.
–Em breve você saberá- Santana foi até a estante e pegou dois capacetes entregando um para Quinn.
–Nós vamos de moto?- Quinn perguntou arregalando os olhos.
–Você nunca andou comigo. Vem, você vai gostar- Santana chamou sentada em sua moto. Quinn pensou por um instante e subiu na moto, agarrando forte a cintura de Santana.
–Você sabe pilotar isso direito, não sabe?- Santana sorriu.
–Até de olhos vendados- dito isso Santana deu partida na moto e saiu. Quinn se segurava cada vez mais forte em Santana, suas mãos pareciam fundir-se no abdômen de Santana- Se você apertar mais, vamos nos tornar uma só- comentou sorrindo.
–Como você queria que eu ficasse? Isso não tem segurança nenhuma, só um banco entre as pernas me separa da morte- disse agoniada e Santana soltou uma gargalhada sonora.
–Não precisa se preocupar. Eu sei o que eu faço- Santana disse- Relaxa minha lourinha.
–Não vou nada- Santana sorriu mais uma vez do medo de Quinn.
Chegaram ao seu destino. Quinn reconheceu o lugar:
–Estamos na fazenda do seu avô?
–Estamos. Eu me lembro que você me pediu que te trouxesse aqui novamente- Santana explicou- Esse lugar é especial pra mim. Não só porque é do meu avô, mas porque nossa primeira vez foi aqui- ela disse e Quinn lhe beijou.
–O que você tem em mente?- Quinn perguntou curiosa.
–Algo especial. Você vai gostar.
As duas deram um passeio pela fazenda a cavalo. Tomaram banho na cachoeira. Tudo regado a sorrisos, carícias e beijos. Quando estava anoitecendo, Santana levou Quinn para a mesma cabana que tiveram sua primeira vez juntas.
–Nossa... Como sempre perfeito- Quinn comentou entrando na cabana. Havia velas espalhadas por toda a sala iluminando o local. Uma pequena mesa estava posta, com uma garrafa de vinho ao lado- Isso tudo é só pra nós?
–Tudo de melhor pra você- Santana disse abraçando Quinn por trás beijando seu pescoço- Vamos comer?- Elas se dirigiram a mesa. Jantaram tranquilamente. Conversaram bastante, na verdade, como sempre, Quinn falava e Santana a escutava com atenção. Terminaram de jantar, foram para a sala, sentaram-se no sofá.
–Foi tudo maravilhoso- Quinn disse quebrando o silêncio- Obrigada por isso.
–Nós precisávamos disso- Santana disse ficando com o rosto próximo do de Quinn- Eu queria passar um tempo com você, matar a saudade que queimava meu peito.
–Eu também senti meu amor- Quinn beijou Santana lentamente. Santana separou-se do beijo, levantou-se e foi até o som e colocou uma música:
–Dança comigo Quinn?- ela pediu estendendo a mão a Quinn.
–Claro.
Shine bright like a diamond
Brilhe intensamente como um diamante
Shine bright like a diamond
Brilhe intensamente como um diamante
Find light in the beautiful sea
Encontre a luz no belo mar
I choose to be happy
Eu escolho ser feliz
You and I, you and I
Você e eu, você e eu
We're like diamonds in the sky
Somos como diamantes no céu
You're a shooting star I see
Você é uma estrela cadente, eu vejo
A vision of ecstasy
Uma visão de êxtase
When you hold me, I'm alive
Quando você me segura, sinto-me viva
We're like diamonds in the sky
Somos como diamantes no céu
Santana puxou Quinn para junto si, colando seus corpos. Passou suas mãos delicadamente pelos os braços de Quinn os colocando em volta de seu pescoço, abraçou a cintura da loura de forma possessiva, começando a movimentar-se de forma sensual, a olhando todo momento nos olhos. Virou Quinn de costas e a mesma movia-se se roçando no quadril de Santana. A latina segurou na cintura de Quinn a puxando para si, começou a beijar seu pescoço de forma lenta, indo até a orelha mordendo-a delicadamente. Quinn mordia os lábios e Santana acariciava sua barriga por cima da blusa.
–Eu não sabia que você dançava tão bem- Quinn disse de olhos fechados enquanto Santana continuava a beijar seu pescoço.
–Tive que aprender, minha namorada é líder de torcida, não lembra?- Quinn sorriu e virou-se de forma lenta, voltando a envolver seus braços na nuca de Santana.
–Me mostre o que mais você aprendeu- Quinn disse sussurrando em seu ouvido e Santana sorriu.
–Vem cá...
I knew that we'd become one right away
Eu logo soube que nos tornaríamos um só
Oh, right away
Oh, bem no começo
At first sight I felt the energy of sun rays
À primeira vista eu senti a energia dos raios do sol
I saw the life inside your eyes
Vi a vida dentro dos seus olhos
So shine bright, tonight, you and I
Então brilhe intensamente, esta noite, você e eu
We're beautiful like diamonds in the sky
Somos belos como diamantes no céu
Eye to eye, so alive
Olho no olho, tão viva
We're beautiful like diamonds in the sky
Somos belos como diamantes no céu
Santana e Quinn estavam nesse momento deitadas em um colchonete. Santana estava sobre Quinn beijando seu pescoço. A loura acariciava as costas de Santana, puxou sua blusa e a mesma levantou os braços para que ela a retirasse. Voltou a beijar Quinn, suas mãos foram para o short que a loura vestia o tirando. Santana refez seu caminho distribuindo beijos pelo o corpo da namorada. Agora despidas, elas beijavam-se ferozmente. Santana, entre as pernas de Quinn, acariciava um seio, enquanto sugava o outro. Quinn se contorcia apertando as pernas na cintura de Santana. A latina voltou a beijar a loura e desceu sua mão pelo abdômen de Quinn chegando à virilha da loura e a penetrando. Quinn segurou as cobertas com força quando Santana começou a movimentar-se dentro dela. Levou sua mão para a intimidade da latina a penetrando, Santana começou a mover-se nos dedos de Quinn que estava enlouquecendo com a namorada daquela forma. As duas chegaram ao seu ápice juntas, Quinn retirou seus dedos de Santana, mas a mesma continuou com os seus na loura. Beijou Quinn de forma calma e voltou a movimentar-se dentro da loura. Foi descendo seus beijos pelo maxilar de Quinn, depois para o vale entre seus seios, pelo abdômen liso, chegando à intimidade. Santana passou sua língua pelo clitóris de Quinn, que gemeu com o contato. Santana a penetrou com a língua e loura tentou segurar o gemido, mas acabou saindo alto, aquilo foi à deixa para Santana continuar com seus movimentos. Quinn ia ao céu e voltava com o que Santana lhe proporcionava.
Palms rise to the universe
Palmas para cima em direção ao universo
As we, moonshine and molly
Enquanto nós, brilho da lua e ecstasy
Feel the warmth we'll never die
Sinta o calor, nunca morreremos
We're like diamonds in the sky
Somos como diamantes no céu
You're a shooting star I see
Você é uma estrela cadente, eu vejo
A vision of ecstasy
Uma visão de êxtase
When you hold me, I'm alive
Quando você me segura, sinto-me viva
We're like diamonds in the sky
Somos como diamantes no céu
Quinn inverteu as posições ficando por cima de Santana sentada em seus quadris. Afastou-se um pouco para que seu sexo tocasse o de Santana. Começou a movimentar-se gemendo alto:
–Isso meu amor, não se prende- Santana disse entrelaçando seus dedos aos de Quinn enquanto a loura movimentava-se sobre ela. Quinn apertou os dedos de Santana com força e a mesma gemeu, não de dor, mas de prazer por ver Quinn daquela forma. A loura atingiu seu orgasmo e Santana também em seguida. A latina sentou-se com Quinn ainda em seu colo para ficar com olhar na altura do de sua namorada, lhe dando um selinho demorado. As duas deitaram com os rostos próximos:
–Foi maravilhoso San- Quinn disse acariciando o rosto de Santana. A latina segurou os dedos de Quinn e beijou cada um.
–Foi por que foi com você- Quinn lhe deu um beijo rápido- Eu amo você.
–Também amo você- Quinn encostou sua testa na de Santana- Para todo o sempre.
–Para todo o sempre- Santana repetiu. As duas caíram no sono. A saudade falara mais alto naquela noite e ambas precisavam mostrar o quanto se amavam. Não importa o que viria, elas se amavam acima de tudo e de todos. Um amor forte e bonito como um diamante.
Shine bright like a diamond
Brilhe intensamente como um diamante
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