A outra face

32 Capítulo 32- Uma pista importante


Notas iniciais
Olha eu aí. Mais um capítulo pra vocês. Espero que esteja bom. Se não estiver, minhas sinceras desculpas. Minha cabeça anda muito cheia ultimamente. Muita coisa ao mesmo tempo enlouquece uma pessoa. Enjoy.

–Então rapaz- Loren dirigiu-se para Nick- Você acha que reconheceria essa tal mulher se a visse?

–Claramente.

–Então olhe essas fotos dos registros policiais e me diga se a ver- Loren começou a mostrar-lhe algumas fotos.

–Espera- ele pediu.

–Reconheceu alguém? Loren perguntou.

–Sim.

–Quem é? Diga logo seu desgraçado- Puck pediu desesperado agarrado à gola da camisa de Nick.

–Hey rapaz! É melhor você se acalmar ou vou ter que mandar que se retire- Loren ameaçou.

–Ele promete se acalmar, não é Puck?- Finn perguntou afastando Puck de Nick.

–Vou sim, me desculpe por isso- Puck disse sentando-se.

–Então rapaz, você reconheceu quem te mandou roubar a jaqueta de Santana Lopez?- Loren perguntou a Nick.

–Não senhor- Nick respondeu e Puck bufou com raiva- Mas reconheci o homem que lhe acompanhava.

–Me mostre quem é- Loren pediu e Nick apontou a foto- Shane Nikolaievitch?

–Shane o quê?- Finn perguntou confuso com o nome.

– Shane Nikolaievitch- Loren repetiu- Sua ficha criminal é maior que o seu nome. Sempre se mete em confusão, mas se safa de todas. Suspeitamos que ele faça parte da máfia Russa, porém nunca encontramos provas sobre isso- Loren explicou.

–É a beleza da polícia desse país. Nunca acham nada e quando acham, mandam uma inocente pra cadeia- Puck desdenhou.

–Não é bem assim rapaz. Nós nos baseamos por fatos e provas, todas apontam para sua irmã- Loren se defendeu.

–Está na cara que alguém incriminou Santana, mas você é idiota demais para perceber- Puck o atacou.

–Eu vou acabar prendendo você por desacato- Loren ameaçou.

–Puck!- Russel brigou- Me diga Nick, o que esse homem tinha com a mulher que contratou você?

–Eu não sei. Ela falou comigo e ele me pagou.

–Você tem algum telefone ou outro meio de se comunicar com eles?- Loren perguntou.

–Não, eles que me ligavam. Cada vez com um número diferente- Nick respondeu e os demais se olharam.

–Tem que ter uma forma, mas que droga- Puck reclamou- Eu não aguento mais isso, minha irmã está sofrendo naquele lugar- Puck gritava andando de um lado pro outro na sala. Nick o olhava e começou a sentir pena de Puck, ele sofria muito com a prisão da irmã.

–Eu sei que eu vou me encrencar muito por isso, mas... – Nick comentou, deu uma pausa suspirando- Vendo seu desespero por causa da sua irmã, me doeu na alma. Eu tenho uma irmã mais nova e apesar de eu viver como vivo, não quero que ela se machuque. Acho que posso te ajudar.

–Como?- Puck perguntou interessado.

–Na última vez que eles me procuraram, me disseram que iriam me procurar para um próximo serviço. A qualquer momento eles podem me ligar- Nick disse e Puck abriu um sorriso.

–Você não sabe o quanto isso me deixa feliz- Puck agradeceu.

–O celular está no meu bolso- Nick disse e Puck tirou o celular de seu bolso o integrando a Loren.

–Muito bem, agora é só esperar. Essa talvez seja a nossa resposta.

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Enquanto isso, Santana estava sentada em banco no pátio do presídio. Lia o livro que Quinn a havia enviado.

–Olha! A moça é letrada!- Rose comentou sorrindo pegando o livro de Santana.

–Me devolve isso!- Santana pediu avançando para pegar o livro de Rose, mas duas detentas a seguraram.

–Sussurro, um livro pra gays- ela brincou- Vejam só! Tem uma foto aqui.

–Me devolve, isso me pertence- Santana pedia tentando soltar-se das outras detentas.

–Uhm, uma loura. Que linda! Sua namorada Lopez?- Rose piscou para Santana.

–Não é da sua conta- disse ríspida.

–Você fica sexy brava, sabia?- Rose perguntou passando a mão no rosto de Santana.

–Não me toque! Me dá isso agora- Santana já estava muito irritada. Nesse momento Santana pedia mentalmente que aparecesse alguma carcereira, mas nada.

–Esses seus lábios são convidativos. Sempre tive vontade de provar uma latina como você- Rose segurou o rosto de Santana e a beijou. Santana mordeu o lábio inferior de Rose com força, chegando a sentir gosto de sangue em sua boca. Rose lhe deu um tapa- Nossa... Isso foi excitante- sorriu.

–Miserável, desgraçada... – Santana praguejou e Rose lhe deu um soco no estômago. A latina quase cai com a força do golpe, mas as detentas que a seguravam impediram.

–Podem soltar- Rose pediu a elas- Foi só o começo latina, eu vou tornar sua vida um inferno aqui dentro- ela disse e saiu. Santana continuou debruçada no chão sentindo dores.

–Santana... Você está bem?- Nancy perguntou preocupada.

–Estou Nancy, me ajuda a levantar- Santana pediu e Nancy a segurou pela cintura lhe levantando.

–Como pode uma pessoa que chegou aqui há pouco tempo, colocar tanto medo nas demais?- Nancy comentou.

–Ela chegou aqui pouco tempo?- Santana perguntou limpando o sangue de sua boca devido ao forte tapa que havia levado.

–Uma semana antes de você chegar. Ela já mandou quatro pra enfermaria- Nancy disse- Eu temo por você.

–Por quê?

–A Rose pareceu muita interessada em você e isso não é nada bom- Nancy explicou. Olhou para o chão e viu uma foto, agachou-se e a pegou- É sua?

–É- Santana confirmou pegando a foto da mão de Nancy.

–Quem é essa com você?- perguntou apontando para Quinn, que estava abraçada a Santana.

–Minha namorada- Santana fitou a foto com carinho- O nome dela é Quinn.

–Namorada? Você não faz o estilo gay- Nancy comentou e Santana sorriu

–Que pena te decepcionar- disse fazendo uma careta engraçada.

–Eu tinha um namorado antes de vir pra cá.

–Mesmo? Ele vem te visitar?- Santana perguntou sentando-se e Nancy fez o mesmo.

–Algumas vezes. Ele trabalha muito e não tem muito tempo pra vir me visitar- ela disse com uma expressão de tristeza- Me conte sobre você e a loura da foto- Nancy disse curiosa.

–É uma longa história.

–Eu tenho tempo- as duas riram.

–Sendo assim- Santana deu de ombros- Tudo começou quando... -Santana contou tudo a Nancy que escutava atenta toda história- É só isso- Santana disse finalizando.

–Só isso? E você queria mais o quê? Você passou uns maus bocados- ela comentou.

–Foi.

–Mas você e a Quinn terminaram?

–Terminamos, eu acho- Santana disse confusa.

–Como assim?

–Nós meio que nos beijamos antes de eu vir pra cá e ela disse que ia me esperar sair daqui- explicou.

–Isso é bom, não é?

–Não Nancy- Santana disse séria- E se eles não conseguirem me tirar daqui? Eu peguei trinta anos Nancy, creio que ela não vá me esperar por todo esse tempo.

–Você a ama?- Santana concordou com a cabeça- E ela te ama?

–Acredito que sim- respondeu cabisbaixa.

–Se vocês se amam tudo é possível- Nancy disse tocando no ombro de Santana a confortando.

–Eu não sei Nancy. Sinceramente, eu não sei.

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Quinn passava o dia inteiro inquieta em casa. Na escola não prestava atenção nas aulas. Alguns professores já haviam reclamado para o pai da loura sobre sua desatenção. Russel já sabia qual era o motivo das ações da loura. Quinn toda vez que o via em casa perguntava por Santana. Ele sempre dizia a mesma coisa e notava o desespero nos olhos da filha.

–Oi filha!- Russel disse sentando-se ao lado de Quinn em sua cama.

–Oi pai. Você está precisando de alguma coisa?- perguntou enxugando suas lágrimas.

–Tenho um presente para você- ele disse e ela o encarou.

–O que é papai?- perguntou curiosa.

–Enxuga essas lágrimas, fique mais bonita que você já é e vem comigo- Russel disse sorrindo.

–Para onde?- Quinn sentou-se na cama arqueando sua sobrancelha.

–Adivinha?

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Santana estava deitada em sua cama lendo. Estava amando o livro. Aquela leitura a distraía do tédio que era aquele lugar. A carcereira bateu na grade da cela:

–Lopez!- ela disse e Santana se levantou.

–Sim...

–Você tem visitas.

–Quem é?- perguntou curiosa.

–Vai lá e verá de quem se trata- respondeu ríspida.

–Obrigada pela simpatia- Santana disse sarcástica.

Santana dirigiu-se para a sala de visitas. Russel estava em pé lhe aguardando com um sorriso enorme do rosto:

–Oi pai! Me trouxe boas notícias?- Santana perguntou com esperança. Aproximou-se de Russel:

–Que pena que não, mas trouxe alguém pra te ver- Santana o olhou curiosa.

– Foi? Quem?- ela perguntou e Russel deu um passo para o lado revelando alguém atrás de si. Um alguém que fazia seu coração dar saltos dentro de seu peito. Alguém que possuía os olhos mais maravilhosos do mundo- Quinn!- disse com um enorme sorriso no rosto.

–Oi meu amor- Quinn exibia um sorriso tão grande quanto o de Santana, os olhos minguados, já derramando rios de lágrimas.

–Quinn!- Santana gritou correndo ao encontro da loura a abraçando o mais forte que pode.

–Eu senti tanto a sua falta San- Quinn disse com as mãos no rosto de Santana, que apenas a encarava.

–Eu vou deixar vocês a sós- Russel disse ao sair.

–O que foi isso no seu rosto Santana?- Quinn perguntou quando notou um corte no canto da boca de Santana.

–Não foi nada- ela mentiu- Me conta, como você está?- Santana desconversou sentando-se levando Quinn consigo.

–Com saudades. Muitas- Quinn puxou Santana para um beijo cheio de saudades com o gosto salgado das lágrimas da loura. Santana sentiu falta daquele beijo, como um peixe tirado de fora d’água sente da água. Quinn durante o beijo passou a mão sobre o abdômen de Santana que soltou um gemido- O que foi San?

–Nada- ela disse séria.

–Deixe-me ver sua barriga- Quinn pediu.

–Não Quinn- Santana se negou. Quinn foi insistente e abriu alguns botões do macacão de Santana achando uma mancha roxa no local.

–Quem te fez isso Santana?- perguntou assustada.

–Ninguém Quinn, foi um acidente- Santana desconversou.

–Acidente Santana? E por acaso esse acidente tinha um punho?- Quinn estava incrédula.

–Escuta Quinn, aqui não é um retiro de férias- Santana segurou as mãos de Quinn para que ela a olhasse- Aqui existem pessoas ruins.

–Eu sei Santana. Você contou pra alguém?

–Não.

–Santana!- Quinn brigou e se levantou- Você não pode deixar que te façam esse tipo de coisa. Precisa avisar que tem alguém te incomodando.

–Não adianta Quinn. Tem detentas aqui que fazem o que querem nesse presídio. Tenho que me livrar de confusões. Vem aqui- puxou Quinn de volta.

–Mas olha o que fizeram com você. Eu não acredito que estamos passando por isso- Quinn disse inconformada.

–Eu não tenho mais jeito Quinn, mas você ainda pode ter uma vida- Santana falou olhando fixamente para Quinn.

–Claro que tem San, nunca pensa dessa forma- Quinn brigou- Eu terei sim uma vida, mas é com você.

–O mundo está contra mim Quinn, eu estar aqui é uma prova de que não pertenço a ele- Santana comentou com os olhos úmidos- Posso passar minha vida toda nessa cadeia.

–Eu te espero- Quinn disse segura- Eu disse que te esperaria.

–Mas... – Santana tentou dizer.

–Eu sou sua Santana. Para todo o sempre- Quinn disse e Santana a beijou- O Puck está procurando um jeito de tirar daqui.

–É impossível, peça para ele parar com isso ou vai acabar se machucando- Santana pediu preocupada.

–Nem se o obrigasse. Ele não vai descansar enquanto você não estiver livre.

–Ele é maluco.

–Mas eu confio que ele consiga.

–Eu também- Santana concordou voltando a beijar Quinn.

–Estamos bem?- Quinn perguntou separando-se do beijo encarando Santana.

–Só se você me prometer que virá me visitar de novo- Santana brincou.

–Mas é claro, você vai abusar da minha cara por aqui- Quinn disse sorrindo.

–Nunca faria isso- Santana disse séria acariciando o rosto de Quinn- Eu te amo- Quinn a beijou apaixonadamente.

–Já acabou o tempo da visita- a carcereira avisou e Russel apareceu na porta.

–Temos que ir- ele disse com um meio sorriso.

–Obrigada pai- Santana disse abraçando Russel- Não sei como te agradecer por isso.

–Se mantenha forte e volte pra nós logo, não tem forma melhor- sorriu e Santana o abraçou novamente.

–Se cuida- Santana disse para Quinn que rapidamente a abraçou.

–Você que tem que se cuidar. Prometo vir te visitar em breve.

–Pode vir, não vou a lugar algum- brincou e Quinn lhe deu um beijo de despedida e saiu. Se ela duvidasse que a loura lhe amasse. Não tinha mais dúvidas.

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Puck passava o tempo inteiro no departamento de polícia aguardando a tal ligação do cara que conhecia a mulher que contratou Nick para o serviço sujo contra Santana:

–Você tem certeza que ele disse que ia te ligar?- Puck perguntou impaciente. Já havia se passado três dias nessa tortura.

–Claro que tenho. Ele disse que ia me ligar, só não disse que dia- Nick explicou.

–Mas que droga- bufou.

–Tenha calma Puck. A esperança é a última que morre- Finn disse tentando acalmar seu primo- Aposto que daqui a pouco ele liga- mal Finn disse isso o celular tocou.

–Só pode ser ele- Nick anunciou.

–Então atende logo- Puck mandou nervoso. Nick pegou o celular e o colocou no ouvido:

–Alô- Nick disse ao atender, demorou alguns segundos em silêncio escutando algo. Tampou o fone do celular para que quem estava do outro lado não ouvir o que ele ia falar.

–E aí?- Puck perguntou ansioso.

–É ele.

Notas finais
Gostaram? Podem dizer com sinceridade. Eu amo quando vocês comentam, só assim me dá mais vontade de postar. Beijão, agora posso ir dormir.