A outra face

30 Capítulo 30- O julgamento


Notas iniciais
Oiiiiii. Mais um capítulo de doer na alma. Consegui postar mais cedo hoje. Vamos ao capítulo. Enjoy.

–Você pensou que iria nos enganar, não é Santana Lopez?- o investigador perguntou com cinismo- Mas ninguém me engana.

–Do que você está falando?- estava ainda mais confusa.

–Reconhece isso?- ele perguntou desenrolando um pano, tirando de lá uma faca suja de sangue.

–Eu nunca vi essa faca na minha vida- Santana disse calmamente.

–Ah não? Que pena que eu não acredito- ele disse aproximando-se- Você está presa Santana Lopez!

Nesse momento na casa da piscina estava uma confusão. Santana negava-se a ser levada presa:

–Colabore Lopez ou vai ser pior pra você- O investigador Loren ordenou a Santana.

–Não vou colaborar nada- ela disse alterada com Quinn segurando em seu braço- Já disse que eu não matei o Logan, vocês não podem me prender.

–Não é o que diz essa ordem de busca e apreensão no seu nome Lopez- Loren disse com desdém- Vamos logo com isso.

–Já disse que eu não vou- Santana disse firme.

–Então eu não tenho escolha. Podem algemá-la- Loren falou para um dos policiais. Ele foi à direção de Santana e tentou lhe algemar, mas Santana se desvencilhava fácil. Foi preciso três policiais para esse feito.

–Me soltem, eu sou inocente, alguém armou pra mim- Santana gritava sendo levada pelos policiais.

–Soltem ela, por favor- Quinn suplicava chorando para Loren- Ela não fez nada.

–Me desculpe senhorita, mas as provas não metem- ele explicou- Se eu fosse você, procurava alguém melhor, essa menina não tem futuro.

–Você está enganado. A San tem futuro sim e se depender de mim vai ser ao meu lado- Quinn saiu correndo para acompanhar os policiais que levavam Santana. Eles passavam nesse momento pela área da piscina, Puck viu o tumulto e foi ao socorro da sua irmã:

–Hey, o que está acontecendo? Soltem minha irmã agora- ele pediu tentando soltar Santana dos policiais, mas alguns dos homens o seguraram.

–Sinto muito rapaz, mas agora sua irmã é problema da polícia e é melhor você se acalmar ou vai preso por desacato.

–Calma Puck!- pediu Finn segurando o primo para que não fizesse besteira.

–Eles estão levando a San. Finn nós temos que tirá-la disso- Puck disse desesperado.

–Nós vamos Puck, agora se acalma. Vamos ligar para o Russel, ele vai saber o que fazer- Finn pediu e Puck consentiu.

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Santana foi levada para o departamento de polícia. Finn ligou para Russel, que imediatamente se dirigiu para onde Santana foi levada.

–Cadê a minha filha?- Russel perguntou encontrando-se com o investigador Loren.

–Ela está numa sala sendo interrogada- Loren respondeu calmamente.

–Você não tinha o direito de ir até minha casa e prender minha filha, seu desgraçado- Russel esbravejou com muita raiva e Loren deu passo pra trás.

–Calma senhor Fabray! Eu tinha uma ordem judicial para prendê-la- defendeu-se.

–Você sabe que é contra a lei levar um menor de idade sem os responsáveis por perto. Pode se preparar investigador, eu vou tirar Santana dessa e ainda vou lhe processar. Eu quero ver se depois disso, você irá trabalhar pelo o menos como um simples guarda de funerária- Russel ameaçou e saiu de encontro a Santana. Loren ficou pasmo.

Russel entrou na sala com tudo:

–O senhor não pode ficar aqui- a agente que interrogava Santana disse quando Russel entrou.

–Claro que posso! Eu sou advogado dela- Russel disse e Santana correu para abraçá-lo mesmo estando algemada.

–Eu estou aqui filha, não se preocupe- tentou acalmar Santana- Posso saber o porquê de ela estar algemada?

–Senhor... – a agente tentou explicar-se.

–Não importa. Ela não está resistindo a nada. Tirem logo essas algemas- Russel mandou ríspido- Vocês estão bem encrencados, levar um menor sem os pais presentes, interrogá-la sem seu advogado por perto e ainda mantê-la algemada quando não está oferecendo resistência. Vocês vão se ver comigo- Russel ameaçou sentando-se ao lado de Santana- Vamos aos motivos por vocês terem trago minha filha pra cá dessa forma- ele pediu visivelmente irritado.

–Pois bem... –a agente começou- Foi encontrada em uma lixeira próxima ao local do crime, uma jaqueta que, segundo testemunhas, pertence à acusada em questão.

–Posso ver a jaqueta?- Russel pediu e a agente colocou a jaqueta sobre a mesa- Essa é sua jaqueta Santana?

–É, mas há dias que eu não a via. Até perguntei para Lupi se ela havia visto, mas ela também não sabia onde estava- Santana respondeu estática ao ver sua jaqueta suja de sangue.

–Nas mãos da vítima, foram encontrados fios que batem com os da sua jaqueta- a agente disse.

–Isso só pode ser brincadeira. Alguém deve ter pegado a minha jaqueta, matado Logan, para depois me incriminar- Santana constatou.

–A prova chave do crime foi a faca encontrada no colchão de Santana. Contra isso não se pode fazer mais nada- ela disse anotando algo.

–Eu vou recorrer, pode ter certeza- Russel afirmou.

–Você poderá, mas ela terá que ficar detida aqui.

–Não, tudo menos isso. Eu quero ir pra casa Russel- Santana suplicou abraçando Russel.

–Tenha calma minha filha. Você terá que ser forte agora. Se depender de mim vai ser por pouco tempo- ele tentou acalmá-la.

–Podem levar- a agente pediu a um policial que levasse Santana para uma cela.

–Por favor, eu não fiz nada- ela pedia, mas não tinha nada a fazer.

Santana foi levada para uma cela e por sorte ficou sozinha nela. Russel tentou fazer algo para que Santana fosse liberada para ir para casa, mas foi em vão. O julgamento foi marcado para dalí a uma semana. Em casa estava um alvoroço:

–Mas como pode isso? Minha filha é inocente- Maribel questionava chorando- Russel, você tem que faze alguma coisa, vamos contratar mais advogados, eu não sei. Temos que tirar Santana daquele lugar.

–Eu estou fazendo o que posso, mas há fortes indícios que ela é culpada- Russel explicou inquieto.

–Mas ela não é pai. Eu acredito na Santana, alguém fez isso, só pode- Quinn dizia em prantos, sendo consolada por Nora.

–Isso é um pesadelo. A Santana pode ser o que for, mas assassina? Eu me nego a acreditar nisso- Nora comentou inconformada.

–Eu vou tirar minha irmã de lá, nem que eu tenha que explodir aquela delegacia- Puck falava desesperado andando em círculos pela sala.

–Vamos ter calma pessoal- Russel pediu- A Santana precisa de todos nós nesse momento. Eu estou recorrendo e buscando algo que posso inocentá-la e preciso que vocês encontrem pessoas que podem testemunhar a favor de Santana.

–Eu vou ver o que eu posso fazer- Lanna comentou.

–Nós teremos que ficar mais unidos do que nunca, mas eu temo que seja só o começo do pior- Russel disse pensativo.

A sala foi tomada por um silêncio mortífero. Por que estavam fazendo isso com Santana? Ela nunca fez mal para ninguém. Respostas! Todos precisavam de respostas.

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Quinn e Lanna procuraram por pessoas para testemunhar a favor de Santana. Muitos negaram, não queriam se envolver com esse tipo de coisa. Alguns professores concordaram em testemunhar a favor de Santana.

–Quinn!- Lanna chamou tendo uma ideia- Já sei quem pode testemunhar a favor de Santana.

–E quem seria?- Quinn perguntou curiosa.

–Kate.

–Não, tudo menos ela Lanna- Quinn negou fechando a cara.

–Quinn, você tem que deixar esse ciúme bobo de lado. É pra ajudar Santana.

–Tudo bem, é por Santana- Quinn suspirou e seguiu com Lanna ao encontro de Kate. Ela estava treinando no campo das Cheerios, se assustou ao ver as duas aproximarem-se:

–Kate!- Quinn falou.

–Eu juro que não fui eu... Eu acho- Kate falou levantando as mãos.

–Precisamos de sua ajuda- Quinn pediu.

–Não acredito nisso: Quinn Fabray me pedindo ajuda, não acredito que vivi pra ver isso- brincou Kate e Quinn fechou a cara.

–É sério Kate- Lanna advertiu.

–Em que posso ser útil?- perguntou interessada.

–Santana- Lanna disse.

–O que tem minha latina?- Kate perguntou e Quinn bufou.

–Ela foi presa- Lanna respondeu.

–Mas como? Ainda é aquela história do Logan?- Kate preocupou-se.

–Sim, mas dessa vez foi mais sério. Encontraram provas que incriminassem minha irmã.

–Eu não acredito que ela tenha feito isso, a San é uma ótima pessoa- Kate comentou.

–Eu também não- Quinn concordou- Por isso precisamos da sua ajuda. Você poderia testemunhar a favor da San?

–Claro! Eu gosto muito da Santana, e eu sei que você não gosta de mim, mas nós somos muito amigas. Faria tudo por ela, como eu sei que ela faria por mim- Kate comentou.

–Vamos deixar nossas diferenças de lado, ela precisa de nós. Trégua?- Quinn estendeu a mão para Kate.

–Trégua- Kate apertou a mão de Quinn.

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O dia do julgamento chegou. Santana não pode ter visitas durante a semana que passou detida no departamento de polícia. Não dormiu direito, nem comeu corretamente. Sua cabeça martelava e as preocupações lhe tomavam. Ela sabia que era inocente, mas como provar o contrário, se tudo ao seu redor era contra ela?

Santana estava inquieta em uma sala reservada no tribunal. Todos já estavam presentes, Russel já estava no seu devido lugar como advogado de Santana, enquanto Maribel e os demais aguardavam nas cadeiras mais atrás.

O juiz entrou na sala onde ocorreria a audiência:

–Boa noite a todos presentes. Vamos dar início ao julgamento do caso Logan Blake. Que entre a ré Santana Lopez- disse o juiz dando início à audiência.

Santana entrou na sala algemada, sendo acompanhada por dois policiais. Maribel chorava todo momento. Ao entrar, Santana passou próximo onde sua família estava. Seu olhar se encontrou com o de Quinn e a mesma lhe enviou um sorriso. Esse sorriso foi uma forma de enviar calma a Santana. A latina sorriu de volta, fez um sinal de um ‘’eu te amo’’ com as mãos algemadas e lhe enviou um beijo. Quinn não aguentou e começou a chorar, ela queria ser forte por Santana, mas vê a latina daquela forma frágil era demais para ela. Santana sentou-se ao lado de Russel e ele lhe enviou um meio sorriso.

–Passo à palavra a promotora Lewis- disse o juiz.

–Boa noite a todos. Estamos hoje aqui reunidos para esclarecer os fatos sobre a morte do estudante Logan Blake- a promotora falou andando pela sala- De acordo com os fatos apurados, a também estudante Santana Lopez, matou a vítima. Foi encontrada a jaqueta da acusada com o sangue da vítima próximo ao local do assassinato e na casa da ré, a faca usada no crime. Quero chamar para dar seu depoimento o investigador do caso, Loren- Loren sentou-se na cadeira e começou a dar seu depoimento. O julgamento perseguiu, os policiais que prenderam Santana foram os primeiros a dar seu depoimento sobre o caso. Depois de meia hora seriam chamadas as testemunhas a favor e as de acusações- Quero chamar agora como testemunha de acusação Troy Owens, companheiro de equipe de Logan.

Troy entrou na sala e Santana apenas observava tudo calada. Troy fez seu juramento perante o livro de leis e a promotora começou:

–Você era muito amigo da vítima?

–Sim- ele respondeu.

–Você chegou a presenciar algum desentendimento entre Santana e Logan?

–Sim- Troy respondeu- Foi na feira da escola, Santana agrediu Logan e lhe quebrou duas costelas.

–Você sabe por qual motivo ela o agrediu?

–Não. Ele estava com a namorada e ela chegou de repente e o agrediu.

–Vocês veem?- a promotora perguntou ao jurado- Santana mostrava-se muito violenta, a ponto de agredir alguém sem motivos aparentes.

–Protesto- Russel disse- Santana ainda não foi ouvida, então é preciso ouvir sua versão da história.

–Concedido- o juiz aceitou- Senhora promotora, atenha os fatos primeiro, as considerações serão deixadas para o final dessa seção.

–Tudo bem- Lewis concordou- Senhor Owens- voltou-se a Troy- Logan disse algo sobre Santana a você?

–Ele me disse uma vez que Santana o ameaçou para que ele se afastasse de Quinn.

–E quem seria Quinn?

–A namorada de Logan- ele disse e Santana balançou sua cabeça negativamente ‘’Quanta mentira’’, pensou ela.

–É só isso meritíssimo- a promotora encerrou.

–A defesa quer fazer perguntas para a testemunha?

–Não- Russel respondeu.

–Então passaremos para a próxima. Chamamos agora para depor Joseph Mitchel, professor de matemática da escola William Mackinley- o juiz chamou. O professor falou muito bem de Santana. Disse que ela era brilhante e nunca notou nenhum comportamento agressivo da mesma. Outros professores deram seus depoimentos sobre Santana e Logan. Na plateia, a família de Santana estava apreensiva, aquilo tudo era sufocante.

–Chamo agora Éden Larousse para depor- a promotora chamou e Larousse sentou-se na cadeira, enviando um sorriso sarcástico pra Santana. A latina jogou um beijo para ela e a mesma rolou os olhos- Senhora Larousse, como era Santana nas suas aulas?

–Inquieta e desatenta, mas nunca deixou de me entregar seus deveres e trabalhos- Larousse respondeu.

–Ela já se mostrou violenta durante as aulas?

–Já, inclusive comigo.

–Você poderia nos contar como foi?

–Claro! Eu sou professora de filosofia, e nesse dia, eu falava sobre a loucura segundo a filofia. Santana do nada jogou seus livros no chão e me atacou com palavras, eu achei que ela iria me agredir- disse com cara de vítima- Eu admiro muito a Santana, apesar de suas atitudes, ela é muito inteligente.

–Me poupe- Santana disse alto e todos a olharam- Não finja que gosta de mim Larousse. Você me provoca todos os dias jogando indiretas. Você é muito fingida sabia?

–O que foi que eu falei?- Larousse perguntou apontando pra Santana- Ela me enfrenta, me desacata e me diz coisas terríveis.

–Desculpa Santa Larousse- Santana disse com sarcasmo.

–Comporte-se senhorita Lopez- o juiz advertiu.

–Perdão- ela pediu e se ajeitou na cadeira inquieta. A promotora continuou seu interrogatório com Larousse e Russel lhe fez várias perguntas, mas Larousse lhe respondia brevemente.

–Vamos agora a testemunha de defesa, Katerine Loren- a promotora chamou e Santana estranhou, o sobrenome de Kate era Loren?- Senhorita Loren- ela começou- Qual sua relação com a acusada?

–Somos amigas- Kate respondeu e Santana lhe enviou um sorriso.

–Como Santana se comporta na maioria do tempo? Você já presenciou alguma cena de violência dela?

–Ela é calma, tranquila e eu tenho certeza que não foi ela que matou o Logan. Ele era um chato de galocha e qualquer um poderia tê-lo matado- ela respondeu e Santana sorriu. Até em momentos sérios Kate brincava.

–Senhorita apenas responda as perguntas- o juiz advertiu e Kate fez uma careta.

–Eu vi que seu sobrenome é Loren. Qual seu parentesco com o investigador Loren?

–E o que isso tem haver?

–Apenas responda senhorita- o juiz falou.

–Ele é meu pai- ela respondeu e Santana arregalou os olhos, como quase todos no recinto.

–E o que o seu pai acha dessa sua amizade com a Santana?

– Protesto- falou Russel- A promotora está saindo do real motivo por estarmos aqui.

–Aceito- concordou o juiz- Vamos manter o foco no caso.

–Certo- ela continuou- Como você pode afirmar que Santana é inocente das acusações?

–Ela seria incapaz de matar alguém, principalmente o idiota do Logan- o juiz a olhou- Desculpa- ela redimiu-se- Eu ouvi muitas vezes Logan comentar algo maldoso sobre Santana, inclusive que iria se vingar dela um dia.

–Minhas perguntas acabaram meritíssimo.

–A defesa quer perguntar algo para a testemunha?

–Sim meritíssimo- Russel levantou-se- Senhorita Loren, como era Logan no colégio?

–Sinceramente? Era um idiota. Ele dava em cima de todas as garotas da escola mesmo namorando Quinn. Inclusive, ele me beijou a força uma vez, Quinn chegou e ele a fez pensar que eu o beijei. Nós éramos amigas e por conta disso, nós mal nos falamos ultimamente- ela respondeu e Quinn ficou pasma. Então foi tudo mentira, ela terminou com Logan porque pensou que ele a houvesse traído com Kate, sua amiga na época.

–É verdade que Logan era usuário de drogas?

–Eu ouvi boatos de que sim. Uns amigos me disseram que ele distribuía pela escola.

–Sem mais perguntas meritíssimo- Russel disse contente, até que enfim algo que ajudasse Santana. Kate retirou-se da sala. Os pais de Logan foram os próximos a depor, disseram como ele era um filho dedicado e de que tudo que diziam sobre ele era mentira. Mais alguns alunos deporam contra Santana.

–Vamos a última testemunha de defesa, Quinn Fabray- a loura sentou-se na cadeira e seu olhar não saia de Santana- Senhorita Fabray, você namorou com a vítima, não foi?

–Sim, por quase um ano.

–E como ele era?

–Ele era bom comigo, gentil e dedicado.

–Porque terminaram?

–Traição por parte dele- ela respondeu voltando a olhar pra Santana.

–Qual sua relação com Santana Lopez?

–Nós namoramos, há quase cinco meses- Quinn respondeu segura e Santana lhe enviou um sorriso.

–Namoram?- Quinn concordou- Você teve alguma coisa com Santana enquanto namorava Logan?

–Não, nós nem nos falávamos na época. Aconteceu um mês depois de Logan e eu terminarmos.

–Você a conhece há quanto tempo?

–Desde os cincos anos de idade.

–Mas você disse que na época que namorava Logan não falava com Santana?- a promotora arqueou a sobrancelha.

–E não falava.

–Por quê?- ela insistiu.

–Os motivos não vêm ao caso- Quinn respondeu seca.

–Senhores jurados pra mim está claro tudo isso- a promotora dirigiu-se aos jurados- Santana sempre foi apaixonada por Quinn, mas a mesma namorava com Logan. Tomou à namorada da vítima, ele não gostou e foi tirar satisfações com ela, brigaram e Santana o matou.

–Protesto- Russel levantou-se com raiva- A promotora está sendo evasiva.

–Concedido- o juiz concordou mais uma vez- Senhora promotora, quem decidirá isso são os jurados.

–Entendo meritíssimo, eu já acabei.

–Defesa?

–Sim meritíssimo- Russel se levantou- Senhorita Fabray, você pode nos contar o motivo da briga de Santana e Logan na feira?

–Posso. Logan e eu tínhamos terminado. Ele bebeu e tentou me beijar a força, mas Santana apareceu e me ajudou.

–Foi em pura defesa meritíssimo- Russel a defendeu- Ele chegou a perseguir vocês?- dirigiu-se a Quinn.

–Sim. Quando a San e eu começamos a namorar, ele chegou a nos atormentar e ameaçar Santana. Juntou-se a uns amigos e a agrediu no estacionamento da escola.

–Mas isso não ficou comprovado senhorita- a promotora comentou.

–Porque não tinha testemunhas no local, apenas o irmão e o primo de Santana, mas a polícia não aceitou os dois como testemunhas- Quinn rebateu.

–É só meritíssimo- Russel voltou a sentar-se e Quinn saiu.

–Então vamos às palavras da ré- Santana sentou-se na cadeira para depor- Santana, quais as desavenças que você tinha com Logan Blake?

–Nenhuma. Ele que tinha comigo. Eu nunca o ameacei ou coisa parecida. Ele que me perseguia por que eu comecei a namorar Quinn- Santana respondeu farta de tudo aquilo.

–Então você o matou por que ele te perseguia?

–Já disse que eu não matei ninguém. Vocês deveriam parar de fingir serem policiais e começarem a investigar o verdadeiro culpado disso tudo- Santana começou a se alterar.

–Temos o laudo da psicóloga que examinou Santana senhores jurados- a promotora pegou uns papéis e começou a lê-los- Santana Lopez sofre de transtorno bipolar, pode muito bem em uma de suas crises ter matado Logan.

–O quê?- Santana perguntou incrédula- Eu não sou bipolar.

–Não é o que diz seus exames senhorita. Ainda tem mais: Santana Lopez tem comportamento violento que podem provocar apagões de ódio, levando-a a ter altas probabilidades de se tornar alguém psicótico e perigoso- ela continuou.

–Isso é mentira, eu nunca machucaria ninguém- Santana não estava acreditando naquilo, ela sentia-se bem. Aquilo só poderia ser outra armação para ela. No tribunal muitos falavam alto e acabou virando uma confusão.

–Ordem no recinto- o juiz pediu- Já que ambas as partes não possuem mais nada a acrescentar, teremos uma pausa de trinta minutos e ao voltarmos, teremos o veredito do caso.

O juiz retirou-se do local junto com os jurados. Santana ficou apreensiva e sua família ficou inquieta. Trinta minutos depois, todos voltaram ao local. Santana voltou a sentar-se ao lado de Russel.

–Bom... Já temos o resultado- o juiz começou a ler um papel e todos aguardavam apreensivos o resultado- Diante aos fatos apresentados, chegamos a um veredito: Santana Lopez foi considerada culpada das acusações com uma pena de trinta anos de prisão apartir da data de apreensão- Santana colocou as mãos no rosto não acreditando naquilo, Russel a abraçou, Maribel desmaiou e Puck e Finn a socorreu. Quinn perdeu o chão, aquilo não podia estar acontecendo- Podem levar a prisioneira.

Dois guardas levaram Santana. Quinn correu em sua direção e um dos guardas a afastou:

–Não... Ela inocente- Quinn disse em prantos.

–Saia da nossa frente senhorita- um dos guardas pediu.

–Deixem eu me despedir dela, por favor- Santana suplicou e os guardas se olharam.

–Rapidamente- consentiu. Quinn foi ao encontro de Santana e a abraçou o mais forte que pode.

–Quinn, escuta o que eu vou te dizer- Santana pediu já ameaçando chorar- Cuida da minha mãe, das minhas irmãs e do meu irmão, por favor.

–Eu não posso viver sem você San- Quinn disse desesperada.

– Você vai ter que aprender Quinn, mas saiba que eu te amo e eu não fiz nada do que estão me acusando- ela explicou com as mãos no rosto de Quinn- Me prometa que vai se cuidar.

–San...

–Pelo amor de Deus Quinn, me prometa- Santana suplicou.

–Eu prometo Santana. Eu te amo muito e vou tirar você dessa situação- após as palavras de Quinn, Santana a beijou. Foi um beijo de desespero, ela não sabia se estaria de volta em casa algum dia.

–Já chega- o guarda tirou Santana. Quinn segurava suas mãos que foram se desprendendo e seu desespero aumentando.

–Eu te amo Quinn, nunca se esqueça disso- Santana foi levada de lá, tiraram ela de Quinn. A loura não sentia suas pernas desabou ali mesmo chorando.

Ninguém sabia o que fazer nesse momento. Russel lutou com todas suas forças para reverter o veredito, mas foi em vão. O que seria de Santana agora?

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Prison gates won't open up for me

Os portões da prisão não abrirão para mim

On these hands and knees I'm crawlin'

Com essas mãos e joelhos estou rastejando

Oh, I reach for you

Oh, eu alcanço você

Well I'm terrified of these four walls

Bem, estou aterrorizado com essas quatro paredes

These iron bars can't hold my soul in

Essas barras de metal não podem prender a minha alma aqui

All I need is you

Tudo que eu preciso é você

Come please I'm callin'

Venha, por favor, estou chamando

And oh I scream for you

E, oh, eu grito por você

Hurry I'm fallin'

Apresse-se, estou caindo

Santana foi levada para um presídio feminino. Ao entrar, lhe colocaram um macacão de presidiária, aquilo parecia lhe pesar na alma. Andando pelos corredores, vários olhos a olhavam de maneira assombrosa. Santana sentia- se anestesiada com tudo aquilo. Como poderia pagar por algo que não cometeu?

Show me what it's like

Mostre-me como é

To be the last one standing

Ser o último a ficar em pé

And teach me wrong from right

E ensine-me a diferença do errado e do certo

And I'll show you what I can be

E eu te mostrarei o que posso ser

Say it for me

Diga para mim

Say it to me

Diga para mim

And I'll leave this life behind me

E eu deixarei essa vida para trás

Say it if it's worth saving me

Diga se vale a pena me salvar

Santana entrou em sua cela, sua companheira de quarto era mal encarada. Sentou-se no lado direito da cela em uma cama nada confortável. Pode levar poucas coisas, apenas a roupa que foi em seu corpo, objetos de higiene e umas fotos de sua família. Santana encarou o retrato pensativa. Como iria ficar sua família?

Heaven's gates won't open up for me

Os portões do Paraíso não abrirão para mim

With these broken wings I'm fallin'

Com essas asas quebradas estou caindo

And all I see is you

E tudo que eu vejo é você

These city walls ain't got no love for me

Esses muros da cidade não tem nenhum amor por mim

I'm on the ledge of the eighteenth story

Estou na beira da 18º história

And oh I scream for you

E, oh, eu grito por você

Come please I'm callin'

Venha, por favor, estou chamando

And all I need from you

E tudo que eu preciso é você

Hurry I'm fallin'

Apresse-se, estou caindo

Como seria sua vida naquela prisão? Nunca havia passado isso em sua cabeça. Aquilo seria uma tortura, viver longe de tudo e de todos, com pessoas más que a qualquer momento poderia lhe fazer mal. E Quinn? A última lembrança que tinha de sua amada era ela chorando. Aquilo doeu em Santana. Nesse momento sentiu saudade da sua família, do amor de sua vida, da sua casa, da sua cama, da sua vida. O desespero se instalou no seu peito e Santana não teve outra saída a não ser chorar, era a única coisa que podia fazer naquele momento. O que ela havia feito pra merecer tudo isso?

Show me what it's like

Mostre-me como é

To be the last one standing

Ser o último a ficar em pé

And teach me wrong from right

E ensine-me a diferença do errado e do certo

And I'll show you what I can be

E eu te mostrarei o que posso ser

Say it for me

Diga para mim

Say it to me

Diga para mim

And I'll leave this life behind me

E eu deixarei essa vida para trás

Say it if it's worth saving me

Diga se vale a pena me salvar

Hurry I'm fallin'

Apresse-se, estou caindo

Notas finais
Gostaram? Querem me matar? Fiquem à vontade, mas comentem antes. Beijo. Obs 1: A música no capítulo é Savin' me do Nickelback. A letra se encaixou direitinho no capítulo. A música é muito boa. Fica a dica.