A origem da Fênix
5 Noite quase perfeita
Notas iniciais
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Noite quase perfeita
Senti a claridade do sol me acordar, estranho no meu quarto não tem janela, não demorou muito para mim notar aonde eu estava deitada, incrível ele dormiu na mesma posição a noite inteira. Tentei levantar sem acorda ele, mas acho que não deu certo, senti um arrepio quando seus braços me envolveram em uma tentativa de não me deixar sair da cama.
– Bom dia – Ouvi sua voz rouca no pé ouvido.
– Bom dia, eu acho.
– Dormiu bem? — Só depois da pergunta é que eu parei para analisar: Eu não sonhei como em outros dias.
– Sim.
– Bom você deve estar com fome.
– Hum, pouco, mas não precisa se incomodar, nem to com tanta fome assim – Ele saiu da cama delicadamente e me esticou um roupão.
– Se veste e vem comigo – Olhei para o conjunto preto que vestia, e me encaixei no roupão.
Ele parecia estar feliz pelo sorriso que tinha quando desceu as escadas, fomos em direção a cozinha e foi a caminho dela que vi uma visão linda mas estranha, o irmão dele estava na sala com um prato de carne crua e muito bem ensanguentada, acho que ele realmente gosta dos músculos, pois lá estava ele sem camisa, parecia estar só de cueca com um lençol cobrindo as pernas, parecia uma criança comendo melado, para mim não foi uma visão nada mal ver ele todo lambuçado, mas esses são pensamentos que eu prefiro guardar só para mim.
– Bom dia – Ouvi ele dizer em meio uma mastigação e outra – Servida? — Ele me disse oferecendo seu prato de petiscos
– Não obrigada – Senti a mão de Cristian segura meu braço.
–Vamos meu anjo? – Ele disse enquanto cuidadosamente me conduzia até a cozinha.
– O que gosta de comer?
– De tudo um pouco, e você? Gosta de comer carne crua de manha?
– Não, meu irmão é meio sem noção, desculpa por isso.
– Tudo bem – Percebi que ele já preparava alguma coisa, com muita habilidade até.
– Ter uma mãe nutricionista tem lá suas vantagens?
– Ahh, isso? — Ele disse levantando a faca que usava para cortar as frutas – Sempre gostei de culinária.
– Tem quantos anos Cristian? – Percebi que ainda não sabia a idade dele, confesso que essa foi uma pergunta difícil de fazer, mas a gente tomou um certo grau de amizade tão rápido que eu ate estranhei, e como se ele já soubesse o que fazer, já soubesse o que eu gosto, e como se ele lesse meus pensamentos as vezes então acho que não vai fazer mal perguntar.
– Dezessete, E você mocinha? — Ele disse isso vindo em minha direção, me pegando pela cintura e me colocando sentada em cima de uma bancada que tinha na messa, ele ficou lá a centímetros de mim com as mãos na minha cintura, eu decidi parar de ser medrosa e deixar acontecer afinal como diz Sarah: ''É fazendo merda que se aduba a vida '' Confesso que fiquei triste quando ele se afastou e eu só tive uma reação.
– Quinze – E de novo ele foi em direção a outra bancada e pegou um pote redondo cheio de frutas, me entregou e em cima da bancada colocou várias opções, leite condensado, creme de leite, mel, aveia e outros que eu não conhecia.
– Prefere beber o que?
– Não sei, escolhe você.
– Suco?
– Pode ser.
– Maracujá?– Apenas balancei a cabeça em sinal de confirmação com um grande sorriso no rosto, eu amo suco de maracujá só não sei como ele sabia disso.
– Que horas prefere ir para casa? — Disse me entregando o copo de suco enquanto sentava na bancada do meu lado.
– Não sei dizer, depois do café eu acho.
– Ótimo, vamos juntos para escola então.
– Se você diz – Disse rindo, o que ele queria eu não sabia mas decidi dança conforme a música que tocava.
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