A ordem negra

7 Josh- Os visitantes.


Notas iniciais
Nesse capitulo conhecemos um pouco das escolas da America do sul e America do norte.

O dia vinte e três se aproximava, e com ele, os novos visitantes. Não se falava de outra coisa. Por todo lugar em que Josh passava escutava comentário como “Como vocês acham que eles são”, “dizem que vão chegar em um dragão”, “você vai querer participar?” e outras coisas do tipo.

Um dia antes da chegada esse era realmente o único assunto, professores não conseguiam mais dar aula, alunos só pediam informações sobre os visitantes e o torneio. E não acreditavam quando os professores diziam não saber. Prof. McGonagall estava realmente estressada, e até ameaçou cancelar o torneio, se não parassem de falar sobre isso. Mas durou apenas algumas horas, e logo o assunto voltou.

Josh já estava se sentindo incomodado com isso, e tinha que aguentar Jason, que estava muito empolgado, quase o dia todo. E hora ou outra tentava fugir, sempre procurando Chloe. Que no quesito distração, era a melhor pessoa. Nunca ficava sem assunto, e também não parecia muito ansiosa para o torneio.

Quando o dia vinte e três aflorou, o castelo parecia envolto em uma grande aura de ansiedade. E para ajudar, os visitantes não haviam se dado ao dever de avisar a hora de sua chegada. O que fazia alguns alunos olharem janela afora a cada cinco minutos.

Cada som estranho vindo da floresta, do lago, ou dos próprios corredores faziam os alunos pensarem que eram os visitantes. Mas nada aconteceu até as três horas da tarde.

Josh percebeu gritos ao lado de fora do castelo, e foi obrigado por Jason a ir acompanhá-lo a olhar. O garoto não piscava nem mesmo um segundo, e sua expressão o fazia parecer uma criança a espera de um doce.

E quando chegarem aos jardins tudo parecia igual, exceto que todos estavam olhando e apontando para lá do lago negro.

Josh teve que apressar o passo para acompanhar Jason, que corria. E por algumas vezes, o viu quase tropeçar.

Percebia-se que todos olhavam para o céu, e então olhou.

La estavam, uma frota de….

O que eram aquilo?

Por um momento correu um pequeno pensamento em sua cabeça, Dragões? Não era possível, havia muitos, e dragões eram muito maiores que isso. Com certeza não eram dragões. A cada minuto estavam mais perto, e cada metro que voavam pareciam mais pequenos. E então ele percebeu.

Eram cavalos alados, no mínimo vinte deles. Eram maiores que os cavalos normais, e tinham, pelo menos, quatro metros de uma asa a outra.

Quando estavam perto foi possível vê-los perfeitamente.

O cavalheiro a frente era com certeza o líder. Voava no maior cavalo, o mais bonito. Os outros faziam uma pequena formação em forma de triângulo, e os cavalos, diminuíam de tamanho a cada fileira. Até que os últimos, tinham tamanho de cavalos reais.

Eles pousaram em formação, a beira da floresta negra.

E pode-se ver o homem a frente. Era com certeza mais velho que os outros. Era musculoso, e usava uma espécie de terno marrom, mas sem paletó, apenas um colete marrom sobre uma camiseta branca, dobrada nos cotovelos. Seu rosto era sério, de pele morena. Seu cabelo era extremamente negro, e chegava a sua cintura. Em seu rosto haviam sobrancelhas grossas e muito expressivas. Olhos castanhos e muito escuros, e uma barba rala.

Ele era, com certeza, descendente de nativos.

Os outros, atrás dele vestiam-se todos praticamente iguais. Usavam um uniforme em um tom entre branco e bege. Não usavam capas, e no lado direito do peito haviam três listras. Em alguns verdes, outros azuis, outros marrons, e em outros em um tom muito parecido com o tom de pele.

Logo que desmontaram dos cavalos alados foram recebidos pelo Prof. Longbottom, e os acompanharam sem nem olhar para a multidão que os assistia.

Estavam todos maravilhados.

Jason, pessoalmente, parecia ter visto o próprio papai-noel. A expressão em seu rosto era como se tivesse visto a coisa mais impressionante do mundo. Para Josh, até que foi legal. Mas alguma coisa no líder, despertou nele um sentimento de insegurança.

Não parecia digno de confiança.

— Deve ser a qualquer momento. – disse Jason todo animado. – Logo vão chegar.

Mas não chegaram, a cada minuto passado o desanimo crescia. E quando a luz do crepúsculo se extinguiu a maioria parecia ter desistido. E estavam retornando ao castelo. Mas de repente.

Uma música tocou, mas não parecia uma música normal. Não parecia vir de um instrumento normal.

E depois de ouvir no mínimo dez vezes Josh reconheceu. Uma buzina pensou ele.

Mas era diferente, era em forma de música, e durava uns vinte segundos.

E então a falação e expectativa voltaram. Todos olharam e apontaram para o mesmo ponto que os cavalheiros haviam chegado.

E la estava, algo grande, amarelo parecido com um…. Pensando bem Josh nunca tinha visto algo assim, ou melhor já tinha. Mas não era possível, não ali. E quando se aproximaram, lá estava.

Um grande ônibus amarelo. Era muito diferente dos ônibus que Josh viu em sua vida, era muito quadrado e com apenas um andar. E la dentro, parecia haver uma grande algazarra.

Ao tocar o chão todos acharam que não pararia. Mas sim ir sem freio em direção aos recém-chegados cavalos. Mas alguns metros antes do desastre, ele finalmente parou. Quando a porta se abriu diversas criaturas correram porta afora. Eram pequenas, do tamanho de um elfo. Humanoides mas com a pele muito envermelhada. Usavam espécies de tangas de pele e tinham cabelos totalmente vermelhos vivos. Correram em direção a floresta.

Quando desapareceram a atenção voltou o ônibus, de onde um homem ia saindo.

Ele não parecia um bruxo. Se não estivesse saindo de um ônibus voador todos pensariam que era um trouxa que se perdeu.

Ele era baixo. Usava uma calça social marrom, uma camisa branca com suspensórios. Era gordo, mas não tanto. Tinha um cabelo muito bem aparado e um bigode não muito estiloso.

Ele sorriu de orelha a orelha ao ver sua plateia.

Atrás dele saíram outras pessoas, adolescentes. Assim como seu líder, pareciam trouxas.

Todos usavam um uniforme verde-escuro, muito parecido com os uniformes de escolar trouxas.

Josh, pensou, que nunca verá um grupo tão grande de bruxos tão bem-vestidos. No quesito se passar por trouxas.

Prof. Longbottom apareceu. E o homem gordinho, ao contrário do anterior, o recebeu com um grande sorriso.

Todos foram em direção ao castelo. E logo foram seguidos pelos alunos de Hogwarts. Que estavam espantados.

— Você acha que esses eram os norte-americanos ? – perguntou Jason.

— Com certeza não – respondeu. – Sabe, eu nasci no Canadá. E apesar de ter vindo pra cá muito pequeno, meu pai sempre me contou que alguns americanos não são tão simpáticos. E aquele cara era um nativo, então, com certeza, não eram norte-americanos.

Jason pareceu não ter entendido muito bem, mas não voltou a perguntar.

Eles seguiram o pelotão até a entrada do salão principal. Onde já haviam alguns alunos, e os estrangeiros espalhados pelas quatro mesas.

Na mesa dos professores, haviam duas cadeiras a mais. Uma a cada lado da cadeira da diretora. Onde em ocasiões normais estariam as cadeiras do Prof. Slughorn e Prof. Longbottom.

Ao lado direito da diretora estava o homem de aspecto indígena. E do outro, o homem de suspensórios, que acenava para alguns alunos.

Quando eram cerca de seis e meia da noite um outro homem chegou, e para ele colocaram mais uma cadeira, ao lado do homem indígena.

Aparentava ter no mínimo sessenta anos. Ele era calvo, e com o cabelo que lhe restou quase raspado. Tinha uma expressão de seriedade no rosto. Vestia um terno preto com uma gravata vermelho vinho. Parecia, com certeza, alguém importante.

As sete horas em ponto a Prof. McGonagall se levantou. E todos, por impulso se viraram para prestar a atenção.

— Bem – começou ela. – Já devem ter percebido que alguns convidados chegaram. – havia um leve tom de sarcasmo em sua voz.

“ Esse – disse indicando com a mão o homem à sua direita. – É o diretor de Ilvermorny, a escola de magia norte-americana. Seu nome – ela pausou por alguns instantes. – Me desculpe a pronuncia – disse para ele. – Kaaga McCabe. Acertei?

— Kei-ga— Ele corrigiu sua pronuncia. Não parecia muito feliz.

— Kaaga – disse ela agora acertando a pronuncia. – O Prof. McCabe é um grande magizoologista. E há anos, vem comandando sua escola com êxito.

Todos aplaudiram.

“ A minha esquerda – a diretora voltou ao seu discurso. – Está o diretor de Castelobruxo. A escola de magia da América do sul. – uma pausa – Seu nome, novamente me desculpe a pronuncia, Teodoro Mattos.”

Todos aplaudiram novamente.

Mas esse, ao contrário do anterior, levantou-se.

— É uma grande honra estar aqui, nesse magnífico castelo. – ele estava muito feliz, os únicos momentos em que não sorria gentilmente, eram os que falava. – Dês de já peço desculpas Diretora. Pelas caiporas que nos acompanharam na viagem – ele se referia aos animais que fugiram do ônibus. – Quando elas viram que partiríamos simplesmente entraram, e ficou impossível expulsá-las.

“ Elas tornaram nossa longa viagem um verdadeiro inferno. – continuou ele. – Não ficaram caladas por um minuto. Infelizmente creio que terão que se hospedar em sua floresta até que voltemos para casa. – fez uma leve pausa para respirar. – Se trombarem com elas, tentem não encarar. Elas não gostam muito.

Ele passou a palavra a diretora. Que o agradeceu.

Passaram-se alguns segundos de silêncio.

E ela tornou a discursar.

— Hoje, teremos a presença em nosso jantar, do vice-presidente de relações exteriores da Confederação internacional dos bruxos. Sr. Damian Hainsmirt.

Ela apontou apara o homem careca. Que apenas olhou todos com seriedade e deu um pequeno aceno com a cabeça.

— Iniciaremos o banquete. E depois colocáramos os assuntos em dia.

A diretora bateu palmas duas vezes, e como acontecia todos os dias, a mesa segundos antes vazia, agora estava cheia dos mais diversos pratos.

E dessa vez, dezenas de pratos desconhecidos por Josh. Grandes panelas com um caldo preto. Diversos tipos de carne assada. E um estranho tipo de embrulho de milho.

Josh com receio, decidiu comer apenas o que conhecia.

O banquete, foi com certeza a melhor oportunidade para socialização. Praticamente todos conversavam. O Prof. Mattos e Prof. Slughorn conversavam alegremente como se fossem amigos de infância.

Por todas as mesas os alunos de Hogwarts conversavam com os novos convidados, aparentemente todos os alunos de CasteloBruxo falavam inglês.

Um a poucos lugares de distância de Josh contava a um Sonserino.

— As caiporas, são realmente infernais. – contava ele com um sotaque muito forte. – Não deixam ninguém em paz, estão a toda hora pregando peças. E temos tipo, uma centena delas.

Todos ouviam admirados.

— Mas dizem que não podemos expulsá-las nem maltratá-las.

Elas protegem nossa escola.

Josh voltou sua atenção ao seu prato.

Passaram meia hora. E quando todos terminaram de comer a sobremesa, tudo desapareceu.

Prof. McGonagall levantou-se e todos a olharam.

— Agora – começou a discursar novamente. – Falaremos sobre o Torneio Tribruxo, ou seja, la o nome que tenha.

O homem careca se levantou.

— Novas medidas de seguranças foram implantadas. – sua voz era muito seria, e dava muitas pausas para respirar. – Esse torneio, que apesar de ser diferente, tera o nome tradicional. Em respeito a tradição.

Todos estavam muito atentos. E não arriscavam uma só palavra.

“Cada uma das três escolas aqui presente, será representada por um time de três alunos. Ambos de qualquer sexo ou idade. – fez uma pausa. – Ao contrário da última edição, de trinta anos atrás, que proibia a participação de menores de idade. – muitos comemoraram em silêncio. – Estamos crentes, que como um time. Cada um ajudando seus companheiros, as chances de acidentes são mínimas.”

“Mas aquele que se inscrever deve saber que não haverá volta. Uma vez selecionado, deverá ir até o final. – encarou todos seriamente por um minuto – Não se inscrevam se não estiverem dispostos ou não acreditarem que possuem habilidades o suficiente para competir.”

E sussurrou “traga” para um homem a sua direita. Que segundos depois voltou com uma espécie de banco. Com um cálice em cima. O cálice aparentava ter cerca de trinta centímetros de altura, era feito de pedra cinza. E entalhado com runas.

Ele retornou ao discurso.

— Aqueles com apreço pela história, certamente já conhece esse objeto. Mas para os que não conhecem. Devo uma breve explicação. – esse fitou todos por um momento. Alguma coisa no seu olhar dizia que estava tentando ler mentes. – Esse é o Cálice de fogo. E é ele que escolhera os participantes. O Cálice de fogo é com certeza um dos maiores e mais antigos objetos históricos. Não é praticamente impossível enganá-lo para dizer seus nomes, por isso nem tentem.

Ele tirou a varinha do bolso, e com um aceno, o Cálice antes vazio, se encheu com chamas que variavam entre azul e verde-claro.

— Os candidatos devem escreveu seus nomes e de sua escola e depositar no cálice até essa hora na noite de amanha. Quando os campeões serão escolhidos. – ele olhou para a diretora e acenou com a cabeça.

— Estão dispensados – avisou ela. E os alunos aos poucos, deixaram o salão.

A sala comunal da Sonserina estava em pleno debate. Uns discutiam quem achavam que seria escolhido. Quem iria se inscrever.

— E ai? – perguntou Jason. – Vamos?

— Ainda não sei – respondeu Josh. Que ainda não pensará muito nisso. – Vou decidir amanha.

— Mas seria épico. Nós dois competindo juntos.

Josh concordou, e foi direto para a cama.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.