A onda do medo

14 Capitulo 14


Kiron

Merda!

Eu nunca senti isto antes. E eu já beijei mais raparigas que 3 vidas juntas mas nada comparado a isto.

Os lábios de Clea eram suaves e doces. Apenas queria beijá-la, morde-la, chupa-la.

E quando ele retribuiu ao beijo da mesma maneira que eu, aí jesus!

Eu beijei-a porque não estava a conseguir vê-la chorar mais, estava a doer-me o dobro que ela senti-a.

Queria tê-la nos meus braços e nunca mais soltá-la.

Queria tirar-lhe toda a dor que ela sentia.

Afastá-mo-nos depois de um tempo e ambos sem fôlego.

– Porra, merda, Clea.- Disse rouco.

Ela riu e eu beijei-lhe a ponta da boca.

–Então e a Sullivan?- Perguntou-me sorrindo.

– Preferes que te chame Sullivan?

– Prefiro.- Disse fazendo beicinho.

Esta miúda vai-me matar.

Beijei-a de novo.

Porra, era um vício gostoso.

– Como queiras, Sullivan.

Ela voltou a rir e puxei-a para mim e deitá-mo-nos de novo na areia.

Duke e Owen iam-me matar quando descobrissem, mas azar o deles. Eu tinha a minha menina comigo.

Suspirei de alívio e beijei-lhe o topo da cabeça.

Nunca senti tanta paz na vida.

Vinte minutos depois Clea virou a cabeça para cima.

– Eu devia ir, meus pais devem estar a passar-se.

Eu não queria sair daqui, ainda menos deixa-la ir, mas ela tinha razão.

– Tudo bem, vamos.- Levantei-me e peguei-lhe.

– Tu sabes que eu posso andar, certo?

–E tu sabes que não me interessa, certo?

Ela bateu-me no peito e eu ri.

– Idiota- Resmungou.

– Tu amas-me!

Ela ficou sem palavras e meu coração acelerou.

Será mesmo verdade?

Ela ama-me?

– És muito convencido.- Disse apenas.

Eu voltei a rir e beijei-lhe as têmporas.

– Tu sabes que sim, bebé.

Ela revirou os olhos e pouco depois estávamos ao pé do meu carro.

Deixei-a e abri a porta para ela.

Dóris, assim que a viu lambeu-lhe a cara fazendo-a rir.

– Diz, aí ao amigo, que ele está a pisar em território privado- Disse fingindo raiva.

Clea, riu e virou a cara para mim.

– Ciúmes de um cão?- Perguntou fazendo um beicinho lindo.

– Eu tenho ciúmes de qualquer filho da mãe que te toque- Admiti beijando-a.

Estava no céu.

Clea

Cheguei em casa com um sorriso no rosto.

Estar com Kiron foi… incrível.

–Clea?- Perguntou Owen.

–Sim.

–Porque estás a sorrir assim?

Dei de ombros.

–Por nada. Ajuda-me.

Ele apareceu ao meu lado e ajudou-me a sentar no sofá.

–Vá. Desembucha.

–Já disse que não foi nada- Disse rindo.

–Sei- Ouvi o sorriso na voz dele.

Owen deitou-me no sofá e fez-me cocegas.

–Não mintas para mim, Clea. O que andas-te a fazer? O que te deu esse sorrisinho lindo? Não deve ter sido só do passeio.

–Eu apenas percebi uma coisa- Disse recuperando o fôlego.

–O quê?

–Desde quando te tornaste tão coscuvilheiro? Coisas minhas, meu irmão. Coisas minhas.

– Tu sabes que eu vou descobrir.

–Talvez, sim. Talvez não.

Realmente, Kiron fez-me coisas que nunca pensei sentir. E não podia ter vindo em melhor altura.

–Hey, tudo?

–Mais ou menos. Nossa irmãzinha está muito misteriosa.

Senti Duke sentar-se do meu outro lado.

–Á sim? O que se passou, Clea?

–Nada. Owen está a fazer filmes.

Eu era uma péssima mentirosa, ainda mais porque não conseguia tirar o estúpido sorriso do meu rosto.

–Não me parece que foi nada. Desembucha minorca.

Ri e dobrei os braços sobre o peito.

–Cala-te! Não aconteceu nada. PAI!

Ouvi meu pai aparecendo.

–O que se passa?

–Eles não me deixam.- Disse fazendo beicinho que ele nunca resistia.

–Rapazes!

–Pai, ela é que está de segredinhos.- Disse Duke.

–E com este sorriso bobo.- Owen mexeu-me na cara e eu afastei a mãos dele rindo.

– Clea, tens alguma coisa para dizer?

Suspirei e levantei-me.

–Tenho. Vou para o meu quarto. Adeus.

–NÓS VAMOS DESCOBRIR!- Gritou Duke.

–BOA SORTE!- Gritei de volta sorrindo.

Nada me ia tirar o sorriso durante muito tempo.

Notas finais
Bjx para todos!!!!!!!!!!!!!!!!!