A nova geração marota

27 Dois anos depois - Quinto ano


Notas iniciais
Galeeeeeeeeeera... Nem sei se vocês ainda me acompanham, mas vou falar com vocês (com os fantasmas). Enfim, agora que estou completamente recuperada psicologicamente das rasteiras que a vida me deu, ca estou eu ressuscitando Uma nova geração marota. Depois de perceber o que eu havia feito (Ops, Belatriz) Não consegui imaginar uma história sem a Alie, descrevendo todo o sofrimento dos amigos dela, e decidi escrever a história quando eles já estivessem no quinto, quase dois anos depois da tragédia, onde eles estão maduros o suficiente pra aceitar que Alice não vai voltar.. espero que gostem! Boa leitura! Aaaaah, me mostrem que estão me acompanhando e gostando comentando os capítulos, bjssss

— Que nojo, Tiago! — Eu disse enquanto Tiago cuspia os doces que Valentina havia acabado de lhe mandar em seu dormitório. Fred e Teddy riam da cara dele.

—Puta merda, que diabo é isso? — Tiago xingou enquanto tomava um copo d'água.

— Cara, a Valentina deve estar com muita raiva de você ainda — Fred disse entre a crise de riso.

Se você não está entendendo nada, vou te explicar.

Depois de Tiago finalmente se esforçar para se recuperar, Valentina voltou a procura-lo e eles começaram a ficar seriamente. O que aconteceu depois é que, Tiago começou fazer sucesso entre as meninas, e a cada andar do Castelo, haviam vinte garotas implorando pela sua atenção, até mesmo as mais velhas.

Foi aí que o "pior" aconteceu. Tiago começou a ter encontrinhos às escondidas com outras garotas, mas todos sabiam, e quando Valentina descobriu, armou o maior barraco no corredor.

O mais engraçado é que Tiago nem ligou, ele continuou levantando e descendo uma pena na mão como se Valentina não estivesse ali, o que deixou a situação mais engraçada.

Depois disso tudo, a garota sumiu por uns tempo e quase nunca era vista na mesa da Grifinoria, estava sempre acompanhada de Héstia e suas escravas. Mas não é que a garota ressurgiu das cinzas para enviar esses doces com gosto horrível por sinal para Tiago? Pois é.

— E o que você vai fazer à respeito? — perguntamos

— É uma pena que Valentina gaste tantos galeões tentando me agradar, levando em conta a condição financeira da família dela — Tiago riu.

A família de Valentina passava por uma crise econômica gravíssima, estavam velhos e completamente falidos, apesar de Valentina afirmar o contrário.

— E estou ocupado demais indo ao encontro de Amy Hilldrong, para me preocupar com Valentina.

— Mas ela não é mais velha que você? Ela está prestes a se formar! — Teddy disse.

— E o que tem de errado? Estou saindo com uma garota experiente, cara. — Tiago deu um sorriso maroto.

— E o que você quer dizer com "garota experiente"? — Fiz aspas com a mão, imaginando o que Tiago e Amy faziam às escondidas em algum armário de vassouras ou na Floresta Negra.

Tiago continuava bagunçando seus cabelos propositalmente em frente ao espelho.

— Quero dizer, querida prima, que ela sabe o dobro que vocês dois juntos. — respondeu Tiago olhando para mim e Teddy.

Ruborizei e Teddy protestou, logo calou-se ao perceber que Tiago não dava a mínima.

A questão é que Amy não prestava, e estava fazendo a cabeça de Tiago.

A garota era linda, isso ninguém podia negar. E não saía com todos os garotos de Hogwarts, o que causou espanto quando ela decidiu sair logo com um mais novo.

Amy tinha longos cabelos pretos e olhos acinzentados. O corpo causaria inveja à qualquer garota, e era esse o ódio de Valentina.

Depois de pronto, Tiago virou-se para nós e disse:

— Boa noite para vocês, por que a minha será ótima! — e saiu.

...

Mais tarde, naquela noite, enquanto Fred conversava sobre os jogos da temporada com Sofia, eu e Teddy observavamos o fogo na lareira. Estávamos relativamente afastados do resto, e eu poderia conversar sem que ninguém nos ouvissemos.

— Você acha que ele sente falta dela? — Perguntei

— De quem você está falando? — Teddy olhou-me.

— Você acha que o Tiago sente falta da Alice? Ele se lembra dela?

Teddy pensou um pouco e pareceu meio incerto ao responder.

— Claro que sente, todos nós sentimos. Mas ele quer preencher o vazio que ela deixou, apenas isso.

E depois daquilo, o silêncio se instalou e eu permaneci quieta até que o sono chegasse e eu subisse para o dormitório.

Assim que entrei no quarto, Valentina estava escrevendo uma carta, e ao lado havia uma pilha de dezenas delas prontas para serem entregues.

— O que está fazendo? — perguntei.

— Não é da sua conta, Weasley! — Valentina respondeu, sem tirar os olhos do papel.

Permaneci calada e me deitei, finalmente caindo num sono profundo sem sonhos.

...

— POV Valentina

— Você tem certeza disso? — Avery perguntou à Hestia. Eles conversavam no Jardim de Hogwarts, afastados dos outros alunos.

— Certeza eu não tenho, mas foi o que Augusto me disse. — Hestia respondeu.

— Meus pais não sabem de nada, mas ontem a noite, escrevi cartas para o restante da minha família perguntando sobre isso. — Eu disse à eles.

— Espero que você não tenha sido burra e deixado tudo totalmente claro nas cartas, agora que elas estão sendo desviadas. — Marta disse, grossa.

— Cale a boca, eu não sou tão burra quanto você! — respondi á altura.

— Parem agora! Precisamos pensar! — Hestia gritou. — Valentina, você precisa ficar de olho na Victoire, na Sofia e naqueles garotos insuportáveis. Se isso for verdade, logo eles saberão.

— Vamos saber também, o Profeta Diário vai falar sobre isso. — Marta disse, em tom óbvio.

— Não seja burra, garota! O Ministério não vai querer que o mundo inteiro saiba sobre isso, quanto menos pessoas souberem, melhor para eles.

E a discussão chegou ao fim, quando percebemos que não podíamos fazer nada à respeito daquilo.