A nova era Targeryen
10 Finalmente sim
Notas iniciais
P.O.V. Príncipe Henry.
Eu tive que esperar cinco anos, mas a espera valeu á pena. Nós nos casamos duas vezes em quatro cerimônias diferentes, nos casamos no mundo dela e aqui.
Agora Marina está grávida.
—Sua Alteza, é melhor o senhor vir comigo.
—O que houve?
—É a Princesa Marina. Ela não se sente bem.
Eu corri até o quarto. Mas, ela não estava lá. Estava na sala de estar.
—O que foi meu amor?
—Está doendo Henry. Eu acho que ele está vindo.
—O que faz fora do quarto?
—Eu estou grávida não aleijada. Não aguento ficar parada Henry. Ai!
—Dona Mikaela pelo amor de Deus tá doendo! Henry me leva pro hospital! Eu não quero perder o meu filho!
—O que faz parado ai?! Vá buscar ajuda!
De repente as dores do parto pararam, pararam por tempo o suficiente para que pudéssemos levá-la até o quarto e colocá-la numa camisola para que ficasse mais confortável.
Mas, o parto foi complicado e difícil.
P.O.V. Marina.
Eu estava tão cansada, estava com medo de morrer. Então eu pedi:
—Doutor, se tiver que escolher entre eu e o meu filho... salve o meu filho. E se for uma menina, pede pro Henry... pro Henry chamar ela de Julieta.
—A senhora vai conseguir Princesa.
—Me promete Doutor.
—Eu prometo. Agora força Princesa. Força!
Eu me lembro que tudo de repente se apagou e eu vi a minha mãe.
—É uma menina Princesa. Sua filhinha está viva, viva como você queria. Está ouvindo ela chorar? Ela vive! Ela vive!
P.O.V. Henry.
Eu ouvi o choro do meu filho ecoar pelos corredores do castelo, já era noite e caia uma terrível tormenta lá fora.
—Mikaela limpe a criança, vista-a e leve-a para o Príncipe.
A parteira saiu carregando a criança, mas com lágrimas nos olhos.
—O que houve?
—É uma menina. A Princesa... pediu para que... sua Alteza a chamasse de Julieta.
—Como está Marina?
—Ela está morta meu Príncipe. Só viveu pra dar vida á criança.
—Morta.
—Pare de falar sandices mulher! A Princesa não está morta. Está viva, mas num estado delicado. Venha me ajudar.
Então eu pedi para que o médico colocasse Julieta perto de Marina para que a primeira coisa que visse quando acordasse fosse ela. E foi o que aconteceu.
—Que coisinha mais lindinha que você é meu amor. Ela é uma gracinha.
Eu bati á porta e entrei. Ela estava sentada na cama paquerando o bebê.
—Pensei que estava morta.
—É. Eu também pensei que eu estava indo embora desse mundo, mas mesmo assim estava feliz, porque tinha conseguido. Tinha deixado pra trás um pedacinho de mim que vive e respira.
—Eu pensei que tinha perdido você amor.
—Você nunca ia me perder. Eu sou uma elemental e a nossa filhinha também, você tem uma esposa que existe em dois lugares ao mesmo tempo no mundo dos vivos e no dos mortos. Não vai se livrar de mim tão fácil.
—E a sua mãe?
—Ela tá aqui. Ela sempre esteve aqui desde que eu era criança.
Ela se levantou.
—O que pensa que está fazendo?
—Me levantando. Eu não fico mais nem um minuto nessa cama Henry.
—Meu amor, você quase morreu.
—Eu sei. Mas, não morri.
—Não. Graças a Deus não morreu.

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