A nova Volturi
25 Capítulo 25 - O último inimigo
Tenho uma eternidade inteira pela frente, cada dia será único e vivido ao lado de Alec Volturi. Minha vida havia sofrido uma reviravolta desde que entrei naquele castelo, como qualquer turista teria feito. Posso finalmente dizer que encontrei o meu lugar, onde sou feliz. Ainda há muita coisa para pensar, e se adaptar à vida de um vampiro, mas ainda há muito tempo de sobra e não vou me preocupar com isso.
Agora, vamos sair dos meus pensamentos e voltar para a realidade. Agora que os romenos foram exterminados, a tranquilidade reinava no lar dos Volturi. Voltamos para o castelo, restava apenas Jane da Guarda que permanecia na lateral da Sala dos Tronos.
-Bom dia, querida irmã! Onde estão Felix e Demetri?
-Bom dia, Alec. Estão em missão, não sei o motivo.
-Olá, Jane. — disse timidamente, por educação.
-Olá, Katherine.
Com tudo o que havia acontecido nos últimos dias, minha mente estava ocupada demais para pensar em Jane. Não havia visto mais ela sendo fria e ríspida, talvez por falta de oportunidade. Na mente de Alec, ela era sádica e usava o dom da tortura com prazer, o irmão não ligava muito para isso. Os gêmeos tinham os traços do rosto parecidos, embora os de Jane fossem mais femininos e delicados, e os de Alec mais fortes e marcados. Os olhos tinham o mesmo tom de vermelho escuro, eram idênticos. O meu tom de vermelho era mais claro, a pupila se destacava no meio.
Para "desvendar" a personalidade de Jane, era preciso saber bem de uma coisa: as pessoas não se dividem entre "bem" e "mal". Assim se entendia os Volturi, eles matavam e puniam, mas a intenção era proteger o segredo na nossa espécie e fazer justiça. Jane obedecia ordens, era a querida de Aro, tinha uma aparência angelical, mas as roupas e a maquiagem davam um ar pesado, mostrando seu lado perverso. Eu não podia culpá-la por ser assim, ela teve a vida humana horrível. Desde que eu enxerguei isso na mente de Alec aquele dia, nunca mais reclamei da minha vida.
Alec achava que eu estava preocupada com Richard, pois ele estava vivo. Entretanto, eu não o temia mais, com a minha nova condição. Por outro lado, pensar naqueles momentos terríveis quando ele me torturou me deixa arrepiada e assustada.
De repente, a porta se abriu. Demetri e Felix seguravam alguém que eu não conseguia ver o rosto, mas ele sorria maliciosamente para mim.
-Ele estava caçando dentro da nossa cidade. — disse Demetri.
-Caçar dentro da Volterra é imperdoável! Quem é você? — perguntou Caius, ele era muito preocupado com sua cidade, sua voz carregada de raiva e irritação.
Felix segurou o braço do vampiro estendendo-o para frente, para Aro tocar sua mão e ver sua vida. Quando Aro fez isso, sua expressão calma mudou-se rapidamente para surpreso e depois furioso:
-Acabem com ele.
Felix e Demetri, em um piscar de olhos, estavam fora da sala com o criminoso. Então eu percebi quem era: Richard.
-Sinto muito pelo que ele fez com você, Katherine. — falou Aro, eu me senti desconfortável por ele ter assistido toda aquela situação constrangedora para mim, quando o corpo de Richard estava colado no meu, e depois os gritos que eu dei quando ele quebrou minha perna e me machucou com o punhal.
-Você está bem? — Alec perguntou baixinho
-Sim. — eu estava apenas pensativa, o medo já foi todo embora.
Aro nos liberou logo, achando que eu precisava me recuperar da cena. Realmente eu já havia superado, mas eles pareciam não entender.
-No que está pensando? — ele perguntou, em quanto passeávamos pelo corredor.
-Nas aulas de luta... Isso é meio repentino, mas achei divertido até.
Me pegando de surpresa, Alec me derrubou, me segurou antes de mim cair no chão, e ficou daquele jeito quando ele me venceu na aula de Eleazar.
-Ainda sou melhor que você. — ele sorriu
Eu me levantei muito rápido, e segurei-o de costas contra mim, com o outro braço simulando uma gravata.
-Acho que não. — falei
Ele girou e me prendeu, minhas costas contra a parede, ele a centímetros de mim, segurando meus braços.
-Tem certeza? — perguntou ele, com um sorriso misterioso.
Ficamos assim, com os olhos fixados nos olhos do outro, por alguns segundos. Ainda sem me soltar, ele começou a me beijar com força e energia. Foi irresistível, minha boca deu passagem e o beijo continuou. Eu não queria parar, mas eu também não queria perder: empurrei-o e ele ficou na outra parede do corredor estreito. Ele sorriu e entramos no seu quarto.
Fale com o autor