Notas iniciais
E aí gente! Eu não tive muito tempo hoje porque afinal terça é aquele dia bem chato em que o fim-de-semana já se foi e ainda falta um bom bocado para chegar... Mas mesmo assim vim deixar-vos um gostinho do que está por vir. Vá gente, boa leitura

Setembro de 2012

Era apenas mais um mês, apenas mais um ano ou assim eles achavam. Mas na verdade era apenas o início, apenas a primeira vez que os seus destinos se cruzavam. Foi nessa época que os seus caminhos se uniram pela primeira vez que os seus caminhos se uniram pela primeira vez para contar uma história, a história deles.

Uma história que tinha tudo para dar certo, para ser feliz. Contudo ao mínimo deslize esta poderia acabar numa tragédia.

(...)

Ao notarem que se encontravam uma vez mais na mesma turma Natascha e Blair perderam-se nos seus próprios pensamentos. As duas jovens não entendiam como o destino as juntava sempre. As duas conheciam-se desde o primeiro ano e desde sempre sentiam um ódio mutuo.

Se as garotas pusessem as suas rivalidades de parte rapidamente perceberiam que o seu ódio era causado pelo facto de ambas possuírem uma personalidade forte e independente. De facto ambas tinham um brilho único. Eram o tipo de rapariga que conseguiam iluminar tudo, apenas pela sua presença. Talvez não houvesse muitas pessoas que as conhecessem verdadeiramente mas aqueles que se empenhavam em conhece-las verdadeiramente eram aquecidos pelo espírito delas.

Se separadas elas já iluminavam tudo ao seu redor, juntas elas poderiam iluminar o mundo. Bastava elas quererem.

(...)

Quando o seu despertador tocou as seis e quarenta Natascha resmungou com o despertador. Ao fim de alguns segundos a loira levantou-se e começou a pentear o seu longo cabelo liso. O seu rosto mostrava a preguiça que a garota estava a sentir contudo os seus olhos continuavam a ser o centro das atenções. Duas bolas tão azuis como o mar.

Natascha dirigiu-se ao armário e pegou umas calças-jeans e uma camisola preta com o desenho de um gato. A jovem tinha o dom de misturar duas peças de roupa simples e dar-lhe um toque de estilo. Desta vez a garota optou por calçar umas botas pretas e fazer uma trança espinho-de-peixe.

Antes de sair de casa Natascha deitou uma última olhada ao espelho. A garota sorriu, um sorriso carregado de esperança pois tudo nela gritava que aquele seria o seu ano.

(...)

Uma hora depois o despertador de Blair começou a tocar. Contudo a jovem não era conhecida por ter um bom despertar e ao primeiro toque do relógio esta mandou-o contra a parede. Não era por preguiça pois a garota amava o primeiro dia de aula, a emoção de começar tudo de novo, era simplesmente pelo acordar brusco.

Blair levantou-se e saiu a correr em direcção à casa-de-banho, se ela não fosse rápida o suficiente esta seria ocupada pelos seus irmãos. Uma vez lá dentro a rapariga começou a pentear o seu longo cabelo castanho-claro. De cada escovadela que ela dava o seu cabelo ganhavam diferentes ondas.

Blair sempre punha um pouco de maquilhagem em torno dos olhos. Ela adorava o tom de mel que os seus olhos possuíam e amava a maneira como eles se destacavam da sua pele pálida com a presença de um poucos de rimel e lápis.

Depois disso a jovem pegou numas calças pretas e num camisola vermelha com detalhes pretos. Se havia uma cor com qual ela não conseguiria viver era preto. Calçou umas botas pretas e saiu de casa em direcção à escola. Durante todo o caminho a jovem tinha uma sensação estranha dentro de si, uma sensação que aquele ano não seria como os outros.

(...)

Como que mais uma partida do destino Natascha e Blair encontraram-se frente a frente no portão da escola.

—Hey. -murmurou Blair.

—Oi. -respondeu Natascha de volta.

—Estamos na mesma turma. -falou Blair tentando preencher o silêncio.

—É. — concordou a loira. -Hum... E se fossemos dar uma volta?

A outra garota afirmou com a cabeça. Durante alguns segundos ambas caminharam sem dizer uma única palavra. Ao fim de alguns minutos Blair perguntou:

—Porque é que nunca nos conseguimos dar bem? Parece que bastou um olhar para declararmos guerra uma à outra.

—Pois... -acrescentou Natascha. — Parece que nos focamos nos pior que existe uma na outra.

—Lá isso tens razão. -riu Blair. -Eu poderia fazer uma listas completa daquilo que não gosto eu ti mas não me lembro de ter notado algo de bom em ti, apesar de eu saber que és uma boa pessoa.

—Talvez esse seja o nosso problema. Segundo os outros eu sou alguém especial e tu também mas nós não queríamos partilhar essa qualidade incrível uma com a outra, queríamos ser a única.

—E foi por isso que nos focamos tanto nos defeitos da outra. -concluiu a morena. -Para podermos achar que eramos a única que era especial.

—Que me dizes que começarmos de novo? -propôs Natascha entendendo a mão.

—Adoraria. — sorriu Blair enquanto apertava a mão da outra rapariga.

—Olá o meu nome é Natascha.

—Muito gosto, sou a Blair.

E no mesmo instante ambas começaram a rir. Ficaram rindo descontroladamente até serem interrompidas por um rapaz.

—E o meu é Theo.

O rapaz aparentavam ter entre 12 e 13 anos como elas. Ele possuía uma pele de um moreno claro, o cabelo preto e os olhos castanhos escuros.

Apesar de ter tentado meter conversa com as miúdas de uma maneira que ele achava engraçado Theo não foi bem interpretado por elas. Ambas acharam que o rapaz era um idiota que dava em cima de qualquer garota que visse. O facto de naquele curto espaço de tempo várias pessoas terem cumprimentado ele e muitas garotas o terem encarado fixamente só veio reforçar a teoria delas que ele não passava que um rapaz popular, completamente convencido.

—E o que é que nós temos a ver com isso? -perguntou Blair.

—Nós não queremos saber. -reforçou Natascha.

—Ou vá lá meninas. -brincou Theo. -Não sejam mázinhas comigo.

Como se tivessem combinado ambas as garotas viraram-se e deixaram o moreno ali sozinho.

(...)

Assim que entraram na sala os alunos deram de cara com uma mulher que aparentava ter trinta e tal anos. O seu cabelo era loiro e encontrava-se na medida dos ombros. Os seus olhos eram castanhos claros e davam-lhe um ar rigoroso.

—Muito bem meninos antes de mais fiquem sabendo que já fiz uma planta.

—Ele nem nos conhece. -murmurou um aluno suficientemente baixo para que só alguns alunos ouvissem.

Na realidade nenhum aluno estava contente por essa atitude da professora. Ela seria a directora de turma deles e nem mostrava a menor intenção de dar uma chance a eles ou confiar neles.

Natascha acabou ficando sentada na primeira mesa da fila da parede. Ao seu lado sentava-se uma rapaz chamado Logan. Este tinham cabelos castanhos médios lisos e uns olhos castanhos esverdeados, Apesar do seu aspecto encantador tudo nele gritava traquina. Seriam interessante como a relação entre uma rapariga tão calma e um rapaz tão extrovertido iria progredir.

Atrás deles estava sentada ninguém mais ninguém menos que Blair. O seu parceiro de carteira era uma rapaz chamado Ian. Tão como Logan este parecia estar sempre aprontado alguma talvez fosse por isso que os dois eram tão amigos. Ao contrário de Logan que tinha sido colega de Blair e Natascha durante quatro anos Ian não conhecia as garotas. Contudo os seus olhos castanhos claros encontravam-se focados na morena. O rapaz passou a mão pelos seus cabelos pretos encaralocados e pensou em como se tinha sido bem com a colega do lado.

Na última carteira da fila encontrava-se uma rapariga morena, com um cabelo castanho escuro cheio de cachos. Os seus olhos da mesma cor encontravam-se um pouco escondidos pelos óculos contudo esta tinha um olhar de pura meiguice. O seu nome era Katie e ela era capaz de ser a garota mais tímida e mais inteligente da sala.Talvez no final do anos Katie ainda seria inteligente contudo pudesse apostar o que quiser que com aquela turma era não conseguiria sair dali tímida.

Na fila do meio encontrava-se Theo. O seu colega do lado era Diego uma rapaz de cabelos loiros e olhos castanhos. Ambos era totalmente diferentes. Diego não queria saber se era o mais popular ou o mais engraçado ele só queria ter um bom futuro e amigos de verdade.

E no ponto mais distante em relação a Logan e Ian estava Ethan. Ele era um rapaz de cabelos bastante curtos e óculos. Era também o melhor amigo de Ian mas não era extrovertido como ele. Ele gostava de estar no seu canto com os seus amigos de sempre e ficava profundamente chateado quando alguém o conseguia tirar da sua zona de conforto. Ao seu lado Kayla.

Kayla era conhecida por seu o centro das atenções por parte dos rapazes. Ela era o tipo de garota que achava que todo o mundo lhe caía aos pés e que tudo tinha de ser como ela queria. Naquele momento ela estava focada em encontrar o seu próximo namorado trofeu.

(...)

E foi assim que os seus caminhos se cruzaram quase pela primeira vez quase sem se dar conta. Num momento cada um deles estava metido na sua própria vida e de repente as suas vidas tinham-se cruzados. Claro que eles não sabiam mas aquela turma era apenas o começo.

Porque tudo neles esta destinado, cada respiração, cada pensamento, cada acto iria leva-los aquele momento. Aquele momento onde as suas vidas se cruzam e se entrelaçam num destino.

E se isto era apenas o início eu garanto-vos que vocês não iram querer perder estas história, a história deles. Porque eu vos garanto que depois do início vem uma vida inteira atrás.

Notas finais
E então gente? Prometo que o próximo será maior só que não sei se o conseguirei postar antes de sexta. Porque sexta é um dos poucos dias que tenho mesmo tempo. Já agora o que acharam? Eu gostei bastante do penúltimo paragrafo. Então e vocês?