A noite
10 Capítulo final - As memorias de Enma
Notas iniciais
A sacerdotisa estava paralisada, não sabia o que fazer. Ela parecia se lembrar de algo ou até mesmo me conhecer, mas quem será essa mulher que agora me olha como se tivesse visto um fantasma? Ela ficou paralisada diante de mim por um tempo e logo ela começou a dizer meu nome porem, ela gaguejava e de repente me abraçou.
— Minha filha! Eu finalmente te encontrei! — Diz a sacerdotisa emocionada
— Filha? — Indago — Vamos a um lugar mais calmo, aqui me dá arrepios — Digo a olhando e então a ajudo a andar pois ela estava meio bamba, corria risco de cair das escadas que agora estavam todas destruidas devida a batalha com o dragão
Levei-a para uma sorveteria que fica bem proxima da entrada camuflada das escadas do templo, escolhi uma mesa totalmente aleatoria e a sentei na cadeira de aluminio. A sorveteria estava um pouco vazia então estava bem facil achar um lugar.
— Tudo bem, agora explica isso direito, você é minha mãe? — Perguntei a olhando
— Si-sim, eu sou sua mãe. Não havia um dia que não me sentia culpada por te deixar naquele maldito orfanato! — Diz a sacerdotisa cerrando os punhos
— Mas como assim? Por que só agora? Por que não me procurou antes? — Perguntei quase para chorar
— Porque eu tinha medo de que você nem estivesse mais lá, talvez nunca me perdoasse, por medo de você me dizer o quanto me odeia pelo que fiz. Eu tive medo de procurar a minha filha com medo dela me odiar! — Diz a sacerdotisa se levantando e ajoelhando-se perante meus pés — Me perdoa, sei que não sou ninguem para lhe pedir isso mas jamais descansarei em paz sabendo que minha filha nunca me perdoou pelo que fiz. Eu carrego essa culpa por deseseis anos! Meu coração não irá mais suportar viver dessa forma. Já pensei em me matar, porque não merecia viver como o monstro que sou. Eu... Eu... Eu matei seu pai Mei! — A sacerdotisa sussura a parte final enquanto chorava
Eu não consegui me segurar, tudo que conseguia era odia-la, odia-la com todas as minhas forças mas, não podia culpa-la por matar meu pai pois deveria haver um bom motivo para ela ter o matado. Seria meu pai o vilão ou minha mãe? Eu estava confusa e atordoada, isso foi tudo rapido de mais. Uma hora ela esta falando ser minha mãe e na outra revela ser a assassina de meu pai mas tambem não devo odia-la pois acredito no destino e sei que fui mandada para o orfanato por um bom motivo, talvez eu fui mandada para conhecer Hiro ou talvez para salvar o mundo do dragão do apocalipse mas não importa o porque pois fiz coisas espetaculares ao longo de minha vida. Meus pais adotivos foram os melhores todos esses anos, ainda são na verdade. Não vou dizer que tive uma vida dificil porque não tive, aos três anos eu tive um amor e fui adotada, são coisas estranhas que tambem ocorreram muito rapidamente, na época nada fazia sentido mas agora as peças estão se encaixando.
— Não — Digo a ela — Não posso culpa-la por me deixar em um orfanato. Você podia ter me levado com você para o sacerdocio porem, me deu a chance de viver como uma criança normal que estuda em um colegio com crianças normais que com certeza me renderam momentos inesqueciveis. Eu... Eu te perdoo ma-mamãe — Digo me ajoelhando na frente dela e dando-lhe um abraço
Eu esperei por aquele momento a vida toda, o momento em que eu finalmente abraçaria minha mãe biologica. Talvez minha outra mãe ficasse triste e furiosa pela minha mãe biologica ter aparecido, mas jamais a abandonarei.
— Mamãe, como você se chama? — Pergunto a ela
— Me chamo Sophie, Sophie Beckett — Respondeu ela
Logo minha mãe chama mais uma amiga, uma mulher bem familiar. Seu nome era Kikyou, minha mãe disse que Kikyou fez meu parto. Ela foi a primeira mulher a me pegar no colo e a primeira mulher a ver meu rostinho fofo e minhas orelhas de neko. Eu dou-lhe um abraço e enquanto abraçava eu via Hiro se distancia aos poucos, logo vejo Enma saindo com ele então comevercei mais um pouco com minha mãe e sua amiga e fui atrás dele.
Quando eu chego perto dele eu vejo Enma deitada no chão, ela ficava repetindo " Minhas memorias, eu preciso lembrar! ". Logo peço para Hiro que vá atrás do sacerdote Kenji para ele poder ajudar Enma com seus poderes quase divinos. Não demorou muito para Hiro chegar com o velho sacerdote que estava montado em suas costas, depois que o sacerdote desce de Hiro ele se aproxima de Enma e a examina. Parecia saber do que se tratava logo ele pede para dizermos repetida mente " Uka ba kuka". As palavras não fazia sentido nenhum e na verdade não fazia nada, logo ele começou a rir da nossa cara ao ver que realmente estavamos iguais a uns retardados dizendo " Uka ba kuka " repetidamente.
Depois que Hiro ameaça bater nele ele ri um pouco mais, parecia não ligar muito para o que Hiro havia dito. Logo ele assopra a mão de Enma e declara ser um selo para perca de memoria muito fraco, esse sacerdote deve ser realmente muito forte. Enma logo parece se lembrar de tudo, seus olhos ficam em um tom que eu jamais vi. Sua boca fica mais avermelhada como se estivesse realmente viva novamente, e logo ela revela suas memorias.
— Enma, se lembrou de algo? — Pergunto a ela
— Eu me lembro! Lembro de mim! E-eu tive uma filha, ela se chamava... se chamava Ayu. A minha filha teve um filho, eu não consegui ve-lo porque fui viajar para a frança. Lá eu conheci um rapaz, ele era muito bonito. A gente começou a namorar, eu decidi que iria morar com ele na frança, minha filha não aceitou porque eu ficaria muito distante do meu neto porem ela disse que não podia me impedir. Um dia ela me ligou no Skype, fizemos uma chamada de video para nos vermos e lá ela me apresentou meu neto! Ele se chamava... Ele se chamava... HIRO! Um bebezinho pequeno e bem cabeludo, tinha cabelos negros iguais aos dela. Depois de duas semanas ela sofreu um acidente, eu tive que voltar da frança para ficar com ela no hospital. Mas eu cheguei tarde de mais, ela morreu no carro e eu não sabia. Eles não me informaram onde havia parado a criança. Alguns dias depois eu vejo no noticiario um homem que encontrou um bebe no acostamento, na mesma estrada onde Ayu havia sofrido um acidente. Ele mandou a criança para um orfanato mas nunca soube onde, comecei a procurar feito uma louca depois de ver essa noticia no jornal. Mas, quando estava proxima de um orfanato eu me lembro de ser asaltada. O homem estava armado e me deu um tiro no peito, depois só me lembro das lampadas do corredor do hospital e meu marido do meu lado correndo junto com os medicos, ele dizia que iria ficar tudo bem mas eu nunca mais acordei. Quando eu abri os olhos, não via nada. estava eu em um vacuo enorme, por incrivel que pareça, tinha um chão mas não havia paredes. Uma mulher vestida de negro aparece, seu nome era Ara, disse que me daria a chance de cuidar do meu neto em uma nova vida porem, eu perderia minhas memorias. Eu aceitei e fui aprisionada nesse corpo, um corpo que meu neto jamais reconheceria, nem mesmo eu me reconheceria. Tudo o que sabia é que me chamava Enma Ai mas esse não é meu nome. Meu verdadeiro nome é... Sayo Yusuda, Hiro, seu nome é Hiro Yusuda! E-eu, eu sou sua avó!
Hiro parecia não acreditar, eu fiquei chocada ao saber disso mas o pior estava para acontecer. Enma logo começa a ficar brilhante, um brilho levemente dourado cobria seu corpo e logo ia desfazendo-a aos poucos.
— Enma! O que está acontecendo?! — Pergunto a ela
— Faz parte do contrato, se eu consegui-se minhas memorias de volta eu morreria novamente e minha alma seria mandada para os céus onde eu poderia descançar em paz — Responde Enma
— Enma! Não! — Grito chorando
— Hiro, cuide de Mei e sempre se lembre que lá do céu eu estarei olhando vocês — Diz Enma dando um beijo na testa de Hiro e então seu corpo sumia por completo
Quando Enma desaparecepor completo, uma foto ficava no mesmo lugar onde ela estava deitada até desaparecer. Era a foto de uma mulher com longos cabelos negros, ela estava de oculos. Sua pele era clara, Hiro se parecia muito com ela. Ela estava sorrindo, um sorriso doce e meigo como se estivesse feliz por tirar aquela foto. No verso da foto estava escrito:
" Veja pequeno Hiro como sua mãe é bonita, tenho certeza que você será um menino muito bonito também.
Ps: Estou tirando essa foto antes que ela tenha você e seus peitos caiam.
Ass: Sayo Yusuda "
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