A new love

12 XII. | Primeiro contato


Notas iniciais
E aí? Cês já sabiam que ela ia acabar grávida, né? Imaginei que sim, agora eu quero ver quem consegue imaginar o final, talvez até consigam... bom, eis aqui o novo capítulo, espero que gostem, tá fofinho :3 Boa leitura!

P.O.V Grace

Um mês depois

Edward estava na sala tocando piano juntamente com a Renesmee, o som do piano fazia o bebê relaxar e ele parava de se mexer, ele já estava grande, a minha barriga parecia ser de uma mulher com os seus cinco meses e eu já estava com uma costela quebrada graças a um de seus vários chutes. Eu já havia emagrecido bastante também e a cada dia eu ficava mais fraca, mesmo com todas as vitaminas que Carlisle me mandava tomar, uma grande parte de toda a comida eu colocava para fora, minhas dores de cabeça duravam dias e eu não conseguia dormi. Caius permanecia ao meu lado a todo instante, ele segurava o meu cabelo quando eu ia vomitar ou simplesmente segurava a minha mão quando eu só queria ficar quieta.

Alice entrou no quarto trazendo consigo o copo branco em que se encontrava o sangue, Carlisle me fez começar a tomar desde o primeiro dia e apesar da minha magreza e da minha fraqueza ele comemorava, se eu não tivesse começado a beber o sangue cedo eu estaria pior. Ela me entregou o copo e sentou-se no sofá esperando, quando terminei e ela saiu Caius entrou, ele sentou-se ao meu lado na cama e segurou a minha mão, contornando a pequena ancora no meu pulso.

“Caçou?” perguntei.

“Cacei. Já comeu alguma coisa?”

“Não, Carlisle disse que ia trazer vitaminas hoje”.

Caius concordou com um gesto de cabeça e nós ficamos em silêncio. O bebê estava extremamente quieto, somente apreciando a música, deixei a minha mão repousar sobre a minha barriga e tentei imaginar uma forma de agradecer aos Cullens depois, como eu iria fazer isso?

“Caius, eu quero ir lá para baixo” disse. “Estou enjoada de ficar nesse quarto trancada”.

Caius levantou-se e me pegou nos braços, ele desceu comigo até a sala onde Edward continuava a tocar. Ele olhou para nós e virou-se em seguida, Jasper estava sentado no sofá a nossa frente com o seu notebook, ele havia começado a fazer faculdade de psicologia.

“Deixe-me tocar” Caius pediu.

Ele assumiu o lugar do Edward e iniciou uma nova música antes que o bebê percebesse que havia parado. Caius é bom no piano, imagino que ele tenha aperfeiçoado bastante as suas técnicas ao longo dos milhares de ano em que viveu, ele toca por horas de uma forma majestosa, seus dedos praticamente dançam sobre as teclas e ao final do dia uma playlist no notebook assume os vampiros, naquela noite eu consegui dormi.

A manhã seguinte se inicia as cinco com vomito, a casa está cheirando a bacon e eu descubro que não aprecio mais o cheiro como antigamente. Caius e seus reflexos extremamente rápidos põem um balde para que eu vomite antes que eu me incline, as minhas costelas doem, Caius me ajuda a sentar e arruma o meu cabelo, tirando-a de dentro da minha boca. Deito a minha cabeça em seu ombro respirando com dificuldade.

“Preciso ir ao banheiro” disse. Caius riu baixinho e prontamente me levou até o banheiro.

Fui deixada sozinha no sofá enquanto Caius limpava a sujeira que fiz ao vomitar no banheiro novamente, assim que ele me deixou sozinha Edward e Bella entraram, Edward sentou-se no piano e Bella sentou ao meu lado.

“Como se sente?” ela perguntou.

“Cansada” respondi ofegante.

“Me sentia dessa forma também, sempre cansada, mas a minha gravidez foi mais simples, os sintomas não foram tão agressivos. Ed, por que será?”

“Cada gravidez é diferente” Edward respondeu. “Vários fatores podem explicar o porquê da gravidez está sendo mais brutal.”

Bella revira os olhos.

“Você já pode escuta-lo?” ela perguntou.

Caius volta para a sala e senta-se ao meu lado.

“Escutar quem?” ele perguntou.

“O bebê” Edward respondeu. Ele se concentra e continua a tocar, até que sorriu. “Ele gosta da música, preferia as músicas do outro, mas essas também são boas” ele completa. “Ele também gosta de você, Grace, principalmente quando você está bebendo sangue”.

Rio.

Edward volta a se concentrar somente no piano e Bella concentra-se em um livro, Caius segura a minha mão, massageado meus dedos com cuidado. A manhã terminou mais rápido do que eu percebi, talvez eu tenha até dormido. Quando a tarde se inicia as dores voltam, posso senti pequenos pés cutucarem os meus os meus órgãos internos e isso significa que ele está crescendo mais um pouco.

Quando Carlisle voltou do hospital ele traz consigo as vitaminas, ele me ajeita no sofá e realiza todo o procedimento colocando o soro e injetando as vitaminas nele, aproveito que somente eu e ele estamos na sala e seguro a sua mão.

“Pode me prometer uma coisa?”

Carlisle me analisa com seus olhos fortemente dourados.

“Claro”

Então sem falar, somente mexendo os lábios eu o faço prometer que, caso eu não resista, ele não irá deixar Caius se perde, que ele fará o possível para que Caius não se perca e nosso bebê fique a salvo. Carlisle me analisa novamente, talvez eu veja um pouco de dor em seus olhos e sei o que ele está sentindo, Carlisle tem a incrível capacidade de amar a todos com uma grande facilidade e sei que mesmo sem querer que já faço parte da sua família.

“Eu cuidarei” ele diz e se afasta.

Após um longo Caius voltou, ele senta-se ao meu lado e põe sobre a minha barriga uma caixinha azul, olho assustada para ele e abro a caixa, dentro dela encontra-se um belíssimo anel prateado, um delicado diamante está posicionado no centro.

“Caius?”

“Sei que não é o melhor momento e nem o melhor pedido do mundo, mas é o melhor que consigo fazer devido as circunstâncias” ele diz baixo.

“Você podia ter esperado mais algumas semanas, em breve eu não estarei parecendo um cadáver” sussurro.

Os cantos de sua boca se erguem por breves minutos, ele senta-se ao meu lado e segura a minha cabeça, olhando diretamente para os meus olhos, analisando cada centímetro do meu rosto.

“Eu não me apaixonei por sua beleza” ele diz. “Eu me apaixonei por você e você não é esse rosto e nem um corpo, você é você, e eu te amo! Você aceita casar comigo?”

“Aceito” digo imediatamente.

Caius abre um imenso sorriso e me beija, seus lábios parecem milhares de vezes mais gelados. Ele põe o anel no meu dedo, eu rio ao ver que não o poderei usar agora porque, bom, meu dedo está só o osso. Ele guarda o anel novamente na caixa e senta-se no chão encostado ao sofá, ele passa o restante da noite ali ao meu lado.

Deus, como eu o amo!

Notas finais
E aí, gostaram? Comentem! P.S.: Sabia que até aqui só se foi falado dois "eu te amo"? E das duas vezes foi o Caius quem disse, a primeira vez foi para a Athenodora e essa agora para a Grace.