A namorada do super-herói
13 Vou parar no hospital.
Notas iniciais
Aonde estávamos mesmo?
Há sim, começamos uma briga feia contra Mary e Rodrigo. Eu não tinha uma habilidade nenhuma em lutas, só me lembro que na 5º série fiz umas aulas de Judô, mas nem me lembrava dos golpes. Ao contrário de mim, Mary lutava muito bem, não tinha um lugar no meu corpo que não estivesse doendo.
Ao meu lado Will estava acabando com Rodrigo, ele era muito rápido e ágil, ele parecia tão concentrado que nem iria me escutar se eu gritasse para ele.
Tarde demais, Mary me deu uma rasteira que eu cai no chão em cheio, e não só eu estava no chão como rodrigo também. O pior de tudo é que eu não conseguia me levantar de jeito nenhum, Will prendeu Mary com um pedaço de pano de seu próprio vestido e depois olhou para mim:
–Ai meu deus, o que foi que eu fiz, May você está bem, eu tenho que levar você direto para o hospital.
Eu não conseguia dizer nada, tudo estava doendo e foi quando eu apaguei.
Eu acordei num quarto de hospital, estava usando aquelas roupas brancas de hospital e tudo cheirava a hospital, menos um buquê de flores coloridas que estava ao lado da minha cama.
Minha mãe entrou correndo dentro do quarto, ela não parava de me abraçar, e então falou:
–May minha filha, Will me contou tudo, sobre o seu tombo das escadas, foi feio mesmo hein? que bom que agora está tudo bem com você.
Aquilo não me espantou nem um pouco, Will mentindo novamente, mas se minha mãe soubesse a verdade, ela teria um verdadeiro infarto, perguntei á ela sobre o papai, e ela disse:
–Seu pai está buscando seu primo Guilherme na rodoviária, ele está vindo passar uns dias com a gente, porque está de férias no trabalho, você não vai se incomodar?
Meu primo vindo para a minha casa. Na verdade eu não conhecia ele muito bem, porque nunca fomos muito chegado.
Então eu perguntei sobre Will.
–Ele está fazendo um lanche na cantina, ele passou a noite em claro cuidando de você, ele gosta muito de você minha filha, trate muito bem ele, ah! e esse buquê de flores foi ele quem comprou.
Minha mãe me deu mais um abraço e disse que mais tarde viria me buscar para irmos para a casa, e enquanto ela saia do quarto, Will ia entrando:
–May, que bom que você está acordada, eu não iria me perdoar se acontecesse algo com você, espero que possa me desculpar.
Antes que ele acabasse de falar eu peguei e beije ele, foi um beijo muito apaixonado para falar a verdade, e disse:
–Eu te desculpo Will, sei que nosso namoro não é e não vai ser nada fácil, mas eu quero correr os riscos, porque eu sei que isso pode valer a pena.
E enquanto eu falava eu chorava e ele chorava também, ficamos um cinco minutos abraçados, e ele falou:
–Só tem um probleminha May, é que Rodrigo e Mary fugiram, eles se aproveitaram da confusão e escaparão, e eu não pude conte-lós.
Eu não gostei muito da notícia quentinha, mas disse:
–Não importa, agora eles não estão só lidando com o "cara da máscara" mas também com a namorada do "cara da máscara" e sorri.
–Eu definitivamente preciso de você May.
Aquilo me tocou bem lá no fundo, e eu também falei.
–Também preciso de você, Will.
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