A namorada do super-herói
7 Quase sou expulsa da faculdade.
Notas iniciais
Will me leva até um park que fica bem no fim da cidade, e é meio abandonado. Para falar a verdade aquele lugar me arrepiava, só não tinha mais medo porque não estava sozinha.
Eu já estava ficando apreensiva, pois Will andava de um lado para o outro, e não tinha me dito uma só palavra sobre o que ele queria falar. E para piorar já estava anoitecendo, e no dia seguinte eu precisava ir para a faculdade.
Foi quando ele olhou bem nos meus olhos e disse:
–May não sei por onde começar, é que eu não quero, que você se machuque e termine tudo comigo, chega de blá blá blá, a verdade é que....
Quando ele ia terminar a frase, seu celular tocou, então rapidamente ele atendeu, parecia ser algo urgente, pois ele estava muito assustado.
Então só pedi a ele, que me levasse para a casa, não queria explicações naquele momento, eu já havia tido muito adrenalina em apenas um dia, imagina só, ter uma amiga psicopata. Mas, eu havia esquecido de um detalhe, a minha "amiga" morava comigo, quem pode dizer o que ela poderia tentar de novo, quem sabe outro plano para me matar.
Mudei meu caminho, peguei algumas coisas que estavam na minha casa e fui para a casa de meus pais. Will me ajudou na minha pequena mudança, e depois saiu, desapareceu na escuridão da noite.
Como eu iria explicar para meus pais, que eu havia me mudado assim de repente. Porém, eles adoraram que eu estava indo ficar com eles, meus pais são muito amorosos comigo e sempre foram, claro que estranharam, mas mesmo assim me receberam de braços aberto.
No dia seguinte, acordo com o celular tocando, para falar a verdade, não havia dormido direito, pensando em tudo o que tinha ocorrido. O número do celular não era conhecido, mas eu atendi, era a minha professora de botânica, ela quase gritava no celular, falando as seguintes palavras:
–May, você tá louca? porque está faltando tanta aula? corre urgente para a faculdade, querem te expulsar.
Aquilo me gelou completante, mal me vesti e sai correndo para a faculdade, não queria ser expulsa de jeito nenhum.
Chegando lá, fui direcionada até a sala da reitora, aonde haviam duas pessoas sentadas conversando com elas, uma delas era Will, e a outra era um senhor de meia idade, que deduzi ser o pai de Will, meu sogro.
Então a reitora virou os olhos para mim e disse:
–May Simon, não se preocupe, você não será expulsa, esse rapas e o pai dele esclareceram tudo. Mas podia ter me dito que estava com catapora, e eles já providenciaram seu atestado.
Eu não sei se ria por causa da explicação de Will, ou batia nele, porque estava mentindo para a reitora da faculdade, mas pelo menos, ele havia me salvado.
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