Notas iniciais
Primeiramente queria agradecer á todos que estão acompanhando, muito obrigado mesmo, amo vocês

Nesses seis meses que se passaram, eu não havia desmaiado ainda, se você reparou no verbo havia, quer dizer que naquele momento eu desmaiei.

Eu acordei no meu sofá, sentindo a água gelada na minha pele, aquilo quase me afogou. Will estava ao meu lado com um sorisso que não no seu rosto, eu não sabia se isso era bom ou ruim, na cozinha eu parecia ouvir um tipo de discussão entre meus pais e Guilherme o que me acordou totalmente:

–Mãããe! cadê você?

Minha mãe atende ao chamado, e me traz um copo de água com açúcar, meu pai e Guilherme vem logo atrás dela, eu ignoro totalmente a presença de Will na sala:

–Eu quero deitar, não estou me sentindo muito bem, acho que o jantar vai ter que esperar outro dia para acontecer, tudo bem Guilherme?

O sorriso que estava estampado no rosto de Will desapareceu totalmente, ele lançou um olhar fuzilante para o meu primo, e eu pressentia que aquilo não acabaria nada bem.

Eu me levanto, e como estava um pouco tonta, me desequilibro, Will me segurou e senti o calor do seu corpo em mim:

–Obrigado mas não preciso de ajuda, e você pode ir embora, okay?

Ele ficou muito surpreso, e eu vi que a minha resposta surtiu um efeito tremendo nele:

–O que está acontecendo aqui May? eu cheguei de uma viajem exaustiva que durou 9 horas, e só pensando em chegar aqui na cidade e correr para te ver, e você faz isso comigo.

Guilherme estava prestes a explodir, mas eu fiz um sinal para que ele se acalmasse e me dirigi a Will:

–O que está acontecendo, é isso mesmo Will, eu que deveria fazer essa pergunta, você viaja seis meses, sei lá para aonde, não responde aos meus telefonemas e nem cartas, e ainda quer explicações, acho melhor você rever esses seus conceitos.

Por acidente uma lágrima escorre de mim, e eu me sinto uma pateta por fazer aquilo, não queria demostrar tristeza na frente de Will, e foi quando Guilherme falou:

–Acho melhor você ir embora Will, você não viu o que a May falou, ela não quer você aqui, e também não tem motivos para você ficar aqui.

A fala de Guilherme foi o estopim, Will pulou para cima dele, e lhe deu um soco, meu primo caiu no sofá cambaleando, meu pai tentou apartar a briga, mas foi em vão, minha mãe gritava apavorada, e eu nem tinha forças para reagir. Os dois iam se matar se eu não desse um jeito, eu gritei:

–PAREM AGORA SEUS DOIS MALUCOS!

Mas eles nem estavam me ouvindo, Guilherme estava com o olho roxo, um pouco de sangue escorria da boca de Will, meu pai já tinha desistido de separá-los, minha mãe quase ligou para a polícia, e então eu tive uma ideia de "gênio":

–Willian Fischer, sabe porque você não tem motivos para estar aqui, porque eu não gosto mais de você, e eu estou namorando outra pessoa.

Aquilo foi como jogar água fria no meio deles, Will me lançou um olhar de desapontamento, Guilherme mal se aguentava em pé, mas conseguiu dar um sorriso torto.

Will falou:

–O que você disse? outro namorado, como assim? me diga o nome dele, que eu vou atrás dele e acabo com ele.

Guilherme me pediu que não falasse nada, eu estava tentando desmentir, e foi então que Will sacou tudo:

–Espera um pouco, não venha dizer que o seu namoradinho é seu primo, May porque você fez isso comigo? você sabia porque eu tinha que viajar com o meu pai, se eu não respondia os telefonemas e cartas é porque eles nunca chegaram até mim.

Ele começou a chorar, aquilo foi de cortar o coração, e foi a minha vez de sacar tudo, claro que foi o pai dele que escondia as cartas e até tinha mudado o chip do celular de Will, como pude ser tão idiota? mas agora não tinha mais volta, eu estava namorando com Guilherme e não queria minha vida de antes de volta.

–Olha Will, todos nós estamos sem condição de falar agora, eu estou muito cansada e desgastada, foi muita emoção para um dia agora, se você gosta de mim de verdade, vai embora quem sabe amanhã a gente possa se falar, mas isso não é uma certeza.

Ele fez um sinal de aceitação, pegou suas malas, deu tchau para os meus pais, nem olhou para Guilherme e nem para mim e saiu rumo a escuridão da noite.

Minhã mãe cuidou dos ferimentos de meu primo, meu pai deu um sermão daqueles nele, mas o abraçou, eu estava exausta e fui para a cama, quando tudo parecia calmo Guilherme falou:

–É ele May, o seu antigo namorado, é ele o super-herói que eu vim procurar na sua cidade, não é?

Eu fiz que não tinha ouvido, fui para a cama, meus pais pareciam confusos, mas não me questionaram. Naquela noite eu deitei e como de costume tive muitos pesadelos.

Notas finais
o que acharam??