Notas iniciais
Olá leitores, desculpe a demora para postar, mas sabe como é as coisas da escola, nossa já estamos em 20 capítulos, obrigado á todos que estão acompanhando, bjs *---*

Era sábado, acordei com a brisa da chuva invadindo meu quarto, o dia estava cinza, não se via nem um raio de sol no céu. Ainda de pijama foi a cozinha, lá meus pais tomavam café e estavam lendo o jornal como de costume, tudo parecia normal, mas nada é normal na minha vida.

–Bom dia minha filha.

Foi o que meus pais disseram ao mesmo tempo, eles não pareciam se importar do ocorrido na noite passada, eu retribui o bom dia, comi algumas uvas, porque estava sem fome, e me deitei no sofá olhar TV.

Até ali tudo bem, eu não tinha notado a ausência do meu primo, até ligar a televisão no canal da rede de notícias. A repórter parecia estar em um banco, o cofre tinha sido arrombado, e o dinheiro estava espalhado por todo o chão, eles estavam tentando captar as imagens da câmera de vídeo do local, demoraram um pouco mas conseguiram.

Eu juro que não estava acreditando no que eu via, Will vestido como o "cara da máscara" invadindo o banco, e logo depois arrombando o cofre, ele não parecia que estava querendo roubar e sim chamar a atenção de algo ou alguém, e sim parece que ele tinha conseguido.

Do nada, aparece outra pessoa no local, e esse era meu primo Guilherme vestido com a mesma roupa que ele havia me mostrado, os dois começaram uma briga feia, os alarmes começaram a soar, e o barulho da sirene da polícia também, no final Will conseguiu escapar deixando meu primo caído no chão.

Eu estava em estado de choque, meus pais vieram até mim, e eu peguei e desliguei a televisão á tempo, antes que eles vissem o ocorrido, inventei uma desculpa que tinha que fazer um trabalho da escola e sai de casa.

O meu primeiro pensamento foi ligar para Will, e saber aonde estava Guilherme, mas ele não ia me atender, então fui ao único lugar que eu puderia encontrar ele, o café em que nos conhecemos.

Dito e feito, ele estava sentado em uma mesa ao fundo, parecia horrível, ele olhava para seu copo de café sem nenhuma animação, e ao me ver se surpreendeu:

–Bom Will, vou ser rápida e direta, porque você fez aquela confusão no banco, e aonde está Guilherme?

Ele baixou a cabeça novamente, parecia que não ia falar, eu estava prestes a bater nele, mas então ele disse:

–Eu não queria fazer aquilo, mas você não me deu outra opção, do que adianta eu passar seis meses combatendo o crime em uma cidade que estava a beira do caos, e chegar aqui e ver você com aquele cara, do que adianta ser super-herói me diz? e seu primo está no mesmo hospital que você ficou aquele dia, ele está bem, apenas desmaiou, agora vá correndo para os braços dele.

Sinceramente, eu fiquei chocada com o que ele tinha me contado, não me passou pela cabeça, que ele estava ajudando os outros, e eu aqui sendo uma egoísta, mas mesmo assim não justifica tudo o que ele fez. Sem dar tchau nem nada, sai correndo para o hospital.

Cheguei lá, e o hospital tinha ligado para os meus pais, Guilherme já estava no quarto e parecia bem, mas estava apreensivo e eu não sabia o porquê.

–Sr e Sra Simon, será que podem deixar eu falar com a May, a sós?

Meus pais saíram do quarto, sem demora, e foi então que meu primo se dirigiu a mim:

–May, vai ser muito difícil falar tudo isso para você, mas é que eu preciso, não estou aguentando mais, eu gosto muito de você, mas sei que meu lugar não é aqui, eu quero viajar o mundo descobrindo novos lugares e novas pessoas para eu recrutar para o meu grupo de super-heróis, Will me deu provas suficientes que ele não quer participar, e por isso eu estou acabando com você aqui e agora, me desculpe de verdade, mas dá para ver no seu olhar que você o ama, e eu que não quero atrapalhar esse sentimento.

Lágrimas escorreram pelo meu rosto, eu ia sentir muito falta dele, ele não foi só um namorado, mas também um ótimo amigo, eu o abracei e naquele abraço ele sentiu que eu estava feliz por ele seguir seu caminho.

No dia seguinte, levamos ele até o aeroporto, Rodrigo e Mary que tinham virado super amigos nossos também foram se despedir, eu vou confessar que foi muito difícil ver meu primo subindo no avião e voando para o seu destino, seja ele qual for, meus pais que não eram de chorar também choraram, o avião partiu e íamos embora, quando eu vi Will de longe nos observando.

O que seria que o destino reservava para mim, eu ia ter um recomeço com Will? naquele momento só pensei em subir no carro e ir embora, quem sabe as coisas se acertariam, ou não.

Notas finais
o que acharam?