A mulher certa para mim
21 O que está acontecendo?
Notas iniciais
Jane entrou em casa e fechou a porta com força, assustando sua mãe que gritou com o barulho, Jane olhou para Angela e percebeu que as calças de Stephen estavam baixas e sua mãe estava seminua, a morena virou-se.
— Jane, achei que fosse dormir na casa da Maura.
Jane se limitou a pedir desculpas, Angela sabia que algo estava errado, sua filha não pediria desculpas, ela surtaria e diria coisas como “Mãe, agora tenho que arrancar meus olhos!”.
— Stephen querido, pode me esperar no quarto?
— Claro Angela_ O homem beijou Angela e saiu da sala fechando as calças.
— Você e a Maura brigaram?
Jane voltou a olhar para a mãe_ Não foi exatamente uma briga, não houve discussão, eu simplesmente sai de lá depois que a Maura disse que uma mulher a beijou e ela guardou o número da tal vadia.
— Você deixou ela se explicar?_ Jane deu de ombros e olhou para um ponto qualquer_ Você foi injusta Jane.
— O que!? Ela claramente queria ligar para a amante dela e eu sou injusta?
Angela riu e se aproximou da filha, tocando-lhe o rosto.
— Jane, você só está com ciúmes, mas eu tenho certeza que você sabe que a Maura nunca faria algo do tipo, isso parece mais com você.
— Mãe!? De que lado você está?
— De ambos os lados, eu quero vê-la feliz Jane e também gosto muito da Maura, dê uma oportunidade para que ela possa se explicar_ Angela sentou no sofá e bateu nas pernas_ Vem, deita a cabeça aqui, como quando você era adolescente e tinha algum problema.
Jane deitou a cabeça no colo da mãe_ O que foi aquilo quando eu cheguei?_ Angela riu e deu um tapa no braço de Jane, a morena reclamou, mas logo riu junto com a mãe.
***
Maura está quase dormindo quando a campainha da sua casa toca, ela levanta da cama e vai abrir a porta.
— Jane eu...Verônica!?_ Maura abraça forte a amiga e começa a chorar, depois larga Verônica e a olha_ Porque está aqui?
— Uma certa detetive canalha me fez ver que eu estava sendo estúpida, Maura desculpa, eu realmente não quis dizer todas aquelas coisas e muito menos jogar a chave que você me deu.
— A Jane fez isso?
— Sim Maura, talvez eu esteja enganada, talvez ela te ame de verdade_ Verônica sentou no sofá _ Mas porque estava chorando?
— Eu magoei a Jane.
— Como assim magoou a Jane? Maura Isles...
— Lembra de quando você chegou do banheiro?
— Sim, eu estava...
— Sim.
— Com aquela ruiva...
— Sim.
—E a gente...
— Eu sei, não preciso dos detalhes. Eu fiquei só e apareceu uma mulher, ela me agarrou, me deu um beijo sufocante e depois me deu o número do seu celular.
— Maura! Você traiu a Jane?
— Não! Eu esqueci de jogar o cartão fora, porque eu queria chegar em casa e contar para a minha melhor amiga sobre a minha namorada e a Jane perguntou o que houve no bar, você sabe que eu não posso mentir, o olhar dela Verônica... Ela estava com raiva, mas eu também vi decepção.
— E depois houve um sexo com raiva.
— Sexo com raiva?
— Sim, os casais brigam e as vezes fazem sexo brigados, tipo um sexo selvagem, agressivo, isso explica as marcas no seu pescoço.
Maura subiu a gola da blusa para esconder as marcas do pescoço.
— Isso foi antes, antes que eu ... _Maura se jogou no sofá ao lado da amiga.
— E eu pensando que a Jane que ia te trair_ Verônica riu e Maura moveu os lábios em um sorriso sem humor_ Ei, ela te ama, você vai ver que amanhã as coisas estarão melhores. Agora me conta como foi essa transa de vocês.
— Está me confundindo com outra pessoa, eu não vou te contar sobre minha vida sexual com a Jane.
— Tá, eu sei que você não vai dizer, então faz algo pra gente comer, eu estou horrível, brigar com você me fez ter a pior ressaca de todas.
Maura fez sanduiches para elas.
— Eu tenho um encontro amanhã_ Verônica disse enquanto elas viam um documentário.
—Com uma de suas “amigas”?
— Não, eu conheci ela semana passada, ela é linda, mas não só linda, inteligente e tão estranha quanto você.
— Eu não sou estranha_ Maura olhou para Verônica, que levantou uma sobrancelha_ Tudo bem, talvez eu seja um pouco estranha.
— Acho que estou apaixonada.
Maura segurou a mão de Verônica_ Então se prepare, amar não é fácil_ Verônica balançou a cabeça concordando_ Mas... É um dos melhores sentimentos_ Maura suspirou_ Será que a Jane está bem?
— Tentou ligar pra ela?
— Ela não atende_ O celular de Maura fez um barulho_ Mensagem, é a Angela, disse que a Jane chegou bem e me disse também para ter paciência com ela.
Verônica tocou o pescoço de Maura.
— Ela tem razão Maura, você tem que ter paciência com quem te marca assim e te dá orgasmos múltiplos.
Maura socou o ombro dela, que segurou o braço da amiga e as duas se abraçaram rindo.
***
Jane chegou ao departamento, ela entrou no elevador junto com Maura, a loira parecia nervosa, Maura olhava para Jane quando a morena não estava olhando, ela queria falar com Jane, queria se explicar, mas talvez elas começassem uma briga e isso não seria bom, melhor era esperar que Jane falasse com ela.
— Desculpa_ Maura disse baixinho, Jane pareceu nem ter ouvido.
Mas alguns segundos depois a morena pressionou Maura entre o seu corpo e o elevador, ela olhou diretamente para os olhos da legista que parecia não estar entendendo a atitude dela.
— Eu amo você Maura Isles, amo muito e você é muito bonita, as pessoas vão se insinuar, algumas serão mais tímidas, outras vão partir para o ataque, quem disse que seria fácil?_ Jane sorriu e tocou o rosto de Maura_ Eu não posso controlar essas pessoas e nem confiar nelas, mas eu conheço você, eu sei que também me ama e eu confio em você, só... Só não fique com o número dessas pessoas.
Maura sorriu, ela ficou feliz por Jane ter dito essas palavras, mas havia algo de diferente na morena. A loira tentou beijar Jane que desviou o rosto, Maura só conseguiu beijar o canto da boca de Jane. Ela olhou para Jane confusa e sentiu os lábios da morena sobre os seus e a língua dela explorando a sua boca. O elevador abriu e Jane saiu, Maura saiu alguns segundos depois, completamente desconcertada, ela pensava que estava tudo bem entre elas, mas pelo visto ela estava errada.
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