A mulher certa para mim

29 Não sei viver sem ter você


Notas iniciais
Vamos lá ... Foi maravilhoso escrever essa fanfic, eu aprendi muito escrevendo ela, muito mesmo, me apeguei a vocês, ri ao ler os comentários, foi incrível! Mas agora ela está chegando ao fim, não fiquem tristes eu estou escrevendo outra, inclusive já postei o primeiro capítulo e postarei o segundo hoje, aqui está o link: https://fanfiction.com.br/historia/695170/The_Story/ , foi na pegada dessa nova fic que eu coloquei duas músicas nesse capítulo, uma eu vou colocar o link a outra tem o mesmo nome do capítulo. Então leiam The Story, sério essa fic tá muito boa e e fiquem com o último capítulo de A mulher certa para mim, ele tá tão amorzinho e emotivo que eu mesma tive vontade de chorar em alguns momentos. Beijo para vocês.

Eu sei o que você me disse, eu sei que está tudo acabado e eu sei eu não posso continuar ligando, todas as vezes que corro, eu continuo caindo sobre você”.

Tom Odell — I Know

( Jane)

Frankie me deu carona até a minha casa...A casa da Maura, ele achou que eu estava abalada demais para dirigir, foi preciso Frankie e Korsak me segurarem para que eu não quebrasse a cara da Louise, mas eu fiquei satisfeita com o tapa que dei na cara dela. Ficamos algum tempo no carro, eu realmente não queria entrar, eu sei que ela não estava lá, mas... Frankie colocou a mão sobre a minha.

— Você vai ficar bem?

— Não, eu preciso encontra-la Frankie, eu já liguei muitas vezes, estou começando a ficar preocupada e a mãe dela está lá dentro, provavelmente eu nem deveria dormir aqui, vamos para casa da mamãe.

— Tudo bem, mas antes de irmos, tem alguma ideia de onde ela esteja?

— Na casa da Verônica, é o único lugar que ela iria_ Olhei para ele_ Mas não adianta, hoje ela só quer me odiar, não vai me deixar falar.

— Você pode ligar para Verônica, só para confirmar que a Maura está lá, assim quem sabe você fique mais aliviada Jane.

Eu sorri um riso irônico_ Eu só vou me sentir aliviada se a Maura conseguir me entender ou se um piano cair na minha cabeça, então eu morro e pronto, tudo acaba_ Fiz um gesto com as mãos no ar.

— Desde quando se tornou tão dramática?

— Deixa eu ver... Ah é, desde o momento em que eu posso perder o amor da minha vida_ Eu mesma me assustei com a intensidade das minhas palavras, sim eu já sabia que amava a Maura, eu só não sabia o quanto, parece que as pessoas estão certas quando dizem que o valor de algo ou alguém só se mostra quando você pode perde-lo_ Vamos para casa da nossa mãe.

— Não quer passar no Dirty Robber antes e beber algo?

— Não, se eu entrar lá não saio mais.

Agradeci ao Frankie por tudo e subi para o meu antigo quarto, não falei com a minha mãe, ela estava bem com o Stephen, porque preocupa-la?

Apaguei a luz do quarto e me concentrei nas estrelas do meu teto, eu realmente gosto de me torturar, lembrei de quando mostrei aquelas estrelas para a Maura, lembrei do sorriso dela, do cheiro do seu cabelo, eu não sei como viver sem isso, me odiei por não ter sido mais enérgica com a Louise, deveria ter colocado ela no lugar desde sempre, talvez eu não quisesse magoar a minha mãe causando uma discussão com o Stephen, mas agora eu que estava pagando por isso. Tomei uma decisão, amanhã irei falar com a Maura no departamento, nem que eu tenha que prende-la em uma cadeira com uma corrente, adormeci com esse pensamento.

Pela manhã passei na casa da Maura para pegar algumas roupas, me vesti e fui para o trabalho, mas ela não veio, no dia seguinte também não, eu já estava preocupada, Verônica também não estava atendendo as minhas ligações, perguntei ao chefe porque Maura não estava vindo para o departamento e ele me disse que ela pediu uma licença de um mês, um mês? Isso não parecia bom, deixei uma mensagem para Verônica.

Por favor eu sei que você está me odiando, me considerando uma babaca, eu sou uma babaca, mas não pelos motivos que você pensa, Verônica eu não estava traindo a Maura, mas estou preocupada com ela”.

Eu não conseguia me concentrar no trabalho, mexia em alguns papeis e checava meu celular de cinco em cinco minutos esperando uma resposta, fui até a Lisa que se recusou a falar comigo, mas depois disse que não sabia de nada, quatro horas de espera até que Verônica respondesse a minha mensagem.

Sim Rizzoli como eu já sabia você é uma babaca, mas eu também sei que essa Louise é uma vagabunda que vive te cercando, venha ao meu apartamento”.

Eu estava confiante que Verônica iria me ajudar, mas ao mesmo tempo eu não sabia como reagir ao encontrar a Maura, toquei a campainha e Verônica apareceu, me deixou entrar e eu procurei com os olhos a minha loira por toda a sala.

— A Maura não está mais aqui.

Virei-me para encara-la.

— Como assim a Maura não está mais aqui? Para onde ela foi?_ Verônica suspirou.

***

( Maura)

Cheguei ao apartamento da minha amiga com uma enorme dor no peito e os olhos vermelhos de tanto chorar, eu nunca havia passado por isso, não desse jeito, amar alguém tanto e me decepcionar, deite a cabeça no colo da Verônica que passava a mão pelos meus fios, contei a ela tudo que aconteceu .

— Vamos contratar alguém para mata-la, sério você dá uma foto para o cara e diz “É essa daqui, essa é a vadia que me traiu”.

Eu ri da loucura que ela estava dizendo, Verônica sempre me arrancava um sorriso até nas piores situações.

— Eu não poderia, ela é uma vadia, mas eu amo ela tanto...

— Nunca pensei que Maura Isles estivesse assim por alguém, ainda mais por uma mulher.

— Nem eu, não sei o que devo fazer, não quero voltar ao trabalho, não quero ver a Jane, não agora.

— Liga para o seu chefe e pede uma licença, faz uma viagem Maura, vamos escolher um lugar legal para você ir, que tal L.A?

Levantei do colo dela, enxuguei as lágrimas e olhei séria para Verônica.

— Está falando sério?

— É claro que sim, você merece um tempo para você e seu chefe não pode recusar te dar férias, afinal você é a melhor legista do departamento.

— Eu queria ficar em um lugar mais calmo, não sei... Perto da natureza.

— Já sei, uma das minhas propriedades é uma casa de campo, ela fica próxima a um lago, é um charme Maura, deu até vontade de visitar o lugar, mas eu tenho muito trabalho para fazer e uma certa possível namorada_ Verônica sorriu e eu vi um brilho nos seus olhos, ela está apaixonada pela Lisa, tomara que ela tenha mais sorte no amor do que eu_ E então?

Concordei com a ideia da Verônica, iria me ausentar, tirar um tempo para pensar, aquela noite eu não consegui dormir, fiquei o tempo todo olhando para o teto, fui até a janela e olhei para o céu, normalmente não dá para ver as estrelas, mas hoje elas estavam lá, claro que sim, eu ri, morena estúpida que não sai da minha cabeça! Porque ela teve que fazer isso?

No dia seguinte liguei para Cavanaugh, pedi um mês, pensei que ele ia recusar, eu sabia que era muito tempo, mas ele aceitou, me desejou boas férias e que eu voltasse ainda melhor.

No dia seguinte mandei a Verônica pegar as minhas roupas, não pela manhã porque eu sabia que a Jane estaria na minha casa ou passaria lá para pegar algumas roupas também, ela voltou com a minha mala pronta, perguntei sobre a minha mãe, ela disse que Constance esperava uma ligação minha logo que chegasse a casa de campo, me surpreendi, pensei que minha mãe iria surtar e fazer um questionário com a Verônica.

Me despedi da minha amiga com um abraço apertado, peguei o carro e algumas horas depois cheguei a casa, não era muito grande, mas como a Verônica disse era bem charmosa, quando cheguei já era noite por tanto não pude apreciar muito a paisagem, mas estava ansiosa para ver tudo durante o dia, entrei, coloquei minha mala na sala e fechei a porta, por dentro a casa parecia maior, a decoração era linda e estava limpa, Verônica deve pagar alguém para limpar, a geladeira estava cheia, fiz um lanche e fui dormir, no dia seguinte acordei com o sol entrando pela janela, levantei, tomei um café da manhã reforçado e fui para o segundo andar ver tudo da varanda, como eu pensei o lugar era ainda mais lindo durante o dia, fiz uma trilha, andei de barco, coloquei um biquíni e nadei um pouco, mais tarde alguém trouxe meu almoço, comi e decidi ler um livro, consegui me distrair e não pensar na Jane, é claro que isso não durou muito tempo, veio a noite e com ela as lembranças invadiram a minha mente.

É difícil de aceitar, recomeçar do zero

Levantar e caminhar.

Perceber que quem se ama

Já não se importa com você

E acordar sozinho ouvindo o som da sua TV.

Chegou a hora de recomeçar!

Acreditar, que pode ser, melhor assim

Tentar crescer, fingir feliz,

E te deixar para depois, a cada dia que eu morrer,

Espero que você morra.

( Jane)

Verônica não me disse para onde a Maura foi, disse apenas que a amiga precisava de um tempo e estava disposta a nos ajudar, mas que eu tivesse paciência, senti vontade de gritar com ela e dizer que a coisa que eu menos tinha era paciência, porque eu também estava magoada, eu entendo a Maura, eu fiquei puta por um beijo em um bar, imagina aquela cena toda com a Louise, mas eu também estava sangrando, mesmo assim aceitei dar um tempo a Maura.

Haviam se passado duas semanas, eu não era a mesma, não comia direito, não saia à noite, fui pegar as minhas roupas na casa da Maura, mas Constance não me deixou, ela conversou comigo, foi uma longa conversa, mas no final ela disse que tudo iria se resolver porque eu e a Maura temos um amor único, um tipo de amor que as pessoas passam a vida toda procurando, então nenhuma de nós seria idiota de deixar isso escapar pelos dedos.

Se eu ligar de madrugada, sem saber o que dizer,

Esperando ouvir sua voz e você nem me atender,

Nem ao menos pra dizer: Que não vai voltar,

Não vai tentar me entender, que eu não fui nada pra você,

Que eu deveria te deixar em paz.

Eu já não sei mais, não sei viver sem ter você,

Hoje eu queria te esquecer, mas quanto mais eu tento mais eu tento mais eu lembro... Não sei viver sem ter você!

Na terceira semana Verônica me deu o endereço, eu queria ir atrás da Maura no mesmo dia, mas me controlei e esperei amanhecer, peguei a estrada logo cedo, cheguei à tarde, parei o carro alguns metros e fiz o resto do caminho a pé, não queria que Maura me ouvisse chegar, vi ela de longe, os cabelos soltos, uma camiseta branca e um short curto, nunca pensei em ver a Maura assim tão relaxada, talvez o tempo aqui sem mim fez bem para ela, que é isso Jane, foi só o lugar que é lindo.

Maura estava tentando jogar pedrinhas na água, ela não sabia como fazer aquilo, claro Maura não teve infância, abaixei e peguei algumas para mim, andei até ela e cheguei o mais próximo possível, joguei uma pedrinha que pulou várias vezes.

Maura riu, uma risada gostosa_ Impressionante!_ Disse batendo palmas antes de olhar para o lado e me ver.

Ela parou de rir, mas não falou nada, ficamos ambas nos encarando, ela começou a andar para dentro da casa.

— Ei, espera um pouco, eu só quero falar com você_ Maura parou de costas e continuou assim_ Fiquei esse tempo todo pensando em o que te falar quando nos encontrássemos, eu ensaiei vários discursos, mas nada foi bom o bastante, então resolvi esperar que o momento acontecesse...

Maura virou-se e eu encarei aqueles olhos claros que agora estavam marejados, acho que os meus também estavam.

— Aquele ...Beijo que você viu, eu não estava com a Louise, ela chegou e me beijou foi tudo muito rápido..._ Soltei o ar_ Isso não é importante, não importa o que eu disse a ela, não importa o tapa que eu dei na cara dela_ Maura fez um cara de surpresa_ O que importa é que eu nunca pensei sentir tanto a falta de alguém como eu senti e sinto a sua, eu não consigo mais fazer isso sem você, viver, respirar, porque mesmo que eu me distraia se eu vejo algo engraçado penso em você sorrindo, eu não posso mais ver documentários, vinho me lembra você, eu até fui a uma exposição de arte, mesmo que a última vez não tenha dado certo_ Sorri e as lágrimas vieram, olhei para o lado desviando o olhar dela por alguns segundos_ Eu te amo.

Fiquei esperando ela responder, quer dizer ela ia dizer algo não é?

— Você deu mesmo um tapa na cara da Louise?

Eu sorri e ela retribuiu, o sorriso da Maura é o mais lindo do mundo.

— Sim, eu queria quebrar a cara dela, mas o Frankie e o Korsak não deixaram.

Maura andou até onde eu estava e me deu um tapa na cara, coloquei a mão no rosto.

— Você merecia isso_ Ela disse_ Mas também merece isso.

Maura me puxou para um beijo, toda a saudade acumulada se revelou naquele beijo, nossas línguas brigavam por espaço, o beijo foi finalizado com selinhos, não nos afastamos, ficamos com os rostos colados, o nariz dela tocando o meu.

— Eu também te amo_ Maura disse_ E nunca me senti assim antes, é tão intenso que dói Jane... Eu não quero ficar longe de você nunca mais, nem por um segundo.

— Isso não vai mais acontecer, nós iremos nos casar, acho que comprar uma casa nossa, se...Você quiser claro, vamos levar a Jo Friday e os bebês...

Ela se afastou para me olhar, Maura estava com a boca aberta e os olhos arregalados.

— Bebês?

— Ou bebê, podemos pensar nisso depois, não sei, se vamos tentar uma inseminação ou adotar, mas eu gostaria de ter filhos com você, de ter tudo com você. Agora vamos aproveitar o agora, temos muito tempo para pensar no depois, você ainda tem uma semana de férias e eu também.

Peguei Maura no colo sobre os protestos falsos dela, Maura passou os braços envolta do meu pescoço e nos beijamos mais uma vez, eu pulei na água com ela no colo.

— Jane Rizzoli você não fez isso_ Maura disse e jogou água na minha cara, começamos uma pequena guerra e terminamos nos beijando.

— Eu te amo Maura Isles!!!_ Eu gritei.

— Eu te amo Jane Rizzoli!!!

Notas finais
Deixem seus comentários, quero saber o que vocês acharam.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!