Notas iniciais
E ela apareceu, corram para as colinas! kkkk. Voltei, tá curtinho,mas espero que gostem, eu pensei que a Jane iria brigar com a mãe da Maura, mas na verdade quem vai se incomodar com essa visita será a... Leiam pra saber.

Maura abriu os olhos e pegou o celular na mesinha ao lado da cama, olhou a hora e fechou os olhos ainda sonolenta, ela olhou novamente a hora e levantou da cama em um pulo, correu para o banheiro para fazer a sua higiene matinal, depois de vestida ela se empenhou em tentar acordar Jane, o que Maura sabia ser uma tarefa difícil.

— Jane acorda! _ A morena cobriu o rosto com o lençol e virou para o outro lado_ Jane não temos tempo para isso hoje, eu tenho uma hora para chegar até o aeroporto e torcer para que ninguém precise de uma autopsia_ Não houve resultado, Jane continuava dormindo_ Jane, minha mãe chegou, está lá na sala esperando para te conhecer_ A detetive levantou rápido e saiu tropeçando no edredom, ela entrou no banheiro e Maura ouviu o barulho da água caindo _ Usarei o nome de Constance mais vezes a partir de hoje_ Maura disse para si e riu.

Jane não ficou brava ao descobrir a verdade, na verdade ela ficou feliz em saber que Constance não estava esperando por ela há um longo tempo, seria uma péssima primeira impressão deixa-la esperando. Jane concordou em ir junto com Maura para o aeroporto, as duas tomariam café na volta, estavam prestes a sair de casa quando a campainha tocou.

— Eu abro_ Jane disse e abriu a porta, olhou para aquela mulher de óculos escuros, com uma bolsa em um dos ombros e segurando uma mala na mão, só poderia ser Constance_ O que aconteceria se eu fechasse a porta agora? _ Jane pensou, mas depois desistiu e abriu espaço para que a mulher entrasse.

— Quem era meu amor?_ Maura parou logo que viu Constance parada na sala, ela não havia falado com a mãe sobre Jane, a loira percebeu que Constance arqueou a sobrancelha, uma reação sútil após ouvir a filha chamar outra mulher de “meu amor”, Maura conhecia a mãe muito bem para saber que Constance iria querer explicações depois, sempre sútil, mas de um jeito que seria agressivo mesmo assim_ Constance, me atrasei?

— Não, mudei o horário do meu voo, cheguei mais cedo, a falta foi minha, esqueci de avisar.

— Posso levar a sua mala para o quarto de hospedes?_ Jane disse sorrindo, um sorriso nervoso que Maura não viu pois ainda encarava a sua mãe.

— Não obrigada_ Constance respondeu, olhando para Maura_ Eu mesma levo, tem algumas coisas frágeis aqui, coisas importantes para mim não podem ficar sobre os cuidados de todos_ Constance saiu da sala e se dirigiu para o seu quarto, quando não poderia mais ser ouvida pela mulher Maura olhou para Jane.

— Ela me chamou de coisa e com “todos” ela quis dizer qualquer um, me comparou a uma coisa que você não pode tocar, porque é uma qualquer.

— Maura tenho certeza que não foi isso_ Jane disse tentando contornar a situação, Maura arqueou a sobrancelha e olhou séria para Jane_ Ok, foi exatamente isso que ela quis dizer, mas ela deve estar surpresa, você ainda não havia contado sobre nós, sua mãe deve estar preocupada com você.

— Então essa seria a primeira vez que isso acontece_ Maura saiu da sala e foi para cozinha preparar o café da manhã.

Essa será uma guerra civil e eu estou presa bem no meio_ Jane pensou_ Maura, quer ajuda?

***

Jane sentou ao lado de Maura e Constance sentou de frente para elas, Jane observava as duas a todo o momento, as expressões, o modo como colocavam a xicara na mesa, qualquer sinal de agressão, ela sabia que se as duas fossem se agredir não seria fisicamente, mas não conseguia parara de observar.

— Onde vocês duas se conheceram?_ Constance perguntou em um tom aparentemente calmo.

— Em um jantar, Jane achou que estava jantando com a Verônica, ela não pôde ir e me pediu um favor, eu expliquei tudo, mas a Jane já havia se interessado por mim.

— Verônica, Claro... Então ela se apaixonou, mas como você se apaixonou?

— Trabalhamos juntas, Jane é detetive da homicídios...

— E você a legista do departamento, um casal um tanto mórbido_ Constance levou a xícara a boca_ Então ela...

— Jane, o nome dela é Jane Rizzoli_ Maura corrigiu.

— Então a Rizzoli usou seu charme para conquista-la, deve ser muito boa, até onde eu saiba você é hétero, talvez Bissexual agora, não sei...

— Isso não é importante, sim Jane me conquistou, ela é uma mulher incrível.

— Ela também deve ser bastante inteligente, você é muito bonita, tem dinheiro...

— Constance, não termine o que está dizendo.

— Maura, vamos ser práticas...

Jane estava prevendo uma grande discussão, sim ela se sentiu ofendida com o comentário da mãe da Maura, mas talvez se ela tivesse uma filha agisse assim também, Constance não a conhecia, Jane tinha certeza que faria ela mudar de opinião, a detetive rezou para um milagre salva-la daquela guerra, e foi atendida porque seu telefone tocou e depois o de Maura.

— Rizzoli, sim estou indo.

— Eu e a Jane precisamos trabalhar, tente achar algo para fazer_ Maura disse levantando da mesa e jogando o guardanapo com certa agressividade, Jane acompanhou a loira e foi pegando suas coisas no caminho, entrou no carro e ficou calada, sabia que não era o momento para falar.

Quando chegaram à cena do crime Frankie e Korsak já estavam lá, eles repassaram para Jane as informações que tinham, Maura fez uma rápida analise do corpo e seguiu os funcionários do necrotério, ela saiu sem trocar uma palavra com Jane, precisava manter o seu profissionalismo e se falasse com a namorada sobre o que aconteceu no café da manhã, provavelmente todos os sentimentos reprimidos que sentia por Constance iriam atrapalhar o seu trabalho. Ela apenas deu um meio sorriso quando passou pela morena e entrou no carro.

Maura esperava encontrar Lisa, a assistente era sempre pontual, mas ela não estava lá, perguntou a outros dois assistentes e eles não souberam informar nada sobre Lisa, Maura já estava preocupada, tentou ligar para Lisa, mas o celular estava desligado, ela pediu a ajuda de outra pessoa e começou a autopsia, vinte minutos depois Lisa entra no necrotério, com a roupa toda amassada e um óculos escuros no rosto, Maura olhou para ela e todas as desculpas que Lisa pensou em dizer tiveram que ficar para depois, melhor esperar a legista largar o bisturi, mas tudo bem, a noite com Verônica valeu a pena, se Maura matasse ela, Lisa morreria feliz.