A mudança

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Queria agradecer a NisePotter pelo comentário

Depois de muito, mas muito tempo mesmo, consegui chegar a casa.
O táxi finalmente parou em frente a uma casa que ficava no final da rua dos alfeneiros nº 60. A casa era antiga, mas era linda, dois andares, tijolo avista, tinha um jardim bem cuidado obviamente obra de minha mãe, já que ela adorava.
Não perdi mais tempo, sai do taxi, peguei minhas bolsas, que no caso era só duas, paguei o taxista e caminhei admirando a casa, que era simplesmente perfeita por fora.

Quando ia apertar a campainha, abriram a porta e minha mãe começou a gritar me abraçando, logo veio meu pai e os dois começaram a me abraçar, como se não me vissem há anos, e não somente a poucos meses.


–mãe? Pai? Não to conseguindo respirar _ falei com dificuldade.
Os dois me soltaram bruscamente e nisso comecei a tossir um pouco.
–ai meu Merlin você esta bem querida? _ ela já começou a me examinar me fazendo um monte de pergunta.
Lembrando que já aconteceu tudo isso, e ainda nem coloquei os pés pra dentro... Ainda estava na porta.
–relaxa to ótima!! _falei rapidamente tentando que ela ficasse menos preocupada.
–Mione, o que esta fazendo aqui? Pensei que só viesse daqui alguns dias? _ nisso meu pai perguntou.
– a diretora me liberou antes, então resolvi vir antes. _respondi dando de ombros.
–e suas irmãs? _
–elas estão terminando os NON’S e só vem um dia antes da Copa Mundial.
Entramos, e pude ver que a casa não era só linda por fora, como também por dentro.
Minha mãe me mostrou a sala de estar, a cozinha, a sala de TV, o escritório, a biblioteca, sala de jantar, lavanderia, e no segundo andar tinha 8 suítes sendo três para mim e minhas irmãs, um para eles obviamente e o restante para visitas. Por mais antiga que fosse por fora, dentro era tudo moderno.
–Mione como não sabíamos que você vinha nos temos um jantar de negócios para hoje._ meu pai falou calmamente.
–tudo bem, sem problemas vocês vão eu fico_ afinal o que poderia fazer, já que não tinha avisado que vinha mesmo.
–mas não vai mesmo, você vai com a gente_ minha mãe falou num tom que não dava para contestar.
–o que eu vou ficar fazendo lá?_ perguntei aflita afinal só tinha gente velha que fica falando de um monte de coisa sem sentido.
–sem discussão você vai e pronto_ meu pai falou dando ponto final.
Concordei sem opção.


Logo subi para o meu quarto, para tomar um banho e começar a me arrumar.
Terminei rapidamente o banho e coloquei um vestido azul marinho com um cinto marrom, calcei um sapato de salto preto, deixei meus cabelos soltos e lisos com alguns cachos nas pontas, passei só um gloss (nunca fui muito fã de maquiagem) peguei uma bolsa de mão e pus dentro minha varinha, junto com meu celular.


Assim que terminei desci até a sala e dei de cara com meus pais, ela usando um vestido preto meio justo, com uma meia calça escura e um salto, os cabelos loiros estavam lisos e soltos, e meu pai estava com uma roupa social toda preto, exceto pela camisa que era branca.


Logo estávamos dentro do carro seguindo em direção a casa dos Dursley. Em alguns minutos já estacionava em frente a casa numero 04, que ficava na mesma rua que a nossa. Era uma daquelas casas padrões, simples mais bonita.

Desci do carro, e fiquei olhando em volta para ver se não tinha como sair dali, com alguma desculpa idiota, e nisso vi uma senhora na janela de uma casa próxima, nos encarando.


Minha mãe colocou sua mão em meu ombro, me fazendo desviar da senhora,
–vamos querida. _ começamos a andar em direção a porta
Dei um suspiro.
–tem certeza, acho melhor eu voltar pra casa, assim vocês conversam melhor sobre os parafusos, porcas e sei lá mais o que._ falei como ultima tentativa.
Meu pai deu uma gargalhada e respondeu.
– claro... _ dei um sorriso pensando que tinha ganhado. -... Que não, se a gente tem que enfrentar esses jantares chatos, você também vai ter que aguentar.
–isso é sacanagem se soubesse nem tinha vindo hoje_ falei nervosa.
–ahh minha estressadinha veio a tona_ minha mãe falou com deboche.
Nisso meu pai apertou a campainha.
E não deu nem tempo da gente respirar e um garoto alto, moreno de olhos verdes abriu a porta e nossa ele era um gato.

Jesus, Merlin e todos que quiserem me abanem.
Talvez não seja um jantar tão ruim assim. Só talvez.

Notas finais
Até o próximo. XOXO
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.