A moça da capa vermelha
5 O amor chegou.
– Aconteceu alguma coisa entre vocês meu filho?
– Depois nós conversamos, estou atrasado. — Disse e sai o mais rápido que pode. Se eu fala-se que sim papai ia ficar entusiasmado com a história e ficaria complicado para mim. Me encontrei com os guardiões e fomos em direção ao reino, as pessoas estavam felizes apesar de tudo oque tinha acontecido. Eu também estava feliz, estava amando e nada nesse mundo podia estragar meu dia. Foi um dia] tranquilo, sem complicações e logo, logo mais um dia havia se passado, e como o prometido eu fui ao hospital ver Catarine.
– Vejo que me salvador chegou — Disse ela feliz.
– Sim, cheguei. E você, como está hoje?
– Melhor agora gatinho! — Nós rimos
– Que bom! Posso dar um pulo para perguntar quando você terá alta?
– Claro vai lá.
– Doutor?
– Sim?
– Quando Catarine terá alta?
– Olha provavelmente amanhã mesmo.
– Sério?
– Sim, ela reagiu muito bem aos remédios e seus ferimentos já estão cicatrizados.
– Ok doutor, jamais vou poder lhe agradecer por isso
– Não foi nada.
– Vou lá contar para ela. — Cheguei no quarto e abri um sorriso.
– Oque foi?
– Tenho boas notícias.
– Hum, conte-me. — Ela disse e sorriu.
– Amanhã provavelmente você terá alta meu bem.
– Jura? — Ela disse com expectativa.
– Uhum.
– Oh, não acredito! — Ela disse e me abraçou, e na emoção do momento acabamos nos beijando. O beijo dela era ardente e cada parte do meu corpo queimava, tudo oque eu queria era ela naquele momento. Quando o beijo acabou ela abaixou a cabeça como se estive-se se sentindo culpada.
– Oque foi meu amor?
– Não deveríamos fazer isso.
– Porque não? Eu quero e você também quer. — Olhei no fundo dos seus olhos e nos beijamos novamente, e de novo, e de novo, e de novo, eu simplesmente não conseguia parar de beijar ela. Seu beijo era tão bom!
– Ei, chega de me beijar. — Ela riu, acariciei deu rosto e lhe dei um selinho.
– Eu te amo Catarine.
– Eu também te amo Fernando. — Ouvir ela me chamando de Fernando foi terrível, mais eu tinha medo e preferia manter essa mentira, mesmo que me partisse o coração.
– Agora eu vou ir embora ta bom?
– Hum, então é assim? Você vem me visitar, fica só uns 15 minutos, se aproveita de mim e vai embora? — Ela riu
– Está tarde. — Eu sorri. — Você quer que seu salvador fique com olheiras ridículas, porque está sem dormir?
– Ai meu Deus, arrumei um salvador vaidoso demais. — Nos rimos.
– Até amanhã meu amor.
– Até, mais um beijo?
– E depois eu que sou o aproveitador... — Nos rimos e nos beijamos. Depois eu fui para casa, jantei e fui dormir. Hoje o dia tinha sido muito bom. Finalmente eu tinha encontrado o amor da minha vida. Nem conseguia acreditar, depois de tanta espera ela veio em um momento que eu nem estava esperando, como a vida é engraçada né?... Cheia de surpresas, só vivendo mesmo para desvendar os seus mistérios. Mais chega de pensar, melhor tratar de dormir para ir ver a minha linda, amanhã. Acordei cedo, e fiquei andando de um lado para o outro esperando entardecer para ir ao hospital. Quando chegou a hora que o hospital abria tomei o café da manhã e fui correndo para o hospital, quando cheguei fui direto no médico perguntar se Catarine teria mesmo alta. Conversei com o doutor e ele me deu a resposta. Fui contar para Catarine. Entrei no quarto com a cara séria.
– Oque foi amor? — Ela me perguntou preocupada.
– Tenho uma notícia não muito boa.
– Eu não tive alta né?
– Sim amor. — Ela abaixou a cabeça triste. — Você teve sim alta. Eu sorri.
– Qual o problema então?
– Você vai ter que me aturar agora. — Ela riu
– É só isso?
– Sim.
– Ah, quanto a isso não se preocupe, eu sei domar a fera. — Disse ela e logo apos me deu um beijo.
– E então minha princesa, está pronta para ir pra casa?
– Estou. — Eu peguei ela no colo e sai carregando ela hospital afora, eu nem acreditava que eu estava tirando ela dali.
– Consegue subir no cavalo?
– Claro amor, eu estou bem. — Ela riu
– Ta bom, vou me controlar. — Ela subiu e também subi atrás dela. — Bom, a rédia é sua, agora você vai até sua casa, porque eu não faço a mínima ideia de onde é. — Ela pegou as rédias e foi até uma casinha pequena.
– É aqui, você quer entrar?
– Eu adoraria, mas não posso, não estou preparado emocionalmente para ser papai. — Ela riu.
– Bobo! Mais é sério.
– E se agente desse uma volta?
– Uma volta? Sim, sair por ai, conversar.
– Acho uma ótima ideia. Escuta um dia você me leva na sua casa? — Gelei quando ela pediu isso
– Outro dia. — Eu sorri, mas na verdade eu queria chorar. Pensei em contar a verdade, mas fiquei com medo. Medo de tudo acabar, medo de ela se zangar e preferi contar depois, quando ela tive-se se apegado mais a mim, acho que seria mais fácil dela me perdoar. Sim, eu estava com a minha decisão tomada, eu iria esperar um pouco mais para lhe contar a verdade, só não sabia como fazer isso.
- E ai? Vai ficar pensando na morte da bezerra ou vamos dar a nossa volta logo?
- Vamos dar uma volta. — Peguei na mão dela e saímos andando. Eu não tinha preocupações, só tinha ela ali livre, comigo.
- Eu ainda não conhecia esse caminho.
- Foi aqui que eu te encontrei.
- Nossa, obrigada de novo meu amor.
- E você, oque veio fazer em Certiperce?
- Eu vim só a passeio como te falei, mas agora com você aqui eu resolvi ficar. Eu também gostei da cidade, é bem hospitaleira e as pessoas são unidas, ajudam umas as outras. É o melhor lugar que eu ja vivi.
- Porque, você ja viveu em mais quantos lugares?
- Em vários outros.
- Deve ser legal viver assim, de lugar em lugar, conhecer pessoas novas, em fim.
- É sim. Difício é os deixar.
- Imagino que sim. Deixar quem amamos e a coisa mais dificio do mundo.
- Ainda bem que eu nunca vou ter que te deixar. — Ela disse e sorriu.
- Se me deixa-se eu iria atrás de você até o fim. — Passei minha mão pela cintura dela a aproximei ela de mim e disse — Quem ama não deixa o outro partir, e eu não vou deixar você ir a lugar nenhum sem mim, porque eu te amo. — Nos nus beijamos, e sinceramente? Foi o melhor beijo da minha vida. Eu sentia o corpo dela ao meu e suas mãos na minha nuca, eu estava enlouquecido de amor. Ela tinha um poder sobre mim que me fascinava. Não sei explicar, mais oque eu sentia por ela era muito profundo. Eu a amava de verdade.
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