A morte está mais perto do que você imagina
1 Capítulo 1
Notas iniciais
- Elizabeth
- Morgan
- Christine
- Dorah
- Joane (benzedeira)
São Paulo, 2013
-Por quê? Porque meu Deus? Porque comigo? Minha filha, não isso não pode ter acontecido... –diz Elizabeth aos prantos descendo correndo a escada de sua casa.
Eram exatamente meio dia e uma amiga da família trouxe naquele momento uma notícia que mudaria inteiramente a vida de todos.
Elizabeth era mãe de 4 filhos, morava em uma comunidade de baixa classe (favela) em São Paulo onde a criminalidade se fazia rotina, bastava espiar pela janela e qualquer um veria que o ambiente não era lá essas coisas. Elizabeth havia tido sua terceira filha em 1997 batizou-a de Morgan, uma linda menina que de tão branca era facilmente confundida com uma boneca de porcelana e os cabelos negros como a noite que sobre caía São Paulo naquele verão.
Morgan havia completado 16 anos há pouco tempo e já tinha um currículo nada correto, era viciada em cocaína, maconha, lança-perfume e já chegou a experimentar crack. Revendia drogas na comunidade onde vivia, há pouco tempo havia dado umas bordoadas em Dorah, uma traficante antiga de lá uma das mais experientes.
Morgan dava varias desculpas por traficar, sabia que era errado, mas não parava. Dizia que era por conta da ausência do pai, agressões verbais que sua mãe disparava contra ela ou até por precisar de dinheiro. Ganhava muito dinheiro traficando, mas o gastava com drogas que consumia diariamente. Sua mãe, auxiliada pela sua avó, insistia que Morgan acabaria morrendo se continuasse nessa vida... Mas Morgan fazia pouco caso e nem ligava para o que as duas velhas chatas diziam.
A família conhecia Joane uma benzedeira que tinha uma fé inabalável, Morgan confiava muito nela e em sua família, confiava á ponto de contar seus maiores segredos. As famílias eram tão unidas que se faziam uma só.
Joane estava presente no dia a dia da família, benzia os recém-nascidos e as vezes ajudava á todos financeiramente. Havia previsto morte na família, mas não revelou á ninguém pra não amedronta-los.
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